• Inscreva-se no RSS da Catedral
    Tagueado com " Domitila Madureira"

    HOJE É O DIA PERFEITO PARA FAZER COISAS EXTRAORDINÁRIAS

    28 mar 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Os índios de certa tribo norteamericana iniciam seus dias refletindo assim: “hoje é o dia perfeito para fazer coisas extraordinárias”. E, ao por do sol, eles os encerram dizendo assim: “hoje foi um dia único e extraordinário!”

    Essa prática dos ameríndios me foi comunicada por um amigo astrofísico italiano que desafiou por sua vez a nós, seus amigos, a praticá-la com ele, em solidariedade à sua própria prática de iniciar e terminar seus dias com esses pensamentos. Eu aceitei a sugestão.

    Todos os dias, saio para fazer ginástica ao ar livre, no âmbito de um programa gratuito que o poder público mantém. E me sinto privilegiada por isso, agradecendo a Deus pelas inúmeras bençãos, provisões, livramentos e libertações que Ele tem operado em mim e em torno de mim.

    Da leitura de um livro e inspirada pela preocupação expressada por nosso pastor titular, acatei a sugestão de orar ao caminhar, abençoando nossos vizinhos, os moradores e visitantes de nosso bairro, aqueles que vem aqui para trabalhar ou estudar, os que por aqui passam ao fazer turismo, os servidores públicos que trabalham no bairro, os moradores de rua, enfim por todos sem exceção.

    Já dizia Carlos Castañeda, antropólogo americano, que a diferença fundamental entre o homem comum e o guerreiro, é que o guerreiro encara tudo como desafio, enquanto o homem comum encara tudo como ou bênção ou maldição.

    Napoleão Bonaparte afirmou que pessoas extraordinárias são meteoros designados para se incendiar de modo que a Terra possa ser iluminada. Eu não me importo muito com o resultado, estou mais preocupante com o meu vir-a-ser.

    Como disse o pastor David Gates, piloto e missionário: “Ore, não para ter uma vida fácil, mas para ser forte! Não ore por tarefas iguais a teus poderes, ore por poderes iguais a tuas tarefas. Então aquele o que fazer da tua obra não apenas será um milagre, mas você será o milagre pelo qual louvar Aquele que te fez ser quem você é.”

    Convido os que me leem a começar seus dias refletindo da mesma maneira que os índios nossos ancestrais, e a encerrá-los da mesma maneira. Cada dia é único e irrepetível. “O passado passou, o futuro ainda não chegou, só existe o eterno agora”, ensinou o grande homem que viveu na Ásia há 26 séculos, e que passou a ser chamado de O Iluminado (Buda, em sânscrito), após ter compreendido o drama da existência (nascer, envelhecer, sofrer e morrer).

    Que todas as bençãos fluam para você, que você e os seus possam estar bem e felizes. Possam todos os seres, sem exceção, vencer a inimizade, vencer a má vontade, vencer a ansiedade, possam todos serem felizes!

    Visite no Facebook: Entrada Proibida a Pessoas Perfeitas.

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    ABRIU MÃO DE US$ 362 MILHÕES PARA SEGUIR A CRISTO

    24 mar 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Nélson Motta, em sua biografia de Tim Maia (Vale Tudo), conta que Little Richard, o pai do rock and roll, se converteu a Cristo desde 1958! Depois ele voltou aos palcos, recrutou Jimi Hendrix – até então um comportado guitarrista – como músico para tocar em sua banda, tocou com os Beatles, foi com eles para a Índia e o resto já é lenda.

    Little Richard deixou a carreira musical em 1958, tornando-se novamente Richard Penniman, e inscreveu-se na Oakwood College Seminary School de Huntsville, Alabama, onde colou grau em 1961 como bacharel em Teologia. Foi ordenado ministro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, renegando seu passado mundano e se afastando do show business. A gravadora Speciality não gostou nada desta decisão e procurou forçá-lo a se manter nos palcos, exigindo para permitir que rompesse o contrato que ele assinasse um acordo abrindo mão de todos os seus direitos sobre suas canções. Little Richard, porém, estava determinado sobre sua vida com Deus e prontamente abriu mão de todos os direitos que detinha sobre sua música. Em 1961 gravou discos religiosos e excursionou pelo sul de igreja a igreja, pregando e cantando hinos religiosos.

