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    Listagem de "Colunas"

    O PRÍNCIPE DOS PREGADORES

    6 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    A família de Charles Spurgeon (1834-1892) fugira da Holanda por volta de 1570 para escapar à perseguição do rei católico Filipe II.  Viveram na Inglaterra desde então, mas em 1662 foram novamente perseguidos pelo rei Carlos II, da igreja Anglicana, porque como puritanos não aceitaram o Ato de Uniformidade que impunha o uso de um livro de orações único, entre outras decisões.

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    Ele se batizou aos 15 anos,  aos 16 já pregava, aos 17 tornou-se o pastor de um templo da igreja Batista, em Cambridgeshire.  Rapidamente Spurgeon se tornou uma celebridade mundial.  Era convidado a pregar em várias cidades e até no exterior.  Ele pregava ao ar livre mas também em ambientes fechados, de 8 a 12 vezes por semana.  Em 1857, ele pregou para 23.654 pessoas que lotaram o auditório do The Crystal Pallace, em Londres para ouvi-lo por mais de duas horas.

    Seus 3.653 sermões, impressos como panfletos de evangelização, chegaram até nós.  Até o último ano de seu pastorado, 14.692 pessoas tinham sido batizadas. Quando, no século XX,  Billy Graham refutou a ideia de o lançarem candidato à Presidência dos EUA declarando: “Eu não posso ser rebaixado”, ele citava Spurgeon: “Se Deus o chamou para seu ministério, não se rebaixe a ponto de ser rei em qualquer país”.

    Spurgeon viveu o que pregava.  Dizia:  “Se os pecadores forem para o inferno que, no mínimo, tenham que saltar por cima de nossos cadáveres.  E que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por ele.”

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    Domitila Madureira, membro da Igreja Metodista da Asa Sul, Brasília.

    COISAS PEQUENAS, PORÉM SÁBIAS

    30 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Ao longo do meu ministério pastoral, exercido desde setembro de 1977 até esta data, tive o privilégio de falar sobre a Palavra de Deus, buscando sempre a direção de Deus e a unção do Espírito Santo. Meu objetivo sempre foi falar de tal maneira que todos pudessem entender o que Deus estava falando ao coração de cada um. Não sei dizer quantas vezes falei, mas tenho colhido muitos frutos, especialmente, de vidas salvas pela pregação da Palavra, estudos, reflexões, meditações, vidas que entenderam, pela ação do Espírito Santo, que aceitando e confessando Jesus como Senhor e Salvador, não só estão salvas, mas aptas a caminhar em novidade de vida.

    Sou muito grato a Deus por esta porta que se abriu para eu poder compartilhar com você o que Deus quer falar hoje ao nosso coração. Deus abençoe sua vida de maneira superabundante, tocando poderosamente seu espírito como tem feito comigo. Gosto muito quando estou lendo um texto e Deus começa a me mostrar algo que eu ainda não tinha percebido e logo vai se formando na minha mente e no meu coração uma palavra viva a ser entregue de alguma maneira ao povo de Deus.

    Desta forma convido você a ler um texto no livro de Provérbios, capítulo 30, versos 24 a 28: “24- Quatro coisas há na terra que são pequenas, entretanto são extremamente sábias; 25- as formigas são um povo sem força, todavia no verão preparam a sua comida; 26- os coelhos são um povo débil, contudo fazem a sua casa nas rochas; 27- os gafanhotos não têm rei, contudo marcham todos enfileirados; 28- a lagartixa apanha-se com as mãos, contudo anda nos palácios dos reis”.

    Formigas, coelhos, gafanhotos, lagartixas.

    Que Deus formidável é este a quem servimos! Fala de coisas grandiosas e tremendas como também coisas pequenas, que para muitos nem merecem a atenção. Mas Deus diz que são “extremamente sábias”.

    As formigas, Deus diz que são “um povo sem força”, um povo fraco, débil, TODAVIA preparam sua comida no verão, de modo que, quando vier o inverno estão estocadas e não precisam nem sair de casa. Nisto há sim grande sabedoria só percebida por quem presta atenção nas coisas pequenas. As formigas nos ensinam a sermos PRUDENTES E PREVIDENTES, e pensarmos no futuro. Um exemplo prático nos nossos dias: quem não contribuiu de maneira correta para a Previdência Social está recebendo menos do que devia, e alguns recebendo nada!

    Os coelhos, também são um povo fraco, débil; sem condições de oferecer resistência a qualquer predador; mas Deus lhes deu duas pernas traseiras mais compridas, que lhes permite correr com grande agilidade, deixando o perseguidor para trás e se enfiando rapidamente na sua casa que é um buraco na rocha, onde só cabe ele. Ali está a salvo. Portanto o coelho nos fala de SEGURANÇA. A irmã americana Fanny Crosby, cega desde a infância, autora de milhares de hinos, em um deles, escreveu: “Que segurança tenho em Jesus, pois nele gozo paz, vida e luz”!

