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    Tagueado com " Alcides de Moraes Mendes"

    INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS 7 CARTAS DO APOCALÍPSE

    18 abr 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Ap. 1.1-20

     

    Introdução:

    O livro do Apocalipse foi escrito pelo Apóstolo João, no final da sua vida; é a última produção canônica da Bíblia;

    João estava como exilado político na Ilha de Patmos, uma ilha bonita e pedregosa, no Mar Egeu, um mar bravo, onde funcionava um grande presídio para presos políticos; mas João não era político; por que “exilado político’?

    Porque a mensagem do Evangelho do Jesus Ressurreto, que para nós é espiritual, para os governantes e autoridades da época, soava como uma pregação não só política como também subversiva e de oposição, principalmente no que diz respeito ao “culto ao imperador”, muito comum naquela época e até bem aceita, menos para os convertidos pelo Evangelho para quem só Jesus é o Senhor de todos, princípio e fim! Assim, embora a pregação do Evangelho não tivesse nada a ver com política, era interpretada como sendo política. Alguns exemplos: Na carta de Paulo a Filemon, Paulo o adverte de que diante da conversão do seu escravo, este passava agora a condição de seu irmão em Cristo e deveria ser tratado como tal. A narrativa de Lucas em Atos sobre a viagem missionária de Paulo a Éfeso, nos dá conta de um verdadeiro tumulto provocado pela pregação do Evangelho.

     

    Revelação – Cristo Glorificado:

    Há 2 blocos no Livro de Apocalipse:

    - capítulos de 1 a 3 – Eclesiástico (voltado para a Igreja);

    - capítulos de 4 ao fim – Escatológico/profético (endereçado a todos).

     

    A linguagem é sobre o Mundo Natural e o Mundo Espiritual. Foi escrito num contexto de perseguição política (não religiosa). Quanto ao fato do livro começar com uma profecia eclesiástica, dirigida a Igreja e só depois a profecia se estender a todos, se discerne concluindo que a Igreja não tem nada a dizer à sociedade e ao mundo sem que primeiro a Igreja se enxergue a si mesma através da profecia que a ela é dirigida. Assim também o profeta: sua profecia para fora só tem valor depois de falar para dentro dele mesmo – “comer o livro amargo”. A mensagem precisa ser provada em nós! João fala da parte daquele que nos ama!

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    Jesus se apresenta primeiro como aquele que nos resgatou dos nossos pecados; é Graça e Perdão!

    As credencias de Jesus – “A Fiel Testemunha” – v.5

    As 7 Igrejas são analisadas levando em consideração a vocação de cada uma, individual e coletiva e tendo em vista o sacerdócio universal no qual o Senhor nos constituiu um Reino de Sacerdotes, isto é, vidas consagradas que em Cristo ministram diretamente a Deus, sem mediação de ninguém. Nesta ótica a distinção entre clérigos e leigos não é bíblica; cada carta confronta a Igreja com o que ela é, em um mundo tão hostil a Deus;

    A revelação foi dada a João no “dia do Senhor”. Isto é profético para a Igreja cuja escatologia se realiza ao longo dos dias, isto é, estamos celebrando no presente o nosso próprio futuro;

    O “fim do mundo” teve início no dia da Ressurreição!

    São 7 Igrejas numa mesma área geográfica na Ásia Menor, onde hoje é a Turquia e formam um círculo;

    O número 7 indica um pacote perfeito dos perfis que tem caracterizado a Igreja durante todos estes séculos. O círculo é porque estes perfis se repetem;

     

    Lições da Introdução:

    – A Igreja é sempre vista antes de Jesus – cuidado com a maneira de ser e viver.

    - A mensagem do Evangelho é validada pelo testemunho e experiência de cada um

    - A fé cristã se manifesta no encontro com o outro.

    - Eu prego a Palavra de Deus, mas as pessoas enxergam é a mim;

    - João ouviu uma voz (de Jesus), mas quando ele se voltou viu os candelabros (a Igreja); Jesus anda no meio dos candelabros, da Igreja, independente de como ela seja.

     

    - Os atributos de Jesus não são negociáveis – Ele É o que É!

    * Cinto de ouro – Deus de Poder

    * Cabelos brancos – O Jesus que transcende

    * Olhos como chama de fogo – Jesus nos enxerga como nós realmente  somos (fogo que depura)

    * Pés de bronze – Deus de Justiça

    * Voz como de muitas águas – Deus Soberano

    * Da sua boca sai uma espada de 2 gumes – A Palavra que fere quem ouve tanto quanto a quem fala

    * Brilho no rosto como o Sol na sua força – Glória de Deus

     

    - A visão do Cristo glorificado, que leva a uma adoração com devoção, cheia de amor e temor;

    - Mesmo cheias de problemas as Igrejas são luzes nas mãos de Deus!

     

    No amor do Senhor,

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    A BACIA DE BRONZE

    21 jan 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Textos: Êxodo 30.17-21; 31.9; 38.8; 40.7

     

    “Farás também uma bacia de bronze…”

     

    Este artigo faz parte do estudo sobre o Tabernáculo, de minha autoria, e está sendo publicado por se tratar de um assunto sempre atual.

     

    1 – Introdução e Considerações

     

    O que é a Bacia de Bronze?  O contexto é a própria história do povo de Deus. Depois de mais de 400 anos de cativeiro no Egito, Deus ouve o clamor do seu povo e levanta um homem, Moisés, com quem teve um encontro pessoal, na Sarça Ardente, que ardia, mas não se consumia. A partir daí Deus daria sempre a orientação necessária a Moisés que a transmitiria ao povo. O passo seguinte era preparar o povo para a saída. O ponto de encontro seria no Monte Sinai, onde Moisés passaria 40 dias e noites, sem água, sem comida, mas na presença de Deus, totalmente sustentado pela Glória do Senhor. E Deus escreve os 10 Mandamentos, na pedra, orienta sobre as leis e regulamentos, e a construção do Tabernáculo.

