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    Listagem de "Colunas"

    Reformando a Igreja fincada na Rocha

    1 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Em certa oportunidade, Jesus disse: “sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Mt. 16:18. Muitos teólogos interpretam esta situação como se o Filho de Deus estivesse falando de Pedro e que a Igreja o teria como base, como líder, como exemplo maior em sua história.

    Contudo, não consigo entender assim. Como Jesus poderia estabelecer sua amada Igreja, comparando a alguém pecador e extremamente falho? Afinal, Pedro era um homem de personalidade forte, agressivo, brigão, rude, iletrado e que negou o próprio Jesus. É claro que, pensando de forma bem humorada, muitas denominações se assemelham a Pedro e suas características hoje, não pelo que a Bíblia diz, mas por terem se perdido em sua caminhada.

    O significado do nome Pedro no grego vem de “Petros”, que significa: homem-pedra, mas o termo que Jesus usou no texto original, foi a palavra “petra” que significa: sobre esta rocha, que era uma forma feminina do idioma e não significava nome próprio. Assim, fazendo uma análise mais profunda, percebo que a pedra a que Jesus se referia não era o apóstolo, mas o próprio Jesus, que, segundo as Santas Escrituras, é chamado de: “a Rocha ou Pedra Angular”. 1 Pe. 2: 7.

    Esta Igreja, a Igreja de Cristo, não é uma simples instituicão, ou mais um órgão operacional dos milhares que existem. A Eclésia (em grego: Εκκλησία; transl.: ekklésia), “assembleia por convocação, assembleia do povo ou dos guerreiros, assembleia de fiéis, lugar de reunião, adoração e fraternidade, a igreja viva de Deus”, tem como estrutura os elementos de Jesus e, justamente por isso, no século XVI, um monge católico inconformado se posicionou
    para resgatar esses valores, que foram se perdendo com o passar dos séculos.

    Martinho Lutero oficializou sua luta pelo resgate da Igreja naquilo que hoje conhecemos como Reforma Protestante, que foi um movimento reformista cristão, culminado no início do século XVI. A publicação de suas 95 teses em 31 de outubro de 1517, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, foi para protestar contra os diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano e a restauração dos valores e da essência da mesma.

    Portanto, é impossível passar por este mês e não trazer à memória quem nós somos como Igreja, de onde nós viemos, e para onde iremos. A Biblia diz: “Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para a sua maravilhosa luz.

    Vós, sim, que antes não éreis sequer povo; mas, agora, sois o Povo de Deus; não tínheis recebido a misericórdia, contudo, agora a recebestes”. 1ª Pedro 2: 9 e 10.

    Assim, a Bíblia fala de Jesus sendo a Rocha Eterna e a Pedra Angular. Em outro texto, diz que Ele é o cabeça da Igreja, Ef. 1:22 e Ef. 5:23, e nós, propriedade d’Ele e reflexo de sua natureza. Dessa forma, ser Igreja é estar fincado na Rocha, que é Jesus, e ser guiado por Ele.

    Ele é o Senhor da Igreja, o que tem o nome mais poderoso e toda a glória. Seja este mês um bom motivo para reformarmos a Igreja de Cristo naquilo que ainda precisa ser feito.

    Com carinho, Pr. Juninho Falleiro

    O PADRÃO DA IGREJA PRIMITIVA

    25 set 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Atos 2.41-47

    PADRÃO: Palavra latina (patronu) que significa “modelo”. Ao longo da minha carreira profissional tive a oportunidade de exercer a gerência administrativa em duas empresas do ramo mobiliário. Uma das coisas mais importantes destas empresas, guardadas “a sete chaves”, eram os padrões de cada móvel que deveria ser utilizado na sua fabricação. Há padrões simples, há os que têm um certo grau de dificuldade e há os que exigem mais atenção e zelo; são os mais difíceis. Nenhum móvel poderia se basear em outro semelhante, mas sempre usar os padrões oficiais, sob pena de se fabricar um móvel que certamente vai apresentar problemas na hora da montagem.

    Hoje em dia com a proliferação de “nomes” de Igreja, uns muito esquisitos, outros inadequados ou impróprios, é bem possível que alguém pense que “Primitiva” seja nome de Igreja. Mas na realidade, primitiva tem a ver com “primeira”, e “apostólica”, porque eram dirigidas pelos apóstolos. Não haviam denominações, mas as igrejas eram identificadas pela área geográfica que ocupavam.

    Agora vamos pensar na Igreja como Corpo de Cristo, sendo Ele o Cabeça. No capítulo 1, verso 4 de Atos, Jesus determina que os discípulos não se ausentassem de Jerusalém até que se cumprisse a promessa do Pai, o batismo com o Espírito Santo (v.5). Jesus deu ainda mais algumas orientações e foi elevado às alturas, à vista dos discípulos (v.9). Estes voltaram para Jerusalém e foram para a casa de João Marcos, onde havia um sobrado no qual comeram a Páscoa. Lá permaneceram, juntamente com as mulheres que seguiam e serviam a Jesus, Maria, sua mãe, e seus irmãos, por dez dias, até o dia de Pentecostes, quando a Promessa se cumpriu e todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Abriram então as portas do sobrado e continuaram a glorificar e exaltar a Deus.

