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    O “CURRICULUM VITAE” DE UM HOMEM DE DEUS

    8 set 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O Texto que servirá de base para esta mensagem está em I Samuel 16.17-18. Vou contextualizar a narrativa usando um vocabulário com expressões usadas no nosso dia a dia atual. Mas, primeiro, vamos lembrar o que estava acontecendo. O rei Saul caiu da graça por desobediência ao Senhor e o Espírito de Deus se retirou dele e um espírito maligno passou a atormentá-lo, deixando-o muito abatido. Um dos seus conselheiros sugeriu a contratação de um bom músico que ao tocar seu instrumento para o rei aliviasse a opressão. O rei aprovou imediatamente. Não sei como funcionava a contratação naquela época e por isto estou usando os termos de agora. Sendo assim, teve início um processo administrativo que deveria examinar o “currículum vitae” dos candidatos a fim de escolher o melhor.

    Simultaneamente, naqueles dias, um jovem foi ungido pelo profeta Samuel, por determinação de Deus, para ser rei no lugar de Saul. Ele era músico, poeta, guerreiro e pastor de ovelhas, mas não tinha qualquer conhecimento sobre a vida no palácio real. Era Davi, filho de Jessé.

    O edital de contratação dizia: (v.17) “Buscai-me um homem que saiba tocar bem.” Não poderia ser qualquer um e “tocar bem” implica em ter domínio total do instrumento, da teoria e da prática.

    Então a pergunta é: como identificar a pessoa a ser escolhida?
    O texto diz: “então respondeu um dos assessores do rei” – isto significa que há uma pessoa certa a ser indicada para tratar daquilo que nos interessa.

    Na sequência o texto também diz: “conheço um filho de Jessé”.
    “Conheço (tenho visto)” – isto é: o candidato tem um testemunho público que pode ser testificado por todos. “Filho de Jessé” – não é uma vida qualquer! Tem berço, tradição, referência, vínculo familiar. Seu pai tem um nome conhecido.

    Segunda pergunta: qual é o perfil da pessoa a ser escolhida? Qual o seu currículo? Não um currículo segundo o que “minha mãe gostaria que eu fosse”, mas um currículo testemunhado publicamente, não escrito com caneta em um papel, mas vivido no dia a dia. Um verdadeiro retrato instantâneo!

    Vem, agora, a citação das qualidades que testificam de Davi e evidenciam que ele é o escolhido de Deus:
    a) Sabe tocar – um bom músico, que mesmo tendo o dom, treina, estuda, ensaia muito e se esforça para dar sempre o melhor de si.
    b) É forte e valente – é firme, não é covarde, nem medroso, enfrenta qualquer situação.
    c) É animoso – não é apático nem desanimado. É animado e vibra com o que faz!
    d) É homem de guerra – um bom soldado, treinado, disciplinado, disposto para a luta, sempre pronto para o que der e vier.
    e) É sisudo em palavras – fala bem, de maneira objetiva, na hora certa e o suficiente (sabedoria).
    f) É de gentil presença (boa aparência) – uma pessoa agradável, sincera, que sabe ouvir.
    g) O Senhor é com ele – e esta é a qualidade mais importante, é cheio do Espírito Santo e da unção do Senhor. Homem de Deus!

    Finalizando: diante de tudo isto, o rei Saul declarou: “Achou graça em meus olhos” (v. 22b).

    No verso 23, Deus operou libertação, isto é, resolveu o problema, satisfez o objetivo da sua contratação (louvor que liberta!). Por outro lado cumpriu-se o propósito de Deus, de dar a Davi a oportunidade de viver um tempo no Palácio, numa circunstância privilegiada, numa espécie de aprendizado do que é ser Rei de uma nação. Conforme diz uma frase já consagrada no nosso meio: “Deus nem sempre chama os preparados, mas prepara os que são chamados”.

    Quais os desafios que esta Palavra coloca para nós? Para a nossa mocidade? Para os pais? Para o Ministério do Louvor?

    A Deus, honra e glória!

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    A Escrita na Parede – Daniel 5

    13 ago 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Primeiro faz-se necessário trazer algumas considerações, a título de introdução.

    O capítulo 5 de Daniel trata do reinado de Nabonídius exercido por seu filho Belsazar. É um capítulo histórico, porque narra um fato verdadeiro, que realmente aconteceu, mas com um sentido espiritual e profético.

    Daniel já estava com, aproximadamente 87 anos de idade, porque o capítulo 4 data de 573 a.C e o capítulo 5 data de 538 a.C. Nabucodonosor já havia morrido em 562 a.C. Reinava Nabonídius, filho de Nabucodonosor e pai de Belsazar a quem designou como governador da Babilônia. Na realidade, segundo alguns historiadores, Nabonídius detestava a vida palaciana e sua burocracia e rituais pra tudo, preferindo estar liderando e comandando suas tropas, que estavam ocupadas em se defender contra os invasores. Já Belsazar, seu filho amava a vida de prazer e luxo que o palácio oferecia, com toda a sua pompa. Assim, embora fosse príncipe e governador, nomeado pelo rei, na ausência do pai ele assumia de fato as funções de rei.

    A cidade vinha sendo atacada pelas tropas de Ciro, que tinha em mente tomar a Babilônia. Nabonídius estava ausente da cidade, justamente no comando de seu exército, que oferecia resistência a Ciro, que aparentemente havia recuado.

    Era dia de alguma festa comemorativa importante na cidade e Belsazar aproveitou para comemorar em grande estilo, não se importando com a situação de guerra, com a ameaça de Ciro ou mesmo com a ausência de seu pai.

    Podemos discernir aí as consequências de uma vida vazia, que procura suprir o “vácuo interior” com festa, amigos bajuladores, muita bebida e tudo o que isto proporciona. Assim Belsazar promoveu no Palácio um grande banquete para mil convidados dentre os seus grandes, pessoas influentes, de alta posição política e social.

    Já sob o efeito do álcool e certamente querendo provar alguma coisa para si mesmo e para seus amigos, Belsazar manda buscar os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu avô, trouxe do Templo de Jerusalém, mas nunca havia tocado em nenhum deles. Belsazar sabia que eram vasos consagrados ao Senhor, para uso exclusivo no Templo, em Jerusalém. Mesmo assim, determinou que todos usassem estes vasos e taças para beber na festa e então, todos bêbados, dão louvores aos deuses da Babilônia.

    Mais uma vez procurando discernir o que está acontecendo, identificamos nas atitudes descritas no parágrafo anterior, uma inspiração do maligno, envolvendo deboche e profanação dos objetos do Templo. Vemos aí também o desejo de imitar os sacerdotes, que eram as únicas pessoas que podiam usar aqueles utensílios consagrados. Por inferência, estavam como que anulando a unção do Senhor
    sobre aquelas vidas, chamadas, vocacionadas para o serviço santo a Deus.