    Os gafanhotos, diz o texto, não tem rei, não tem um líder declarado, ENTRETANTO voam todos enfileirados, porque Deus lhes deu espírito de corpo, de união, de disciplina. E disto a Igreja precisa e muito. Paulo, escrevendo aos efésios, capítulo 4, ensina sobre a unidade. Versos de 2 a 6: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;  um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”.

    A lagartixa – podemos pegá-la com as mãos, embora muitos tenham nojo. Quando menos se espera lá está ela instalada atrás de um quadro ou no teto, não só de qualquer casa, como até nos palácios. Ela consegue isto porque é DISCRETA. Não faz barulho, não chama atenção, simplesmente entra e se instala. Crente que faz muito barulho, chama a atenção para si, fala demais e age de menos, sem sabedoria!

    Pense nisto! Ponha isto que você aprendeu em prática na sua vida. Compartilhe com outras pessoas. É Palavra de Deus, não volta vazia!

    Shalom!
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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    Canção do Exílio

    30 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

     SALMOS 137

     Exílio existencial de todos nós!

     

    O salmista expressa o sentimento de pessoas exiladas que foram arrancadas de súbito de seu mundo construído com suor e lágrimas. Num piscar de olhos viram sonhos construídos em meio a dores de parto sendo dolorosamente transportados para uma realidade fria, crua e inalterável.

    No caminho da existência, abruptamente, por circunstancias alheias à nossa vontade e querer somos lançados no “exílio” existencial. De repente, nos pegamos interiormente em terras estranhas. Tudo à nossa volta muda, se transforma, se mutila. Nada planejado, projetado, sonhado. Sobreveio-nos de assalto e invadiu o nosso mundo com uma força destrutiva, arrancando violentamente tudo do seu devido lugar, sem que pudéssemos expressar qualquer reação. Totalmente impotentes.

    …Assentávamos e chorávamos… O salmista expressa no exílio, em meio às   suas dores, diante de uma realidade aparentemente imutável, as suas próprias angústias, tristezas e pavores. As margens dos rios, para os antigos povos, bem como para o povo de Deus, era um lugar de comunhão devocional e oração. Espaço liturgicamente escolhido para derramar lamentos e choros de natureza angustiante. Lídia, discípula de Jesus, tinha por hábito reunir-se à beira de um rio junto a outras mulheres de fé para cultuar e amar a Deus. Quando vivemos no “exílio existencial” qualquer lugar que acolha as nossas lágrimas torna-se o nosso  “rio babilônico”. O quarto, o canto de uma praia, o altar de uma igreja, um ombro de um amigo ou amiga. Enfim, qualquer lugar no espaço e tempo é propício para acolher em paz as nossas dores e lamentos.

    …Lembrando-nos de Sião… Quando somos arrancados do nosso lugar de segurança e paz, até as melhores lembranças nos machucam. As perguntas começam a invadir nossa consciência, de tal forma, que cada indagação na alma apenas castiga o nosso ser. O que fizemos para merecer tal realidade? É a pergunta mais inquietante e aterrorizadora que o ser humano pode fazer a si mesmo. No mínimo, tal pergunta apenas corrobora para a instalação da culpa na alma. Qualquer lembrança permeada de culpa deixa de ser uma mera saudade para ser uma profunda ferida.

    …Pediam-nos canções… No exílio, por mais belo que seja o que nos cerca, tudo parece perder o seu brilho e cor. Tudo passa a ter um tom acinzentado. Como alegrar-se? Como celebrar? Se nada mais soa de importante significado e sentido.

    O passado torna-se um cativeiro existencial. Perde-se a força do presente e a esperança e fé no futuro.

    …Se eu me esquecer de ti… O medo de olhar para o futuro, de vislumbrar novas possibilidades, acorrentar-nos ao passado. Não conseguimos olhar para a vida, a não ser pela ótica das feridas que nos marcaram. Nos melhores corações martelam as palavras dos que nos feriram ou as circunstâncias que nos afligiram. Para quem não tem saudade esperançosa do futuro, quase tudo se torna motivo de mágoas e rancores. Muitas vezes contra si mesmo.

     

    Concluindo: O que o Salmo 137 nos traz como reflexão para o nosso caminhar com Deus? 1. O exílio existencial é uma possibilidade de reconhecermos a nossa impotência e fragilidade diante da vida e realidade. 2. O exílio existencial é um doce convite divino para uma anamnese de nossa comunhão com Deus e com o próximo. 3. O exílio existencial é o convite para a nossa reaproximação com o Senhor de todos os caminhos. 4. O exílio existencial é o momento de nutrir-nos de esperança e fé diante de ambientes que trabalham contra os sonhos e anseios de uma vida abundante.

