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    Listagem de "Colunas"

    O “CURRICULUM VITAE” DE UM HOMEM DE DEUS

    8 set 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O Texto que servirá de base para esta mensagem está em I Samuel 16.17-18. Vou contextualizar a narrativa usando um vocabulário com expressões usadas no nosso dia a dia atual. Mas, primeiro, vamos lembrar o que estava acontecendo. O rei Saul caiu da graça por desobediência ao Senhor e o Espírito de Deus se retirou dele e um espírito maligno passou a atormentá-lo, deixando-o muito abatido. Um dos seus conselheiros sugeriu a contratação de um bom músico que ao tocar seu instrumento para o rei aliviasse a opressão. O rei aprovou imediatamente. Não sei como funcionava a contratação naquela época e por isto estou usando os termos de agora. Sendo assim, teve início um processo administrativo que deveria examinar o “currículum vitae” dos candidatos a fim de escolher o melhor.

    Simultaneamente, naqueles dias, um jovem foi ungido pelo profeta Samuel, por determinação de Deus, para ser rei no lugar de Saul. Ele era músico, poeta, guerreiro e pastor de ovelhas, mas não tinha qualquer conhecimento sobre a vida no palácio real. Era Davi, filho de Jessé.

    O edital de contratação dizia: (v.17) “Buscai-me um homem que saiba tocar bem.” Não poderia ser qualquer um e “tocar bem” implica em ter domínio total do instrumento, da teoria e da prática.

    Então a pergunta é: como identificar a pessoa a ser escolhida?
    O texto diz: “então respondeu um dos assessores do rei” – isto significa que há uma pessoa certa a ser indicada para tratar daquilo que nos interessa.

    Na sequência o texto também diz: “conheço um filho de Jessé”.
    “Conheço (tenho visto)” – isto é: o candidato tem um testemunho público que pode ser testificado por todos. “Filho de Jessé” – não é uma vida qualquer! Tem berço, tradição, referência, vínculo familiar. Seu pai tem um nome conhecido.

    Segunda pergunta: qual é o perfil da pessoa a ser escolhida? Qual o seu currículo? Não um currículo segundo o que “minha mãe gostaria que eu fosse”, mas um currículo testemunhado publicamente, não escrito com caneta em um papel, mas vivido no dia a dia. Um verdadeiro retrato instantâneo!

    Vem, agora, a citação das qualidades que testificam de Davi e evidenciam que ele é o escolhido de Deus:
    a) Sabe tocar – um bom músico, que mesmo tendo o dom, treina, estuda, ensaia muito e se esforça para dar sempre o melhor de si.
    b) É forte e valente – é firme, não é covarde, nem medroso, enfrenta qualquer situação.
    c) É animoso – não é apático nem desanimado. É animado e vibra com o que faz!
    d) É homem de guerra – um bom soldado, treinado, disciplinado, disposto para a luta, sempre pronto para o que der e vier.
    e) É sisudo em palavras – fala bem, de maneira objetiva, na hora certa e o suficiente (sabedoria).
    f) É de gentil presença (boa aparência) – uma pessoa agradável, sincera, que sabe ouvir.
    g) O Senhor é com ele – e esta é a qualidade mais importante, é cheio do Espírito Santo e da unção do Senhor. Homem de Deus!

    Finalizando: diante de tudo isto, o rei Saul declarou: “Achou graça em meus olhos” (v. 22b).

    No verso 23, Deus operou libertação, isto é, resolveu o problema, satisfez o objetivo da sua contratação (louvor que liberta!). Por outro lado cumpriu-se o propósito de Deus, de dar a Davi a oportunidade de viver um tempo no Palácio, numa circunstância privilegiada, numa espécie de aprendizado do que é ser Rei de uma nação. Conforme diz uma frase já consagrada no nosso meio: “Deus nem sempre chama os preparados, mas prepara os que são chamados”.

    Quais os desafios que esta Palavra coloca para nós? Para a nossa mocidade? Para os pais? Para o Ministério do Louvor?

    A Deus, honra e glória!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    VAMOS MUDAR?

    24 ago 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Toda mudança traz renovação: trocar de casa, de carro, enfim, trocar o velho pelo novo é muito bom. Morava com meus pais, avós e tios em uma casa espaçosa, com quintal, frutas, pomar, animais, jardim. Era uma vila de casas, que hoje chamaríamos de condomínio.

    Lá, eu andava de bicicleta, plantava, colhia frutas no pé e comia. Um belo dia, meus pais se mudaram comigo e minha irmã para uma casa pequena, sem espaço, sem jardim. Tudo era diferente, mas como era novidade, até o cheiro de tinta me agradava. O novo me encantava.

    Eu era criança e não media as consequências de mudar de escola, de amigos, enfim, nada me incomodava. Houve, porém, um episódio que me marcou para sempre: eu estudava em escola pública e justamente no ano da mudança, o exame foi único. Ao responder à pergunta se sabia o que era Leopoldina Railway, respondi que era a mulher de Dom Pedro. Não sabia inglês e não tinha a menor noção de que era uma estrada de ferro. Por 1 décimo, repeti a série na nova escola do novo bairro. Quando estava habituada à escola e aos colegas, a professora faltou e a diretora foi substituí-la. Fez perguntas aos alunos e eu respondi a todas. Achou, então, que eu deveria ir para uma turma mais adiantada. Cheguei em casa aos prantos e pedi a minha mãe para dizer que eu não queria. É que, ao ficar mais velha, veio o medo de mudar. Sofri quando mudei de cidade, para um apartamento. Morava em Niterói e vir para Copacabana era o sonho de muita gente. E eu, que gosto tanto de praia, fiquei triste mesmo assim. Até hoje, quero mudar tantas coisas e não consigo, pois o medo de não dar certo me assusta. Se Deus me disser: – Ide, serei capaz de dizer: – Eis-me aqui? Ele pode ter planos maravilhosos para minha vida e eu rejeitar.

