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    Tagueado com " Pr. Juninho Falleiro"

    Reformando a Igreja fincada na Rocha

    1 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Em certa oportunidade, Jesus disse: “sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Mt. 16:18. Muitos teólogos interpretam esta situação como se o Filho de Deus estivesse falando de Pedro e que a Igreja o teria como base, como líder, como exemplo maior em sua história.

    Contudo, não consigo entender assim. Como Jesus poderia estabelecer sua amada Igreja, comparando a alguém pecador e extremamente falho? Afinal, Pedro era um homem de personalidade forte, agressivo, brigão, rude, iletrado e que negou o próprio Jesus. É claro que, pensando de forma bem humorada, muitas denominações se assemelham a Pedro e suas características hoje, não pelo que a Bíblia diz, mas por terem se perdido em sua caminhada.

    O significado do nome Pedro no grego vem de “Petros”, que significa: homem-pedra, mas o termo que Jesus usou no texto original, foi a palavra “petra” que significa: sobre esta rocha, que era uma forma feminina do idioma e não significava nome próprio. Assim, fazendo uma análise mais profunda, percebo que a pedra a que Jesus se referia não era o apóstolo, mas o próprio Jesus, que, segundo as Santas Escrituras, é chamado de: “a Rocha ou Pedra Angular”. 1 Pe. 2: 7.

    Esta Igreja, a Igreja de Cristo, não é uma simples instituicão, ou mais um órgão operacional dos milhares que existem. A Eclésia (em grego: Εκκλησία; transl.: ekklésia), “assembleia por convocação, assembleia do povo ou dos guerreiros, assembleia de fiéis, lugar de reunião, adoração e fraternidade, a igreja viva de Deus”, tem como estrutura os elementos de Jesus e, justamente por isso, no século XVI, um monge católico inconformado se posicionou
    para resgatar esses valores, que foram se perdendo com o passar dos séculos.

    Martinho Lutero oficializou sua luta pelo resgate da Igreja naquilo que hoje conhecemos como Reforma Protestante, que foi um movimento reformista cristão, culminado no início do século XVI. A publicação de suas 95 teses em 31 de outubro de 1517, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, foi para protestar contra os diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano e a restauração dos valores e da essência da mesma.

    Portanto, é impossível passar por este mês e não trazer à memória quem nós somos como Igreja, de onde nós viemos, e para onde iremos. A Biblia diz: “Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para a sua maravilhosa luz.

    Vós, sim, que antes não éreis sequer povo; mas, agora, sois o Povo de Deus; não tínheis recebido a misericórdia, contudo, agora a recebestes”. 1ª Pedro 2: 9 e 10.

    Assim, a Bíblia fala de Jesus sendo a Rocha Eterna e a Pedra Angular. Em outro texto, diz que Ele é o cabeça da Igreja, Ef. 1:22 e Ef. 5:23, e nós, propriedade d’Ele e reflexo de sua natureza. Dessa forma, ser Igreja é estar fincado na Rocha, que é Jesus, e ser guiado por Ele.

    Ele é o Senhor da Igreja, o que tem o nome mais poderoso e toda a glória. Seja este mês um bom motivo para reformarmos a Igreja de Cristo naquilo que ainda precisa ser feito.

    Com carinho, Pr. Juninho Falleiro

    A lição número um de Jesus

    29 abr 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    A palavra relacionamento se mostra como um grande desafio na caminhada cristã. Se relacionar é acreditar no potencial do próximo, abrir mão de valores para enaltecer os pensamentos daquele com quem se está interagindo. É perceber que entre as pessoas existe um grande abismo e, diante disso, construir uma ponte que possa ligar os dois lados passando por cima desse enorme buraco.

    Esse processo de engenharia não é dos mais simples, mas sempre é possível ultrapassar os limites quando se acredita naquilo que se está fazendo e acreditar nos relacionamentos é o que Jesus nos ensinou quando sintetizou todos os mandamentos em dois de maneira muito focada:

    “O Principal mandamento é: Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12:30-31).

    A intensidade dessa resposta simples e clara de Jesus surpreende qualquer nível de pensamento. Ao escolher esses dois mandamentos como os mais importantes do Antigo Testamento, Jesus mostra como é grande o valor que Ele atribui aos relacionamentos. Ele valoriza a unidade com Deus e de uns com os outros como centro da caminhada cristã. A lição número um de Jesus para as pessoas é: Valorizar uma vida feita com relacionamentos.

    No caminho, unidos nesta palavra de amor, compreendemos melhor conceitos como missão e discipulado, pois nada disso se realiza sem que haja a profundidade do relacionamento. Ser discípulo, ou discipulador,é ser essencialmente um doador de tempo, um simplificador de diálogos, um companheiro nas horas árduas e calmas da Mais que falar, ou ensinar, ser acaba sendo o melhor exemplo para que pessoas reconheçam os valores de uma vida e façam dela um modelo a seguir.

    Contudo, diferente disso, vemos hoje modelos de discipulados atualmente cheios de suas regras e opiniões, mas vazios no amor e na caminhada diária. São modelos frios e pautados em leis, distantes do amor a Deus e, principalmente, do amor ao próximo.

