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    10 Lições da História de Jefté

    1 dez 2014   //   por admin   //   Sem categoria  //  Sem comentários

    Jefté significa “libertador”, nome que, por si só, já indica um propósito de Deus na sua vida! Nós, Igreja de Jesus Cristo, neste tempo do fim, temos a certeza de que Deus, o nosso Deus, o Todo Poderoso Deus de Israel, tem também um propósito em nossa vida, que é nos usar para libertar pessoas que necessitam da Graça do Senhor Jesus.

    No livro de Juízes, capítulo 11, vemos a história de Jefté, que era filho de um homem chamado Gileade e de uma prostituta com quem Gileade, mesmo casado, havia se relacionado. Passado algum tempo a esposa de Gileade teve também filhos, os quais quando cresceram expulsaram Jefté de casa e da cidade, por preconceito e porque não queriam dividir com ele a herança que o pai lhes deixaria. Estavam, na realidade, praticando uma grande injustiça, com o apoio dos anciãos da cidade.

    É evidente que Jefté não gostou, mas resignado, se retirou para as montanhas na terra de Tobe – lugar dos fugitivos, marginais e similares. Mas Jefté não era nada disso e sim um homem valente e injustiçado. Seu temperamento forte e de líder o levou a formar um exército bem treinado nas montanhas, uma espécie de mercenários que lutavam em troca de dinheiro ou comida. Certamente vendiam proteção aos fazendeiros protegendo suas propriedades e rebanho, (Esta situação se repetiu muitos anos depois com Davi, que perseguido pelo rei Saul fugiu para as montanhas onde formou um exército de desacertados, fugitivos da Justiça, que passaram a ser chamados “Valentes de Davi” – I Sm.22.2).

    Mas nada como um dia depois do outro… Um dia os amonitas declararam guerra aos gileaditas, que por sua vez não tinham um exército organizado para se defender. Então foram em busca de Jefté, porque certamente sua fama de comandante do exército das montanhas era do conhecimento de todos. Neste momento de grande interesse para os gileaditas, já não importava o fato de Jefté ser filho de uma prostituta. Então Jefté lhes fez uma proposta: se Deus fosse com ele e ele fosse bem sucedido em defender os gileaditas e expulsar o inimigo, então ele passaria a ser o cabeça, governador e juiz de Gileade. Os anciãos e o povo aceitaram e se comprometeram em assim fazer. O que, segundo a Palavra, foi logo assumido, antes mesmo de Jefté ir à luta. Esta seria a grande realização da vida de Jefté e a constatação para os gileaditas de que agir com preconceito não leva a nada e o que vale é o caráter e unção da pessoa.

    Jefté se mostra um grande diplomata: como cabeça dos gileaditas, ele envia mensageiros aos amonitas, recordando toda a história do povo de Israel e de como Deus lhes entregou todas aquelas terras que por isso eram inegociáveis e seriam defendidas com todo o vigor. Jefté queria paz e não guerra e pede aos amonitas que desistam de lutar por uma causa perdida. Mas eles não deram ouvidos.

    Diz o verso 29 que o Espírito do Senhor veio sobre Jefté e o verso 32b diz que o Senhor os entregou nas mãos de Jefté. Portanto, a vitória já estava decidida, era de Deus usando a Jefté e ponto final. Não havia mais nada a ser feito muito menos qualquer voto. Voto se faz quando não temos certeza da vitória, quando Deus ainda não falou nada. Mas quando estamos cheios do Espírito e já temos a direção e a Palavra de Deus, temos só que ir pra cima com tudo e tomar posse da vitória!

    Entretanto, Jefté fez um voto errado – v. 30-31: “Se, com efeito, me entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, quem primeiro da porta de minha casa me sair ao encontro, voltando eu vitorioso dos filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto”. Quem primeiro saiu ao seu encontro foi sua única filha! Jefté, sem discernir que não lhe faltava mais nada para obter a vitória, fez um voto desnecessário e pagou um grande preço por sua insensatez, mas nem por isso Deus o abandonou; manteve a unção da vitória que se concretizou de maneira brilhante. As consequências do voto errado não tem nada a ver com Deus, que não lhe pediu voto algum!

     

    Lições:

    1. A Bíblia, como Palavra de Deus, não esconde nada de ninguém. Os fatos históricos são narrados como aconteceram, cabendo a nós discernir pelo Espírito Santo o que Deus está falando ao nosso coração.
    2. Ser filho de prostituta por si só não desmerece ninguém. Deus está preocupado com quem nós somos de fato e Ele tem um propósito na nossa vida independentemente de qualquer outra coisa, inclusive nossa origem.
    3. Quando somos escolhidos de Deus, não importam as injustiças que cometam contra nós, importa permanecermos firmes, discernindo bem as situações.
    4. Onde quer que estejamos, somos filhos da Luz e chamados para ser cabeça e não cauda (espírito de liderança).
    5. Um dia, aqueles que foram injustos conosco virão e reconhecerão a unção de Deus sobre a nossa vida.
    6. Precisamos estar preparados para ser cabeça.
    7. Precisamos estar preparados para a guerra.
    8. Precisamos tentar negociar primeiro antes de lutar, mas há coisas que são inegociáveis.
    9. Quando vamos para a guerra, precisamos de uma unção especial do Espírito e a não ser que Deus revele algo mais, esta unção é totalmente suficiente para nos garantir a vitória.
    10. Cuidado com os votos que Deus não pediu nem revelou – você vai ter que arcar com as consequências.

     

    Deus seja louvado!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

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