    Os judeus que passavam por ali se surpreenderam e alguns acharam que aquelas pessoas estavam sob efeito de vinho. Pedro, então, com muita ousadia, prega a primeira mensagem e diz abertamente que Jesus Cristo, a quem eles crucificaram, havia ressuscitado no domingo seguinte à sua morte na cruz e por inúmeras vezes e em variados lugares, havia estado com os seus discípulos, do que eles agora davam testemunho. Muitos foram tocados por esta palavra e com o coração apertado perguntavam o que fazer. Pedro responde: arrependam-se dos seus pecados, sejam batizados nas águas e receberão também o dom do Espírito Santo. Cerca de três mil pessoas fizeram o que Pedro orientou. Nascia aí a Igreja de Jesus Cristo em Jerusalém.

    E a partir daí as coisas foram acontecendo de tal maneira que a Igreja foi se estabelecendo, criando elevados padrões os quais deveriam ser colocados em prática.

    Tendo isto em mente, quero compartilhar pelo menos nove padrões neste texto para a Igreja da qual fazemos parte.

    1- Padrão na formação da Igreja – começou com oração, seguida de arrependimento, batismo nas águas, batismo com o Espirito Santo e discipulado, onde aprendiam a doutrina dos apóstolos (v.42).

    2- Padrão na maneira de se reunirem – reuniam-se no Templo e nas casas em reuniões de comunhão, de participação da Santa Ceia e de oração

    3- Padrão de comportamento – “em cada alma havia o temor de Deus” (43). Onde há este temor há humildade, compromisso, obediência, reverência, renúncia do que não glorifica a Deus.

    4- Padrão no mover de Deus – sinais e prodígios através da liderança (43). Embora não seja este o objetivo da Igreja, isto faz parte da vida da Igreja e o nome do Senhor é glorificado.

    5- Padrão na unidade – “estavam juntos” e “tinham tudo em comum” (44). Não eram individualistas nem egoístas. Para que isto aconteça é necessário fazer este propósito diante de Deus.

    6- Vender propriedades para atender os necessitados não é um padrão, mas uma solução para uma situação daquele momento. Padrão é a disponibilidade de quem tem esta condição (45).

    7- Padrão de dedicação – reuniões diárias no Templo, Santa Ceia no lares e fazer as refeições juntos – isto, na medida do possível (46).

    8- Padrão no louvor – diariamente, em todas as reuniões, louvavam a Deus (46).

    9- Padrão na aceitação pela vizinhança e toda a cidade – “contavam com a simpatia de todo o povo” (47). É de grande importância que a Igreja não seja antipática, fechada em si mesma, ignorando o que se passa ao seu redor e não solidária.

    Conclusão:

    Já começamos a orar, glória a Deus! Os que não são ainda batizados, precisam entender que isto é de muita importância para a vida espiritual e para a Igreja. Também ser cheio do Espírito Santo é para já! Não tem porque esperar mais! Então venha, conhecer a Deus cada vez mais profundamente: discipulado, ministério, vida com Deus, vida abundante! Fazer novos discípulos, ser usado por Deus! É uma dinâmica, que não pode parar! Você se encaixa nos padrões da Igreja de Jesus Cristo, primitiva e atual?

    Deus abençoe a sua vida com esta Palavra.


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    Alcides de Moraes Mendes, é: mineiro, casado, pai e avô. Pastor Metodista aposentado na 4aRE(MG/ES).

    Setembro traz a primavera e muitas celebrações

    8 set 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Setembro é um mês de muitas celebrações. Uma delas é a primavera, à qual já demos as boas vindas sábado passado. É, também, o aniversário da igreja, 137 anos, cuja comemoração dura o mês inteiro. É o aniversário da publicação Voz Missionária, que vamos comemorar no próximo domingo, dia 13, com um Culto Especial, à tarde. Será o Jubileu de Hortênsia – 86 anos. Comemoro, também, o meu aniversário, embora não seja tão antiga como as 2 primeiras. Nasci em plena primavera e talvez isso explique meu amor pelas flores. Todos os que me conhecem sabem disso.

    Impossível falar no aniversário da nossa igreja sem falar na sua importância, bem como de certas pessoas que a frequentam na minha vida e na da comunidade. Nesta igreja de pedras, encontrei o caminho das pedras. A definição de igreja é comunidade terapêutica e é o que tem sido para mim e para muita gente. Há 20 anos, cheguei aqui e fui recebida pela Maria Adelina (Adélia), que me ofereceu No Cenáculo, do qual foi representante durante 37 anos, além do boletim semanal. Logo, fiz minha assinatura e até hoje sou assinante. Uma vez, escrevi um artigo para No Cenáculo chamado Flores e Frutos Maduros. Este artigo falava das pessoas mais velhas que atuavam, de alguma forma, na igreja. Todas elas com grande energia. Fiquei surpresa com o alcance desse artigo, que vários sites utilizaram, inclusive o http://webservos. Mais tarde, republicaram o artigo em No Cenáculo. É que a sociedade atual valoriza os jovens, desprezando os mais velhos. A experiência não conta, diferentemente da cultura oriental. Trabalhei durante 25 anos em uma empresa, que me mandou embora por telegrama às vésperas do Natal, 3 anos após ter perdido meu pai e 2 anos após ter perdido minha mãe e tia em um acidente. Com tudo isso, não havia faltado, a não ser durante a semana de luto. Nada disso me desesperou, pois pude contar com a igreja e a família da igreja, que se tornou minha família. Um belo dia, uma senhora me procurou, pedindo que cantasse um hino em francês durante uma palestra que iria fazer sobre os valdenses, dos quais descende.