    Nos nossos dias, no mundo de hoje, podemos identificar as mesmas coisas: vidas vazias, festas, orgias, amigos bajuladores, preconceitos, deboche pelas coisas do Senhor, profanação, embriaguez, idolatria.

    Mas com Deus não se brinca e de Deus não se zomba. Diz o verso 5 que “na mesma hora” veio o Juízo de Deus sobre todos que ali estavam! Enquanto as pessoas julgavam que tudo ia bem, Deus cumpriu a sua Palavra. Uns dedos de mão de homem escreveram na parede e o rei viu a parte da mão que estava escrevendo. Belsazar ficou completamente apavorado e perturbado: mudou o seu semblante (caiu a máscara), pensamentos confusos (não conseguia entender o que estava acontecendo), os lombos se relaxaram (perdeu a pose, elegância posta abaixo), os joelhos bateram um no outro (medo e insegurança vieram à tona e foi visto por todos). Reunindo as forças que ainda lhe restavam, o rei ordenou que chamassem os sábios, adivinhos, astrólogos, etc. O rei está desesperado e apela para quem não tem nada a lhe oferecer (experiência já vivenciada por seu avô, Nabucodonosor). O rei faz promessas de um rico e poderoso desesperado que quer comprar o seu livramento: oferece vestido de púrpura (tecido mais caro do que o ouro usado para fazer roupas para a realeza), cadeia de ouro no pescoço (grandeza), terceiro no domínio, depois dele e de seu pai (poder, glória humana).

    Tudo em vão. Ninguém consegue ler nem interpretar a escritura na parede (o que é espiritual só se discerne espiritualmente). O desespero só aumenta e agora todos estão sobressaltados.

    O alvoroço é tanto que chega até à Rainha-mãe (avó de Belsazar), que não estava no banquete. Logo ela tenta consolar o neto e lembra-se de situações semelhantes quando seu marido, Nabucodonosor, recorreu a Daniel. Diz ela então: “há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos…” Daniel estava esquecido pela nova geração, mas o seu testemunho de Homem de Deus, cuja característica era a sobriedade, a sabedoria e o uso dos dons espirituais, quando necessário, permanecia na mente daqueles que participaram dos acontecimentos. Daniel, agora com 87 anos, é introduzido à presença do jovem rei, que lhe faz uma série de elogios e repete o que ouviu há pouco de sua avó. Interessante notar que Daniel estava no Palácio, mas não no banquete. Desde o primeiro momento ele havia decidido não se contaminar. Daniel responde com firmeza “os teus dons fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro. Todavia lerei a escritura e darei a
    interpretação.” Antes, porém, Daniel aproveita a oportunidade para relembrar a Belsazar o que aconteceu a Nabucodonosor por causa da sua soberba: lições que se tivessem sido aprendidas e colocadas em prática pelo atual governante não só engrandeceriam aquele reino, mas certamente evitariam aqueles acontecimentos.

    Daniel coloca ainda, muito claramente, diante de todos, o pecado que estavam cometendo diante do Senhor. E só então passa a ler e interpretar a escritura.
    “Mene, mene, tequel, peres, ufarsim” – não era uma língua ou dialeto, como afirmam alguns, porque os sábios teriam identificado, o que não aconteceu. Era “língua estranha” mesmo, dom de Deus. E só outro dom de Deus, o de interpretação, poderia ter entendido o enigma. Não é uma tradução. Uma palavra pode significar uma frase, como neste caso:

    * Mene – Contou Deus o teu reino e o acabou;

    * Tequel – Pesado foste na balança e foste achado em falta;

    * Peres – Dividido foi o teu reino e deu-se aos Medos e Persas;

    * Ufarsim – Não interpretado por Daniel. Certamente não dirigido ao rei e seus amigos, mas talvez um louvor ao Senhor.

    Belsazar pensa que Daniel falou só por falar, da boca pra fora, quando recusou os presentes e manda que façam tudo o que prometeu, mas não há tempo para isto, porque naquela mesma noite Belsazar é morto. Sem que ninguém percebesse, mas certamente por inspiração divina, Ciro manda desviar o Rio Eufrates que entrava na protegida e forte cidade por baixo dos seus muros, e por ali penetra com seu exército, dominando de surpresa e rapidamente a defesa, e tomando de imediato o reino de Babilônia. Ciro foi usado para cumprir o juízo de Deus predito profeticamente no início do Império Babilônico e confirmado naquela festa. A cabeça de ouro deu lugar ao império de prata com Ciro (citado no texto anterior “Há um Deus que revela!”).

    “Quem tem ouvidos para ouvir ouça o que o Espírito diz à Igreja”!

    Do seu amigo,

    Pr.Alcides.

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes, é mineiro, casado, avô, pastor metodista aposentado(4aRE).

    HÁ UM DEUS QUE REVELA!

    30 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O capítulo dois do livro de Daniel é, ao mesmo tempo, histórico e profético. É o segundo ano de reinado do rei Nabucodonosor. Ele teve um sonho e acordou tão perturbado ao ponto de não se lembrar de absolutamente nada do sonho, mas estava convicto de que se tratava de um sonho importante e não conseguiu dormir mais. Mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus. Todos se apresentaram ao rei, que estava muito angustiado e certamente oprimido.

    O rei diz a eles que teve um sonho e está aflito para saber logo o seu significado. Mas não diz que não se lembra do sonho. Ele quer que seus assessores lhe digam o sonho e sua interpretação. A princípio eles não entendem o que o rei quer, e insistem com o rei para que conte o sonho. O rei, já irritado com a situação, acha que estão querendo ganhar tempo porque não sabem o sonho e ele entende que com o título que cada um tem é sua obrigação adivinhar o sonho. A tirania do homem ímpio, que tem poder nas mãos, faz com que ele transfira o seu problema para os outros e se ache no direito de matar e destruir aqueles que não satisfazem os seus desejos, ainda que seja uma missão praticamente impossível. Por outro lado, quer comprar soluções para o problema com presentes.

    Os sábios do rei, com sua proverbial falta de humildade e sabedoria, declaram: “não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige”, ou seja, se nós não podemos resolver o problema, ninguém pode, esquecendo um princípio básico deste assunto: se o sonho foi dado por Deus, só Deus pode revelar a outra pessoa e dar o discernimento. Estas palavras aumentaram ainda mais a ira do rei que mandou fazer um decreto condenando a morte todos os sábios da Babilônia, inclusive Daniel que não tinha nada com isto nem foi chamado à presença do rei.
    O encarregado do rei de anunciar o decreto foi quem colocou Daniel a par do acontecido. Daniel foi ao rei e lhe pediu um pequeno prazo para lhe trazer a solução do problema. O rei atendeu Daniel, o qual voltando para casa convocou seus amigos para um tempo de oração diante de Deus. Então foi revelado o mistério numa visão dada a Daniel e também a interpretação. Daniel e seus amigos ficaram mais um tempo diante de Deus, louvando o seu glorioso Nome!