     

    O Tabernáculo era uma espécie de templo portátil e também o lugar de onde Deus falava com Moisés; era o único lugar de culto da religião Judaica.

     

    O povo hebreu, acampado em torno do Tabernáculo, só tinha acesso até o altar dos holocaustos. Entravam pela porta do átrio e permaneciam de pé no átrio, distribuídos até o altar dos sacrifícios (holocaustos). Somente os sacerdotes sorteados para o serviço no Santuário podiam passar, parando, primeiro, na bacia de bronze, que ficava num lugar estratégico: ENTRE o Altar dos Holocaustos e a Porta de entrada do Santuário. É que os que estavam de serviço, antes de entrar pela porta do Santuário, precisavam parar na bacia para lavar os pés e as mãos. Depois de expiada a culpa, antes de servir, precisamos lavar diariamente as mãos e os pés, que se contaminam constantemente nos relacionamentos e na caminhada. É a santificação diária que nos aperfeiçoa e nos capacita a servir.

     

    Uma vez regenerados, transformados, precisamos prosseguir e ser aperfeiçoados. Subjugar o velho homem e a velha natureza é assunto para todo dia. O pecado não terá domínio sobre nós, se nos apresentarmos como vivos para Deus, mortificando, pela lavagem da regeneração, os nossos membros (Romanos 6).

     

    2 – Materiais empregados: bronze (espelhos) e água pura

     

    Bronze é o resultado da fundição do cobre com o estanho, e fala da autoridade divina de Jesus para conhecer o pecador, compadecer-se dele e também julga-lo. Bronze é o Jesus, Divino, Juiz, Duro, resistente a qualquer situação. A bacia, na forma de uma grande taça, é toda ela bronze maciço, inclusive a base, é, portanto juízo sobre juízo.

     

    Agora uma parte muito importante da bacia: quando Moisés falou que precisavam de cobre como matéria prima, Deus falou com as mulheres que esta era a oportunidade de participarem da obra do Senhor, doando seus espelhos de cobre (não havia ainda objetos de vidro) e as mulheres doaram seus espelhos, abriram mão de algo muito importante para elas. Estes espelhos foram derretidos e se transformaram na Bacia revelada por Deus a Moisés. Esta Bacia, depois de pronta, não tinha como identificar o quê era de quem. Na minha experiência de 35 anos de ministério pastoral, pelas Igreja por onde passei, sempre dei todo apoio ao grupo das mulheres e fui por elas sustentado em oração pelas madrugadas, num trabalho anônimo e incessante, mas visto de perto pelo Senhor.

     

    A bacia fala de Jesus, que na última ceia lavou os pés de cada discípulo. Jesus é a Palavra. Não precisamos mais de um espelho humano para ver o que há de errado conosco, mas a Palavra é que nos vai revelar o que precisa ser mudado, melhorado. “A própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.” (João 12.48) Ver também Tiago 1.23-24.

     

    Água – serve para lavar, limpar, purificar. Uma equipe médica, antes de uma cirurgia, passa um bom tempo lavando as mãos e escovando as unhas. Jesus disse a Pedro, em João 13.8 “se eu não te lavar, não tens parte comigo”

     

    3 – Conclusão

     

    A bacia de bronze fala de Jesus como Juiz, que julga nossas atitudes do dia-a-dia e requer de nós uma santificação também dia-a-dia. Esta santificação diária vem pela Palavra, que é também o nosso espelho. Temos que nos espelhar no Senhor Jesus!

    A bacia fala do cuidado e da responsabilidade de quem exerce qualquer serviço na Casa de Deus, e fala de morte para quem não observar a orientação de Deus. A Bacia nos lembra que somos chamados a prosseguir em nossa caminhada, porque somos Sacerdócio real.

     

    Deus te abençoe!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    O encontro

    21 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Lc. 2.22-35

    Deus, o nosso Deus, é Deus de aliança. Jesus, como perfeito judeu que era, desde o seu nascimento, cumpriu ou foi levado a cumprir, todos os preceitos da Lei. Assim, ao oitavo dia de vida, foi levado pelos pais ao Templo para ser apresentado a Deus, consagrado e circuncidado. A consagração tem o sentido de “entrega total” a Deus. É como se os pais, neste ato tão importante, estivessem “devolvendo” para Deus o filho consagrado, reconhecendo que eles como pais naturais, vão tomar conta, cuidar, educar e fazer tudo o que devem fazer, mas reconhecendo que aquele filho “pertence” a Deus.

    Mas para levar o filho de volta para casa é necessário resgata-lo, oferecendo o sacrifício que a Lei determina. Como eles eram pobres, deviam oferecer um par de rolas ou dois pombinhos. A narrativa bíblica descreve que José e Maria levaram Jesus a Jerusalém para apresenta-lo a Deus. Isto nos dá a dimensão da importância deste ato no mundo espiritual. Há, ainda, uma coisa interessante: se a circuncisão for feita ao oitavo dia, não haverá hemorragia e a dor será muito pequena! A lição maior nesta narrativa bíblica é a fidelidade do povo de Deus em cumprir este ritual até os nossos dias, no mundo todo, fazendo deste dia, um dia de festas na comunidade. Por isto Lucas registrou o fato, para mostrar que Jesus fez tudo exatamente como devia ser feito.

    Simultaneamente o texto bíblico nos informa a respeito de um certo judeu de Jerusalém, chamado Simeão, homem idoso, justo, piedoso e que esperava a manifestação do Messias. O Espírito Santo estava sobre ele e lhe dera uma revelação: não morreria sem antes ver o Messias de Deus! Como Deus é maravilhoso!

    Simeão não era uma pessoa influente, nem fazia parte da hierarquia da religião judaica, nem qualquer coisa semelhante. Era apenas justo e piedoso e aguardava o Messias, e por isto Deus se agradou dele e resolveu presenteá-lo com a bênção de ver pessoalmente, ter um encontro, com o Messias. Deus não marcou dia, nem hora, nem lugar. Mas movido pelo Espírito Santo, ele foi ao lugar certo, na hora certa e encontrou as pessoas certas. Certamente Simeão ia todos os dias ao Templo, fazendo a sua parte, até que aconteceu o encontro.