    Certa vez, ouvi um sermão do Pastor Júnior Faleiro a respeito disso. Mudar significa sair da zona de conforto, seja ela boa ou ruim. Quantas vezes, vivemos uma situação desconfortável, mas não ousamos mudar? Assim foi com Moisés, disse o Pastor. E eu, que estou acompanhando Os Dez Mandamentos, senti como se estivesse lá com Moisés, que sofreu preconceito, perseguição e agora, estava mais feliz como pastor de ovelhas que como príncipe no Egito. Ele se preocupava com sua família, seu povo, mas estava acomodado ao lado da mulher e filhos. Até que Deus falou com ele para voltar ao Egito e libertar o seu povo, que vivia na escravidão. Ele teve uma reação e, a princípio, tentou rejeitar a ideia, achando que não seria capaz de tal missão. Mesmo sabendo que o faraó que queria matá-lo não vivia mais, tremeu diante da ideia. Ele, que se sentia incapaz de se expressar para muita gente e não convivia com esse povo. Só quando entendeu que um cajado podia ter mais poder que um cetro e que o poder de Deus era mais forte que o de qualquer rei, aceitou a ideia, principalmente ao saber que seu irmão iria junto com ele falar com o povo. Este, sim, convivia com os hebreus e se entendia bem com eles. Já Moisés, habituado a viver no palácio e mais
    tarde, como pastor de ovelhas, não ousava sequer pensar em voltar ao Egito, principalmente com a missão de libertar o povo. Mas, conduzido por Deus, adquiriu a coragem necessária e lá se foi. O resto da história todos já sabem, não? Para os que não sabem, aconselho ler a Bíblia. E que Deus nos dê a coragem suficiente para mudar o que precisa ser mudado para levarmos a vida mais de acordo com a vontade dEle, para nossa vocação (vocação vem do latim vocare= chamado):

    “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipen-ses; 3.13-14).

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    Neize Tavares é membro da Catedral, vice presidente da SMMulheres, integrante do Ministério de Comunicação e Memória e Profa de Francês e Português.

    A Escrita na Parede – Daniel 5

    13 ago 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Primeiro faz-se necessário trazer algumas considerações, a título de introdução.

    O capítulo 5 de Daniel trata do reinado de Nabonídius exercido por seu filho Belsazar. É um capítulo histórico, porque narra um fato verdadeiro, que realmente aconteceu, mas com um sentido espiritual e profético.

    Daniel já estava com, aproximadamente 87 anos de idade, porque o capítulo 4 data de 573 a.C e o capítulo 5 data de 538 a.C. Nabucodonosor já havia morrido em 562 a.C. Reinava Nabonídius, filho de Nabucodonosor e pai de Belsazar a quem designou como governador da Babilônia. Na realidade, segundo alguns historiadores, Nabonídius detestava a vida palaciana e sua burocracia e rituais pra tudo, preferindo estar liderando e comandando suas tropas, que estavam ocupadas em se defender contra os invasores. Já Belsazar, seu filho amava a vida de prazer e luxo que o palácio oferecia, com toda a sua pompa. Assim, embora fosse príncipe e governador, nomeado pelo rei, na ausência do pai ele assumia de fato as funções de rei.

    A cidade vinha sendo atacada pelas tropas de Ciro, que tinha em mente tomar a Babilônia. Nabonídius estava ausente da cidade, justamente no comando de seu exército, que oferecia resistência a Ciro, que aparentemente havia recuado.

    Era dia de alguma festa comemorativa importante na cidade e Belsazar aproveitou para comemorar em grande estilo, não se importando com a situação de guerra, com a ameaça de Ciro ou mesmo com a ausência de seu pai.

    Podemos discernir aí as consequências de uma vida vazia, que procura suprir o “vácuo interior” com festa, amigos bajuladores, muita bebida e tudo o que isto proporciona. Assim Belsazar promoveu no Palácio um grande banquete para mil convidados dentre os seus grandes, pessoas influentes, de alta posição política e social.

    Já sob o efeito do álcool e certamente querendo provar alguma coisa para si mesmo e para seus amigos, Belsazar manda buscar os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu avô, trouxe do Templo de Jerusalém, mas nunca havia tocado em nenhum deles. Belsazar sabia que eram vasos consagrados ao Senhor, para uso exclusivo no Templo, em Jerusalém. Mesmo assim, determinou que todos usassem estes vasos e taças para beber na festa e então, todos bêbados, dão louvores aos deuses da Babilônia.