    Os valdenses são uma denominação cristã que teve sua origem entre os seguidores de Pedro Valdo na Idade Média e subsiste hoje como um grupo. Foram mártires perseguidos pelos católicos. Essa senhora, Idalina Bouzin, que foi minha professora de canto e de muitas pessoas que cantam na igreja, está com 94 anos, idade que minha mãe teria atualmente e tornou-se minha grande amiga até hoje. Peço a Deus que a conserve assim por muitos anos. Todos ficam admirados da energia que tem e da quantidade de coisas que faz. Ela orou comigo e me deu forças para enfrentar os problemas. Logo após, consegui um emprego, ganhando 3 vezes mais, substituindo uma professora que havia sido minha aluna. Isto me permitiu me aposentar, ganhando um pouco mais. Outro exemplo foi o Sr. Antonio Matolla, que chegou a completar 100 anos com uma energia invejável. Vou escrever para No Cenáculo, relatando esses fatos, mas gostaria que saísse na edição americana. Leio sempre a edição em inglês e noto que publicam artigos de vários países, mas nunca do Brasil. Na edição americana, os autores dos artigos colocam fotos das pessoas a quem se referem. Seria interessante que pudessem ver as fotos da Dra. Idalina e Sr. Matolla para verem que não estou mentindo. Hoje, as pessoas da família Matolla são muito importantes na igreja, atuando sempre, mesmo quando se encontram doentes. Por isso, quero registrar aqui meus agradecimentos, pedindo a Deus que me permita ser, como diz o Salmo 92: 14 – “Na velhice, darão ainda frutos, serão cheios de seiva e verdor”.

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    Neize Tavares, é membro ativa da Catedral, professora de Português/Francês, vice presidente da SMMulheres e integrante do Ministério de Comunicação e Memória.

    O “CURRICULUM VITAE” DE UM HOMEM DE DEUS

    8 set 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O Texto que servirá de base para esta mensagem está em I Samuel 16.17-18. Vou contextualizar a narrativa usando um vocabulário com expressões usadas no nosso dia a dia atual. Mas, primeiro, vamos lembrar o que estava acontecendo. O rei Saul caiu da graça por desobediência ao Senhor e o Espírito de Deus se retirou dele e um espírito maligno passou a atormentá-lo, deixando-o muito abatido. Um dos seus conselheiros sugeriu a contratação de um bom músico que ao tocar seu instrumento para o rei aliviasse a opressão. O rei aprovou imediatamente. Não sei como funcionava a contratação naquela época e por isto estou usando os termos de agora. Sendo assim, teve início um processo administrativo que deveria examinar o “currículum vitae” dos candidatos a fim de escolher o melhor.

    Simultaneamente, naqueles dias, um jovem foi ungido pelo profeta Samuel, por determinação de Deus, para ser rei no lugar de Saul. Ele era músico, poeta, guerreiro e pastor de ovelhas, mas não tinha qualquer conhecimento sobre a vida no palácio real. Era Davi, filho de Jessé.

    O edital de contratação dizia: (v.17) “Buscai-me um homem que saiba tocar bem.” Não poderia ser qualquer um e “tocar bem” implica em ter domínio total do instrumento, da teoria e da prática.

    Então a pergunta é: como identificar a pessoa a ser escolhida?
    O texto diz: “então respondeu um dos assessores do rei” – isto significa que há uma pessoa certa a ser indicada para tratar daquilo que nos interessa.

    Na sequência o texto também diz: “conheço um filho de Jessé”.
    “Conheço (tenho visto)” – isto é: o candidato tem um testemunho público que pode ser testificado por todos. “Filho de Jessé” – não é uma vida qualquer! Tem berço, tradição, referência, vínculo familiar. Seu pai tem um nome conhecido.

    Segunda pergunta: qual é o perfil da pessoa a ser escolhida? Qual o seu currículo? Não um currículo segundo o que “minha mãe gostaria que eu fosse”, mas um currículo testemunhado publicamente, não escrito com caneta em um papel, mas vivido no dia a dia. Um verdadeiro retrato instantâneo!

    Vem, agora, a citação das qualidades que testificam de Davi e evidenciam que ele é o escolhido de Deus:
    a) Sabe tocar – um bom músico, que mesmo tendo o dom, treina, estuda, ensaia muito e se esforça para dar sempre o melhor de si.
    b) É forte e valente – é firme, não é covarde, nem medroso, enfrenta qualquer situação.
    c) É animoso – não é apático nem desanimado. É animado e vibra com o que faz!
    d) É homem de guerra – um bom soldado, treinado, disciplinado, disposto para a luta, sempre pronto para o que der e vier.
    e) É sisudo em palavras – fala bem, de maneira objetiva, na hora certa e o suficiente (sabedoria).
    f) É de gentil presença (boa aparência) – uma pessoa agradável, sincera, que sabe ouvir.
    g) O Senhor é com ele – e esta é a qualidade mais importante, é cheio do Espírito Santo e da unção do Senhor. Homem de Deus!

    Finalizando: diante de tudo isto, o rei Saul declarou: “Achou graça em meus olhos” (v. 22b).