     

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    Quando José e Maria, com Jesus no colo, entraram no Templo, o Espírito Santo revelou: É ELE! Simeão partiu em direção ao casal e tomando Jesus nos braços, louvou a Deus com uma oração na forma de cântico. Os pais nem tiveram tempo de reagir, mas a presença de Deus devia ser tão marcante que eles simplesmente se submeteram. O cântico/oração de Simeão é autoexplicativo: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação…”. Esta é a obra do Espírito!

    Nada de blá-blá-blá, mas obediência, pura e simples à Palavra de Deus, escrita e revelada pelo Espírito Santo. Somente três pessoas sabiam que aquela criança de apenas 40 dias era o Messias: Maria, sua mãe, José, seu pai nomeado pelo Pai, e Isabel, a quem o Espírito Santo revelou, e agora, Simeão, a quem também o Espírito Santo quis revelar. Era, também, mais uma confirmação para Maria ter a convicção de que, realmente, o que Deus fala Ele confirma!

    Aqui estamos nós reunidos como Igreja do Senhor Jesus Cristo. Pelo alto padrão da Palavra, devíamos todos ser, homens e mulheres, justos e piedosos, que aguardam a vinda do Senhor Jesus para o arrebatamento, Maranata! E se há um lugar apropriado para este encontro é justamente aqui onde estamos, na Casa do Senhor!
    O v. 27 diz que “movido pelo Espírito” Simeão foi ao Templo. E nós? Podemos dizer que estamos aqui “movidos pelo Espírito”? Devia ser assim, amém? E lá no Templo, aconteceu algo de extraordinário que pudesse chamar a atenção? Não! O que aconteceu foi um ENCONTRO! MOVIDO PELO ESPÍRITO SANTO! Deus foi glorificado neste encontro!
    Não viemos aqui para ver coisas mirabolantes acontecerem, mas para ter o nosso encontro com o Senhor Jesus, movidos, direcionados pelo Espírito Santo que nos revela todas as coisas que necessitamos.

    A Ele, toda a glória, todo louvor, toda honra, agora e para sempre, amém!


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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    * Mensagem pregada em 21/01/2010

     

    Advento II

    14 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Is. 11:1-2

     

    O nome de Isaías significa “Salvação de Jeová”. É considerado o maior dos profetas e aquele que anunciou o Messias com maior riqueza de detalhes. É chamado de “o profeta evangélico”. Profetizou por um período de cerca de 50 anos, por volta do ano 700 a.C. (740 a 695). Era neto do Rei Joás e primo do Rei Uzias. Profetizou durante o reinado de Uzias, de seu filho Jotão, depois Acaz, Ezequias e Manassés, que teria mandado matá-lo de maneira cruel, enfiando o profeta no tronco oco e seco de uma árvore e serrando o tronco no meio (segundo a tradição judaica). O contexto da profecia do cap. 11 é de Deus exercendo juízo sobre o reino do norte, Israel, por causa da sua grande desobediência. Deus permitiu que os Assírios invadissem e destruíssem o reino do norte e até mesmo ameaçasse fazer o mesmo com o reino do sul, Judá. Famílias inteiras foram dizimadas, destruídas. A figura da árvore tombada, representa a família destruída. O cap. 6:13 fala de árvores desfolhadas e derrubadas, das quais sobraram somente o toco.

     

    1. “tronco de Jessé”

    A profecia de 11:1 parte da idéia da árvore derrubada, da qual deixaram somente o toco. Tronco de Jessé fala da família de Jessé, que ficou no toco, isto é, já não há possibilidade de recuperação, de livramento, humanamente falando. Só mesmo acontecendo coisa nova!

     

    1. “brotará um rebento”

    A palavra original em hebraico é hôter que dá idéia de broto delicado, rebento novo e fino que começa a subir! É nova vida! Salvação! É milagre! Coisa nova que sai do toco aparentemente destruído. É isso que o Messias é! Aleluia!

     

    1. V.2 – “e repousará sobre ele o Espírito do Senhor…”                    

    Este broto novo, da raiz de Davi, tem algo diferente: a presença do Espírito Santo, que produz frutos na personalidade de quem é renovo! São os sete espíritos de Deus, conforme Ap. 5:6b.

    Espírito do Senhor – que unge, que capacita, que testifica do Senhorio de Deus, Todo Poderoso!

    Espírito de Sabedoria – capacidade de discernir a natureza, a origem das coisas, principalmente as espirituais.

    Espírito de Entendimento – capacidade de diferenciar as coisas, “o que é o quê”, sem se deixar enganar.

    Espírito de Conselho – dom de formular conclusões corretas.

    Espírito de Fortaleza – energia necessária para colocar em prática as conclusões.

    Espírito de Conhecimento de Deus – que se forma dentro da comunhão amorosa com Deus.

    Espírito de Temor do Senhor – é um temor absorvido pela reverência.  gera vida, e aqui gera vida eterna, é o único que tem esta condição!

     

    Embora o pecado e a desobediência tragam conseqüências desoladoras para as pessoas, suas famílias e toda a nação há um Deus que provê o livramento através do seu Filho Unigênito, a RAIZ DE DAVI, o renovo que salva, que cura, e que batiza com o Espírito Santo, cujas manifestações estão tão bem profetizadas neste texto. Natal é isto! Amém!