    Ele conciliou as duas faces de sua personalidade e seu depoimento como ministro do culto era: se Deus pode transformar um homossexual como eu, Ele pode mudar sua vida também! Essa escolha representou abrir mão de direitos autorais sobre U$ 362 milhões, quando rescindiu o contrato com sua gravadora, acordo confirmado na justiça anos depois, em vista de ele ter aceitado essa alternativa para poder seguir a Cristo. Ele ficou sem a fortuna mas ganhou aquela Paz que excede todo entendimento.

    Richard Wayne Penninman comemorou 81 anos em 05/12/2013 apresentando-se ao piano, ainda em atividade porém sem sofrer com as duas facetas de sua personalidade: reconciliado com a música e mostrando que amar mais a Deus do que ao pecado realmente transforma vidas.

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Na Real: Fim do Labirinto

    16 mar 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Ano passado, um amigo me mandou uma dezena de páginas de um documento de 1553 em modo imagem, pedindo que eu verificasse sua autenticidade. Após algumas semanas de pesquisa, concluí que o artefato era genuíno mas de mão apócrifa. A Bibliothèque Nationale de France, interrogada, identificou o autor como sendo um italiano satírico. Convenci-me que essa pesquisa não tinha futuro, do que discordou meu amigo, insistindo que eu fosse mais fundo no tema.

    Em dezembro de 2013, para uma pastora metodista obter seu grau de mestra, traduzi alguns capítulos de um livro de Robert Sack, geógrafo americano que cunhou o conceito interpretativo a que chamou de “territorialidade”. Ali topei com uma nota de rodapé que me remeteu a localizar o artefato genuíno procurado, não mais no século XVI mas no século XI!

    Todavia a cada possibilidade que eu levantava correspondia uma porta fechada. Continuei encasquetada com o enigma. Escrevi para um professor de Lyon, especializado em História Medieval. Expliquei-lhe o problema e ele me respondeu pedindo alguns dias para levantar documentação secundária que me ajudasse. Algumas semanas depois ele me manda em modo imagem cinco páginas de um autor francês, das quais três eram relevantes e em cujas notas de rodapé encontrei novo enlace para continuar perseguindo a resposta a meu objetivo. Tinha, a essa altura, duas fontes secundárias apoiando minha hipótese, dois comentaristas: o americano apontando para 1080, o francês para 1229!

    Vasculhei os arquivos disponibilizados na grande rede e novamente o enigma se impôs: poço escuro, vazio, e tapado! Afinal consegui uma cópia da compilação de todas as decisões tomadas em Concílios e/ou Sínodos da Igreja Católica Apostólica Romana, compiladas por encomenda do papa Gregório IX e editadas por seu confessor, Raymond de Pennafort em 1234. Mas o documento é a versão francesa, de 1250, manuscrita portanto, com 522 páginas escritas numa língua chamada francês arcaico. Transcrevê-la ainda que parcialmente presume que eu aprenda outra língua, e morta! Deixei de lado, por um tempo, essa ideia. Há duas semanas, deleitava-me ao ler B. Lamounier, “Conversa em família”, quando fui dar com os costados nas suas referências bibliográficas, para checar o nome de um autor por ele mencionado. Foi dessa maneira que fui lembrada da Internet Medieval Sources de que eu andava esquecida. Para lá fui eu, abandonando meu lazer, e de lupa em punho pus-me a folhear tão rico acervo, fazendo meia volta inúmeras vezes, mas de uma dessas incursões saí com a resposta ao meu enigma!

    Descobri que, além do artefato que procuro, há outros dois documentos cujas fontes eu acabo de localizar, que são correspondências trocadas entre o papa e bispos de duas cidades, com séculos de intervalo. A partir daí, pude preparar um projeto de pesquisa visando localizar, traduzir e publicar esses três documentos que produzirão o resultado esperado, quer seja para publicar em livro, quer seja para obter o grau de mestra (no Rio ou em Lyon). Mas vamos ver quais são os planos de Deus: eles são melhores do que os meus!