    Mais uma vez procurando discernir o que está acontecendo, identificamos nas atitudes descritas no parágrafo anterior, uma inspiração do maligno, envolvendo deboche e profanação dos objetos do Templo. Vemos aí também o desejo de imitar os sacerdotes, que eram as únicas pessoas que podiam usar aqueles utensílios consagrados. Por inferência, estavam como que anulando a unção do Senhor
    sobre aquelas vidas, chamadas, vocacionadas para o serviço santo a Deus.

    Nos nossos dias, no mundo de hoje, podemos identificar as mesmas coisas: vidas vazias, festas, orgias, amigos bajuladores, preconceitos, deboche pelas coisas do Senhor, profanação, embriaguez, idolatria.

    Mas com Deus não se brinca e de Deus não se zomba. Diz o verso 5 que “na mesma hora” veio o Juízo de Deus sobre todos que ali estavam! Enquanto as pessoas julgavam que tudo ia bem, Deus cumpriu a sua Palavra. Uns dedos de mão de homem escreveram na parede e o rei viu a parte da mão que estava escrevendo. Belsazar ficou completamente apavorado e perturbado: mudou o seu semblante (caiu a máscara), pensamentos confusos (não conseguia entender o que estava acontecendo), os lombos se relaxaram (perdeu a pose, elegância posta abaixo), os joelhos bateram um no outro (medo e insegurança vieram à tona e foi visto por todos). Reunindo as forças que ainda lhe restavam, o rei ordenou que chamassem os sábios, adivinhos, astrólogos, etc. O rei está desesperado e apela para quem não tem nada a lhe oferecer (experiência já vivenciada por seu avô, Nabucodonosor). O rei faz promessas de um rico e poderoso desesperado que quer comprar o seu livramento: oferece vestido de púrpura (tecido mais caro do que o ouro usado para fazer roupas para a realeza), cadeia de ouro no pescoço (grandeza), terceiro no domínio, depois dele e de seu pai (poder, glória humana).

    Tudo em vão. Ninguém consegue ler nem interpretar a escritura na parede (o que é espiritual só se discerne espiritualmente). O desespero só aumenta e agora todos estão sobressaltados.

    O alvoroço é tanto que chega até à Rainha-mãe (avó de Belsazar), que não estava no banquete. Logo ela tenta consolar o neto e lembra-se de situações semelhantes quando seu marido, Nabucodonosor, recorreu a Daniel. Diz ela então: “há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos…” Daniel estava esquecido pela nova geração, mas o seu testemunho de Homem de Deus, cuja característica era a sobriedade, a sabedoria e o uso dos dons espirituais, quando necessário, permanecia na mente daqueles que participaram dos acontecimentos. Daniel, agora com 87 anos, é introduzido à presença do jovem rei, que lhe faz uma série de elogios e repete o que ouviu há pouco de sua avó. Interessante notar que Daniel estava no Palácio, mas não no banquete. Desde o primeiro momento ele havia decidido não se contaminar. Daniel responde com firmeza “os teus dons fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro. Todavia lerei a escritura e darei a
    interpretação.” Antes, porém, Daniel aproveita a oportunidade para relembrar a Belsazar o que aconteceu a Nabucodonosor por causa da sua soberba: lições que se tivessem sido aprendidas e colocadas em prática pelo atual governante não só engrandeceriam aquele reino, mas certamente evitariam aqueles acontecimentos.

    Daniel coloca ainda, muito claramente, diante de todos, o pecado que estavam cometendo diante do Senhor. E só então passa a ler e interpretar a escritura.
    “Mene, mene, tequel, peres, ufarsim” – não era uma língua ou dialeto, como afirmam alguns, porque os sábios teriam identificado, o que não aconteceu. Era “língua estranha” mesmo, dom de Deus. E só outro dom de Deus, o de interpretação, poderia ter entendido o enigma. Não é uma tradução. Uma palavra pode significar uma frase, como neste caso:

    * Mene – Contou Deus o teu reino e o acabou;

    * Tequel – Pesado foste na balança e foste achado em falta;

    * Peres – Dividido foi o teu reino e deu-se aos Medos e Persas;

    * Ufarsim – Não interpretado por Daniel. Certamente não dirigido ao rei e seus amigos, mas talvez um louvor ao Senhor.

    Belsazar pensa que Daniel falou só por falar, da boca pra fora, quando recusou os presentes e manda que façam tudo o que prometeu, mas não há tempo para isto, porque naquela mesma noite Belsazar é morto. Sem que ninguém percebesse, mas certamente por inspiração divina, Ciro manda desviar o Rio Eufrates que entrava na protegida e forte cidade por baixo dos seus muros, e por ali penetra com seu exército, dominando de surpresa e rapidamente a defesa, e tomando de imediato o reino de Babilônia. Ciro foi usado para cumprir o juízo de Deus predito profeticamente no início do Império Babilônico e confirmado naquela festa. A cabeça de ouro deu lugar ao império de prata com Ciro (citado no texto anterior “Há um Deus que revela!”).

    “Quem tem ouvidos para ouvir ouça o que o Espírito diz à Igreja”!

    Do seu amigo,

    Pr.Alcides.

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    Alcides de Moraes Mendes, é mineiro, casado, avô, pastor metodista aposentado(4aRE).

    EVITE RETROCEDER

    4 ago 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    DEUS NÃO SE AGRADA DE QUEM RETROCEDE

    “Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos” (Hebreus 10.39).