     

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    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    Advento I

    7 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Is. 9.1-7

     

    Advento significa vinda, chegada, aparecimento. Em termos do calendário litúrgico é a primeira estação que sinaliza e enfatiza a preparação para a vinda de Jesus, o Messias. É motivo de regozijo porque depois de um longo tempo de espera, Jesus nasceu e a promessa profética se cumpriu! Uma observação quanto ao verso primeiro do texto lido é que no original hebráico ele é o fechamento do cap. 8. Seria o verso 23.  Vejamos portanto o verso 2:

     

    V.2a – O povo que andava em trevas e que habitava na região da sombra da morte – trata-se de linguagem profética e espiritual para especificar a ausência de salvação. Antes de Jesus, da manifestação da Graça, o povo de Deus precisava ver profeticamente a salvação através da Lei, nos sacrifícios, nas ofertas, nos rituais. Isto, naturalmente, não era nada fácil e poucos conseguiam este discernimento, sendo portanto uma realidade o sentir-se “habitando na região da sombra da morte”, região de trevas, onde não há a luz da verdade.

     

    V.2b – Viu grande luz, sobre eles resplandeceu a luz! – que coisa melhor pode haver para quem está perdido em meio a trevas do que ver grande luz? Em linguagem profética e espiritual, luz é revelação. Jesus, o Messias profetizado em Isaías, é a nossa LUZ, a nossa SALVAÇÃO, revelada por Deus, o Pai. E esta luz tem resplandecido, brilhado, sobre eles (povo judeu) e sobre todos que pela graça e pela fé, crêem e confessam que Jesus é o Filho de Deus! Em João 8.12, Jesus diz: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (salvação vista e experimentada!). Obs. Fica fácil perceber porque se usa tanta luz no Natal, não é mesmo? Embora talvez as pessoas não tenham plena consciência disto.

     

    V.6a – um menino nos nasceu – fala profeticamente da perfeita humanidade de Jesus, com aproximadamente 600 anos de antecedência.

     

    V.6b – um filho se nos deu – o Deus Pai, DEU o seu unigênito FILHO (perfeito Deus) para nossa salvação!

     

    V.6c – e o seu nome será – nome é identidade, fala de caráter, características: 1- Maravilhoso: aquele que opera maravilhas (milagres portentosos, sobrenaturais), só Deus! 2- Conselheiro: aquele que tem o Espírito de Conselho, de Deus, não espírito humano, não é conselho de psicologia. 3- Deus Forte: o “Todo Poderoso”, o “El Shadai”, aquele que é a nossa Fortaleza! 4- Pai da Eternidade: Pai é progenitor, que gera vida e aqui gera vida eterna, é o único que tem esta condição! 5- Príncipe da Paz: Príncipe é o mesmo que principal. Jesus, o Messias prometido, é o principal da paz. Portanto fora de Jesus não há verdadeira paz. É por isto que o povo de Deus se cumprimenta com a Paz do Senhor, do Príncipe da Paz!   

     

    É importantíssimo que nós, povo do Senhor, servos e servas, nos lembremos e comemoremos o nascimento de Jesus, com muito louvor e adoração, com discernimento, sabendo que um grande número de pessoas comemora, come muito, bebe muito, se diverte muito, troca muitos presentes, mas não serve ao Senhor Jesus com a sua vida, nem tem Jesus como seu Senhor e Salvador!

     

    Finalizando, cumpre declarar que o Evangelho, Boas Novas, de Jesus, o Messias, salva, cura, liberta, transforma e batiza com o Espírito Santo, progressivamente, e isto precisa ser uma realidade em nossas vidas! Amém!

     

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    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    SEUS PROBLEMAS PARECEM UM DILÚVIO NA SUA VIDA?

    1 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Buscando um discernimento sobre o dilúvio

    Em Gênesis 6 e 7, vemos que, como nos nossos dias, o mundo estava corrompido e cheio de violência, a tal ponto, que Deus resolveu exercer JUÍZO sobre toda a terra, porque até os animais tinham se contaminado. Todaa população da terra deveria morrer neste juízo de Deus, inclusive os animais. Naquele momento a condenação à morte por causa do pecado, seria cobrado de imediato e de uma vez só. Nos nossos dias, a condenação é a mesma – “o salário do pecado é a morte”, Rom. 6.23. Entretanto a condenação não está sendo aplicada de imediato, nem tem atingido a todos ao mesmo tempo, como foi no dilúvio.  

    Artigo 171 - Problemas pessoais no trabalho

    Apenas um homem, em toda a terra, chamado Noé, foi considerado justo e íntegro entre os seus contemporâneos e por isto achou graça diante de Deus; ele andava com Deus. Mesmo com “todo mundo” corrompido, é possível haver pessoas que se mantém íntegras, sem se isolarem ou se esconderem, mas vivendo normalmente e mesmo assim “achando graça” diante de Deus.

    Por ter achado graça diante de Deus, Noé recebeu também Sua orientação sobre o que fazer, para se salvar do juízo de morte. O plano de Deus incluía a família de Noé e os animais designados por Deus. O que Deus orientou não era complicado, mas era trabalhoso e iria parecer loucura pra todo mundo: construir uma grande embarcação de três andares em um local totalmente inadequado, longe de qualquer rio, lago ou mar. Qual seria a sua utilidade? Deus deu o nome de Arca a esta grande embarcação. Agora, além de justo, íntegro etc, Noé tinha que ter fé (certeza das coisas que não se veem) e paciência para aturar toda a gozação das pessoas que zombavam dele e o agrediam com palavras.

    A arca representa a Igreja, corpo de Jesus! Lugar de salvação, de livramento e libertação! Lugar de relacionamento santo e sadio. Lugar onde Deus se manifesta a nós. Lugar onde aprendemos a esperar no Senhor. Tudo pela Graça do Senhor! Estamos todos nesta arca, e por isto damos glória a Deus! Quando Noé entrou na Arca, juntamente com sua família, Deus disse que estava fazendo uma ALIANÇA com ele, uma aliança que corresponde a uma capacitação de Deus, uma unção, para fazer tudo que era necessário dentro da arca. Depois que a arca foi fechada por fora, por Deus, não havia mais alternativa de ir para o mundo e “voltar para a arca”, como muitos têm feito, mas tinham que “PERMANECER ATÉ QUE”.