     

     

    UMA MENINA MUITO INFLUENTE

    24 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Mary Jones nasceu há mais de 200 anos no País de Gales, e era filha de tecelões muito pobres. Desde que aprendeu a ler, aos 8 anos, ela desejava ardentemente ter uma Bíblia só dela, que pudesse ler quando quisesse.  Mas, mesmo tendo se tornado mais barata graças à imprensa de tipos móveis, a Bíblia ainda era um bem caro demais para os seus parcos recursos.

    maryjones_bigMary decidiu então prestar pequenos serviços e poupar para comprar sua Bíblia. Ela poupou por um bom tempo, todo o dinheiro ganho assim.  Quando julgou ter o suficiente, sua mãe adoeceu e o dinheiro foi destinado aos remédios de que ele precisou para se curar. Sem desanimar, apesar de tão jovem, ela recomeçou a poupar.

    Ela já era uma adolescente quando conseguiu reunir outra vez uma soma significativa, capaz de tornar seu sonho realidade.  Então, nova decepção…  Mary foi informada que em Alan, onde vivia, não havia nenhuma Bíblia.  Em Bala, porém, uma cidade distante cerca de 40 km, certo reverendo tinha Bíblias à venda. Mary se preparou, levou provisões de boca e iniciou a pé sua jornada para Bala, que lhe consumiu dois dias caminhando!

    Ao chegar lá, procurou o Rev. Thomas Charles, alegre com a possibilidade de ter sua própria Bíblia enfim. Porém o único exemplar disponível tinha sido encomendado por outra pessoa.  A  frustração foi demasiada para Mary e ela, ao ouvir essa resposta, caiu desfalecida.  Quando recobrou os sentidos, contou sua história, e o Rev. Thomas decidiu dar a ela aquele único exemplar da Bíblia.

    Mais do que isso, o exemplo de Mary sensibilizou-o a agir para tornar a Bíblia acessível aos mais pobres.  Foi por causa dela e do seu amor pela Palavra de Deus que se fundou a primeira Sociedade Bíblica para difundir a Palavra de Deus para todos.  Hoje existem 145 sociedades bíblicas em atividade no mundo inteiro com esse propósito.

    Há cerca de dois anos, o Espírito Santo me moveu a fazer o Ano Bíblico novamente. Usei uma edição da Bíblia específica para esse fim, em que temos a leitura para cada dia reunindo um trecho do Antigo e outro do Novo Testamento, mais uma parte de Salmos e de Provérbios.

    Quando ao ler a Bíblia, me deparo com trechos desafiadores para minha compreensão, uso o site www.blueletterbible.org com a obra de James Strong (e equipe), “Concordância Bíblica”, que me esclarece os termos originais em hebraico ou grego. São links numerados, onde H remete ao Antigo Testamento e G, ao Novo.

    Gosto também de manter um caderno pessoal de anotações com minhas reflexões sobre esses estudos bíblicos. Um dos heróis da fé, Charles H. Spurgeon, dizia que uma Bíblia que está caindo aos pedaços geralmente pertence a alguém que não está!

    E que brilhe Jesus!

     

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    Domitila Madureira, membro da Igreja Metodista da Asa Sul, Brasília.

     

    MAIS SOBRE O PERDÃO

    16 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    No artigo anterior, tratamos sobre vários aspectos indispensáveis do perdão vertical, nosso para com Deus, lembrando que Deus é Santo, Santo, Santo e que nós precisamos nos santificar para entrar na Sua presença, começando com a confissão dos nossos pecados, clamor pelo poder que há no sangue de Jesus para nos perdoar, e declarando, pela fé, que estamos perdoados. Tudo isto tem a ver com a nossa necessidade de nos aproximarmos de Deus, seja para louvar, adorar, orar ou ministrar na presença do Senhor.

     

    Agora precisamos pensar um pouco no perdão horizontal; o perdão necessário nos nossos relacionamentos do dia a dia, em casa, no trabalho, na escola, na igreja e mais aonde quer que seja. A Bíblia nos orienta sobre este assunto e pelo que se pode discernir, trata-se de algo seríssimo que pode causar enfermidades no corpo e na alma, que podem levar à morte.

    Para melhor entendimento vamos examinar três parábolas contadas por Jesus que abrangem o perdão:

     

    O Filho Pródigo – Lc. 15.18-19 – O pecado deste jovem começou lá trás, dentro da sua cabeça, na forma de pensamentos que foram sendo acolhidos e acalentados. Quando o rapaz foi conversar com o pai, ele já tinha tudo esquematizado e tinha “certeza” de que tudo ia dar certo, como planejado. No início, enquanto tinha caixa para bancar as despesas, tudo parecia ir bem. Foi quando o dinheiro acabou que o jovem começou a perceber que estava tudo errado. Veio então o sofrimento como nunca tinha experimentado antes. Ele caiu em si ainda a tempo e disse: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai pequei contra o céu, e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus trabalhadores”. O pecado leva para a morte, mas o arrependimento e o perdão levam para a vida! Destaque para o amor do Pai!