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Quem vai estar no céu?

    6 mar 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Pode causar espanto mas o inferno vai estar cheio de cristãos, de todas as denominações, de budistas, de fiéis de todas as religiões. Quem então vai estar no céu?

    O céu vai estar cheio de pecadores. Sim, de pecadores arrependidos! De adoradores sinceros, nascidos escravos do pecado mas regastados pelo sangue de Cristo Jesus, conscientes de que não é pela força do nosso braço, não é pelo nosso conhecimento, não é pelo nosso esforço que temos sucesso, que garantimos nosso futuro, ou que alcançaremos a vitória.

    Nós te bendizemos Pai pelo dom excelso da vida de nosso Redentor e pela descida do Espírito Santo que nos dá intrepidez, que nos orienta, que nos defende da sanha do inimigo. Humildemente pedimos perdão de nossas faltas, erros, transgressões, omissões e pecados. Tu nos purifica e novamente, com que rapidez, voltamos a errar.

     

     

    Somente tua Graça indizível, teu amor misericordioso para nunca desistir de nós, nunca nos fechar a porta. Como é triste reconhecer que meu coração é duro quando, por disputa de lugar na fila, eu renego meu Salvador, quando ao invés de ceder meu lugar, eu duramente me imponho. Como lamento constatar que meu coração é mau, quando fiquei sobressaltada ao ter que passar por um morador de rua, sujo, drogado, carente, que se dirigia aos que entravam no centro comercial, bem diante da porta que eu iria usar.

    Paulo diz em Romanos 7:24 as palavras que ecoam em minha mente ao conseguir entrar em segurança no local sem ser abordada pelo mendigo: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo dessa morte?” Que conforto é saber que o Pai me perdoa. Como posso eu não perdoar a meus semelhantes? Como posso eu recusar tocar o corpo sujo de um mendigo, eu que estou consciente de ter recebido uma graça imerecida?

    Glorificamos teu nome, Pai porque tu és o mesmo hoje e sempre. Nossa esperança está em Ti. Tuas palavras não passarão e prometeste, em Gênesis 28:15, “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

    Palavras do Eterno! Que assim seja, desse jeitinho mesmo, e graças a Deus! Que nossas vidas possam ser boa propaganda de ti, ó Pai. Que não tornemos a nos sujar tão rapidamente após sermos purificados. Que nosso coração seja mais e mais parecido com o de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele a honra, a glória, o poder pelos séculos e séculos, amém.

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    A Pristina Geração Cristã: Policarpo de Esmirna

    24 fev 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Um dos cristãos dos primeiros tempos de nossa era, Policarpo se destacou por proclamar ter conhecido ao menos um apóstolo, João que, segundo Tertuliano, o teria nomeado bispo de Esmirna, cidade situada no que hoje conhecemos como Turquia, próxima ao mar Egeu. Nascido circa 70 d.C. , viveu provavelmente numa família cristã. Estudiosos têm como provável que Policarpo tenha encontrado mais de um dos discípulos do Mestre, de quem recebeu ensinamentos aprendidos diretamente de Cristo.

    Em meados do século II de nossa era, as especulações gnósticas se difundiram ativamente e várias coisas desconhecidas pelos cristãos foram tidas como derivadas das tradições secretas dos apóstolos. Assim, um alto valor foi atribuído ao testemunho que Policarpo podia dar quanto à genuína tradição da doutrina apostólica. E o seu testemunho condenou como ofensivas as novidades do Gnosticismo, invenções dos professores heréticos.

    Policarpo coroou seus outros serviços para a Igreja por um martírio glorioso.

    A história conta que o martírio de Policarpo foi o último ato de uma grande perseguição e teve lugar por ocasião de jogos realizados em Esmirna , em que outros onze sofreram antes dele. O procônsul de Éfeso fez o possível para convencer os acusados de salvar-se pelo perjúrio, renegando a fé cristã. Um frígio aceitou fazê-lo, enquanto um germânico açulou as feras para garantir uma morte mais rápida. A plateia gritava : “Fora com os cristãos!