    Noé, sua família e os bichos permaneceram um ano dentro da Arca. Qual seria a rotina diária de cada um? Havia muita coisa para ser feita: lavar roupa, preparar os alimentos para cada refeição, lavar louças e panelas, limpeza dos cômodos usados pela família e do lugar onde ficavam os animais, alimentar apropriadamente todos os animais, achar uma maneira de armazenar o lixo e os dejetos (não havia como jogar para fora). No princípio era fácil louvar a Deus pela salvação, pelo livramento, pela comunhão da família, mas com o tempo veio a rotina, a mesmice, o não ter aonde ir. Quanto aos animais, não bastava alimentá-los; era necessário tratar deles. Imagine, um ano dentro daquela arca, tendo que esperar, esperar…

    Com certeza todos nós temos nossos problemas, nossas dificuldades, que muitas vezes parecem um verdadeiro dilúvio em nossa vida, e parece que não acabam nunca. O dilúvio está arrasando com tudo, parece que não vai sobrar nada para contar história. Noé entrou na Arca um mês depois de completar 600 anos e saiu no segundo mês após completar 601 anos. Estamos caminhando rapidamente para mais uma passagem de ano. Você suportou até aqui! O dilúvio já passou e as muitas águas se escoaram. O corvo enviado por Noé não voltou, significando que encontrou alimento. A pomba voltou com uma raminho de oliveira no bico. Deus já preparou uma nova unção para fazermos a vontade do Senhor. O tempo de sair da arca, e, novamente, possuir a terra, segundo o plano e a visão de Deus, está chegando (arrebatamento, bodas do Cordeiro, grande tribulação e milênio) precisamos estar preparados! Maranata!

    Isto significa também que os seus problemas e dificuldades que semelhantes a um dilúvio assolavam a sua vida, chegarão ao fim. Muitos dizem que passagem de ano é tudo igual, um dia como outro qualquer, mas para os que creem não é assim, principalmente quando Deus fala e nesta passagem de ano Ele certamente vai falar conosco: Não temas, o dilúvio na sua vida cessou, receba o livramento que você tanto esperava!

    A Paz do Senhor!

     

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    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

     

    QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA

    23 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    As profecias de Isaías 60 e 61 e o texto de Lucas

    Ambas as profecias de Isaías datam de cerca de 600 anos antes de Cristo. A do capítulo 60 foi dirigida a cidade de Jerusalém e seus moradores. A do capítulo 61 foi dirigida ao Messias. Cabe aqui esclarecer que a Palavra de Deus transcende o texto, isto é, Deus pode usar este mesmo texto para falar neste tempo conosco tanto individualmente quanto coletivamente (Igreja). Entretanto hoje queremos nos ater ao contexto, na certeza de que Deus tem algo a falar conosco.

    Em Isaías 60.1 vemos uma palavra de poder dirigida aos moradores de Jerusalém: “Levanta-te ou dispõe-te”; o povo estava desanimado, sem vigor, sem interesse pelas coisas de Deus! Deus requer uma atitude séria, confiante, animada, de quem é alvo das suas promessas. Deus não fala com quem está caído, prostrado, abatido. A sua palavra é: “Levanta-te para que eu fale contigo! Resplandece!”. Esta palavra significa brilhar intensamente! Até dispensa maiores comentários. “Porque vem a tua luz!”.

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    “Porque vem” significa uma certeza absoluta; não é “talvez venha”, e a luz, é o Messias, Jesus! Ele vindo, sua glória vem também (vide pastores nos campos de Belém). Nasce sobre ti – é a bênção que se desenvolve, que cresce. Começa pequena, mas não fica estagnada; cresce, para a glória de Deus. Hoje podemos discernir esta palavra profética pelo Espírito Santo, entretanto o tempo passou e Jerusalém não discerniu nada. Veio Jesus e deu testemunho em Jerusalém de que era o Messias e disse claramente que Ele é a Luz! Alguns entenderam e aceitaram, mas a cidade não!

    Então, no final do seu ministério entre nós ao se cumprirem todas as profecias, estando no Monte das Oliveiras, de onde contempla a cidade que deveria ser Cidade Santa, Jesus chora por Jerusalém – Lucas 19.41-44. Ele não somente chora, mas declara profeticamente a destruição de Jerusalém, que realmente foi arrasada no ano 70, pelas tropas romanas comandadas pelo general Tito, e Jesus disse: tudo isto porque “não reconheceste a oportunidade da tua visitação”! Ora, irmãos, Deus tem nos dado inúmeras oportunidades e quantas delas estão sendo desprezadas? Quanto a Jerusalém, permaneceu desolada do ano 70 até 1948, ou seja, por 1878 anos! Não vale a pena resistir ao chamado de Deus!

    Isaías 61.1-3 – Palavra profética dirigida ao Messias. Promessa de unção para exercer o ministério. Tão importante que faz parte da coletânea de 52 textos que é lida aos sábados nas Sinagogas do mundo inteiro; são as parachás e raftarás, a lei e os profetas.

    O texto de Lucas nos diz que estando Jesus presente na Sinagoga de Nazaré, foi lhe dado o rolo de Isaías para ler a raftará daquele sábado. Jesus leu solenemente e quando todos aguardavam os seus comentários como Mestre em Israel, ele simplesmente declara com ênfase: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”.

    Era Jesus, o Messias, tomando posse da Palavra Profética e da unção que ela contém para exercer o seu ministério. Na maioria das vezes as profecias não se cumprem automaticamente, mas é necessários exercitar a fé, assumindo responsabilidades e tomando posse explicitamente da promessa de Deus.

    O povo de Israel pagou um preço caro, e tem pago ainda, por não entender e não assumir o que Deus preparou para eles no reino espiritual. No reino natural, se tem usado a Escritura como estratégia de guerra, e Deus, que é fiel, tem honrado o seu nome e tem dado inúmeras vitórias ao seu povo, que conta também com as orações e clamores da Igreja de Jesus Cristo no mundo inteiro.