    No verso 23, Deus operou libertação, isto é, resolveu o problema, satisfez o objetivo da sua contratação (louvor que liberta!). Por outro lado cumpriu-se o propósito de Deus, de dar a Davi a oportunidade de viver um tempo no Palácio, numa circunstância privilegiada, numa espécie de aprendizado do que é ser Rei de uma nação. Conforme diz uma frase já consagrada no nosso meio: “Deus nem sempre chama os preparados, mas prepara os que são chamados”.

    Quais os desafios que esta Palavra coloca para nós? Para a nossa mocidade? Para os pais? Para o Ministério do Louvor?

    A Deus, honra e glória!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    VAMOS MUDAR?

    24 ago 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Toda mudança traz renovação: trocar de casa, de carro, enfim, trocar o velho pelo novo é muito bom. Morava com meus pais, avós e tios em uma casa espaçosa, com quintal, frutas, pomar, animais, jardim. Era uma vila de casas, que hoje chamaríamos de condomínio.

    Lá, eu andava de bicicleta, plantava, colhia frutas no pé e comia. Um belo dia, meus pais se mudaram comigo e minha irmã para uma casa pequena, sem espaço, sem jardim. Tudo era diferente, mas como era novidade, até o cheiro de tinta me agradava. O novo me encantava.

    Eu era criança e não media as consequências de mudar de escola, de amigos, enfim, nada me incomodava. Houve, porém, um episódio que me marcou para sempre: eu estudava em escola pública e justamente no ano da mudança, o exame foi único. Ao responder à pergunta se sabia o que era Leopoldina Railway, respondi que era a mulher de Dom Pedro. Não sabia inglês e não tinha a menor noção de que era uma estrada de ferro. Por 1 décimo, repeti a série na nova escola do novo bairro. Quando estava habituada à escola e aos colegas, a professora faltou e a diretora foi substituí-la. Fez perguntas aos alunos e eu respondi a todas. Achou, então, que eu deveria ir para uma turma mais adiantada. Cheguei em casa aos prantos e pedi a minha mãe para dizer que eu não queria. É que, ao ficar mais velha, veio o medo de mudar. Sofri quando mudei de cidade, para um apartamento. Morava em Niterói e vir para Copacabana era o sonho de muita gente. E eu, que gosto tanto de praia, fiquei triste mesmo assim. Até hoje, quero mudar tantas coisas e não consigo, pois o medo de não dar certo me assusta. Se Deus me disser: – Ide, serei capaz de dizer: – Eis-me aqui? Ele pode ter planos maravilhosos para minha vida e eu rejeitar.

    Certa vez, ouvi um sermão do Pastor Júnior Faleiro a respeito disso. Mudar significa sair da zona de conforto, seja ela boa ou ruim. Quantas vezes, vivemos uma situação desconfortável, mas não ousamos mudar? Assim foi com Moisés, disse o Pastor. E eu, que estou acompanhando Os Dez Mandamentos, senti como se estivesse lá com Moisés, que sofreu preconceito, perseguição e agora, estava mais feliz como pastor de ovelhas que como príncipe no Egito. Ele se preocupava com sua família, seu povo, mas estava acomodado ao lado da mulher e filhos. Até que Deus falou com ele para voltar ao Egito e libertar o seu povo, que vivia na escravidão. Ele teve uma reação e, a princípio, tentou rejeitar a ideia, achando que não seria capaz de tal missão. Mesmo sabendo que o faraó que queria matá-lo não vivia mais, tremeu diante da ideia. Ele, que se sentia incapaz de se expressar para muita gente e não convivia com esse povo. Só quando entendeu que um cajado podia ter mais poder que um cetro e que o poder de Deus era mais forte que o de qualquer rei, aceitou a ideia, principalmente ao saber que seu irmão iria junto com ele falar com o povo. Este, sim, convivia com os hebreus e se entendia bem com eles. Já Moisés, habituado a viver no palácio e mais
    tarde, como pastor de ovelhas, não ousava sequer pensar em voltar ao Egito, principalmente com a missão de libertar o povo. Mas, conduzido por Deus, adquiriu a coragem necessária e lá se foi. O resto da história todos já sabem, não? Para os que não sabem, aconselho ler a Bíblia. E que Deus nos dê a coragem suficiente para mudar o que precisa ser mudado para levarmos a vida mais de acordo com a vontade dEle, para nossa vocação (vocação vem do latim vocare= chamado):

    “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipen-ses; 3.13-14).

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    Neize Tavares é membro da Catedral, vice presidente da SMMulheres, integrante do Ministério de Comunicação e Memória e Profa de Francês e Português.

    A Escrita na Parede – Daniel 5

    13 ago 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Primeiro faz-se necessário trazer algumas considerações, a título de introdução.

    O capítulo 5 de Daniel trata do reinado de Nabonídius exercido por seu filho Belsazar. É um capítulo histórico, porque narra um fato verdadeiro, que realmente aconteceu, mas com um sentido espiritual e profético.

    Daniel já estava com, aproximadamente 87 anos de idade, porque o capítulo 4 data de 573 a.C e o capítulo 5 data de 538 a.C. Nabucodonosor já havia morrido em 562 a.C. Reinava Nabonídius, filho de Nabucodonosor e pai de Belsazar a quem designou como governador da Babilônia. Na realidade, segundo alguns historiadores, Nabonídius detestava a vida palaciana e sua burocracia e rituais pra tudo, preferindo estar liderando e comandando suas tropas, que estavam ocupadas em se defender contra os invasores. Já Belsazar, seu filho amava a vida de prazer e luxo que o palácio oferecia, com toda a sua pompa. Assim, embora fosse príncipe e governador, nomeado pelo rei, na ausência do pai ele assumia de fato as funções de rei.