     

    Os Dois Devedores – Lc. 7.41-43 – um devia 500 denários e o outro 50 denários (1 denário = o salário de um dia). Os dois não tinham como pagar. O credor perdoou a ambos. Qual dos dois amará mais o credor? O que foi mais perdoado! Resposta correta.  O texto é auto explicativo. Destaque novamente para o amor de Deus.

     

    O Credor Incompassivo – Aqui é bem mais complicado! Mt. 18-23-35 – O rei resolveu ajustar contas com seus servos. O primeiro devia dez mil talentos (muito dinheiro!). Não tendo com o que pagar, o rei ordenou que fosse vendido como escravo junto com mulher, filhos e tudo mais que possuíam. O servo se prostrou reverentemente e implorou paciência porque ele iria pagar tudo. O rei se compadeceu, mandou que fosse embora e perdoou sua dívida. Saindo do palácio real encontrou um conservo que lhe devia cem denários, o equivalente a 100 dias de salário; uma dívida infinitamente menor do que a dívida que o rei perdoou. Mas o credor mau caráter, agarrando o seu devedor o sufocava e disse: “Paga-me o que me deves”! O conservo caindo aos seus pés implorava: “Sê paciente comigo e te pagarei”. Ele não quis e mandou que fosse preso até pagar a dívida. Vendo os seus companheiros o acontecido, ficaram muito tristes e foram relatar tudo ao rei que logo mandou chamá-lo e lhe disse: “Servo malvado, perdoei aquela dívida toda porque me suplicaste. Não devias fazer o mesmo”? Indignado, o rei o entregou aos verdugos (o mesmo que algoz, carrasco), até que pagasse toda a dívida. No geral, a parábola atinge a grande injustiça de quem quer ser perdoado fingindo humildade, prometendo o que não iria cumprir, mas consegue emocionar o rei e sai totalmente livre daquela situação. Uma aparente vitória. Encontra alguém que lhe devia algum dinheiro e então mostra a sua verdadeira identidade: malvado, injusto, violento, de coração endurecido. Mas alguém contou tudo ao rei que agiu duro, merecidamente. Juízo de Deus.

    Então neste texto encontramos algo bem importante:

    1. Quem não perdoa retém a bênção do não perdoado. Tudo que acontecer de ruim com o não perdoado será cobrado do não perdoador!
    2. O não perdoador será oprimido pelos verdugos com a permissão de Deus.
    3. A oração do Pai Nosso fica prejudicada por faltar veracidade na afirmação “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores.”

     

    Por isto há em nossas igrejas muitas pessoas sofrendo de tantas coisas emocionais e espirituais, por falta de perdão, e ainda por cima levando outras pessoas a sofrerem também. Não vejo ninguém pregar sobre isto porque não dá ibope. Entretanto Perdão é um dos temas bíblicos da maior importância e também dos mais difíceis de ser ensinado. O principal motivo é que ninguém é treinado para isto. No “sistema mundo” isto é sinal de fraqueza. Se você quer perdoar ou ser perdoado, ore pedindo ajuda a Deus, sabedoria, domínio próprio.

     

    Há, ainda, outro problema. É que a falta de perdão pode gerar uma raiz de amargura dentro de nós; e aí é preciso primeiro tratar disto. Eu aprendi na minha experiência pastoral que raiz de amargura deve ser tratada com o pastor que ouvirá sobre o problema, aconselhará, ungirá com óleo e imposição de mãos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, tantas vezes quanto for necessário para uma libertação completa. Depois disto será necessário um concerto entre as partes envolvidas, pedindo perdão ou concedendo perdão. Não dá para pular esta parte. Ela é bíblica e essencial à vida cristã. E, mais uma vez, a maior dificuldade é que ninguém é treinado para isto, nem em casa, nem na escola e muitas vezes, nem na igreja em que participamos. Perdão não é o mesmo que desculpa. Perdão é muito mais profundo. É uma atitude tomada diante de Deus, consciente e abrangente, sem qualquer barganha, mas pela GRAÇA! Perdão também pode significar restituição, devolução de algo que foi roubado ou tomado.

     

    O Senhor te abençoe e guarde!
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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    A PRISTINA GERAÇÃO CRISTÃ: POLICARPO DE ESMIRNA

    1 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Um dos cristãos dos primeiros tempos de nossa era, Policarpo se destacou por proclamar ter conhecido ao menos um apóstolo, João que, segundo Tertuliano, o teria nomeado bispo de Esmirna, cidade situada no que hoje conhecemos como Turquia, próxima ao mar Egeu. Nascido circa 70 d.C. , viveu provavelmente numa família cristã. Estudiosos têm como provável que Policarpo tenha encontrado mais de um dos discípulos do Mestre, de quem recebeu ensinamentos aprendidos diretamente de Cristo.

    Em meados do século II de nossa era, as especulações gnósticas se difundiram ativamente e várias coisas desconhecidas pelos cristãos foram tidas como derivadas das tradições secretas dos apóstolos. Assim, um alto valor foi atribuído ao testemunho que Policarpo podia dar quanto à genuína tradição da doutrina apostólica. E o seu testemunho condenou como ofensivas as novidades do Gnosticismo, invenções dos professores heréticos.
    Policarpo coroou seus outros serviços para a Igreja por um martírio glorioso.