    Por outro lado, se Israel não tomou posse de Isaías 60.1, a Igreja o fez, recebendo o batismo do Espírito Santo em Pentecostes e posteriormente, em todas as oportunidades que o Espírito Santo é derramado sobre a Igreja em todo o mundo. Ao iniciarmos mais um ano da graça do Senhor Jesus cumpre a nós escolher, como Igreja, qual atitude adotar diante das promessas de Deus: tomar posse ou não, arcando com as consequências que a própria Palavra nos indica. Quanto a Isaías 61.1-3, como discípulos do Senhor Jesus, podemos e devemos imitá-lo, assumindo as responsabilidades da Palavra profética e tomando posse para que ela se cumpra em nossa vida de maneira completa em cada dia deste novo ano em nossas vidas.

    Cabe, ainda, fazer um pequeno comentário sobre o texto de Isaías 61 v. 1, que diz: “porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração”. Vejo aqui uma explicação porque as pessoas tem dificuldade para aceitar Jesus como Salvador e Senhor, como também a cura das enfermidades. Falta quebrantamento! Isto nos ensina que antes de pregar e fazer apelo, individualmente ou coletivamente, precisamos pedir, com fé, que o Espírito Santo quebrante as vidas para que elas possam ser salvas e curadas! O choro é uma evidência de quebrantamento, portanto deixe as pessoas chorarem, é Deus agindo!

    Imagine três círculos, cada um dentro do outro. O primeiro, de fora, representa o corpo, o segundo representa a alma, nossos sentimentos e emoção e o terceiro círculo, interior, representa o nosso espírito. Ora, para que o nosso espírito seja tocado, é preciso quebrar a alma e o corpo, abrindo passagem para o Espírito Santo poder agir.

    “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à Igreja”.

     

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    ENTENDES O QUE LÊS?

    12 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Filipe e o Eunuco – Atos 8

     

    Lucas, médico e companheiro de Paulo nas suas viagens missionárias, é também o escritor do evangelho que leva o seu nome e do livro de Atos. Resolveu, inspirado pelo Espírito Santo, narrar o que aconteceu no ministério do diácono e evangelista Filipe quando este estava em  Samaria, por causa da perseguição que se desencadeou em Jerusalém após a morte de Estêvão.

     

    Era impressionante como Deus estava operando poderosamente na conversão de judeus e abrindo novas igrejas locais.   

     flipe-eunuco

    Então, a partir do verso 26, surge outra narrativa que aparentemente não tem nada a ver com o que estava acontecendo.

     

    Depois de um dia de muitas atividades, apareceu um anjo a Filipe e falou com ele.  Entendo que Deus tinha urgência em realizar uma determinada missão. Deus precisava de alguém obediente, que respondesse rápido, que tivesse iniciativa e fosse capaz de resolver plenamente o desafio.

     

    Por isto enviou um anjo (mensageiro) para falar com Filipe. E o anjo disse: “Levanta-te”! No meio espiritual e no meio militar esta é uma palavra de ordem, de autoridade, de comando, que exige uma resposta imediata. Caracteriza uma urgência e um estado de prontidão. De outra parte, levantar-se para ouvir o que Deus quer falar, mostra que Deus não fala com quem está caído, é preciso levantar e ouvir atentamente. Outra coisa é que Deus só revelou uma pequena parte do que Ele queria. De modo geral temos dificuldade de apreender muitas coisas de uma vez só. Então, à medida em que obedecemos nos capacitamos a receber mais revelações ou mais detalhes do que  Deus quer (é assim no mundo inteiro)!

     

    O anjo disse a Filipe: “Levanta-te e vai e imediatamente”. Filipe levantou-se e foi.

     

    As coordenadas do local de encontro:

    - Região sul

    - Caminho que desce de Jerusalém para Gaza, deserto

    - Identificação da pessoa: um homem etíope, eunuco, mordomo-mor (tesoureiro/administrador) da rainha Candace, prosélito (convertido) da religião Judaica e que tinha ido a Jerusalém prestar culto a Deus. Certamente tinha consigo listas de nomes com várias necessidades, que apresentou a Deus. Agora estava de regresso à sua terra.

     

    Qual a necessidade deste homem?  

    Ter um encontro com Jesus, ser batizado nas águas e no Espírito Santo e discernir a Palavra. E é justamente aí que se encaixava Filipe.

     

    Ele avista a carruagem do etíope, que já havia passado, mas Deus manda correr para alcançá-la. Então, obedecendo a Deus, Filipe a alcança e ouve o eunuco lendo em voz alta o rolo de Isaías, sem perceber que tinha companhia.

     

    Filipe grita: “Entendes o que lês”? Resposta: “Como, se alguém não me ensinar”?

     

    O eunuco manda parar o carro e convida Filipe a ir com ele.

     

    Antes de prosseguir, vamos pensar um pouco sobre o oficial etíope: embora Lucas não mencione os detalhes que antecederam a viagem, é lícito que meditemos em alguns pontos:

    1) Não parece que era a primeira vez que fazia esta longa (9.450 km) viagem;

    2) Imagino que seria a última;

    3) Se Deus tinha o propósito de usar o oficial para levar o evangelho para a Etiópia, tinha que acontecer nesta viagem;

    4) O custo da viagem: caríssimo! Ida e volta!

    5) O rolo de Isaías: caríssimo!

    6) Portanto, tudo tinha que dar certo. E deu!

    7)  A participação de Filipe era fundamental, por isto Deus o escolheu!