    A cidade vinha sendo atacada pelas tropas de Ciro, que tinha em mente tomar a Babilônia. Nabonídius estava ausente da cidade, justamente no comando de seu exército, que oferecia resistência a Ciro, que aparentemente havia recuado.

    Era dia de alguma festa comemorativa importante na cidade e Belsazar aproveitou para comemorar em grande estilo, não se importando com a situação de guerra, com a ameaça de Ciro ou mesmo com a ausência de seu pai.

    Podemos discernir aí as consequências de uma vida vazia, que procura suprir o “vácuo interior” com festa, amigos bajuladores, muita bebida e tudo o que isto proporciona. Assim Belsazar promoveu no Palácio um grande banquete para mil convidados dentre os seus grandes, pessoas influentes, de alta posição política e social.

    Já sob o efeito do álcool e certamente querendo provar alguma coisa para si mesmo e para seus amigos, Belsazar manda buscar os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu avô, trouxe do Templo de Jerusalém, mas nunca havia tocado em nenhum deles. Belsazar sabia que eram vasos consagrados ao Senhor, para uso exclusivo no Templo, em Jerusalém. Mesmo assim, determinou que todos usassem estes vasos e taças para beber na festa e então, todos bêbados, dão louvores aos deuses da Babilônia.

    Mais uma vez procurando discernir o que está acontecendo, identificamos nas atitudes descritas no parágrafo anterior, uma inspiração do maligno, envolvendo deboche e profanação dos objetos do Templo. Vemos aí também o desejo de imitar os sacerdotes, que eram as únicas pessoas que podiam usar aqueles utensílios consagrados. Por inferência, estavam como que anulando a unção do Senhor
    sobre aquelas vidas, chamadas, vocacionadas para o serviço santo a Deus.

    Nos nossos dias, no mundo de hoje, podemos identificar as mesmas coisas: vidas vazias, festas, orgias, amigos bajuladores, preconceitos, deboche pelas coisas do Senhor, profanação, embriaguez, idolatria.

    Mas com Deus não se brinca e de Deus não se zomba. Diz o verso 5 que “na mesma hora” veio o Juízo de Deus sobre todos que ali estavam! Enquanto as pessoas julgavam que tudo ia bem, Deus cumpriu a sua Palavra. Uns dedos de mão de homem escreveram na parede e o rei viu a parte da mão que estava escrevendo. Belsazar ficou completamente apavorado e perturbado: mudou o seu semblante (caiu a máscara), pensamentos confusos (não conseguia entender o que estava acontecendo), os lombos se relaxaram (perdeu a pose, elegância posta abaixo), os joelhos bateram um no outro (medo e insegurança vieram à tona e foi visto por todos). Reunindo as forças que ainda lhe restavam, o rei ordenou que chamassem os sábios, adivinhos, astrólogos, etc. O rei está desesperado e apela para quem não tem nada a lhe oferecer (experiência já vivenciada por seu avô, Nabucodonosor). O rei faz promessas de um rico e poderoso desesperado que quer comprar o seu livramento: oferece vestido de púrpura (tecido mais caro do que o ouro usado para fazer roupas para a realeza), cadeia de ouro no pescoço (grandeza), terceiro no domínio, depois dele e de seu pai (poder, glória humana).

    Tudo em vão. Ninguém consegue ler nem interpretar a escritura na parede (o que é espiritual só se discerne espiritualmente). O desespero só aumenta e agora todos estão sobressaltados.

    O alvoroço é tanto que chega até à Rainha-mãe (avó de Belsazar), que não estava no banquete. Logo ela tenta consolar o neto e lembra-se de situações semelhantes quando seu marido, Nabucodonosor, recorreu a Daniel. Diz ela então: “há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos…” Daniel estava esquecido pela nova geração, mas o seu testemunho de Homem de Deus, cuja característica era a sobriedade, a sabedoria e o uso dos dons espirituais, quando necessário, permanecia na mente daqueles que participaram dos acontecimentos. Daniel, agora com 87 anos, é introduzido à presença do jovem rei, que lhe faz uma série de elogios e repete o que ouviu há pouco de sua avó. Interessante notar que Daniel estava no Palácio, mas não no banquete. Desde o primeiro momento ele havia decidido não se contaminar. Daniel responde com firmeza “os teus dons fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro. Todavia lerei a escritura e darei a
    interpretação.” Antes, porém, Daniel aproveita a oportunidade para relembrar a Belsazar o que aconteceu a Nabucodonosor por causa da sua soberba: lições que se tivessem sido aprendidas e colocadas em prática pelo atual governante não só engrandeceriam aquele reino, mas certamente evitariam aqueles acontecimentos.

    Daniel coloca ainda, muito claramente, diante de todos, o pecado que estavam cometendo diante do Senhor. E só então passa a ler e interpretar a escritura.
    “Mene, mene, tequel, peres, ufarsim” – não era uma língua ou dialeto, como afirmam alguns, porque os sábios teriam identificado, o que não aconteceu. Era “língua estranha” mesmo, dom de Deus. E só outro dom de Deus, o de interpretação, poderia ter entendido o enigma. Não é uma tradução. Uma palavra pode significar uma frase, como neste caso:

    * Mene – Contou Deus o teu reino e o acabou;

    * Tequel – Pesado foste na balança e foste achado em falta;

    * Peres – Dividido foi o teu reino e deu-se aos Medos e Persas;

    * Ufarsim – Não interpretado por Daniel. Certamente não dirigido ao rei e seus amigos, mas talvez um louvor ao Senhor.