    Todos vivemos momentos de grandes desafios, tensos, ou de extremo cansaço. Certamente há motivos para desistir. Um deles é a carga excessiva, cujo remédio é diminuir responsabilidades, compartilhar, delegar.

    Moisés (Nm 11.11) perguntou ao Eterno: “Por que trouxeste este mal sobre o teu servo? Foi por não te agradares de mim, que colocaste sobre os meus ombros a responsabilidade de todo esse povo?”

    Todos nós, em algum momento, sofremos em nosso ambiente de residência, trabalho ou estudo perseguição ou ameaças que são coisa do Inimigo. Quando você está firmado na Rocha nem liga, mas se estiver fragilizado…
    No 1º livro de Reis 19.4 lemos que Elias, poderoso homem de Deus, entrou no deserto e caminhou um dia. Chegou a um pé de zimbro, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. “Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados”.

    Vemos assim que não somente as tribulações de Satanás podem nos esgotar. As provas (que são de Deus) e as lutas do dia a dia não são maiores que nós, mas são cruéis. O escape vem, mas quanta dor!

    Outro fiel servo do Altíssimo faz um desabafo com o qual em parte podemos nos identificar: “Por isso não me calo; na aflição do meu espírito me desabafarei, na amargura da minha alma farei as minhas queixas”(Jó 7.11). O desabafo que se segue (Jó 10.1-22) merece ser lido ou relido. “Minha vida só me dá desgosto; por isso darei vazão à minha queixa e de alma amargurada me expressarei. […] Por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que pudesse ser visto. Se tão-somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura! Já estariam no fim os meus poucos dias?”

    O homem é corpo, alma e espírito, e esses três podem ser derrotados. Se você ainda não o fez, troque o seu fardo pesado pelo de Jesus que é leve! “O Senhor concederá que sejam derrotados diante de vocês os inimigos que os atacarem. Virão a vocês por um caminho, e por sete fugirão (Dt 28.7).

    “De seis desgraças ele o livrará; em sete delas você nada sofrerá. Na fome ele o livrará da morte, e na guerra o livrará do golpe da espada. Você será protegido do açoite da língua, e não precisará ter medo quando a destruição chegar. Você rirá da destruição e da fome, e não precisará temer as feras da terra. Pois fará aliança com as pedras do campo, e os animais selvagens estarão em paz com você. Você saberá que a sua tenda é segura; contará os seus bens da tua morada e de nada achará falta (Jó 5.19-24).

    Assim diz o Eterno: “clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará” (Salmos 50.15).


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    Domitila Madureira, membro da Igreja Metodista da Asa Sul, Brasília.

    O Pecado da cumplicidade

    31 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “ Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participares do seus flagelos.” Ap 18:4

    Há alguns anos, o Brasil parou para acompanhar o julgamento do casal Nardoni, acusado de ter assassinado a pequena Isabela. Sem entrar em detalhes sobre o caso e os seus eventuais desdobramentos, uma questão, em particular, sempre me inquietou:  Quem protege quem? Por quê?
    É público e notório que a perícia policial chegou ao consenso de que o casal  estava no mesmo espaço geográfico da vítima. Sendo assim, que nível de cumplicidade esses dois desenvolveram, que são capazes de suportar anos e anos em uma gélida prisão somente para proteger o outro?
    A Bíblia relata vários casos de cumplicidades que se escondem atrás de sentimentos “nobres”. Isso mesmo, a cumplicidade se esconde atrás das supostas virtudes humanas, esconde sua face na verdade, no amor, na generosidade, mas, principalmente, na fidelidade. Ela se faz confundir com essas virtudes para estabelecer a sua  verdadeira face, que é a leviandade e a mentira. Vejamos alguns exemplos:

    a) A cumplicidade no ambiente familiar: na história dos patriarcas, o melhor exemplo sobre o perigo da cumplicidade em ambientes familiares está na história do relacionamento que Rebeca desenvolve com seu filho caçula.
    Talvez escorada no seu conceito particular de promessa e escolha divina, Rebeca passou a demonstrar em seus sentimentos e atitudes, a sua preferência por Jacó. A forma como Rebeca se relaciona com Jacó demonstra que ela desenvolve um nível de cumplicidade que acaba por destruir os laços de amor e lealdade, que são a base para a comunhão de qualquer família.
    No intuito de proteger o seu filho predileto, ela não mede esforços em criar circunstâncias adversas para sua família. Apesar do relato histórico-bíblico narrar que Isaque tinha uma aparente predileção por Esaú, pois o primogênito assemelhava-se a ele no que tange à aptidão profissional,  nada há sobre o uso dessa preferência como uma forma de desvalorizar ou discriminar seu filho Jacó.
    Rebeca constrói com Jacó uma cumplicidade doentia, criando no seio da família uma teia de mentiras e intrigas. Todas as suas ações de suposto cuidado e amor com Jacó acabaram por gerar inimizades entre os irmãos, que só não chegaram às vias de fato, porque Deus, na sua infinita misericórdia e graça, transformou a cumplicidade de Rebeca e Jacó em oportunidade de perdão e reconciliação.
    A verdade é que muitas famílias estão dilaceradas em nome da cumplicidade. A cumplicidade entre pais e filhos esconde os diversos problemas que as famílias têm enfrentado nos dias de hoje. Por trás dos grandes problemas existenciais que assolam a humanidade, está a omissão dos desvios de caráter que são manifestos no cotidiano de cada família.   Quantas pessoas demonstram falta de integridade nas suas palavras e ações, porque os que deviam corrigi-las, justificam suas omissões em nome de sentimentos ditos nobres. Quantos filhos e filhas estão aprisionados em pecados e delitos porque seus pais acreditam que contrariá-los é uma forma de perder o amor dos mesmos? A única forma de manter a saúde familiar é estabelecer relacionamentos pautados na transparência e verdade, pois onde há luz, as trevas não manifestam a sua face.