     

    Agora, voltando ao ponto onde paramos. Filipe subiu no carro do oficial, que não conseguia entender de quem falava o texto profético, que dizia o seguinte: “Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca.  Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra”. Respondendo o eunuco a Filipe, disse: “Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro”?  Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E era tão grande a unção que estava sobre os dois, que ao ver água o eunuco mais do que depressa, humildemente, fez a pergunta mais importante da sua vida: “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?”. Filipe pediu um testemunho que realmente confirmasse seu desejo de nascer de novo e tornar-se uma nova criatura. Disse Felipe: “É lícito, se crês de todo o coração”. E, respondendo ele, disse: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. Então mandaram parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este momento merecia estar sendo filmado, com a participação de toda a Igreja; uma grande festa. Mas não foi assim, foi muito melhor, porque tenho certeza que um exército de anjos estava ali presente, se alegrando e exaltando o Santo  Nome do Senhor!.  Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho. Mas Filipe achou-se em Azoto e, indo passando, evangelizava todas as cidades, até que chegou a Cesaréia. Atenção: Filipe foi transferido totalmente, corpo, alma e espírito, roupa e o que mais tivesse em suas mãos.

     

    Na Etiópia surgiu uma Igreja Cristã, com discipulado e tudo. Quem terá sido o responsável?

     

    Um breve testemunho: Numa das muitas viagens que eu, minha esposa e meus filhos fizemos, da Ilha do Governador, RJ  para Domingos Martins, ES, estávamos cantando, quando passamos na  entrada de Rio Bonito, RJ, onde, do lado  esquerdo havia uma fábrica que construiu uma grande faixa de alvenaria com os seguintes dizeres: “Confesse com a tua boca que Jesus Cristo é o Senhor!”. Então eu disse para minha família: vamos confessar todos juntos, bem alto e forte.  E assim o fizemos! Imediatamente tive que parar o carro no acostamento, porque o Espírito Santo veio com sua glória e seu poder sobre nós, de tal maneira, que custamos a parar de chorar e glorificar ao Senhor!  Nesta Palavra há poder! Amém!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

     

    A IGREJA EM ANTIOQUIA

    26 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Atos 11.19-30
    Antioquia – vamos conhecer um pouco da história desta cidade. Em primeiro lugar existiam duas cidades com o mesmo nome, fundadas pela mesma pessoa e pelo mesmo motivo: Antioquia da Pisídia – fundada pelo imperador Seleuco Nicanor, sendo o nome uma homenagem ao seu pai, Antíoco. Era situada na região da Frígia, próximo da Pisídia. Antioquia da Síria – fundada pelo mesmo Seleuco Nicanor, também em homenagem ao seu pai Antíoco. Era situada às margens do rio Oronte, à 50 km da margem. Foi a capital do reino durante cerca de mil anos. Portanto uma cidade importante na sua época. Atualmente está situada na Turquia com o nome de Antakya e é, também, um importante sítio arqueológico. Até aqui apresentamos um breve histórico. Agora nossa narrativa bíblica e comentários, são sobre a segunda Antioquia, a da Síria.

    Foi com a execução de Estêvão, diácono e evangelista da Igreja em Jerusalém, que se cumpriu Atos 1.8, isto é, os discípulos sofreram uma grande perseguição por parte dos Judeus sendo obrigados a se mudar às pressas para outras cidades. É importante esclarecer que até este momento, a Igreja de Jesus Cristo era composta exclusivamente de judeus, que eram proibidos pelos usos e costumes da religião judaica, de terem qualquer contato com não judeus, chamados de gentios, o que incluía cumprimentar, falar, entrar na casa, comer e também evangelizar. Mas entre os dispersos de Jerusalém havia vidas cheias do Espírito Santo, mas tão cheias que, no entusiasmo em que estavam, falaram de Jesus para alguns gregos que estavam em Antioquia, os quais logo o aceitaram como Senhor e Salvador e esta palavra virou uma bola de neve, e rapidamente muitos outros não judeus foram tocados por Deus, nascendo uma Igreja nova em Antioquia, totalmente composta por gentios.

    igsiria

    Os apóstolos, que permaneceram em Jerusalém, ouvindo falar do avivamento que Deus estava promovendo em Antioquia, enviaram Barnabé, homem de Deus, para ver e relatar o que estava realmente ocorrendo. O verso 23 diz que chegando Barnabé ao local de reuniões VIU A GRAÇA DE DEUS ALÍ, alegrou-se e exortou os irmãos a permanecerem firmes no Senhor. Então Barnabé se lembrou que Deus havia falado claramente que Saulo de Tarso seria o apóstolo para os gentios. Foi para Tarso e encontrou-se com Saulo. Devem ter orado bastante e então foram juntos para Antioquia, e ali exerceram o ministério pastoral por um ano discipulando numerosa multidão.

    Em Atos 13.1-3 encontramos mais um breve relato, muito interessante, que dá sequência à primeira narrativa. Diz assim o verso 1: Havia na Igreja em Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão Niger, Lúcio de Cirene, Manaém, gêmeo de Herodes, o tretarca, e Saulo. É maravilhoso como Deus opera poderosamente no meio de um povo que lhe obedece. Tenho servido a Deus, pastoreando igrejas em várias cidades, no Estado do Rio, Minas Gerais, Rondônia e Espírito Santo; mas nunca vi nenhuma Igreja fazer o que a de Antioquia fez: abrir mão de ser pastoreada por Saulo e Barnabé, tidos como os melhores pastores da época, verdadeiras bênçãos na caminhada da igreja, e aceitar pastores novatos, “prata da casa”, sem muita experiência pastoral, embora tenham sido discipulados por Saulo e Barnabé. No verso 2, também esclarecedor, encontramos a revelação do segredo: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando e impondo sobre eles as mãos, os despediram.”

    RESUMINDO PARA ENCERRAR…

    Na vida espiritual nada acontece por acaso ou por coincidência. É evidente que Deus tinha um plano para Antioquia e as vidas que primeiro se entregaram a Jesus. É evidente também a ação do Espírito Santo para unir Barnabé e Saulo.

    É impossível fazer uma vida cheia do Espírito Santo se calar, deixando de falar do evangelho de Jesus. Vale mais a pena obedecer a Deus do que aos homens! Aliás, só o semblante abençoado do servo e da serva já “falam” a quem está ligado ao Trono de Deus.

    O cuidado dos Apóstolos com as novas congregações, o envio de alguém com sabedoria e autoridade para corrigir qualquer desvio doutrinário, dando, porém, liberdade ao Espírito Santo para agir.