    POLICARPO-DE-ESMIRNA

    A história conta que o martírio de Policarpo foi o último ato de uma grande perseguição e teve lugar por ocasião de jogos realizados em Esmirna , em que outros onze sofreram antes dele. O procônsul de Éfeso fez o possível para convencer os acusados de salvar-se pelo perjúrio, renegando a fé cristã. Um frígio aceitou fazê-lo, enquanto um germânico açulou as feras para garantir uma morte mais rápida. A plateia gritava : “Fora com os cristãos! Vamos pegar Policarpo!” Policarpo, três dias antes de sua apreensão, teve uma visão de seu travesseiro pegando fogo, e interpretou-a para seus amigos: “Devo ser queimado vivo.” Quando os perseguidores se aproximaram, seus amigos insistiram para ele fugir , mas ele recusou dizendo: “Que a vontade de Deus seja feita.”

    Logo eles encontraram o magistrado romano que ordenara sua prisão e que insistiu com ele seriamente para salvar a sua vida: ” Que mal há em declarar ‘César é o Senhor’ e assim escapar à arena? Jure agora e eu vou deixar você ir”. Então Policarpo deu a resposta memorável : “Oitenta e seis anos eu O servi e Ele nunca me fez mal, como então posso blasfemar contra meu Rei e meu Salvador?” O procônsul , então ordenou que seu arauto anunciasse três vezes no meio da arena: “Policarpo confessou-se cristão.” Levantou-se um clamor furioso de pagãos e judeus contra este ” pai dos cristãos”. O presidente dos jogos foi chamado para soltar um leão contra Policarpo, mas recusou-se, dizendo que as exibições com as feras selvagens já tinham terminado.

    Em seguida, a uma só voz a multidão exigiu que Policarpo fosse queimado vivo. Quando a pilha de lenha ficou pronta, Policarpo ofereceu uma oração final, e a pira foi acesa. Mas a chama, sob o vento, se afastava do corpo, que podia ser visto, arrasado , mas não consumido. A fumaça parecia perfumada para os cristãos , seja por prodígio ou porque madeiras perfumadas foram usadas na pilha. Vendo que a chama estava morrendo, um carrasco foi enviado para usar a espada, que cravou em suas costas. Quando o sangue jorrou, abundante, a chama quase foi extinta. Os cristãos pediram para remover o seu corpo.

    A história do martírio de Policarpo é narrada em uma carta ainda existente, acerca da peregrinação de membros da Igreja de Esmirna à Philomelium (uma cidade da Frígia). Este documento foi conhecido por Eusébio, que transcreveu a maior parte em sua História Eclesiástica. Eusébio parece ter se equivocado no cálculo do ano em que isso aconteceu. Outras inferências, obtidas a partir dos documentos coetâneos subsistentes, permitem apontar a data do martírio de Policarpo como datando do sábado anterior à Páscoa, 23 de fevereiro de 155 d.C.

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    Domitila Madureira, nasceu num lar cristão e é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro. 

    O EXERCÍCIO DO PERDÃO

    1 jun 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Hoje em dia a maioria das pessoas que pesquisam e escrevem sobre relacionamento familiar concorda que nos vários níveis, entre marido e mulher, pais e filhos e entre irmãos, precisa ser exercitado o perdoar e o ser perdoado. “Precisa” não quer dizer que seja obrigado, nem da boca para fora, nem com palavras falsas para enganar o outro. Quando falamos de perdão estamos falando de algo bem específico cuja base é a Palavra de Deus e tem duas vertentes: a primeira, bem mais importante, é com relação a Deus e a segunda, como decorrência da primeira, é em relação às pessoas do nosso relacionamento, principalmente familiar.

    Com relação a Deus encontramos na Bíblia toda a orientação do que Deus quer. Não temos que inventar nada, mas pedir a Deus discernimento. Levítico 1.1 diz: QUANDO alguém quiser oferecer holocausto a Deus, “fará assim:” (dois pontos). Então vem uma narrativa detalhada para ser obedecida. Podemos chamar este texto de uma liturgia de parte do culto judaico. A primeira parte começa em casa na escolha do animal que será apresentado ao Senhor para ser sacrificado. Se o ofertante tiver posse, sua oferta será um garrote ou um pequeno touro, o mais caro. Se for uma pessoa tipo classe média sua oferta será de porte médio, carneiro, cabra, etc. Se for uma pessoa pobre sua oferta será de rolinha ou pombinha. É uma provisão de Deus para que ninguém compareça à sua presença de mãos vazias. A partir daí o ritual se aplica igualmente para todos os ofertantes. Primeiro ele imobiliza o animal, impõe as mãos na cabeça do animal e confessa em voz audível todos os seus pecados, transferindo para o animal inocente a sua culpa. A seguir degola o animal, recolhendo o sangue numa bacia a qual será derramada em torno do altar dos holocaustos, porque sangue é vida e a vida pertence a Deus. O animal é cortado e limpo e entregue ao sacerdote que então o colocará no altar para ser todo queimado. Sobe uma fumaça que Deus diz ser agradável às suas narinas. E assim termina a primeira parte do ritual, que é a parte do perdão. O ofertante permanece próximo ao altar dos holocaustos e um dos sacerdotes de plantão, levando várias coisas, avança para o Santuário, passando primeiro pela Bacia de Bronze, onde lava os pés e as mãos, seguindo imediatamente para atravessar a porta do Santuário, porta de serviço. O culto (serviço) prossegue dentro do Santuário. E para que todos saibam que o sacerdote está ministrando a favor de todos que fizeram a primeira parte, há sinetas e maçãzinhas costuradas na barra da túnica da veste, de tal maneira que qualquer movimento faz com que as sinetas batam nas maçãzinhas e façam um grande ruído, indicando que o serviço sacerdotal está sendo feito, Aleluia!

