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    Setembro traz a primavera e muitas celebrações

    8 set 2015   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    Setembro é um mês de muitas celebrações. Uma delas é a primavera, à qual já demos as boas vindas sábado passado. É, também, o aniversário da igreja, 137 anos, cuja comemoração dura o mês inteiro. É o aniversário da publicação Voz Missionária, que vamos comemorar no próximo domingo, dia 13, com um Culto Especial, à tarde. Será o Jubileu de Hortênsia – 86 anos. Comemoro, também, o meu aniversário, embora não seja tão antiga como as 2 primeiras. Nasci em plena primavera e talvez isso explique meu amor pelas flores. Todos os que me conhecem sabem disso.

    Impossível falar no aniversário da nossa igreja sem falar na sua importância, bem como de certas pessoas que a frequentam na minha vida e na da comunidade. Nesta igreja de pedras, encontrei o caminho das pedras. A definição de igreja é comunidade terapêutica e é o que tem sido para mim e para muita gente. Há 20 anos, cheguei aqui e fui recebida pela Maria Adelina (Adélia), que me ofereceu No Cenáculo, do qual foi representante durante 37 anos, além do boletim semanal. Logo, fiz minha assinatura e até hoje sou assinante. Uma vez, escrevi um artigo para No Cenáculo chamado Flores e Frutos Maduros. Este artigo falava das pessoas mais velhas que atuavam, de alguma forma, na igreja. Todas elas com grande energia. Fiquei surpresa com o alcance desse artigo, que vários sites utilizaram, inclusive o http://webservos. Mais tarde, republicaram o artigo em No Cenáculo. É que a sociedade atual valoriza os jovens, desprezando os mais velhos. A experiência não conta, diferentemente da cultura oriental. Trabalhei durante 25 anos em uma empresa, que me mandou embora por telegrama às vésperas do Natal, 3 anos após ter perdido meu pai e 2 anos após ter perdido minha mãe e tia em um acidente. Com tudo isso, não havia faltado, a não ser durante a semana de luto. Nada disso me desesperou, pois pude contar com a igreja e a família da igreja, que se tornou minha família. Um belo dia, uma senhora me procurou, pedindo que cantasse um hino em francês durante uma palestra que iria fazer sobre os valdenses, dos quais descende.

    Os valdenses são uma denominação cristã que teve sua origem entre os seguidores de Pedro Valdo na Idade Média e subsiste hoje como um grupo. Foram mártires perseguidos pelos católicos. Essa senhora, Idalina Bouzin, que foi minha professora de canto e de muitas pessoas que cantam na igreja, está com 94 anos, idade que minha mãe teria atualmente e tornou-se minha grande amiga até hoje. Peço a Deus que a conserve assim por muitos anos. Todos ficam admirados da energia que tem e da quantidade de coisas que faz. Ela orou comigo e me deu forças para enfrentar os problemas. Logo após, consegui um emprego, ganhando 3 vezes mais, substituindo uma professora que havia sido minha aluna. Isto me permitiu me aposentar, ganhando um pouco mais. Outro exemplo foi o Sr. Antonio Matolla, que chegou a completar 100 anos com uma energia invejável. Vou escrever para No Cenáculo, relatando esses fatos, mas gostaria que saísse na edição americana. Leio sempre a edição em inglês e noto que publicam artigos de vários países, mas nunca do Brasil. Na edição americana, os autores dos artigos colocam fotos das pessoas a quem se referem. Seria interessante que pudessem ver as fotos da Dra. Idalina e Sr. Matolla para verem que não estou mentindo. Hoje, as pessoas da família Matolla são muito importantes na igreja, atuando sempre, mesmo quando se encontram doentes. Por isso, quero registrar aqui meus agradecimentos, pedindo a Deus que me permita ser, como diz o Salmo 92: 14 – “Na velhice, darão ainda frutos, serão cheios de seiva e verdor”.

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    Neize Tavares, é membro ativa da Catedral, professora de Português/Francês, vice presidente da SMMulheres e integrante do Ministério de Comunicação e Memória.

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