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    Listagem de "Colunas"

    Jesus Cristo – A luz do mundo, que dissipa as trevas

    30 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “[…] Falou – lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Conferir João 08).

     

    A Antiguidade Clássica

    A Historia de Jesus Cristo situa – se no período da Antiguidade Clássica da Roma Imperial com forte influência Greco – romana por todo o mundo conhecido de então. Roma havia preservado todo o legado cultural e geo – político herdado dos gregos. Diz – se que a Hélade (Magna Grécia) conquistou Roma (culturalmente). Por esta razão tantos judeus helenizados como Saulo que viria posteriormente a denominar – se Paulo. E também por esta razão que o Novo Testamento foi redigido em grego antigo. O latim era usado como língua vulgar para transações comerciais, assim como hoje o inglês é utilizado no mundo globalizado e o francês é usado atualmente nos círculos eruditos.

    Naquela época, Roma e todo o seu império eram pagãos. A religião pagã estava ligada diretamente com o Estado. E o culto aos deuses greco – romanos era uma questão de amor à pátria. Por esta razão, os imperadores – césares detinham o título de Sumo – Pontífice, ou seja, o Supremo – Sacerdote de Roma.

    Neste período, havia em Roma vários templos pagãos dedicados aos deuses. Um deles era dedicado a Vesta, a deusa responsável pela cidade e pela vida doméstica. As responsáveis pela manutenção de seu templo eram as virgens vestais. Uma de suas responsabilidades era manter aceso o fogo perpétuo que havia no templo de Vesta. Era o fogo da pátria, e por questão de superstição, se o fogo fosse apagado, a sorte de Roma seria terrível. No entanto, com o triunfo do cristianismo a partir do século IV, com a conversão de Constantino, todos os templos romanos pagãos foram proscritos e tudo que fosse relacionado a isto era proibido.

     

    Jesus Cristo – a chama que nunca se apaga

    A partir do século IV, com a conversão do Imperador Constantino, o cristianismo foi podendo desenvolver – se tanto culturalmente quanto financeira e politicamente. Alguns historiadores e teólogos defendem a tese de que a chamada “constantinização” da Igreja foi algo muito ruim. Na minha opinião, temos de ver os dois lados, porque existem dois lados – um bom e outro ruim. Mas, deixando de lado discussões referentes a isto, focalizemos Jesus Cristo, e sua importância para os cristãos. Com o triunfo do cristianismo, o mundo romano conhecido de então passou a ser mais civilizado, e a tendência brutal dos romanos foi modificada. Contudo, o amor de Cristo vem muitas vezes sendo esquecido pelo homem. Quantos políticos ditos evangélicos envolvidos com corrupção e que, mesmo conhecendo a Palavra de Deus, estão seguindo um caminho errado? E além disso, neste ano, temos visto tantos desastres em Mariana – MG e pudemos constatar o descaso das autoridades públicas e privadas. Que pena termos chegado a isto! Males da república, diria eu. E o terrorismo causado pelos terroristas.

     

    Conclusão

    O ano de 2015 não foi tão cem por cento quanto gostaríamos que fosse. No entanto, precisamos manter viva a nossa fé em Jesus Cristo. Mesmo diante de tantos  desastres, de tanta corrupção. A República no Brasil acabou, de pública a coisa (Estado ) não tem mais nada. Precisamos pedir a Deus que proteja o Brasil e o mundo. Porque tal como o texto bíblico que iniciou esta reflexão: ” Ele é a luz que dissipa as trevas e quem o segue, não andará nas trevas, mas terá vida”. E peçamos a Ele que mantenha a chama da fé em nossos corações. Uma chama que não pode ser apagada como em Roma, mas que deve ser mantida acesa por nossas orações e corações sinceros e honestos. Que Deus – O Grande Arquiteto do Universo – proteja e ilumine a todos nós. E que Seu Filho Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos proteja e nos guarde do inimigo e dê – nos um final de ano de 2015 mais tranquilo.

     

    Feliz Natal a todos.

     

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    Bruno Menezes é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro.

    QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA

    23 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    As profecias de Isaías 60 e 61 e o texto de Lucas

    Ambas as profecias de Isaías datam de cerca de 600 anos antes de Cristo. A do capítulo 60 foi dirigida a cidade de Jerusalém e seus moradores. A do capítulo 61 foi dirigida ao Messias. Cabe aqui esclarecer que a Palavra de Deus transcende o texto, isto é, Deus pode usar este mesmo texto para falar neste tempo conosco tanto individualmente quanto coletivamente (Igreja). Entretanto hoje queremos nos ater ao contexto, na certeza de que Deus tem algo a falar conosco.

    Em Isaías 60.1 vemos uma palavra de poder dirigida aos moradores de Jerusalém: “Levanta-te ou dispõe-te”; o povo estava desanimado, sem vigor, sem interesse pelas coisas de Deus! Deus requer uma atitude séria, confiante, animada, de quem é alvo das suas promessas. Deus não fala com quem está caído, prostrado, abatido. A sua palavra é: “Levanta-te para que eu fale contigo! Resplandece!”. Esta palavra significa brilhar intensamente! Até dispensa maiores comentários. “Porque vem a tua luz!”.

    OLHOS-E-OUVIDOS-ATENTOS-03-2012

     

    “Porque vem” significa uma certeza absoluta; não é “talvez venha”, e a luz, é o Messias, Jesus! Ele vindo, sua glória vem também (vide pastores nos campos de Belém). Nasce sobre ti – é a bênção que se desenvolve, que cresce. Começa pequena, mas não fica estagnada; cresce, para a glória de Deus. Hoje podemos discernir esta palavra profética pelo Espírito Santo, entretanto o tempo passou e Jerusalém não discerniu nada. Veio Jesus e deu testemunho em Jerusalém de que era o Messias e disse claramente que Ele é a Luz! Alguns entenderam e aceitaram, mas a cidade não!

    Então, no final do seu ministério entre nós ao se cumprirem todas as profecias, estando no Monte das Oliveiras, de onde contempla a cidade que deveria ser Cidade Santa, Jesus chora por Jerusalém – Lucas 19.41-44. Ele não somente chora, mas declara profeticamente a destruição de Jerusalém, que realmente foi arrasada no ano 70, pelas tropas romanas comandadas pelo general Tito, e Jesus disse: tudo isto porque “não reconheceste a oportunidade da tua visitação”! Ora, irmãos, Deus tem nos dado inúmeras oportunidades e quantas delas estão sendo desprezadas? Quanto a Jerusalém, permaneceu desolada do ano 70 até 1948, ou seja, por 1878 anos! Não vale a pena resistir ao chamado de Deus!

    Isaías 61.1-3 – Palavra profética dirigida ao Messias. Promessa de unção para exercer o ministério. Tão importante que faz parte da coletânea de 52 textos que é lida aos sábados nas Sinagogas do mundo inteiro; são as parachás e raftarás, a lei e os profetas.

    O texto de Lucas nos diz que estando Jesus presente na Sinagoga de Nazaré, foi lhe dado o rolo de Isaías para ler a raftará daquele sábado. Jesus leu solenemente e quando todos aguardavam os seus comentários como Mestre em Israel, ele simplesmente declara com ênfase: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”.

    Era Jesus, o Messias, tomando posse da Palavra Profética e da unção que ela contém para exercer o seu ministério. Na maioria das vezes as profecias não se cumprem automaticamente, mas é necessários exercitar a fé, assumindo responsabilidades e tomando posse explicitamente da promessa de Deus.

    O povo de Israel pagou um preço caro, e tem pago ainda, por não entender e não assumir o que Deus preparou para eles no reino espiritual. No reino natural, se tem usado a Escritura como estratégia de guerra, e Deus, que é fiel, tem honrado o seu nome e tem dado inúmeras vitórias ao seu povo, que conta também com as orações e clamores da Igreja de Jesus Cristo no mundo inteiro.

    Por outro lado, se Israel não tomou posse de Isaías 60.1, a Igreja o fez, recebendo o batismo do Espírito Santo em Pentecostes e posteriormente, em todas as oportunidades que o Espírito Santo é derramado sobre a Igreja em todo o mundo. Ao iniciarmos mais um ano da graça do Senhor Jesus cumpre a nós escolher, como Igreja, qual atitude adotar diante das promessas de Deus: tomar posse ou não, arcando com as consequências que a própria Palavra nos indica. Quanto a Isaías 61.1-3, como discípulos do Senhor Jesus, podemos e devemos imitá-lo, assumindo as responsabilidades da Palavra profética e tomando posse para que ela se cumpra em nossa vida de maneira completa em cada dia deste novo ano em nossas vidas.