    perdoar-1 Toda esta explicação é para termos uma ideia da importância do perdão para as nossas vidas. Infelizmente, com o passar tempo e a repetição dos mesmos atos (rotina) e o fato de nada acontecer de extraordinário, as pessoas foram esfriando na fé e o culto virou algo repetitivo e sem alma, o que desagradou profundamente a Deus, porque o povo de Deus passou a adotar ou imitar os povos vizinhos, se envolvendo na idolatria e deixando de fazer o que Deus orientou e consequentemente a falta de perdão, louvor inadequado, adoração nenhuma e a comunhão também acabou. Era necessário levantar uma liderança com a visão da Palavra e poder de Deus para uma restauração.

    Quanto a nós? Primeiro sabemos que o sacrifício de animais apontava profeticamente para o sacrifício de Jesus na cruz, feito uma só vez e de uma vez por todas. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Precisamos sim nos apropriar do poder do sangue de Jesus clamando por perdão, salvação, cura e libertação.

    Segundo, podemos perceber na narrativa dos holocaustos o quanto é importante, sério e eficaz, que aprendamos a colocar em prática, como Paulo ensina na carta aos Romanos 12.1: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apesenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz à igreja!).

    Por outro lado, entendemos que as pessoas que estão em paz com Deus e aprenderam, pela Palavra, a estar sempre pedindo perdão a Deus e clamando pelo poder que há no sangue de Jesus, terão muito mais facilidade em lidar com o perdão a nível pessoal. Quanto a isto temos ainda alguns comentários a fazer:

    No Novo Testamento, em Atos 2.38, no fechamento da mensagem de Pedro sobre o que estava acontecendo naquele dia de Pentecostes, quando os judeus, depois de serem confrontados com o fato de que o Jesus que eles crucificaram, não é outro senão o Messias, ressurreto, vivo e presente entre os que o aceitaram, perguntam: o que faremos, irmão? Então Pedro responde com toda a autoridade e unção do Espírito: arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados.

    Perdão não é algo que surge assim de repente, do nada, mas é uma espécie de processo que se inicia sempre com arrependimento, segue com confissão específica, pedido de perdão e propósito de não repetir o erro. Muitos acham que perdão e desculpa são a mesma coisa. Na realidade não são. Na desculpa nem sempre há culpa. Geralmente é algo mais superficial, embora importante, que fique resolvido. Outra coisa é que perdão não funciona enquanto houver raiz de amargura, raiva, rancor, ódio, etc. Faz-se necessário trabalhar primeiro estes sentimentos. A raiz de amargura deverá ser tratada em encontros individuais com o pastor, envolvendo arrependimento, confissão, imposição de mãos, unção com óleo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sendo às vezes necessário várias seções para uma libertação completa.

    Ao falar do perdão bíblico, nos referimos ao nosso relacionamento com Deus que começa quando aceitamos Jesus como nosso único Senhor e Salvador. Então surge a percepção de que “todos pecaram” e para continuar a viver a vida cristã precisamos crucificar a “velha criatura” dominada pelo “pecado original” o qual é tratado no Batismo, quando nasce uma “nova criatura” que vai poder andar em “novidade de vida”. A partir daí precisamos aprender a lidar com o pecado do dia a dia. Se não podemos evitá-lo, podemos tratá-lo, nos arrependendo, confessando e clamando pelo poder que há no sangue de Jesus. Isto é suficiente para nos dar acesso à presença de Deus e assim oferecer nosso culto, louvor, orações, e tudo o mais.

    A parábola do filho pródigo, contada por Jesus em Lucas 15.18-19, diz que em certo momento o jovem caiu em si, percebendo o erro que cometera, arrependeu-se e declarou humildemente: “levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai pequei contra o céu, e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus trabalhadores”. Isto resume tudo!