    O verdadeiro discipulado, aquele que certamente atinge os pontos centrais de uma vida, consiste nos gestos simples do viver. Quando aprendemos a perdoar, aceitar e, consequentemente, a amar, caminhamos ao lado uns dos outros e, nesse ir e vir, entre abraços, sorrisos, correções e ensinamentos, somos bombardeados pela beleza do amadurecimento na fé, compreendemos melhor o valor da Graça, e somos fortalecidos pelas ações do Espírito de Deus.

    Evidente que não basta só andar ao lado para se extrair o melhor de uma vida, no que diz respeito a Deus e ao próximo. Andar é o pontapé inicial, de uma longa e interessante estrada, mas, após a caminhada, fazer dos exemplos bíblicos a base para todo e qualquer processo de discipulado é fundamental para o enriquecimento e fortalecimento de um processo de discipulado. E, definitivamente, não há como doar tempo, andar ao lado, usar da Palavra e ser bem-sucedido, se o amor a Deus e ao próximo não for o combustível central desta seleta viagem.

    Jesus em sua passagem pela Terra deixou um grande legado para a humanidade, ensinou que o valor dominante da vida de cada um precisa ser o amor. O apóstolo Paulo aprendeu e sintetizou isso muito bem em sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo treze, quando destacou que por mais que tenhamos dons, talentos, belezas e riquezas, ou ainda que tenhamos as ciências deste mundo e o dom de profetizarmos, se o amor não estiver encharcando tudo isso, nada disso teria importância ou valor. Assim, por mais que cada pessoa tenha suas particularidades, amar sempre será o melhor combustível para crescer, amadurecer e, principalmente, obedecer esta orientação do Senhor, discipular no ato de se relacionar.


    Com carinho,
    Pr. Juninho Falleiro.

    Adversidade para o cristão é sinônimo de oportunidades

    31 jul 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Adversidade para o cristão é sinônimo de oportunidades.

    (Salmo 34)

    Adversidade pelo dicionário significa má sorte, infelicidade e, a verdade, é que durante a vida, estamos sujeitos a passar por aflições, lutas e dores, mas isso não significa que a vida é desastrosa ou cruel. Na caminhada diária, nos deparamos com todo tipo de situações, muitas são boas, evidentemente, mas outras medem nossas forças físicas, mentais e espirituais.

    A Bíblia fala que: “no mundo tereis aflições…” – Jo 16.33, e cita personagens que passaram por grandes desafios. Homens que andaram pela fornalha, foram jogados em cavernas com leões, e descreve até mesmo o Filho de Deus, que foi presenteado com pregos, coroa de espinhos e uma fria e dolorosa cruz. Na carreira de cada personagem desses descritos acima e de tantos outros, percebemos que todos passaram por adversidades, mas superaram suas lutas, porque “Adversidade na vida do cristão não é sinônimo de derrota, de queda, de desgraça ou infelicidade, adversidade na vida do cristão é a oportunidade dele aprender, crescer em sua fé e, principalmente, conhecer o poder de Deus”.

    Se estivermos passando por lutas, saibamos de uma coisa, isso não significa que somos infelizes, mas sim filhos que estão sendo tratados por Deus, amadurecidos na vida e aperfeiçoados em tudo. Aflições definem quem somos e, dependendo de nossa postura diante destas lutas, definiremos se somos vencedores ou não. Porque é possível sim, ser vencedor no meio de uma turbulência, de uma tempestade e, até mesmo, em uma aparente derrota. Não é porque o mundo está invertido hoje, que as noites aparentam ser mais longas e escuras, que a dor na carne está mais aguda, que nossa história se definirá em tragédia. Deus nos ama em todo o tempo e, ainda que nossos olhos não consigam enxergá-lo, Ele nunca se afastou de nós, deixou de nos amar e cuidar de nossas feridas.

    Dessa forma, voltando para novos exemplos bíblicos, aprendemos que passar por dificuldades pode ser um grande caminho de vitórias. Davi, por exemplo, teve a aflição de encarar um gigante guerreiro em batalha de vida ou morte, venceu, e foi abençoado se tornando rei. José do Egito passou pela dor de ter sido vendido pelos irmãos, foi dado como morto, escravizado, prisioneiro, mas com fé perseverou, não abriu mão da submissão a Deus, foi abençoado e virou governador do Egito. Noé teve a aflição de, durante anos, trabalhar na construção de um grande barco, ser motivo de chacota entre pessoas de sua época, lutou contra a falta de estrutura e experiências naquilo que Deus delegou a ele, mas foi fiel até o fim, e por isso venceu e foi abençoado juntamente com sua família.

    Sabemos que é difícil encontrar forças na hora do aperto, que seguir parece ser impossível; mas perceber que aflições, adversidades na vida não são sinônimos de derrotas, mas sim possibilidades de amadurecimento, tratamento, cura e manifestação da glória de Deus, é a melhor opção. Procurar entender isso para que nossa visão não se limite à dor e à tristeza faz de nós pessoas especiais aos olhos do Pai.

    Não há intenções nesta pequena reflexão em diminuir ou menosprezar as angústias vividas em nossa carreira. Claro que dói, que machuca, que vazios são apresentados nos corações, que lágrimas são liberadas, somos humanos, limitados, carentes, sem respostas para muitas perguntas. A intenção, aqui, é falarmos que a luta pode ser dolorosa, mas a recompensa dos que perseveram até o fim vale cada esforço. Deus é conosco e, no tempo d’Ele, tudo terminará bem. Lembremo-nos sempre disso.

     

    Com carinho, Pr. Juninho Falleiro.