    Cumplicidade no ambiente social: A cumplicidade também manifesta as suas impiedosas garras nas relações sociais, porém, é nos ambientes de poder que ela encontra o seu melhor habitat. Perceba como a política e os ambientes profissionais são pautados em relações de cumplicidade.  Quem ainda não foi pressionado a mentir ou omitir em nome de uma suposta “virtude” de seus superiores?  Vejamos o caso relatado no livro de Samuel entre David e Joabe.
    Escorado na sua posição de rei, de ungido, David envolve o seu líder militar nas suas desesperadas tentativas de esconder o seu adultério. Em contrapartida, Joabe estabelece com David uma cumplicidade tal, que para proteger o seu líder, cumpre minuciosamente todas as orientações e diretrizes que culminam com a morte de um inocente. Joabe é cúmplice em tudo de Davi. Joabe acoberta o pecado de seu superior, em nome de uma suposta fidelidade. Joabe é do tipo que se esconde atrás do silêncio, crendo na justificativa diabólica estabelecida nas relações de cumplicidade: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

    Cumplicidade no ambiente espiritual: se há um nível de cumplicidade que é doloroso é o  da construída em ambientes de espiritualidade. Nada é mais anti-evangelho que ver e ouvir pessoas defendendo com unhas e dentes os pecados  de seus irmãos e irmãs de fé. Geralmente baseados em interpretações tendenciosas.
    Quem ainda não ouviu alguém justificar os constantes  pecados do próximo,  afirmando  que errar é humano, que nem Jesus Cristo agradou todo mundo, que tudo aconteceu ou está acontecendo porque o diabo se levantou contra a vida dele ou dela? Tudo, claro, em nome da “aliança”, do “amor” e outras supostas virtudes. Tudo isso seria louvável se esses valores fossem pautados na verdade e no desejo de contribuir para o crescimento espiritual do próximo, no intuito de  ajudá-lo  a crescer na verdade e integridade.
    A história bíblica narrada no livro de crônicas sobre a aliança entre os reis Acabe e Josafá, líderes políticos dos reinos do norte e sul, demonstra como a cumplicidade nas esferas de espiritualidade podem levar ao caos existencial-relacional.
    Era costume, nos reinos do sul e norte, a presença de profetas nos corredores e salões nobres dos palácios. Gozavam de relativo prestígio, pois em muitos momentos de dúvidas e inquietações, eles eram convocados para revelar a direção divina.
    No relato do livro de crônicas, Acabe convida Josafá para uma aliança, pois juntos poderiam dominar o território pertencente ao povo sírio. Josafá, então, convida  Acabe a consultar os profetas palacianos. Acabe  convoca quatrocentos profetas, que só liberam palavras doces aos ouvidos do rei, dizendo que Deus era com ele, que ele venceria fácil, que o inimigo iria perecer, que ele era o escolhido de Deus entre outras “palavras proféticas”. Josafá, numa atitude de desconfiança e bom senso, pergunta se há algum outro profeta para se consultar a Deus. Acabe afirma que há  um chamado Micaías, mas esse, afirma o rei, só profetiza o que é ruim, não libera uma palavra de “ bênção”para ele.
    Acabe é como alguns cristãos, que se cercam de pseudos profetas e profetisas para ouvirem palavras que justifiquem os desejos do coração.
    A verdade é que se Acabe tivesse ouvido Micaías e se arrependido de seus pecados, Deus poderia mudar o seu destino, porém Acabe estava em busca de cúmplices e não de servos leais.
    Que Deus nos ensine a construir relações de lealdade, onde não haja sombra de cumplicidade.  Que ele nos faça  entender que respeito, verdade, amor  e honra são virtudes que sustentam a lealdade.

    Do seu pastor, que busca lealdade ,
    Marcello Fraga.

    HÁ UM DEUS QUE REVELA!

    30 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O capítulo dois do livro de Daniel é, ao mesmo tempo, histórico e profético. É o segundo ano de reinado do rei Nabucodonosor. Ele teve um sonho e acordou tão perturbado ao ponto de não se lembrar de absolutamente nada do sonho, mas estava convicto de que se tratava de um sonho importante e não conseguiu dormir mais. Mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus. Todos se apresentaram ao rei, que estava muito angustiado e certamente oprimido.

    O rei diz a eles que teve um sonho e está aflito para saber logo o seu significado. Mas não diz que não se lembra do sonho. Ele quer que seus assessores lhe digam o sonho e sua interpretação. A princípio eles não entendem o que o rei quer, e insistem com o rei para que conte o sonho. O rei, já irritado com a situação, acha que estão querendo ganhar tempo porque não sabem o sonho e ele entende que com o título que cada um tem é sua obrigação adivinhar o sonho. A tirania do homem ímpio, que tem poder nas mãos, faz com que ele transfira o seu problema para os outros e se ache no direito de matar e destruir aqueles que não satisfazem os seus desejos, ainda que seja uma missão praticamente impossível. Por outro lado, quer comprar soluções para o problema com presentes.