    Vamos pegar Policarpo!” Policarpo, três dias antes de sua apreensão, teve uma visão de seu travesseiro pegando fogo, e interpretou-a para seus amigos: “Devo ser queimado vivo.” Quando os perseguidores se aproximaram, seus amigos insistiram para ele fugir , mas ele recusou dizendo: “Que a vontade de Deus seja feita.” Logo eles encontraram o magistrado romano que ordenara sua prisão e que insistiu com ele seriamente para salvar a sua vida: ” Que mal há em declarar ‘César é o Senhor’ e assim escapar à arena? Jure agora e eu vou deixar você ir”. Então Policarpo deu a resposta memorável : “Oitenta e seis anos eu O servi e Ele nunca me fez mal, como então posso blasfemar contra meu Rei e meu Salvador?” O procônsul , então ordenou que seu arauto anunciasse três vezes no meio da arena: “Policarpo confessou-se cristão.” Levantou-se um clamor furioso de pagãos e judeus contra este ” pai dos cristãos”. O presidente dos jogos foi chamado para soltar um leão contra Policarpo, mas recusou-se, dizendo que as exibições com as feras selvagens já tinham terminado.

    Em seguida, a uma só voz a multidão exigiu que Policarpo fosse queimado vivo. Quando a pilha de lenha ficou pronta, Policarpo ofereceu uma oração final, e a pira foi acesa. Mas a chama, sob o vento, se afastava do corpo, que podia ser visto, arrasado , mas não consumido. A fumaça parecia perfumada para os cristãos , seja por prodígio ou porque madeiras perfumadas foram usadas na pilha. Vendo que a chama estava morrendo, um carrasco foi enviado para usar a espada, que cravou em suas costas. Quando o sangue jorrou, abundante, a chama quase foi extinta. Os cristãos pediram para remover o seu corpo.

    A história do martírio de Policarpo é narrada em uma carta ainda existente, acerca da peregrinação de membros da Igreja de Esmirna à Philomelium (uma cidade da Frígia). Este documento foi conhecido por Eusébio, que transcreveu a maior parte em sua História Eclesiástica. Eusébio parece ter se equivocado no cálculo do ano em que isso aconteceu. Outras inferências, obtidas a partir dos documentos coetâneos subsistentes, permitem apontar a data do martírio de Policarpo como datando do sábado anterior à Páscoa, 23 de fevereiro de 155 d.C.

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Na Real: Se Jesus Voltar Hoje e Perguntar Por Que Você Deve Ir Pro Céu, Que Responderia?

    17 fev 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Eu diria que, em Seu nome, dei água aos sedentos e alimentos aos famintos. Que O adoro, seja no júbilo, seja em meio às lágrimas de provação e tribulação. Que O amo de todo meu coração, de toda minha alma, todo meu entendimento, todas as minhas forças. Que aspiro a que todos possam reconhecer que somente Ele é Deus e Cristo é o seu enviado.

    Que amo estar na Sua presença, que me deleito no estudo da Sua Palavra, que oferto com alegria e gratidão – bem além das possibilidades nas circunstâncias que vivo – e dizimo fielmente. Que aspiro vencer minhas fraquezas apenas para que outros que ainda sofrem nas trevas, conheçam através da minha vida sua luz, seu amor, seu poder e sua glória.

    Eu diariamente agradeço por ver a luz de mais um dia e peço que Deus me dê sabedoria para não desperdiçar o tempo, nosso bem natural mais escasso. Eu bendigo e louvo nosso Pai pelo dom excelso do sangue de Cristo e pela proteção do Espírito Santo mas tenho consciência que, entretanto, nasci escrava do pecado. Constato que mesmo tentando muito me aperfeiçoar, não foi pela força do meu braço, nem pelos meus conhecimentos, nem pelo meu esforço que alcancei misericórdia. E que não mereço ir para o céu mas tenho confiança inabalável que, pela Sua graça indizível, Ele me levará consigo. Sabe aquela pessoa que desprezada, criticada, rejeitada? Ela também foi feita à semelhança do Pai. Ela recebeu o mesmo Amor e Graça inexprimíveis, se como nós ela tão somente cessou de lutar e se rendeu aos pés do Redentor. Eu aspirei minha vida inteira por tomar sobre mim o Seu “jugo suave” (Mt 11:29,30), mas isso era só um pensamento até que eu realmente pus sobre Ele todos os meus fardos, numa experiência pessoal com Deus que vivi em uma abençoada reunião no ano de 2006.