    Deus deu o sonho ao rei; o inimigo interferiu roubando o sonho da mente do rei; os sábios convocados não deram conta do recado; Daniel, homem de Deus, quebra a opressão, trazendo, pela oração, tudo de volta para Deus. Daí por diante, é Deus revelando ao rei que Ele, Deus, é o Senhor da história e tem tudo em suas mãos. Depois da intercessão, da resposta e do louvor, AÇÃO! Daniel vai ao encontro do rei com a solução. Depois de ouvir Daniel o rei dá o seu testemunho: “Há um Deus que revela!”.

    O sonho, apresentado aqui de maneira objetiva, diz respeito ao que há de ser nos últimos dias.

    O rei viu uma grande estátua, de esplendor excelente, de pé e terrível à vista.
    A cabeça era de ouro fino, o peito e os braços eram de prata, o ventre e as coxas de cobre, as pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro.
    Uma pedra, cortada, não por mão, que feriu a estátua nos pés e os esmiuçou, esmiuçando também o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro. E o vento os espalhou e desapareceram totalmente, mas a pedra transformou-se em um grande monte que encheu toda a terra.

    A interpretação (o que há de vir):
    A cabeça de ouro – o império Babilônico representado por Nabucodonosor;
    O peito e os braços de prata – um reino inferior. Um império duplo (braços), mas unido (peito) – representado pelo Império Medo-Persa (Ciro);
    O ventre e as coxas de cobre – outro reino mais inferior ainda – Representado pelo Império Grego (Alexandre);
    As pernas de ferro – representado pelo Império Romano, começou com uma unidade, mas depois se dividiu. Um reino forte que quebra tudo, porém mais inferior ainda (decadência);
    Os pés e os dedos de ferro e barro – não mais um império mundial, mas um reino dividido, muitas nações, umas fortes e outras fracas (Primeiro mundo e Terceiro mundo). Representa o tempo que estamos vivendo. Tempo da maior decadência em todos os sentidos. Quando se completar o tempo “dedos”, virá a PEDRA, que é JESUS. Terá chegado ao fim o domínio dos gentios.

    A Pedra:
    – Virá do Alto – procede de Deus
    – Sem mãos – providência Divina
    – No tempo presente – breve virá
    – Examinará (esmiuçará) e consumirá
    – Não será jamais destruído
    – Não passará a outro povo
    – Será estabelecido para sempre

    Glória a Deus, porque neste tempo do fim, tem aberto nossos olhos espirituais para vermos e entendermos os mistérios que estavam ocultos e agora se abrem para nós! Deus é o Senhor da história universal, Ele está no comando!

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    DANIEL, CAP. 1 A COMIDA REAL E OS JUDEUS FIÉIS

    13 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Algumas informações preliminares

     

    Significado do nome Daniel, em hebraico: Deus é meu Juiz

    Tema do Livro de Daniel: A Soberania do Senhor sobre todas as Nações

    Autor: O próprio Daniel

    Data provável da escrita: 535 a.C. (fim do cativeiro)

    Versículo chave: cap. 4:34-35

    Idioma – Aramaico, a língua falada pelos hebreus na Babilônia

    Tipo de Livro: Profético e Apocalíptico

    Ênfases da vida de Daniel: Vida pura

                             Vida santa

                             Estudioso da Palavra

                             Praticante do Jejum e da Oração

     

    O livro de Daniel tem capítulos históricos e capítulos proféticos. O capítulo 1º é histórico e nos fala da tomada de Jerusalém por Nabucodonosor. Nesta época Joaquim era rei em Judá, e  Jeremias o profeta do Senhor. O livro de Daniel foi escrito pelo próprio Daniel durante o cativeiro de 605 a.C a 535 a.C. Estima-se que Daniel tinha aproximadamente 16 anos quando foi levado para a Babilônia. Daniel mais três amigos, Hananias, Misael e Azarias eram palacianos e pertenciam à classe nobre. O rei Nabucodonosor gostava de ser bem assessorado e exigia que só os melhores trabalhassem para ele. Depois de examinar os candidatos escolheu Daniel e seus amigos, que já tinham um excelente curriculum, mas ainda teriam que fazer uma espécie de aperfeiçoamento por três anos, incluindo aí o domínio da língua falada, a adaptação à cultura, usos e costumes dos babilônios. A seguir a relação dos sete requisitos estabelecidos pelo rei Nabucodonosor que demonstram um elevado padrão de conhecimento e comportamento nas áreas social, física e intelectual:

    1. Perfeitos (sem defeito),
    2. Boa aparência,
    3. Bem instruídos e sábios,
    4. Doutores em ciência,
    5. Portadores de conhecimentos gerais,
    6. Competentes,
    7. Ensináveis (facilidade e disposição para aprenderem rapidamente a cultura e língua dos caldeus).

     

    Os quatro jovens foram então encaminhados ao Palácio Real com direito a tudo do bom e do melhor à disposição. Tiveram seus nomes mudados em homenagem aos deuses da Babilõnia Bel, Nebo e Aku; numa estratégia para forçar a uma melhor e mais rápida adaptação na nova corte. Daniel passou a se chamar Beltessazar, Hananias, Sadraque; Misael, Mesaque e Azarias, Abede-Nego.

     

    Discernindo Daniel que por trás de tudo havia um plano, nitidamente de inspiração do maligno, incluindo o costume dos babilônios de consagrarem seus alimentos aos ídolos, ele e seus amigos assentaram em seus corações não se contaminarem com as iguarias do rei, mas se abster, comendo apenas legumes e bebendo apenas água. E Deus se agradou deste propósito e deu graça e misericórdia a Daniel.

     

    O responsável pelo treinamento destes jovens argumentou contrariamente apelando para a lógica e para o emocional. Da parte de Daniel houve firmeza espiritual e ousadia. Daniel foi colocado à prova por dez dias. No décimo primeiro: vitória e aprovação! Daniel não inventou uma dieta nova, mas se absteve de ser contaminado! E novamente Deus se agradou dos quatro rapazes e lhes deu: conhecimento, inteligência e sabedoria, e a Daniel entendimento espiritual ou discernimento.

     

    Ao fim de três anos foram provados pelo Rei que os achou dez vezes mais doutos. Foram aprovados com distinção e louvor!