    Os sábios do rei, com sua proverbial falta de humildade e sabedoria, declaram: “não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige”, ou seja, se nós não podemos resolver o problema, ninguém pode, esquecendo um princípio básico deste assunto: se o sonho foi dado por Deus, só Deus pode revelar a outra pessoa e dar o discernimento. Estas palavras aumentaram ainda mais a ira do rei que mandou fazer um decreto condenando a morte todos os sábios da Babilônia, inclusive Daniel que não tinha nada com isto nem foi chamado à presença do rei.
    O encarregado do rei de anunciar o decreto foi quem colocou Daniel a par do acontecido. Daniel foi ao rei e lhe pediu um pequeno prazo para lhe trazer a solução do problema. O rei atendeu Daniel, o qual voltando para casa convocou seus amigos para um tempo de oração diante de Deus. Então foi revelado o mistério numa visão dada a Daniel e também a interpretação. Daniel e seus amigos ficaram mais um tempo diante de Deus, louvando o seu glorioso Nome!

    Deus deu o sonho ao rei; o inimigo interferiu roubando o sonho da mente do rei; os sábios convocados não deram conta do recado; Daniel, homem de Deus, quebra a opressão, trazendo, pela oração, tudo de volta para Deus. Daí por diante, é Deus revelando ao rei que Ele, Deus, é o Senhor da história e tem tudo em suas mãos. Depois da intercessão, da resposta e do louvor, AÇÃO! Daniel vai ao encontro do rei com a solução. Depois de ouvir Daniel o rei dá o seu testemunho: “Há um Deus que revela!”.

    O sonho, apresentado aqui de maneira objetiva, diz respeito ao que há de ser nos últimos dias.

    O rei viu uma grande estátua, de esplendor excelente, de pé e terrível à vista.
    A cabeça era de ouro fino, o peito e os braços eram de prata, o ventre e as coxas de cobre, as pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro.
    Uma pedra, cortada, não por mão, que feriu a estátua nos pés e os esmiuçou, esmiuçando também o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro. E o vento os espalhou e desapareceram totalmente, mas a pedra transformou-se em um grande monte que encheu toda a terra.

    A interpretação (o que há de vir):
    A cabeça de ouro – o império Babilônico representado por Nabucodonosor;
    O peito e os braços de prata – um reino inferior. Um império duplo (braços), mas unido (peito) – representado pelo Império Medo-Persa (Ciro);
    O ventre e as coxas de cobre – outro reino mais inferior ainda – Representado pelo Império Grego (Alexandre);
    As pernas de ferro – representado pelo Império Romano, começou com uma unidade, mas depois se dividiu. Um reino forte que quebra tudo, porém mais inferior ainda (decadência);
    Os pés e os dedos de ferro e barro – não mais um império mundial, mas um reino dividido, muitas nações, umas fortes e outras fracas (Primeiro mundo e Terceiro mundo). Representa o tempo que estamos vivendo. Tempo da maior decadência em todos os sentidos. Quando se completar o tempo “dedos”, virá a PEDRA, que é JESUS. Terá chegado ao fim o domínio dos gentios.

    A Pedra:
    – Virá do Alto – procede de Deus
    – Sem mãos – providência Divina
    – No tempo presente – breve virá
    – Examinará (esmiuçará) e consumirá
    – Não será jamais destruído
    – Não passará a outro povo
    – Será estabelecido para sempre

    Glória a Deus, porque neste tempo do fim, tem aberto nossos olhos espirituais para vermos e entendermos os mistérios que estavam ocultos e agora se abrem para nós! Deus é o Senhor da história universal, Ele está no comando!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    A Virada: O nascimento do mundo moderno

    22 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    A Virada – autor: Stephen Greenblatt.

    Editora: Companhia das Letras

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    A Virada: O nascimento do mundo moderno

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    Trata-se de um estudo feito pelo autor norte – americano Stephen Greenblatt, cujo tema é o epicurismo presente em um poema de Lucrécio, encontrado pelo humanista italiano Poggio de Bracciolini, quando este visitou um mosteiro na Alemanha. E vai desenvolvendo a questão do epicurismo*, tanto na Antiguidade Clássica, passando pelo cristianismo, até chegar na Renascença e na Idade Contemporânea.

    Começa falando sobre como Poggio chegou até o livro. Poggio era secretário do antipapa Baldassare Cossa e resolveu ir em busca de um livro, no qual, encontrava – se um famoso, porém esquecido poema polêmico chamado “De rerum natura”, ou Das coisas naturais – de Lucrécio. E o capítulo vai além e explica a razão que levou o humanista a procurá – lo. O que ocorre é que, após a realização do Concílio de Constanza (entre a Itália e a Suíça) Poggio perdeu seu emprego, diga – se de passagem, o Concílio ocorreu porque havia dois papas, e precisava – se resolver qual era o que tinha que ser aceito pelo Imperador do Sacro Império Romano e Germânico (abolido por Bonaparte e sucedido pelo Império Austríaco em 1806 aproximadamente).