    O missionário Anne van der Bijl, conhecido como Irmão André (nome sob o qual, por razões de segurança, ele ficou conhecido em países que perseguem os cristãos), relata que sofreu uma campanha de mentiras e ofensas por parte de uma sua conhecida de longo tempo. Não contente em falar mal dele, ela começou a caluniá-lo através de cartas enviadas para inúmeras pessoas de sua rede de relacionamentos. Por fim, terminou por lhe enviar diretamente uma carta injuriosa. Após orar sobre isso, ele respondeu a essa senhora por escrito, dizendo assim: “Você só diz isso sobre mim porque não conhece meu coração. Se o conhecesse, veria que sou muito pior do que você diz.” E a campanha cessou!

    Há pessoas que não aceitam nossas palavras, nossos convites, mas elas não podem evitar nossas orações. Parece-me que é melhor ser humilde, mesmo recebendo desprezo, rejeição e críticas, porque os humildes tomam para si sua condição de pecadores e assim se tornam aptos a serem redimidos. E inversamente, os orgulhosos encontram maiores dificuldades para alcançar a redenção, já que se isolam em sua autossuficência, e na ilusão de que são bons e que o inferno são os outros.

    Somente o Espírito Santo entrando com poder em suas mentes para corrigir suas opiniões errôneas. Eu oro para que todos que sofrem da ilusão de que o inferno são os outros possam superar isso, admitindo que também ofenderam ou prejudicaram a outrem, para que liberem e recebam perdão. E o que me move é certeza de que o problema sou eu, e a aspiração sincera de que todos possamos ser felizes.

    Que brilhe Jesus!

    Visite no Facebook a página: Entrada Proibida a Pessoas Perfeitas.

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Na Real: Coisas de Que Abro Mão Para Ser Feliz

    10 fev 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Se você está atravessando o inferno… não pare (Winston Churchill).

    Nós queremos ter sempre razão, às vezes ao preço de causar dor ou terminar um bom relacionamento. A próxima vez que esse hábito reaparecer, por que não se perguntar: “Prefiro ser feliz ou ter razão?” Eu abro mão dessa luta do ego que quer sempre ter razão! Prefiro ser feliz, desde um episódio vivido em 1998 no meu mundo profissional.

    A tentativa de estar no controle de tudo é vã, e nos impede de aceitar as coisas e as pessoas assim como de fato são. Eu abro mão da expectativa de estar no controle pelo bem estar de todos. O desapego é uma prática diária. O hábito antigo volta, mas eu persisto nessa tentativa, sigo insistindo!

    Há tempos eu perdi a ilusão de que o inferno são os outros. Desisti de culpar o governo, o síndico, meu marido, meu pai, meu filho, ou quem quer que seja, e reconheci que o problema sou eu! Com isso recuperei meu poder pessoal, parei de desperdiçar minha energia, meu tempo, e meu ar nessa racionalização infrutífera.

    Evito levar e trazer conversas desnecessárias e que podem causar desarmonia. Reconheço que os pensamentos vem e vão, não são “eu”, nem “meus”. Assim como surgem, desaparecem. Por que repetir pensamentos poluídos e destrutivos? Por que se apegar a um pensamento de mágoa, rancor, tristeza? Aprendi a evitar pessoas nessa situação, ao dizer: “Não fale disso, ore por isso”. Tomo cuidado com as crenças que tenho, elas podem ser limitantes. O pensamento é uma máquina que obedece imediatamente ao nosso comando. Assim, quando volta aquela velha ideia do “eu não consigo”, neutralizo esse pensamento com outro de sinal contrário, enunciado no presente e na forma afirmativa. Repito algumas vezes essa frase neutralizante até fazer cessar o fenômeno que me incomoda.