     

    Vale a pena investir em nossos jovens e adolescentes no sentido, não só de estudarem como qualquer um, mas de se dedicarem, dando o máximo de si mesmos no seu preparo intelectual. Deus é fiel e certamente honrará os seus servos e servas.

     

    Mesmo que o inimigo queira interferir, não há o que temer, a vitória é nossa em nome de Jesus! Mas há que permanecer humilde e firme no Senhor! O mundo oferece muitas coisas boas e ruins, temos que discernir e rejeitar aquilo que pode atrapalhar nossa fé e nossa caminhada. Cuidado com a rotina; ela nos leva a fazer as coisas no automático e assim perdemos o entusiasmo. Precisamos estar ligados ao Espírito Santo o tempo todo e saber que a todo momento seremos provados, e temos que ser aprovados com distinção e louvor!

     

    Amém!

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes –Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª.RE(ES/MG)

    COISAS PEQUENAS, PORÉM SÁBIAS

    30 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Ao longo do meu ministério pastoral, exercido desde setembro de 1977 até esta data, tive o privilégio de falar sobre a Palavra de Deus, buscando sempre a direção de Deus e a unção do Espírito Santo. Meu objetivo sempre foi falar de tal maneira que todos pudessem entender o que Deus estava falando ao coração de cada um. Não sei dizer quantas vezes falei, mas tenho colhido muitos frutos, especialmente, de vidas salvas pela pregação da Palavra, estudos, reflexões, meditações, vidas que entenderam, pela ação do Espírito Santo, que aceitando e confessando Jesus como Senhor e Salvador, não só estão salvas, mas aptas a caminhar em novidade de vida.

    Sou muito grato a Deus por esta porta que se abriu para eu poder compartilhar com você o que Deus quer falar hoje ao nosso coração. Deus abençoe sua vida de maneira superabundante, tocando poderosamente seu espírito como tem feito comigo. Gosto muito quando estou lendo um texto e Deus começa a me mostrar algo que eu ainda não tinha percebido e logo vai se formando na minha mente e no meu coração uma palavra viva a ser entregue de alguma maneira ao povo de Deus.

    Desta forma convido você a ler um texto no livro de Provérbios, capítulo 30, versos 24 a 28: “24- Quatro coisas há na terra que são pequenas, entretanto são extremamente sábias; 25- as formigas são um povo sem força, todavia no verão preparam a sua comida; 26- os coelhos são um povo débil, contudo fazem a sua casa nas rochas; 27- os gafanhotos não têm rei, contudo marcham todos enfileirados; 28- a lagartixa apanha-se com as mãos, contudo anda nos palácios dos reis”.

    Formigas, coelhos, gafanhotos, lagartixas.

    Que Deus formidável é este a quem servimos! Fala de coisas grandiosas e tremendas como também coisas pequenas, que para muitos nem merecem a atenção. Mas Deus diz que são “extremamente sábias”.

    As formigas, Deus diz que são “um povo sem força”, um povo fraco, débil, TODAVIA preparam sua comida no verão, de modo que, quando vier o inverno estão estocadas e não precisam nem sair de casa. Nisto há sim grande sabedoria só percebida por quem presta atenção nas coisas pequenas. As formigas nos ensinam a sermos PRUDENTES E PREVIDENTES, e pensarmos no futuro. Um exemplo prático nos nossos dias: quem não contribuiu de maneira correta para a Previdência Social está recebendo menos do que devia, e alguns recebendo nada!

    Os coelhos, também são um povo fraco, débil; sem condições de oferecer resistência a qualquer predador; mas Deus lhes deu duas pernas traseiras mais compridas, que lhes permite correr com grande agilidade, deixando o perseguidor para trás e se enfiando rapidamente na sua casa que é um buraco na rocha, onde só cabe ele. Ali está a salvo. Portanto o coelho nos fala de SEGURANÇA. A irmã americana Fanny Crosby, cega desde a infância, autora de milhares de hinos, em um deles, escreveu: “Que segurança tenho em Jesus, pois nele gozo paz, vida e luz”!

    Os gafanhotos, diz o texto, não tem rei, não tem um líder declarado, ENTRETANTO voam todos enfileirados, porque Deus lhes deu espírito de corpo, de união, de disciplina. E disto a Igreja precisa e muito. Paulo, escrevendo aos efésios, capítulo 4, ensina sobre a unidade. Versos de 2 a 6: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;  um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”.

    A lagartixa – podemos pegá-la com as mãos, embora muitos tenham nojo. Quando menos se espera lá está ela instalada atrás de um quadro ou no teto, não só de qualquer casa, como até nos palácios. Ela consegue isto porque é DISCRETA. Não faz barulho, não chama atenção, simplesmente entra e se instala. Crente que faz muito barulho, chama a atenção para si, fala demais e age de menos, sem sabedoria!

    Pense nisto! Ponha isto que você aprendeu em prática na sua vida. Compartilhe com outras pessoas. É Palavra de Deus, não volta vazia!

    Shalom!
    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    MAIS SOBRE O PERDÃO

    16 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    No artigo anterior, tratamos sobre vários aspectos indispensáveis do perdão vertical, nosso para com Deus, lembrando que Deus é Santo, Santo, Santo e que nós precisamos nos santificar para entrar na Sua presença, começando com a confissão dos nossos pecados, clamor pelo poder que há no sangue de Jesus para nos perdoar, e declarando, pela fé, que estamos perdoados. Tudo isto tem a ver com a nossa necessidade de nos aproximarmos de Deus, seja para louvar, adorar, orar ou ministrar na presença do Senhor.

     

    Agora precisamos pensar um pouco no perdão horizontal; o perdão necessário nos nossos relacionamentos do dia a dia, em casa, no trabalho, na escola, na igreja e mais aonde quer que seja. A Bíblia nos orienta sobre este assunto e pelo que se pode discernir, trata-se de algo seríssimo que pode causar enfermidades no corpo e na alma, que podem levar à morte.

    Para melhor entendimento vamos examinar três parábolas contadas por Jesus que abrangem o perdão:

     

    O Filho Pródigo – Lc. 15.18-19 – O pecado deste jovem começou lá trás, dentro da sua cabeça, na forma de pensamentos que foram sendo acolhidos e acalentados. Quando o rapaz foi conversar com o pai, ele já tinha tudo esquematizado e tinha “certeza” de que tudo ia dar certo, como planejado. No início, enquanto tinha caixa para bancar as despesas, tudo parecia ir bem. Foi quando o dinheiro acabou que o jovem começou a perceber que estava tudo errado. Veio então o sofrimento como nunca tinha experimentado antes. Ele caiu em si ainda a tempo e disse: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai pequei contra o céu, e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus trabalhadores”. O pecado leva para a morte, mas o arrependimento e o perdão levam para a vida! Destaque para o amor do Pai!