    A humildade de Barnabé que abriu mão de tudo, deixando livre o caminho para Saulo desenvolver o seu ministério… Foi em Antioquia que Saulo pregou seu primeiro sermão, ministrou o primeiro estudo, aconselhou e apascentou o rebanho do Senhor.

    A presteza em fazer tudo o que Deus ordenou, sem perda de tempo e blá-blá-blá inúteis.

    Já no primeiro ano de vida, a Igreja em Antioquia produziu os seus frutos: profetas, mestres (na Palavra), pastores, que não eram anônimos, mas cujos nomes eram bem conhecidos da Congregação!

    Orando e jejuando, jejuando e orando e impondo as mãos. É dessa maneira que a liderança anda, na dependência do Senhor.

    Que possamos dar toda liberdade ao Espírito Santo para Ele orientar a nossa vida, a nossa igreja, a nossa liderança. Amém!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG / ES)

    O VALE DE OSSOS SECOS – A VISÃO DE EZEQUIEL

    8 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    EZEQUIEL 37.1-14

    Vamos, primeiro, nos situar no contexto da Palavra:

    Ezequiel: significa “Deus fortalece”. Era contemporâneo e, mais ou menos, da mesma idade de Daniel. Da família sacerdotal, foi para o exílio babilônico na segunda leva, em 597 aC.

    Levantado por Deus com um ministério profético junto ao povo, nas ruas e nas casas, vivia numa casa junto ao rio Quebar, numa colônia judia chamada Tel-Abibe. Ezequiel estava junto ao rio quando os céus se abriram e ele teve visões de Deus. Disse Deus: “Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás de minha parte.”

    Sua principal missão, dada por Deus, era admoestar o povo no cativeiro, para se lembrarem, o tempo todo, do porquê de estarem ali: pecado de idolatria e desobediência ao Senhor.

    Em segundo lugar, anunciar o Juízo de Deus sobre Jerusalém, o que aconteceu em 586 aC.

    Terceiro, anunciar também o Juízo de Deus sobre as nações poderosas, inimigas de Judá.

    E em quarto lugar, estimular a esperança e a confiança do povo na reunião dos judeus, e na restauração da cidade e do templo.

    O ministério profético de Ezequiel envolve visões, sinais, parábolas e símbolos. O Livro de Ezequiel pode ser dividido em três partes:
    (1) Profecias antes do cerco final a Jerusalém, vai do capítulo 1 ao 24, ano 592 aC ao 586 aC (ano da queda de Jerusalém).
    (2) Profecias durante o cerco a Jerusalém, do capítulos 25 ao 32. Juízo de Deus sobre as nações gentias.
    (3) Profecias após o cerco e tomada de Jerusalém, capítulos 33 ao 48, restauração de Israel.
    A narrativa da visão do vale de ossos secos está neste último grupo, da restauração.

    Deus mostra a situação que o seu povo se encontrava naquele momento. Verso 11b: “eis que dizem: os nossos ossos se secaram e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados”. Mas isto não acontece por acaso; é o resultado de um povo que, apesar de viver razoavelmente bem na área da saúde, financeira e social, perdeu contato com a Palavra, com os louvores, com a adoração ao Deus Todo Poderoso e com a oração. E isto porque entenderam, por eles mesmos, que Palavra, oração, louvor e adoração, era somente em Jerusalém e no Templo. Fora de Jerusalém, nem pensar!

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    Mas a falta de contato com Deus gera rapidamente o esfriamento espiritual, e por consequência as bênçãos se tornam escassas, e o sistema mundo vai tomando conta. Desta forma, esta visão não se restringe somente ao povo de Deus daquele tempo, no exílio babilônico, mas chega até nós, povo de Deus neste tempo do fim. Vidas que se afastaram do Senhor, vidas que não leem nem meditam na Palavra, que não louvam, não adoram, não oram e se sentem como diz o v. 11 citado: “nossos ossos se secaram e pereceu a nossa esperança”! Por isto estão caindo, um após outro, vivendo em cativeiro espiritual.

    Talvez entre os que leem este artigo haja pessoas que estão se sentindo assim. Mas Deus diz: “profetiza a estes ossos e dize-lhes: ossos secos, ouvi a palavra do Senhor” (v.4) e continua no v.5: “eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis”.

    Isto nos mostra que há esperança, há uma promessa de vitória e livramento da morte espiritual. É uma intervenção profética, da parte de Deus. O profeta obedece e profetiza conforme Deus ordenou, e o Espírito veio dos quatro ventos e assoprou sobre os mortos, e eles viveram, glória a Deus! Depois o profeta profetizou como Deus ordenou e o Espírito entrou neles e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso (vs. 9-11).

    Esta é a Palavra Profética do reavivamento espiritual da igreja, porque sem o Espírito Santo, a Igreja é também um vale de ossos secos. Mas nesta oportunidade esta Palavra Profética chega até nós e nos proporciona a chance de experimentar um REAVIVAMENTO NA NOSSA VIDA! Deus continua falando: “profetiza e dize-lhes: assim diz o Senhor Deus: abrirei a vossa sepultura e vos farei sair dela, ó povo meu. Sabereis que eu sou o Senhor. Porei em vós o meu Espírito e vivereis” (vs.12-14). Creio que Deus tenha falado ao seu coração, como também falou comigo.

    Agora vamos falar com Ele: Ó Deus obrigado pela tua Palavra que nos adverte e nos restaura. Eu confesso que muitas vezes tenho deixado de ler e meditar na tua Palavra, tenho deixado de orar como devia, tenho deixado de te louvar e adorar como Tu mereces, mas não quero ser osso seco. Em nome de Jesus, livra-me e faz-me sair desta sepultura e enche-me do teu Espírito Santo, pois quero viver para glorificar Teu nome e ter vida abundante em todos os sentidos. Em nome do Senhor Jesus! Amém! E Amém!
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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE MG/ES

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