    E que Deus abra o nosso entendimento!
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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

    SANTIFICAÇÃO

    29 mai 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “SEGUI A PAZ COM TODOS E A SANTIFICAÇÃO, SEM A QUAL NINGUÉM VERÁ A DEUS” (Hb. 12,14).

    “SANTIFICAI-VOS, PORQUE AMANHÃ O SENHOR FARÁ MARAVILHAS NO MEIO DE VÓS” (Js. 3,5).

     

    Dentre os vários caminhos que nós pastores da Catedral temos abordado, quero neste espaço abordar o Caminho para a Santidade.

    O texto de Josué aponta o desafio e a exigência para os que queriam herdar a terra da promessa.

    Foi feita uma aliança do povo com Deus, uma demonstração de confiança, submissão e compromisso de fidelidade a um Deus que é SANTO.

    Deus estava pronto a abençoar o povo em sua missão de ser um sinal do Senhor para as nações da terra. Sabemos que a passagem do Jordão e a entrada na terra deram-se a partir do desafio da santificação e consagração.

    A santidade foi reivindicada por Deus de seu povo, e continua sendo reivindicada por Ele de sua IGREJA.

    santifique-se

    Santificação é parte da doutrina da salvação, pois permanecer na fé é caminhar em santidade de vida.

    Falar de santificação ou santificar-nos nos dias atuais, para muitos, parece ser sinônimo de falta de juízo, fanatismo ou coisa desse gênero. O mundo está de tal forma escravizado pelo pecado que as pessoas perderam o conceito de santidade.

    Os limites vão se alargando: quanto mais liberdade a pessoa possui, mais ela deseja, por consequência, distanciar-se do padrão estabelecido por Deus.

    Muitos acham que santos foram somente as pessoas que nos tempos antigos viveram enclausuradas em conventos, ou isoladas em montanhas onde viviam como eremitas, separadas da sociedade. Entretanto, o conceito de santidade encontrado na Bíblia é bem diferente. Santificação significa tornar-se santo ou separado para Deus. Isto é, viver no mundo, mas não compartilhar do que ele oferece (2 Co 6,16-18).

    Outro aspecto é a dedicação. O(a) cristão(ã) é separado(a) das coisas do mundo para dedicar-se a Deus, conforme Gálatas 2,20: “Logo, já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim”.

    Há ainda o aspecto da purificação que significa viver em conformidade com a natureza divina.

    Nosso desejo é no sentido de que nós da Catedral Metodista vivamos de acordo com os padrões estabelecidos pelo Senhor da Glória, e com a Sua ajuda, possamos continuar sinalizando o Seu Reino no intuito de levar vidas aos pés de Cristo Jesus.

    Que Deus nos ajude, capacite e fortaleça-nos nesta caminhada.

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    Rev. Adilson Nunes Monteiro

    O Contrabandista de Deus – 12ª Parte

    22 mai 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Não há portas fechadas

    O maior desafio de todos é o islamismo.

    Assim como aconteceu com o comunismo, hoje os jovens são atraídos da mesma forma por essa religião que cresce mais do que qualquer outra no mundo. E eu me pergunto: os cristãos de hoje se igualam a esses fiéis? Todos os dias, no momento em que no alto dos minaretes soa o chamado à oração, milhões de pessoas se reúnem para orar com muito fervor.

    São pessoas que ficaram com má fama, por conta das atitudes de uma minoria terrorista; líderes extremistas que exigem uma obediência cega e que perseguem principalmente os cristãos, chegando até a matar alguns. Mesmo assim, são pessoas que precisam conhecer Jesus.

    Assim como não foi inútil tentar evangelizar os países comunistas, precisamos continuar crendo que não há portas fechadas.

    Lembro-me da primeira viagem que fiz à Varsóvia, meu primeiro sermão na “Cortina de Ferro”. O pastor disse-me ao final: “Rapaz, o mero fato de você estar aqui tem mais valor do que muitas palavras”. Foi uma daquelas afirmações que nos fazem mudar, que transformam a vida da gente.

    Como está escrito em Mateus 25.25-40, o que fazemos aos pequeninos, ao Senhor fazemos. Ninguém pode dar a outrem o que beber, nem roupas, nem visitar um doente ou encarcerado, se não estiver ali, junto dele.

    contrabandista12

    ISLAM

    A visão é clara, temos de alcançar os muçulmanos onde eles estiverem, e atendê-los em suas necessidades. Se não pudermos lhes comunicar a mensagem de Jesus pela pregação, devemos comunicá-la por nossas atitudes.

    Adotei um acróstico que eu mesmo criei com a palavra “islã” (islam, em inglês). É o seguinte: I Sincerely Love All Muslims (Amo Sinceramente Todos os Muçulmanos). Todos os países muçulmanos estão com as portas abertas; nenhuma delas se acha fechada.

    Vamos ver milhares de cristãos servindo em amor aos muçulmanos no mundo de hoje.

    Vamos enfrentar esse grande desafio, ouvindo a orientação do Espírito Santo. O futuro será ainda mais empolgante.