     

    Os Dois Devedores – Lc. 7.41-43 – um devia 500 denários e o outro 50 denários (1 denário = o salário de um dia). Os dois não tinham como pagar. O credor perdoou a ambos. Qual dos dois amará mais o credor? O que foi mais perdoado! Resposta correta.  O texto é auto explicativo. Destaque novamente para o amor de Deus.

     

    O Credor Incompassivo – Aqui é bem mais complicado! Mt. 18-23-35 – O rei resolveu ajustar contas com seus servos. O primeiro devia dez mil talentos (muito dinheiro!). Não tendo com o que pagar, o rei ordenou que fosse vendido como escravo junto com mulher, filhos e tudo mais que possuíam. O servo se prostrou reverentemente e implorou paciência porque ele iria pagar tudo. O rei se compadeceu, mandou que fosse embora e perdoou sua dívida. Saindo do palácio real encontrou um conservo que lhe devia cem denários, o equivalente a 100 dias de salário; uma dívida infinitamente menor do que a dívida que o rei perdoou. Mas o credor mau caráter, agarrando o seu devedor o sufocava e disse: “Paga-me o que me deves”! O conservo caindo aos seus pés implorava: “Sê paciente comigo e te pagarei”. Ele não quis e mandou que fosse preso até pagar a dívida. Vendo os seus companheiros o acontecido, ficaram muito tristes e foram relatar tudo ao rei que logo mandou chamá-lo e lhe disse: “Servo malvado, perdoei aquela dívida toda porque me suplicaste. Não devias fazer o mesmo”? Indignado, o rei o entregou aos verdugos (o mesmo que algoz, carrasco), até que pagasse toda a dívida. No geral, a parábola atinge a grande injustiça de quem quer ser perdoado fingindo humildade, prometendo o que não iria cumprir, mas consegue emocionar o rei e sai totalmente livre daquela situação. Uma aparente vitória. Encontra alguém que lhe devia algum dinheiro e então mostra a sua verdadeira identidade: malvado, injusto, violento, de coração endurecido. Mas alguém contou tudo ao rei que agiu duro, merecidamente. Juízo de Deus.

    Então neste texto encontramos algo bem importante:

    1. Quem não perdoa retém a bênção do não perdoado. Tudo que acontecer de ruim com o não perdoado será cobrado do não perdoador!
    2. O não perdoador será oprimido pelos verdugos com a permissão de Deus.
    3. A oração do Pai Nosso fica prejudicada por faltar veracidade na afirmação “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores.”

     

    Por isto há em nossas igrejas muitas pessoas sofrendo de tantas coisas emocionais e espirituais, por falta de perdão, e ainda por cima levando outras pessoas a sofrerem também. Não vejo ninguém pregar sobre isto porque não dá ibope. Entretanto Perdão é um dos temas bíblicos da maior importância e também dos mais difíceis de ser ensinado. O principal motivo é que ninguém é treinado para isto. No “sistema mundo” isto é sinal de fraqueza. Se você quer perdoar ou ser perdoado, ore pedindo ajuda a Deus, sabedoria, domínio próprio.

     

    Há, ainda, outro problema. É que a falta de perdão pode gerar uma raiz de amargura dentro de nós; e aí é preciso primeiro tratar disto. Eu aprendi na minha experiência pastoral que raiz de amargura deve ser tratada com o pastor que ouvirá sobre o problema, aconselhará, ungirá com óleo e imposição de mãos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, tantas vezes quanto for necessário para uma libertação completa. Depois disto será necessário um concerto entre as partes envolvidas, pedindo perdão ou concedendo perdão. Não dá para pular esta parte. Ela é bíblica e essencial à vida cristã. E, mais uma vez, a maior dificuldade é que ninguém é treinado para isto, nem em casa, nem na escola e muitas vezes, nem na igreja em que participamos. Perdão não é o mesmo que desculpa. Perdão é muito mais profundo. É uma atitude tomada diante de Deus, consciente e abrangente, sem qualquer barganha, mas pela GRAÇA! Perdão também pode significar restituição, devolução de algo que foi roubado ou tomado.

     

    O Senhor te abençoe e guarde!
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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    O EXERCÍCIO DO PERDÃO

    1 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Hoje em dia a maioria das pessoas que pesquisam e escrevem sobre relacionamento familiar concorda que nos vários níveis, entre marido e mulher, pais e filhos e entre irmãos, precisa ser exercitado o perdoar e o ser perdoado. “Precisa” não quer dizer que seja obrigado, nem da boca para fora, nem com palavras falsas para enganar o outro. Quando falamos de perdão estamos falando de algo bem específico cuja base é a Palavra de Deus e tem duas vertentes: a primeira, bem mais importante, é com relação a Deus e a segunda, como decorrência da primeira, é em relação às pessoas do nosso relacionamento, principalmente familiar.

    Com relação a Deus encontramos na Bíblia toda a orientação do que Deus quer. Não temos que inventar nada, mas pedir a Deus discernimento. Levítico 1.1 diz: QUANDO alguém quiser oferecer holocausto a Deus, “fará assim:” (dois pontos). Então vem uma narrativa detalhada para ser obedecida. Podemos chamar este texto de uma liturgia de parte do culto judaico. A primeira parte começa em casa na escolha do animal que será apresentado ao Senhor para ser sacrificado. Se o ofertante tiver posse, sua oferta será um garrote ou um pequeno touro, o mais caro. Se for uma pessoa tipo classe média sua oferta será de porte médio, carneiro, cabra, etc. Se for uma pessoa pobre sua oferta será de rolinha ou pombinha. É uma provisão de Deus para que ninguém compareça à sua presença de mãos vazias. A partir daí o ritual se aplica igualmente para todos os ofertantes. Primeiro ele imobiliza o animal, impõe as mãos na cabeça do animal e confessa em voz audível todos os seus pecados, transferindo para o animal inocente a sua culpa. A seguir degola o animal, recolhendo o sangue numa bacia a qual será derramada em torno do altar dos holocaustos, porque sangue é vida e a vida pertence a Deus. O animal é cortado e limpo e entregue ao sacerdote que então o colocará no altar para ser todo queimado. Sobe uma fumaça que Deus diz ser agradável às suas narinas. E assim termina a primeira parte do ritual, que é a parte do perdão. O ofertante permanece próximo ao altar dos holocaustos e um dos sacerdotes de plantão, levando várias coisas, avança para o Santuário, passando primeiro pela Bacia de Bronze, onde lava os pés e as mãos, seguindo imediatamente para atravessar a porta do Santuário, porta de serviço. O culto (serviço) prossegue dentro do Santuário. E para que todos saibam que o sacerdote está ministrando a favor de todos que fizeram a primeira parte, há sinetas e maçãzinhas costuradas na barra da túnica da veste, de tal maneira que qualquer movimento faz com que as sinetas batam nas maçãzinhas e façam um grande ruído, indicando que o serviço sacerdotal está sendo feito, Aleluia!