    “A boca fala do que o coração está cheio.” Evito murmurar, evito criticar, poupo minha energia e meu ar no esforço de me transformar, reconhecendo que sou a única responsável pelas circunstâncias nas quais me encontro. Você tem muita resistência à mudança? Bem vindo ao clube… mas lembre-se: somos livres para mudar! Eu deixei o passado no passado, não tenho mais ansiedade quanto ao futuro. Eu tive uma experiência real em 2006 com Deus, quando de fato coloquei todos os meus fardos sobre meu Redentor. Reconheço que não tenho nenhum poder sobre os outros, e nem sobre a impressão que eles tem de mim, não pauto a minha existência pelo julgamento dos outros. Há sempre alguém precisando do meu amor.

    E que brilhe Jesus! Visite no Facebook a página: Entrada Proibida a Pessoas Perfeitas.

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Na Real: Pés na Terra, Cabeça no Céu

    3 fev 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Quando eu era criança, morávamos onde ainda havia bosques e riachos para vadiar, ruas de barro para descer de carrinho de rolimãs , quando os meninos construtores nos emprestavam…

    Botávamos os pés na terra mas tínhamos nossa cabeça no céu. Era clube da Luluzinha contra clube do Bolinha. Estudávamos de manhã e após o almoço íamos brincar na rua, em frente de casa e maquinar travessuras. Se os meninos montavam armadilhas para pegar passarinhos, as luluzinhas lhes davam 15 minutos de vantagem e partiam na sua retaguarda desarmando as arapucas, por compaixão com os seres feitos para voar!

    As vezes com irmãs e irmãos mais velhos liderando, íamos a lugares mais distantes, como o bosque do colégio para balançar em cipós, ou ao loteamento vizinho para subir numa veneranda árvore de tão grande porte que permitia a gente se reunir entre os galhos. Fácil de escalar, para descer porém, eu amarelava. Tinha que ter auxílio dos mais experientes, igual aos gatos.

    Falando assim posso dar a impressão que minha vida foi um mar sereno. Mas não foi, não. Não foi mesmo. Ela é marcada por muitas sucessivas rupturas, inclusive as mudanças geográficas periódicas por conta do trabalho de meu pai – pastor e missionário da IASD – que me fazia perder as raízes, as amizades, e me levava a aprender a arte de viver em sociedades muito diferentes da minha origem.

    Alimentação diferente, cultura, estilo de vida, vocabulário diferentes, me pareciam penosos de aprender a manejar numa operação inútil porque dentro de pouco tempo iríamos da cultura pantaneira à cultura do jangadeiro nordestino, ou daquela dos flagelados das secas à do manauara da capital bem como do caboclo ribeirinho, em viagens que se medem em dias de deslocamento, no barco missionário.

    Hoje sou uma carioca deslumbrada com minha cidade natal, da qual fui privada por mais da metade da minha existência, combinando sentimentos de turista com outros de pertencimento.

    Graças a Deus que nas horas mais escuras de minha vida, eu – que duvidada demais de mim mesma – nunca duvidei de nosso amado Pai, Abba, e mesmo sem compreender muitas vezes as difíceis circunstâncias pelas quais passei, tive sempre fé inabalável na justiça de Deus. Com certeza não era um engano, não era a do vizinho a provação que veio dar à minha porta.

    Orei pedindo por confiança em mim mesma, e Deus me levou a viver situações desafiadoras que me permitiram melhorar meu amor próprio. Orei pedindo fé crescente, e como Deus me deu um espírito ensinável e zelo pela suas coisas, eu amo ouvir a palavra, sempre tomei para mim tudo que ouvia do altar, e minha fé foi aumentada. Tive uma forte experiência com o Espírito Santo em 29.12.2011 quando fui chamada.

    Hoje sei qual é minha missão e o propósito de Deus em minha vida. Compartilho a canção “I believe you” do Brooklyn Tabernacle Choir, de cujas palavras me aproprio, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=56-qxg7i118

    Deus abençoe você, leitor, leitora! E que brilhe Jesus!

    https://www.facebook.com/pages/Entrada-Proibida-a-Pessoas-Perfeitas/152918108239191

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Na real: Assessores de Deus

    19 jan 2014   //   por admin   //   Colunas  //  1 comentário

    Quem disse que esse mundo tem quer perfeito?