    Portanto, Poggio estava desocupado e como humanista de seu tempo foi procurar por um livro, encontrando-o num mosteiro alemão. O poema pagão falava de uma visão que havia nos tempos do Império Romano – o epicurismo. De Epicuro, filósofo grego que regava que não havia deuses, vida pos mortem, e que o homem deveria aproveitar todos os “benefícios da carne”, uma vez que depois morreria e tudo acabaria. Tal visão embasava a vida negligente em termos espirituais daqueles tempos em que o paganismo grassava no Império. O importante era ser feliz, como diz aquele filme “Sociedade dos Poetas Mortos” -“Carpe diem” (Aproveitem o dia). Versava sobre uma vida despreocupada: bebida em excesso, luxúria, promiscuidade, enfim, uma vida que permitisse ao homem encontrar a felicidade, um dos objetivos do homem, segundo Epicuro. No entanto, logo que o cristianismo foi oficializado, o poema acabou sendo banido. Ao mesmo tempo, o poema falava dos átomos, dizendo que tudo surgiu a partir dos átomos – atomismo. Outra questão condenada pela Igreja Católica,

    hegemônica naquele momento. Este atomismo deu origem ao pensamento científico moderno, com uma visão na qual Deus não tinha espaço. Baruch Spinozza seguiu esta linha de pensamento. O interessante é que seria aproveitado por humanistas cristãos e devotos como Roterdã e Thomas More. Na Europa renascentista, havia dois grupos:
    humanistas radicais e humanistas cristãos. O primeiro grupo seguia à risca tal visão de que o homem era o centro do universo e não precisava de Deus, até porque – segundo eles, o Senhor não existia. Levavam aos extremos De rerum natura. Do outro lado, havia os humanistas cristãos. Refiro – me a Erasmo de Roterdã (filósofo holandês) e também a Thomas More (Utopia). Estes dois viam que o pensamento epicurista e o poema poderiam ser aproveitados pela Igreja e pelos seus fiéis. Feitas as devidas adaptações, não haveria problema algum.

    O poema foi famoso no processo de independência das 13 colônias, segundo o autor, pois os pais da República Norte – Americana leram o poema e viram nos textos de escritores como John Locke que o povo deveria viver para encontrar a felicidade. É claro que o conceito de felicidade estava adaptado aos novos tempos, e isto por influência dos humanistas cristãos. O interessante é que tal visão que embasou a formação dos Estados Unidos veio a embasar também a ideia de que o norte americano deveria encontrar a felicidade e enriquecer. Isto, também, influenciou os imigrantes que foram para a América do Norte em busca da felicidade.

    Conclusão: Nada contra a felicidade. Encontrar sua realização pessoal. A própria Bíblia fala de Abraão, que a buscou no seu trabalho. Mas, sempre associou – a uma vida com Deus. O mesmo era defendido pelos humanistas cristãos. O protestantismo é, diga – se de passagem, herdeiro desta visão. O homem deve procurar sua felicidade, mas com Jesus Cristo ao seu lado, direcionando sua vida.

     

    Texto adaptado por Neize Tavares

    *Epicurismo - fil doutrina do filósofo grego Epicuro (341-270 a.C.) e seus epígonos, caracterizada por uma concepção atomista e materialista da natureza, pela busca da indiferença diante da morte e uma ética que identifica o bem aos prazeres comedidos e espirituais, que, por passarem pelo crivo da reflexão, seriam impermeáveis ao sofrimento incluído nas paixões humanas.

    p.ext. o modo de viver, de agir, de quem só busca o prazer; sensualidade, luxúria.

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    Bruno Menezes – membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro

    Você está conectado? Com quem?

    14 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    No mundo atual, temos a necessidade de estar conectados. Muitos somos multitarefas e ficamos conectados e vemos tv ao mesmo tempo. Está comprovado científicamente que quando fazemos mais de uma coisa, sobrecarregamos o cérebro e ao tirarmos o foco de algo para focar em outra coisa. o cérebro gasta muita energia. Mas, a concepção de felicidade atual é ser performático. E o cérebro, sendo nosso HD, fica cheio de informações até ficar sobrecarregado e levar ao stress. Outro problema é a comunicação. Em toda parte, as pessoas ficam usando o celular, não só para falar, como para se conectar com alguém ou algo.

    Outro dia, fui ao cinema e enquanto esperavam , apesar dele estar situado em um belo jardim, todos olhavam para os celulares. Ninguém apreciava as belezas desse jardim. No dia seguinte, fui a uma sessão para professores e o filme era ótimo. Um casal se sentou ao meu lado e ela ficou no celular. Não dava atenção ao companheiro e nem procurava saber se aquela luz estava me atrapalhando. Assim foi durante os trailers e quando o filme começou, ela continuou. Mais grave ainda porque era uma sessão para professores.  Outra vez, eu estava no balcão nobre para ver O Lago dos Cisnes e apesar de avisarem que não era permitido filmar, muito menos com flash, várias luzes apareciam, atrapalhando nossa visão. Os seguranças vieram ameaçar de confiscar os celulares se não parassem e tudo prosseguia como se nada tivesse acontecido. Pensei em como pessoas vão para o balcão nobre e não vêem nada do ballet e ainda atrapalham quem quer ver.  Será que se conectam com Deus? Se não olham nada nem ninguém ao redor, fica difícil. Agora, vejo na tv que diante de um ferido, um policial só se preocupou em filmá-lo. Conectar-se com Deus não significa ficar de joelhos, orando dia e noite.