    perdoar-1 Toda esta explicação é para termos uma ideia da importância do perdão para as nossas vidas. Infelizmente, com o passar tempo e a repetição dos mesmos atos (rotina) e o fato de nada acontecer de extraordinário, as pessoas foram esfriando na fé e o culto virou algo repetitivo e sem alma, o que desagradou profundamente a Deus, porque o povo de Deus passou a adotar ou imitar os povos vizinhos, se envolvendo na idolatria e deixando de fazer o que Deus orientou e consequentemente a falta de perdão, louvor inadequado, adoração nenhuma e a comunhão também acabou. Era necessário levantar uma liderança com a visão da Palavra e poder de Deus para uma restauração.

    Quanto a nós? Primeiro sabemos que o sacrifício de animais apontava profeticamente para o sacrifício de Jesus na cruz, feito uma só vez e de uma vez por todas. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Precisamos sim nos apropriar do poder do sangue de Jesus clamando por perdão, salvação, cura e libertação.

    Segundo, podemos perceber na narrativa dos holocaustos o quanto é importante, sério e eficaz, que aprendamos a colocar em prática, como Paulo ensina na carta aos Romanos 12.1: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apesenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz à igreja!).

    Por outro lado, entendemos que as pessoas que estão em paz com Deus e aprenderam, pela Palavra, a estar sempre pedindo perdão a Deus e clamando pelo poder que há no sangue de Jesus, terão muito mais facilidade em lidar com o perdão a nível pessoal. Quanto a isto temos ainda alguns comentários a fazer:

    No Novo Testamento, em Atos 2.38, no fechamento da mensagem de Pedro sobre o que estava acontecendo naquele dia de Pentecostes, quando os judeus, depois de serem confrontados com o fato de que o Jesus que eles crucificaram, não é outro senão o Messias, ressurreto, vivo e presente entre os que o aceitaram, perguntam: o que faremos, irmão? Então Pedro responde com toda a autoridade e unção do Espírito: arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados.

    Perdão não é algo que surge assim de repente, do nada, mas é uma espécie de processo que se inicia sempre com arrependimento, segue com confissão específica, pedido de perdão e propósito de não repetir o erro. Muitos acham que perdão e desculpa são a mesma coisa. Na realidade não são. Na desculpa nem sempre há culpa. Geralmente é algo mais superficial, embora importante, que fique resolvido. Outra coisa é que perdão não funciona enquanto houver raiz de amargura, raiva, rancor, ódio, etc. Faz-se necessário trabalhar primeiro estes sentimentos. A raiz de amargura deverá ser tratada em encontros individuais com o pastor, envolvendo arrependimento, confissão, imposição de mãos, unção com óleo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sendo às vezes necessário várias seções para uma libertação completa.

    Ao falar do perdão bíblico, nos referimos ao nosso relacionamento com Deus que começa quando aceitamos Jesus como nosso único Senhor e Salvador. Então surge a percepção de que “todos pecaram” e para continuar a viver a vida cristã precisamos crucificar a “velha criatura” dominada pelo “pecado original” o qual é tratado no Batismo, quando nasce uma “nova criatura” que vai poder andar em “novidade de vida”. A partir daí precisamos aprender a lidar com o pecado do dia a dia. Se não podemos evitá-lo, podemos tratá-lo, nos arrependendo, confessando e clamando pelo poder que há no sangue de Jesus. Isto é suficiente para nos dar acesso à presença de Deus e assim oferecer nosso culto, louvor, orações, e tudo o mais.

    A parábola do filho pródigo, contada por Jesus em Lucas 15.18-19, diz que em certo momento o jovem caiu em si, percebendo o erro que cometera, arrependeu-se e declarou humildemente: “levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai pequei contra o céu, e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus trabalhadores”. Isto resume tudo!

    E que Deus abra o nosso entendimento!
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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS

    19 mai 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Os Evangelhos falam da vida de Jesus.

    O Livro de Atos fala da vida da Igreja de Jesus.

    Logo no início de Atos, capítulo 1, verso 8, encontramos a orientação básica para a Igreja de Jesus que viria ser a Igreja chamada Primitiva, por ser a primeira, e Apostólica, porque era dirigida pelos Apóstolos, chamados e treinados por Jesus. Diz o texto mencionado, palavras do próprio Senhor Jesus: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

    Quero destacar as palavras: poder – descer – Espírito Santo – testemunhas – tanto – Jerusalém – Judéia – Samaria – confins da terra.

    Poder – é poder espiritual que quem é batizado com o Espírito Santo recebe;

    Descer – porque vem do alto, do céu e vem para ficar até o arrebatamento da igreja;

    Espírito Santo – é Deus;

    Testemunha – pessoa que conta, simplesmente, o que aconteceu porque viu, ouviu, ou presenciou, sem inventar nada;

    Tanto – da mesma forma; Jerusalém – lugar onde estão naquele momento; representa também o lugar mais próximo;

    Judéia – uma região mais abrangente, alcançando algumas cidades, como se fosse um estado; representa também um lugar à média distância;

    Samaria – um lugar mais difícil porque judeus e samaritanos não se relacionavam; representa também o lugar mais distante;

    Confins da terra – representa qualquer outro lugar em toda a terra, inclusive fora de Israel.

    Temos aí uma orientação bastante clara e para bastante tempo, segundo a qual, há muito para ser feito.

    Orientação de Deus é para ser obedecida sem questionamentos.

    Na prática, o que aconteceu? A Igreja de Jesus em Jerusalém era uma bênção, era muito boa, prazerosa e o povo foi ficando lá mesmo, DESOBEDECENDO à ordem de Jesus de SAIR DE  JERUSALÉM! Ir para a próxima orientação – Judéia. Mas não foram.

    Vamos ler, então, Atos 6.1 a 6.7, 6.8 a 6.15, 7.1 a 7.60, 8.1 a 8.3. O que temos aí?

    Primeiro um conflito na área social, as viúvas não judias estavam sendo discriminadas, na distribuição dos alimentos e daí houve murmuração na igreja, algo muito sério. A solução veio rápida, com a eleição dos diáconos, o que resolveu o problema. Segundo, com o passar do tempo, alguns diáconos se tornaram excelentes evangelistas, destacando-se Estevão, que além de evangelista, era um grande debatedor. Alguém conhece este ministério de “debatedor”? Não, porque não existe e não funciona.