    Quando me lembro de minha juventude, observo que somos o que uma doutora em psicologia clínica chamou de “assessores de Deus”. Temos idéias de como melhorar esse mundo injusto, aspiramos a eliminar a desigualdade social, enfim, socorremos Deus com idéias para um mundo perfeito aqui e agora.

    Nossos jovens são cheios de vitalidade e como são compassivos também, enveredam pela trilha que busca o poder político como meio de transformação, na expectativa de ver suas aspirações materializadas. Eu passei por esse caminho, mas do ponto de vista de onde hoje me encontro vejo que essa estrada não dará nunca um resultado diferente, pois encontra-se inserida num plano de existência criado por Deus e, por seu mistério, é do jeito que é.

    Com a maturidade, tendemos a compreender melhor que não nos cabe reformar o mundo “assessorando Deus” , e a deixar de lutar pelo poder de dominar o governo e os povos para instaurar a nossa visão de paraíso. Descobrimos que a melhor maneira de reformar o mundo é reformando a nós mesmos. E que essa tarefa é difícil, muito difícil, mas viável.

    Os discípulos e o povo esperavam de Jesus que ele tomasse o poder e instaurasse um mundo melhor, um reino de sua Justiça aqui mesmo, sem compreender o real poder de Cristo, muito, muito maior do que qualquer poder terreno, um poder pessoal, o poder do Amor.

    Jesus sabia que tinha que se submeter àqueles que desejavam matá-lo. Embora dotado de grandes poderes, nunca fez um milagre para ou por si mesmo. Por obediência ao plano do Pai, tornou-se o maior Nome nos céus, na terra e embaixo da terra. Pelo espírito de concordância, com grande renúncia, obedeceu com imensa dor, para que todos nós possamos hoje, graças a Parakletos – o Espírito Santo – possamos vencer nossas próprias fraquezas e nos qualificar como vencedores.

    Graças a Deus, que desde Pentecostes, não é apenas pelo nosso conhecimento que garantimos nosso futuro, não é apenas pelo nosso esforço que teremos vitória, não é pela força de nossos braços que teremos sucesso! Louvado seja o nome de Cristo Jesus, para sempre seja louvado!

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Na real: Adoradores pecadores

    3 jan 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Muitos sofrem por não se sentirem aptos a conquistar a salvação através de boas obras.

    Apocalipse 12:10 nos diz que “o acusador de nossos irmãos […] diante de Deus os acusava de dia e de noite”. Amam com sinceridade a Deus, procuram se santificar, o que frequentemente os leva a desistir de ser cristão, por sentir que nunca preencherão as qualificações para isso. Essa reação na verdade coopera com o desejo de Satanás de anular o poder do Cristo ressurreto. Se fosse possível conquistar a salvação, não precisaríamos de um Salvador! É preciso vigiar e orar incessantemente para escapar a essa condenação insidiosa.

    É preciso estreitar a intimidade com o Pai, alimentar-se amiúde da Palavra de Deus, e jejuar seja individual, seja coletivamente. Orar para que não nos façamos mal a nós mesmos, em nome de nosso Redentor. Orar contra tudo que contraria a boa, agradável, perfeita vontade de Deus para seus filhos.

    Jesus Cristo removeu nossos pecados: se tropeçarmos, sempre podemos nos arrepender – como Pedro – e nos levantarmos. Não dê ouvidos à mentira insidiosa de que Deus te rejeita! Pedro foi perdoado e tornou-se um dos principais líderes da Igreja.

    ” Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna”, afirma Paulo em Romanos 6:22.

    Possamos nos revestirmos com a armadura de Deus, que nos protege dos dardos inflamados do Inimigo. Porque o Mestre dos mestres já o subjugou, este já não tem tem domínio sobre nós!

    Louvado seja o nome do Eterno!

    _ _

    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    Páginas:«12345»