    Podemos nos conectar com Ele sempre que apreciamos a natureza, as suas obras e o nosso próximo, tentando compreendê-lo e ajudá-lo.Tudo que Ele coloca diante de nós é para nosso regozijo e gratidão. Essa é a nossa missão. Vamos nos conectar com Ele?

    “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença, há plenitude de alegria, na tua destra,  delícias perpetuamente.” (Salmo 16:11).

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    Neize Tavares, é membro da Catedral, professora de Português e Francês, integrante da Diretoria da SMMulheres.

     

    DANIEL, CAP. 1 A COMIDA REAL E OS JUDEUS FIÉIS

    13 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Algumas informações preliminares

     

    Significado do nome Daniel, em hebraico: Deus é meu Juiz

    Tema do Livro de Daniel: A Soberania do Senhor sobre todas as Nações

    Autor: O próprio Daniel

    Data provável da escrita: 535 a.C. (fim do cativeiro)

    Versículo chave: cap. 4:34-35

    Idioma – Aramaico, a língua falada pelos hebreus na Babilônia

    Tipo de Livro: Profético e Apocalíptico

    Ênfases da vida de Daniel: Vida pura

                             Vida santa

                             Estudioso da Palavra

                             Praticante do Jejum e da Oração

     

    O livro de Daniel tem capítulos históricos e capítulos proféticos. O capítulo 1º é histórico e nos fala da tomada de Jerusalém por Nabucodonosor. Nesta época Joaquim era rei em Judá, e  Jeremias o profeta do Senhor. O livro de Daniel foi escrito pelo próprio Daniel durante o cativeiro de 605 a.C a 535 a.C. Estima-se que Daniel tinha aproximadamente 16 anos quando foi levado para a Babilônia. Daniel mais três amigos, Hananias, Misael e Azarias eram palacianos e pertenciam à classe nobre. O rei Nabucodonosor gostava de ser bem assessorado e exigia que só os melhores trabalhassem para ele. Depois de examinar os candidatos escolheu Daniel e seus amigos, que já tinham um excelente curriculum, mas ainda teriam que fazer uma espécie de aperfeiçoamento por três anos, incluindo aí o domínio da língua falada, a adaptação à cultura, usos e costumes dos babilônios. A seguir a relação dos sete requisitos estabelecidos pelo rei Nabucodonosor que demonstram um elevado padrão de conhecimento e comportamento nas áreas social, física e intelectual:

    1. Perfeitos (sem defeito),
    2. Boa aparência,
    3. Bem instruídos e sábios,
    4. Doutores em ciência,
    5. Portadores de conhecimentos gerais,
    6. Competentes,
    7. Ensináveis (facilidade e disposição para aprenderem rapidamente a cultura e língua dos caldeus).

     

    Os quatro jovens foram então encaminhados ao Palácio Real com direito a tudo do bom e do melhor à disposição. Tiveram seus nomes mudados em homenagem aos deuses da Babilõnia Bel, Nebo e Aku; numa estratégia para forçar a uma melhor e mais rápida adaptação na nova corte. Daniel passou a se chamar Beltessazar, Hananias, Sadraque; Misael, Mesaque e Azarias, Abede-Nego.

     

    Discernindo Daniel que por trás de tudo havia um plano, nitidamente de inspiração do maligno, incluindo o costume dos babilônios de consagrarem seus alimentos aos ídolos, ele e seus amigos assentaram em seus corações não se contaminarem com as iguarias do rei, mas se abster, comendo apenas legumes e bebendo apenas água. E Deus se agradou deste propósito e deu graça e misericórdia a Daniel.

     

    O responsável pelo treinamento destes jovens argumentou contrariamente apelando para a lógica e para o emocional. Da parte de Daniel houve firmeza espiritual e ousadia. Daniel foi colocado à prova por dez dias. No décimo primeiro: vitória e aprovação! Daniel não inventou uma dieta nova, mas se absteve de ser contaminado! E novamente Deus se agradou dos quatro rapazes e lhes deu: conhecimento, inteligência e sabedoria, e a Daniel entendimento espiritual ou discernimento.

     

    Ao fim de três anos foram provados pelo Rei que os achou dez vezes mais doutos. Foram aprovados com distinção e louvor!

     

    Vale a pena investir em nossos jovens e adolescentes no sentido, não só de estudarem como qualquer um, mas de se dedicarem, dando o máximo de si mesmos no seu preparo intelectual. Deus é fiel e certamente honrará os seus servos e servas.

     

    Mesmo que o inimigo queira interferir, não há o que temer, a vitória é nossa em nome de Jesus! Mas há que permanecer humilde e firme no Senhor! O mundo oferece muitas coisas boas e ruins, temos que discernir e rejeitar aquilo que pode atrapalhar nossa fé e nossa caminhada. Cuidado com a rotina; ela nos leva a fazer as coisas no automático e assim perdemos o entusiasmo. Precisamos estar ligados ao Espírito Santo o tempo todo e saber que a todo momento seremos provados, e temos que ser aprovados com distinção e louvor!

     

    Amém!

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    Alcides de Moraes Mendes –Mineiro, casado, pastor metodista aposentado na 4ª.RE(ES/MG)

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