    Temos que PREGAR a Verdade, e não DISCUTIR sobre a Verdade. É perda de tempo e só causa ira e vingança. Foi o que aconteceu com Estevão. Foi levado a julgamento, onde se saiu muito bem em sua defesa, mostrou um conhecimento extraordinário sobre as escrituras e a história do povo hebreu, mas foi condenado a morte assim mesmo porque o Sinédrio fez trapaça. Estêvão foi levado para fora e imediatamente apedrejado até a morte! Em terceiro lugar aparece, pela primeira vez, a figura de Saulo, presente na execução de Estêvão, como testemunha dos judeus. Estes acontecimentos deram origem a uma grande perseguição contra a Igreja com uma participação feroz de Saulo. Assim, o povo de Deus teve que fugir de Jerusalém às pressas e se espalharam por várias cidades vizinhas, onde continuaram a viver a vida cristã, plenamente, dando o testemunho de fé conforme era a vontade de Jesus.

    Numa leitura superficial dos textos mencionados neste artigo alguns irmãos poderão atribuir ao inimigo tanto a morte de Estêvão quanto a perseguição que se seguiu. Mas a realidade não é esta. Estêvão deu o maior testemunho que alguém pode dar, descrevendo em alta voz a visão do céu aberto que estava tendo e na sua última intercessão, orou por aqueles que o condenaram e pelos que o apedrejaram. Só um homem de Deus, usado pelo Espírito Santo podia fazer o que Estêvão fez! Tudo estava sob o controle de Deus! Esta é a verdade! Tem, ainda, a presença de Saulo que assistiu a tudo bem de perto. Creio firmemente que foi aí que Deus começou a apertar o seu coração até ele cair do cavalo (cap. 9) e dizer a Jesus, “o que tu queres que eu faça”? Esta Obra é de Deus!

    Houve sim desobediência da Igreja quanto à orientação de Atos 1.8. Mas a Igreja reagiu, Deus abençoou e a Sua vontade prevaleceu!

    O livro de Atos não tem fechamento ou encerramento porque ele continua sendo escrito por nós, Igreja do século XXI. E que Atos 1.8 continue sendo a direção e a vontade de Deus para a nossa vida. Sendo assim, eu declaro que A VITÓRIA É NOSSA, PELO SANGUE DE JESUS!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    NEEMIAS, UM JOVEM QUE SURPREENDE!

    6 mai 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Neemias, cujo nome significa “consolo do Senhor”, era um jovem judeu, cuja família foi deportada para a Babilônia, nasceu no cativeiro, mas seu coração estava ligado a Jerusalém, cidade Santa. Foi escolhido para trabalhar no Palácio Real, no tempo do rei Artaxerxes, no quadro funcional de seus seguranças, desfrutando da confiança do rei e da rainha pelo seu profissionalismo, seriedade e simpatia. Devia ser de boa aparência, forte, treinado para lutar, sábio, discreto e alcançou o importante cargo de COPEIRO DO REI, que não tem nada a ver com copos, mas sim um tipo especial de garçom e ao mesmo tempo segurança, que além de servir o rei e a rainha, provava, na frente deles, TUDO o que eles fossem comer ou beber, de modo que se houvesse algum veneno ou outra substância qualquer nos alimentos e bebidas, Neemias é quem morreria. Diante disto, Neemias tinha livre acesso para fiscalizar e supervisionar tudo que era servido ao rei e sua esposa, desde a compra, armazenamento, preparação dos cardápios, preparação dos alimentos para consumo, higienização dos utensílios, etc. É claro que Neemias, como homem de Deus, homem de jejuns, homem de oração, com autoridade espiritual, não iria colocar sua vida em risco todos os dias contando somente com a sorte. Sua confiança estava sempre no Deus da sua vida! Neste a gente pode confiar! Amém!

    Certamente movido por Deus, Neemias enviou seu irmão Hanani a Jerusalém, com uma pequena comitiva, com a finalidade de lhe trazer notícias confiáveis. Tudo financiado por ele. No verso 3 do capítulo 1, Hanani prestou o seu relatório: “Os restantes que ficaram do cativeiro, lá na província, estão em grande aflição e opróbrio; também está derribado o muro de Jerusalém, e as suas portas queimadas a fogo”. Estas palavras caíram como uma bomba sobre Neemias. No verso 4 diz: “Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu”. Neemias não exercia nenhum cargo político ou administrativo nem tinha qualquer responsabilidade sobre o que acontecia em Jerusalém, a não ser orar, como todo judeu, em qualquer tempo e lugar, pela PAZ em Jerusalém. Mas diz o texto bíblico: “e CONTINUEI a jejuar e orar perante o Deus do céu”. Isto quer dizer que Neemias levava muito a sério sua missão de “estar na brecha” a favor da cidade Santa e não se sentiu envergonhado de sentar-se para chorar e lamentar por alguns dias.

    Portanto jejuar, orar e chorar perante o Deus do céu é um meio de graça poderoso para que Deus possa agir!

    Agora vem a oração intercessória de Neemias, que está nos versos 5 a 11 do capítulo 1.

    Neste tipo de oração a pessoa que está orando se coloca no lugar da que está recebendo a oração. Isto é muito sério! Neemias confessa pecados que ele não cometeu, coloca todos os verbos na segunda pessoa do plural (nós), se incluindo voluntariamente em todas as ações que precisam do perdão e da libertação de Deus. Termina a oração pedindo a mercê de Deus para o encontro com o rei.

    Um Neemias transparente – quando entra na presença do rei para exercer o seu trabalho, ele não consegue esconder a sua preocupação. Seu rosto, seu semblante, denuncia ao rei que algo não vai bem (intimidade com o rei). Pressionado, ele conta tudo ao rei, de tal maneira que este fica sensibilizado e quando Neemias lhe pede para ir a Jerusalém ver pessoalmente o que podia fazer, o rei prontamente o permite (não sem antes dizer que ele vai fazer muita falta) e coloca a disposição tudo o que for necessário para a viagem, além de nomeá-lo governador de Judá.

    Estamos diante de um jovem vitorioso na profissão, nos relacionamentos, nos seus pedidos e, posteriormente, vitorioso em todos os seus propósitos e realizações. E o que é surpreendente nesta história? Algumas opções de Neemias, tais como:

    Não esconder de ninguém que é uma pessoa espiritual, sensível à ação do Espírito Santo, que chora, se quebranta e assume um posicionamento.

    Ser capaz de abrir mão de uma situação material e financeira excelentes (bom emprego, bom salário, reconhecimento, estabilidade) a troco de nada, só por amor a Deus e à satisfação de estar fazendo a vontade de Deus. Quantos jovens, em qualquer das nossas igrejas, seriam capazes de agir como Neemias dentro da nossa realidade?