    Belsazar pensa que Daniel falou só por falar, da boca pra fora, quando recusou os presentes e manda que façam tudo o que prometeu, mas não há tempo para isto, porque naquela mesma noite Belsazar é morto. Sem que ninguém percebesse, mas certamente por inspiração divina, Ciro manda desviar o Rio Eufrates que entrava na protegida e forte cidade por baixo dos seus muros, e por ali penetra com seu exército, dominando de surpresa e rapidamente a defesa, e tomando de imediato o reino de Babilônia. Ciro foi usado para cumprir o juízo de Deus predito profeticamente no início do Império Babilônico e confirmado naquela festa. A cabeça de ouro deu lugar ao império de prata com Ciro (citado no texto anterior “Há um Deus que revela!”).

    “Quem tem ouvidos para ouvir ouça o que o Espírito diz à Igreja”!

    Do seu amigo,

    Pr.Alcides.

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    Alcides de Moraes Mendes, é mineiro, casado, avô, pastor metodista aposentado(4aRE).

    EVITE RETROCEDER

    4 ago 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    DEUS NÃO SE AGRADA DE QUEM RETROCEDE

    “Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos” (Hebreus 10.39).

    Todos vivemos momentos de grandes desafios, tensos, ou de extremo cansaço. Certamente há motivos para desistir. Um deles é a carga excessiva, cujo remédio é diminuir responsabilidades, compartilhar, delegar.

    Moisés (Nm 11.11) perguntou ao Eterno: “Por que trouxeste este mal sobre o teu servo? Foi por não te agradares de mim, que colocaste sobre os meus ombros a responsabilidade de todo esse povo?”

    Todos nós, em algum momento, sofremos em nosso ambiente de residência, trabalho ou estudo perseguição ou ameaças que são coisa do Inimigo. Quando você está firmado na Rocha nem liga, mas se estiver fragilizado…
    No 1º livro de Reis 19.4 lemos que Elias, poderoso homem de Deus, entrou no deserto e caminhou um dia. Chegou a um pé de zimbro, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. “Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados”.

    Vemos assim que não somente as tribulações de Satanás podem nos esgotar. As provas (que são de Deus) e as lutas do dia a dia não são maiores que nós, mas são cruéis. O escape vem, mas quanta dor!

    Outro fiel servo do Altíssimo faz um desabafo com o qual em parte podemos nos identificar: “Por isso não me calo; na aflição do meu espírito me desabafarei, na amargura da minha alma farei as minhas queixas”(Jó 7.11). O desabafo que se segue (Jó 10.1-22) merece ser lido ou relido. “Minha vida só me dá desgosto; por isso darei vazão à minha queixa e de alma amargurada me expressarei. […] Por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que pudesse ser visto. Se tão-somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura! Já estariam no fim os meus poucos dias?”

    O homem é corpo, alma e espírito, e esses três podem ser derrotados. Se você ainda não o fez, troque o seu fardo pesado pelo de Jesus que é leve! “O Senhor concederá que sejam derrotados diante de vocês os inimigos que os atacarem. Virão a vocês por um caminho, e por sete fugirão (Dt 28.7).

    “De seis desgraças ele o livrará; em sete delas você nada sofrerá. Na fome ele o livrará da morte, e na guerra o livrará do golpe da espada. Você será protegido do açoite da língua, e não precisará ter medo quando a destruição chegar. Você rirá da destruição e da fome, e não precisará temer as feras da terra. Pois fará aliança com as pedras do campo, e os animais selvagens estarão em paz com você. Você saberá que a sua tenda é segura; contará os seus bens da tua morada e de nada achará falta (Jó 5.19-24).

    Assim diz o Eterno: “clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará” (Salmos 50.15).


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    Domitila Madureira, membro da Igreja Metodista da Asa Sul, Brasília.

    O Pecado da cumplicidade

    31 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “ Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participares do seus flagelos.” Ap 18:4

    Há alguns anos, o Brasil parou para acompanhar o julgamento do casal Nardoni, acusado de ter assassinado a pequena Isabela. Sem entrar em detalhes sobre o caso e os seus eventuais desdobramentos, uma questão, em particular, sempre me inquietou:  Quem protege quem? Por quê?
    É público e notório que a perícia policial chegou ao consenso de que o casal  estava no mesmo espaço geográfico da vítima. Sendo assim, que nível de cumplicidade esses dois desenvolveram, que são capazes de suportar anos e anos em uma gélida prisão somente para proteger o outro?
    A Bíblia relata vários casos de cumplicidades que se escondem atrás de sentimentos “nobres”. Isso mesmo, a cumplicidade se esconde atrás das supostas virtudes humanas, esconde sua face na verdade, no amor, na generosidade, mas, principalmente, na fidelidade. Ela se faz confundir com essas virtudes para estabelecer a sua  verdadeira face, que é a leviandade e a mentira. Vejamos alguns exemplos:

    a) A cumplicidade no ambiente familiar: na história dos patriarcas, o melhor exemplo sobre o perigo da cumplicidade em ambientes familiares está na história do relacionamento que Rebeca desenvolve com seu filho caçula.
    Talvez escorada no seu conceito particular de promessa e escolha divina, Rebeca passou a demonstrar em seus sentimentos e atitudes, a sua preferência por Jacó. A forma como Rebeca se relaciona com Jacó demonstra que ela desenvolve um nível de cumplicidade que acaba por destruir os laços de amor e lealdade, que são a base para a comunhão de qualquer família.
    No intuito de proteger o seu filho predileto, ela não mede esforços em criar circunstâncias adversas para sua família. Apesar do relato histórico-bíblico narrar que Isaque tinha uma aparente predileção por Esaú, pois o primogênito assemelhava-se a ele no que tange à aptidão profissional,  nada há sobre o uso dessa preferência como uma forma de desvalorizar ou discriminar seu filho Jacó.
    Rebeca constrói com Jacó uma cumplicidade doentia, criando no seio da família uma teia de mentiras e intrigas. Todas as suas ações de suposto cuidado e amor com Jacó acabaram por gerar inimizades entre os irmãos, que só não chegaram às vias de fato, porque Deus, na sua infinita misericórdia e graça, transformou a cumplicidade de Rebeca e Jacó em oportunidade de perdão e reconciliação.
    A verdade é que muitas famílias estão dilaceradas em nome da cumplicidade. A cumplicidade entre pais e filhos esconde os diversos problemas que as famílias têm enfrentado nos dias de hoje. Por trás dos grandes problemas existenciais que assolam a humanidade, está a omissão dos desvios de caráter que são manifestos no cotidiano de cada família.   Quantas pessoas demonstram falta de integridade nas suas palavras e ações, porque os que deviam corrigi-las, justificam suas omissões em nome de sentimentos ditos nobres. Quantos filhos e filhas estão aprisionados em pecados e delitos porque seus pais acreditam que contrariá-los é uma forma de perder o amor dos mesmos? A única forma de manter a saúde familiar é estabelecer relacionamentos pautados na transparência e verdade, pois onde há luz, as trevas não manifestam a sua face.

    Cumplicidade no ambiente social: A cumplicidade também manifesta as suas impiedosas garras nas relações sociais, porém, é nos ambientes de poder que ela encontra o seu melhor habitat. Perceba como a política e os ambientes profissionais são pautados em relações de cumplicidade.  Quem ainda não foi pressionado a mentir ou omitir em nome de uma suposta “virtude” de seus superiores?  Vejamos o caso relatado no livro de Samuel entre David e Joabe.
    Escorado na sua posição de rei, de ungido, David envolve o seu líder militar nas suas desesperadas tentativas de esconder o seu adultério. Em contrapartida, Joabe estabelece com David uma cumplicidade tal, que para proteger o seu líder, cumpre minuciosamente todas as orientações e diretrizes que culminam com a morte de um inocente. Joabe é cúmplice em tudo de Davi. Joabe acoberta o pecado de seu superior, em nome de uma suposta fidelidade. Joabe é do tipo que se esconde atrás do silêncio, crendo na justificativa diabólica estabelecida nas relações de cumplicidade: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

    Cumplicidade no ambiente espiritual: se há um nível de cumplicidade que é doloroso é o  da construída em ambientes de espiritualidade. Nada é mais anti-evangelho que ver e ouvir pessoas defendendo com unhas e dentes os pecados  de seus irmãos e irmãs de fé. Geralmente baseados em interpretações tendenciosas.
    Quem ainda não ouviu alguém justificar os constantes  pecados do próximo,  afirmando  que errar é humano, que nem Jesus Cristo agradou todo mundo, que tudo aconteceu ou está acontecendo porque o diabo se levantou contra a vida dele ou dela? Tudo, claro, em nome da “aliança”, do “amor” e outras supostas virtudes. Tudo isso seria louvável se esses valores fossem pautados na verdade e no desejo de contribuir para o crescimento espiritual do próximo, no intuito de  ajudá-lo  a crescer na verdade e integridade.
    A história bíblica narrada no livro de crônicas sobre a aliança entre os reis Acabe e Josafá, líderes políticos dos reinos do norte e sul, demonstra como a cumplicidade nas esferas de espiritualidade podem levar ao caos existencial-relacional.
    Era costume, nos reinos do sul e norte, a presença de profetas nos corredores e salões nobres dos palácios. Gozavam de relativo prestígio, pois em muitos momentos de dúvidas e inquietações, eles eram convocados para revelar a direção divina.
    No relato do livro de crônicas, Acabe convida Josafá para uma aliança, pois juntos poderiam dominar o território pertencente ao povo sírio. Josafá, então, convida  Acabe a consultar os profetas palacianos. Acabe  convoca quatrocentos profetas, que só liberam palavras doces aos ouvidos do rei, dizendo que Deus era com ele, que ele venceria fácil, que o inimigo iria perecer, que ele era o escolhido de Deus entre outras “palavras proféticas”. Josafá, numa atitude de desconfiança e bom senso, pergunta se há algum outro profeta para se consultar a Deus. Acabe afirma que há  um chamado Micaías, mas esse, afirma o rei, só profetiza o que é ruim, não libera uma palavra de “ bênção”para ele.
    Acabe é como alguns cristãos, que se cercam de pseudos profetas e profetisas para ouvirem palavras que justifiquem os desejos do coração.
    A verdade é que se Acabe tivesse ouvido Micaías e se arrependido de seus pecados, Deus poderia mudar o seu destino, porém Acabe estava em busca de cúmplices e não de servos leais.
    Que Deus nos ensine a construir relações de lealdade, onde não haja sombra de cumplicidade.  Que ele nos faça  entender que respeito, verdade, amor  e honra são virtudes que sustentam a lealdade.