     

     

    *Extraído da Revista Portas Abertas

    SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS

    19 mai 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Os Evangelhos falam da vida de Jesus.

    O Livro de Atos fala da vida da Igreja de Jesus.

    Logo no início de Atos, capítulo 1, verso 8, encontramos a orientação básica para a Igreja de Jesus que viria ser a Igreja chamada Primitiva, por ser a primeira, e Apostólica, porque era dirigida pelos Apóstolos, chamados e treinados por Jesus. Diz o texto mencionado, palavras do próprio Senhor Jesus: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

    Quero destacar as palavras: poder – descer – Espírito Santo – testemunhas – tanto – Jerusalém – Judéia – Samaria – confins da terra.

    Poder – é poder espiritual que quem é batizado com o Espírito Santo recebe;

    Descer – porque vem do alto, do céu e vem para ficar até o arrebatamento da igreja;

    Espírito Santo – é Deus;

    Testemunha – pessoa que conta, simplesmente, o que aconteceu porque viu, ouviu, ou presenciou, sem inventar nada;

    Tanto – da mesma forma; Jerusalém – lugar onde estão naquele momento; representa também o lugar mais próximo;

    Judéia – uma região mais abrangente, alcançando algumas cidades, como se fosse um estado; representa também um lugar à média distância;

    Samaria – um lugar mais difícil porque judeus e samaritanos não se relacionavam; representa também o lugar mais distante;

    Confins da terra – representa qualquer outro lugar em toda a terra, inclusive fora de Israel.

    Temos aí uma orientação bastante clara e para bastante tempo, segundo a qual, há muito para ser feito.

    Orientação de Deus é para ser obedecida sem questionamentos.

    Na prática, o que aconteceu? A Igreja de Jesus em Jerusalém era uma bênção, era muito boa, prazerosa e o povo foi ficando lá mesmo, DESOBEDECENDO à ordem de Jesus de SAIR DE  JERUSALÉM! Ir para a próxima orientação – Judéia. Mas não foram.

    Vamos ler, então, Atos 6.1 a 6.7, 6.8 a 6.15, 7.1 a 7.60, 8.1 a 8.3. O que temos aí?

    Primeiro um conflito na área social, as viúvas não judias estavam sendo discriminadas, na distribuição dos alimentos e daí houve murmuração na igreja, algo muito sério. A solução veio rápida, com a eleição dos diáconos, o que resolveu o problema. Segundo, com o passar do tempo, alguns diáconos se tornaram excelentes evangelistas, destacando-se Estevão, que além de evangelista, era um grande debatedor. Alguém conhece este ministério de “debatedor”? Não, porque não existe e não funciona.

    Temos que PREGAR a Verdade, e não DISCUTIR sobre a Verdade. É perda de tempo e só causa ira e vingança. Foi o que aconteceu com Estevão. Foi levado a julgamento, onde se saiu muito bem em sua defesa, mostrou um conhecimento extraordinário sobre as escrituras e a história do povo hebreu, mas foi condenado a morte assim mesmo porque o Sinédrio fez trapaça. Estêvão foi levado para fora e imediatamente apedrejado até a morte! Em terceiro lugar aparece, pela primeira vez, a figura de Saulo, presente na execução de Estêvão, como testemunha dos judeus. Estes acontecimentos deram origem a uma grande perseguição contra a Igreja com uma participação feroz de Saulo. Assim, o povo de Deus teve que fugir de Jerusalém às pressas e se espalharam por várias cidades vizinhas, onde continuaram a viver a vida cristã, plenamente, dando o testemunho de fé conforme era a vontade de Jesus.

    Numa leitura superficial dos textos mencionados neste artigo alguns irmãos poderão atribuir ao inimigo tanto a morte de Estêvão quanto a perseguição que se seguiu. Mas a realidade não é esta. Estêvão deu o maior testemunho que alguém pode dar, descrevendo em alta voz a visão do céu aberto que estava tendo e na sua última intercessão, orou por aqueles que o condenaram e pelos que o apedrejaram. Só um homem de Deus, usado pelo Espírito Santo podia fazer o que Estêvão fez! Tudo estava sob o controle de Deus! Esta é a verdade! Tem, ainda, a presença de Saulo que assistiu a tudo bem de perto. Creio firmemente que foi aí que Deus começou a apertar o seu coração até ele cair do cavalo (cap. 9) e dizer a Jesus, “o que tu queres que eu faça”? Esta Obra é de Deus!

    Houve sim desobediência da Igreja quanto à orientação de Atos 1.8. Mas a Igreja reagiu, Deus abençoou e a Sua vontade prevaleceu!

    O livro de Atos não tem fechamento ou encerramento porque ele continua sendo escrito por nós, Igreja do século XXI. E que Atos 1.8 continue sendo a direção e a vontade de Deus para a nossa vida. Sendo assim, eu declaro que A VITÓRIA É NOSSA, PELO SANGUE DE JESUS!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª RE (ES/MG)

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