    Ser capaz de investir, usando recursos próprios para custear todas as despesas; e a gente sabe o quanto isto é difícil!

    Chamar para si toda a responsabilidade pelo pecado de todo o povo, implorando a intervenção de Deus e a liberação do seu perdão.

    Concluindo – Queremos fazer uma comparação: Como Neemias, podemos ser valentes e destemidos, bons profissionais, ter um bom emprego, um bom patrão, uma boa assistência empresarial, e termos inclusive a indispensável proteção de Deus! Mas esta história de Neemias nos mostra que Deus quer mais de nós: que sejamos preocupados também com a nossa sociedade, que possamos investir no bem social, que sejamos capazes de chorar com os que choram, de jejuar e orar a favor de uma intervenção de Deus na nossa cidade, erguendo os muros espirituais contra toda operação do erro, contra a violência, contra o pecado, contra a prostituição, contra o tráfico de drogas, contra a corrupção, e agirmos conforme a capacidade e a disposição de cada um.

    Que Deus nos abençoe abundantemente!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    NÃO SENTE NA JANELA!

    24 abr 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Paulo e sua equipe chegam à cidade chamada Trôade, uma cidade portuária, na Mísia. Eles estão encerrando a terceira viagem missionária. O texto de Atos 20.7-12 nos relata um acontecimento na Igreja. Mas certamente houve algo antes, em casa, que o texto não revela, mas nós podemos imaginar e é o que vamos apresentar na forma de uma pequena dinâmica teatral.

    Êutico é um jovem adolescente de 14 ou 15 anos, que não curte muito ir à Igreja com a mãe. Era domingo, seria servida a Ceia do Senhor e estaria presente o Apóstolo Paulo e sua equipe, que estariam de regresso na segunda-feira, encerrando a terceira viagem Missionária. Aproximando-se a hora do culto, a mãe de Êutico manda ele se preparar para ir com ela ao culto. Temos então o seguinte diálogo:

    Mãe – filho está quase na hora do culto. Vá se preparar, tomar banho e trocar de roupa.

    Êutico – Ahhhhh! Mãe, não tô a fim de ir não!

    Mãe – Como não? Temos um trato, lembra? Você vai comigo ao cultos e eu libero aquelas coisas que você me pediu.

    Êutico – É, mas no trato você não falou que tinha culto quase toda noite!

    Mãe – Isto não importa. Vamos, obedeça!

    Êutico – Você nem imagina o esforço que tenho que fazer. Não tem mesmo outro jeito?

    Mãe – Não! Anda, anda, vamos logo!

    Êutico – Quem vai falar?

    Mãe – Ah! É uma pessoa muito especial e muito importante para nós: o Apóstolo Paulo!

    Êutico – O quê? Paulo? Ah! Mãe! Não faz isto comigo não. Cê não tem noção, ele fala muito, mas muito mesmo! E difícil! Tô fora!

    Mãe – Que fora que nada, anda, vai se arrumar de uma vez!

    Êutico, indo se arrumar e falando consigo mesmo: “Tá, eu vou, mas me aguarde”!

    Narrador – Chegaram no local do culto, que era num terceiro andar e a Igreja já estava lotada. Êutico deu uma olhada geral, e com a desculpa de que havia pouco lugar, foi se assentar bem na janela. E mais uma vez, disse para si mesmo: Eu sou mais eu, meu nome é “Aventura”! E ninguém disse nada, nem fez nada! Como se um adolescente sentado na janela de um terceiro andar durante o culto fosse a coisa mais normal deste mundo!

    Então, seguindo o texto bíblico, ficamos sabendo as consequências da malcriação e da teimosia por parte do jovem adolescente, e da omissão e até descaso por parte dos oficiais da igreja e da própria igreja, permitindo que aquele jovem se assentasse na janela, criando uma evidente situação de risco que não foi combatida e eliminada como deveria ser: o jovem cochila, cai e morre.

    A narrativa do texto é literal, não é uma parábola nem uma historinha inventada, mas mesmo sendo um fato, podemos e devemos tirar conclusões comparativas para nós e para nossa igreja hoje.

    Primeiro o sério problema da indisciplina: filhos sem limites, desobedientes, respondões, insubmissos e malcriados. Faz-se necessário que os pais reassumam o comando, tenham uma voz de autoridade, e restabeleçam a disciplina, custe o que custar. O padrão da Palavra de Deus é: eu digo vá e ele vai; eu digo venha e ele vem, sem discussão ou qualquer outra reação contrária. Filhos que não obedecem aos pais, não obedecem professores, não obedecem oficiais da igreja, nem ao pastor e muito menos a Deus, que eles não veem.

    Segunda conclusão é a questão espiritual. Quantos Êuticos no nosso meio, que estão indo ao culto por obrigação, estão desmotivados, nada os atrai e estão indo se assentar na janela, emitindo sinais de que estão correndo o sério risco de cochilar, cair e morrer. E nós? Fazemos de conta que tudo está muito bem. E os Êuticos vão caindo, ficando pelo caminho e morrendo sem que alguém se importe.

    O texto diz que o culto estava tão bom, a Palavra tão ungida, que Paulo foi se estendendo na mensagem até a meia noite. O culto virou uma vigília e isto é bênção! Mas os fracos não suportam isto, cochilam e caem.

    Êutico cochilou profundamente, perdeu o equilíbrio, caiu da janela do terceiro andar e morreu. A narrativa é de Lucas, o médico. Se ele diz que o jovem morreu é porque morreu mesmo. E agora? O que fazer? O apóstolo Paulo vai nos ensinar:

    Paulo parou a mensagem onde estava. Mais importante agora não era a pregação, mas a vida daquele jovem. Precisamos discernir a hora de parar tudo, para fazermos o que é necessário. Paulo priorizou o necessitado.

    Paulo desceu as escadas até ao nível onde o jovem estava caído. Alí não era o Apóstolo, o doutor, a autoridade, o importante, mas o servo de Deus que vai ao encontro do necessitado.

    Paulo se inclina e abraça o jovem, se envolvendo totalmente com ele.

    Paulo teve coragem de correr o risco diante de todos os presentes.

    Paulo declara que a vida estava no rapaz. Nada de dúvida ou pessimismo. Certeza!

    A ação de Paulo foi pessoal e urgente, não podia deixar para depois.

    Importante! Todos voltaram para o culto, inclusive e principalmente, Êutico; participaram da Santa Ceia e o culto foi até às seis horas da manhã.

    Interessante: Êutico significa “sortudo”, “afortunado”. Cabe a nós agora motivar os desmotivados e recuperar os caídos!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

     

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