    Do seu pastor, que busca lealdade ,
    Marcello Fraga.

    HÁ UM DEUS QUE REVELA!

    30 jul 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O capítulo dois do livro de Daniel é, ao mesmo tempo, histórico e profético. É o segundo ano de reinado do rei Nabucodonosor. Ele teve um sonho e acordou tão perturbado ao ponto de não se lembrar de absolutamente nada do sonho, mas estava convicto de que se tratava de um sonho importante e não conseguiu dormir mais. Mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus. Todos se apresentaram ao rei, que estava muito angustiado e certamente oprimido.

    O rei diz a eles que teve um sonho e está aflito para saber logo o seu significado. Mas não diz que não se lembra do sonho. Ele quer que seus assessores lhe digam o sonho e sua interpretação. A princípio eles não entendem o que o rei quer, e insistem com o rei para que conte o sonho. O rei, já irritado com a situação, acha que estão querendo ganhar tempo porque não sabem o sonho e ele entende que com o título que cada um tem é sua obrigação adivinhar o sonho. A tirania do homem ímpio, que tem poder nas mãos, faz com que ele transfira o seu problema para os outros e se ache no direito de matar e destruir aqueles que não satisfazem os seus desejos, ainda que seja uma missão praticamente impossível. Por outro lado, quer comprar soluções para o problema com presentes.

    Os sábios do rei, com sua proverbial falta de humildade e sabedoria, declaram: “não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige”, ou seja, se nós não podemos resolver o problema, ninguém pode, esquecendo um princípio básico deste assunto: se o sonho foi dado por Deus, só Deus pode revelar a outra pessoa e dar o discernimento. Estas palavras aumentaram ainda mais a ira do rei que mandou fazer um decreto condenando a morte todos os sábios da Babilônia, inclusive Daniel que não tinha nada com isto nem foi chamado à presença do rei.
    O encarregado do rei de anunciar o decreto foi quem colocou Daniel a par do acontecido. Daniel foi ao rei e lhe pediu um pequeno prazo para lhe trazer a solução do problema. O rei atendeu Daniel, o qual voltando para casa convocou seus amigos para um tempo de oração diante de Deus. Então foi revelado o mistério numa visão dada a Daniel e também a interpretação. Daniel e seus amigos ficaram mais um tempo diante de Deus, louvando o seu glorioso Nome!

    Deus deu o sonho ao rei; o inimigo interferiu roubando o sonho da mente do rei; os sábios convocados não deram conta do recado; Daniel, homem de Deus, quebra a opressão, trazendo, pela oração, tudo de volta para Deus. Daí por diante, é Deus revelando ao rei que Ele, Deus, é o Senhor da história e tem tudo em suas mãos. Depois da intercessão, da resposta e do louvor, AÇÃO! Daniel vai ao encontro do rei com a solução. Depois de ouvir Daniel o rei dá o seu testemunho: “Há um Deus que revela!”.

    O sonho, apresentado aqui de maneira objetiva, diz respeito ao que há de ser nos últimos dias.

    O rei viu uma grande estátua, de esplendor excelente, de pé e terrível à vista.
    A cabeça era de ouro fino, o peito e os braços eram de prata, o ventre e as coxas de cobre, as pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro.
    Uma pedra, cortada, não por mão, que feriu a estátua nos pés e os esmiuçou, esmiuçando também o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro. E o vento os espalhou e desapareceram totalmente, mas a pedra transformou-se em um grande monte que encheu toda a terra.

    A interpretação (o que há de vir):
    A cabeça de ouro – o império Babilônico representado por Nabucodonosor;
    O peito e os braços de prata – um reino inferior. Um império duplo (braços), mas unido (peito) – representado pelo Império Medo-Persa (Ciro);
    O ventre e as coxas de cobre – outro reino mais inferior ainda – Representado pelo Império Grego (Alexandre);
    As pernas de ferro – representado pelo Império Romano, começou com uma unidade, mas depois se dividiu. Um reino forte que quebra tudo, porém mais inferior ainda (decadência);
    Os pés e os dedos de ferro e barro – não mais um império mundial, mas um reino dividido, muitas nações, umas fortes e outras fracas (Primeiro mundo e Terceiro mundo). Representa o tempo que estamos vivendo. Tempo da maior decadência em todos os sentidos. Quando se completar o tempo “dedos”, virá a PEDRA, que é JESUS. Terá chegado ao fim o domínio dos gentios.

    A Pedra:
    – Virá do Alto – procede de Deus
    – Sem mãos – providência Divina
    – No tempo presente – breve virá
    – Examinará (esmiuçará) e consumirá
    – Não será jamais destruído
    – Não passará a outro povo
    – Será estabelecido para sempre

    Glória a Deus, porque neste tempo do fim, tem aberto nossos olhos espirituais para vermos e entendermos os mistérios que estavam ocultos e agora se abrem para nós! Deus é o Senhor da história universal, Ele está no comando!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

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