    Cabe, ainda, fazer um pequeno comentário sobre o texto de Isaías 61 v. 1, que diz: “porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração”. Vejo aqui uma explicação porque as pessoas tem dificuldade para aceitar Jesus como Salvador e Senhor, como também a cura das enfermidades. Falta quebrantamento! Isto nos ensina que antes de pregar e fazer apelo, individualmente ou coletivamente, precisamos pedir, com fé, que o Espírito Santo quebrante as vidas para que elas possam ser salvas e curadas! O choro é uma evidência de quebrantamento, portanto deixe as pessoas chorarem, é Deus agindo!

    Imagine três círculos, cada um dentro do outro. O primeiro, de fora, representa o corpo, o segundo representa a alma, nossos sentimentos e emoção e o terceiro círculo, interior, representa o nosso espírito. Ora, para que o nosso espírito seja tocado, é preciso quebrar a alma e o corpo, abrindo passagem para o Espírito Santo poder agir.

    “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à Igreja”.

     

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    ENTENDES O QUE LÊS?

    12 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Filipe e o Eunuco – Atos 8

     

    Lucas, médico e companheiro de Paulo nas suas viagens missionárias, é também o escritor do evangelho que leva o seu nome e do livro de Atos. Resolveu, inspirado pelo Espírito Santo, narrar o que aconteceu no ministério do diácono e evangelista Filipe quando este estava em  Samaria, por causa da perseguição que se desencadeou em Jerusalém após a morte de Estêvão.

     

    Era impressionante como Deus estava operando poderosamente na conversão de judeus e abrindo novas igrejas locais.   

     flipe-eunuco

    Então, a partir do verso 26, surge outra narrativa que aparentemente não tem nada a ver com o que estava acontecendo.

     

    Depois de um dia de muitas atividades, apareceu um anjo a Filipe e falou com ele.  Entendo que Deus tinha urgência em realizar uma determinada missão. Deus precisava de alguém obediente, que respondesse rápido, que tivesse iniciativa e fosse capaz de resolver plenamente o desafio.

     

    Por isto enviou um anjo (mensageiro) para falar com Filipe. E o anjo disse: “Levanta-te”! No meio espiritual e no meio militar esta é uma palavra de ordem, de autoridade, de comando, que exige uma resposta imediata. Caracteriza uma urgência e um estado de prontidão. De outra parte, levantar-se para ouvir o que Deus quer falar, mostra que Deus não fala com quem está caído, é preciso levantar e ouvir atentamente. Outra coisa é que Deus só revelou uma pequena parte do que Ele queria. De modo geral temos dificuldade de apreender muitas coisas de uma vez só. Então, à medida em que obedecemos nos capacitamos a receber mais revelações ou mais detalhes do que  Deus quer (é assim no mundo inteiro)!

     

    O anjo disse a Filipe: “Levanta-te e vai e imediatamente”. Filipe levantou-se e foi.

     

    As coordenadas do local de encontro:

    - Região sul

    - Caminho que desce de Jerusalém para Gaza, deserto

    - Identificação da pessoa: um homem etíope, eunuco, mordomo-mor (tesoureiro/administrador) da rainha Candace, prosélito (convertido) da religião Judaica e que tinha ido a Jerusalém prestar culto a Deus. Certamente tinha consigo listas de nomes com várias necessidades, que apresentou a Deus. Agora estava de regresso à sua terra.

     

    Qual a necessidade deste homem?  

    Ter um encontro com Jesus, ser batizado nas águas e no Espírito Santo e discernir a Palavra. E é justamente aí que se encaixava Filipe.

     

    Ele avista a carruagem do etíope, que já havia passado, mas Deus manda correr para alcançá-la. Então, obedecendo a Deus, Filipe a alcança e ouve o eunuco lendo em voz alta o rolo de Isaías, sem perceber que tinha companhia.

     

    Filipe grita: “Entendes o que lês”? Resposta: “Como, se alguém não me ensinar”?

     

    O eunuco manda parar o carro e convida Filipe a ir com ele.

     

    Antes de prosseguir, vamos pensar um pouco sobre o oficial etíope: embora Lucas não mencione os detalhes que antecederam a viagem, é lícito que meditemos em alguns pontos:

    1) Não parece que era a primeira vez que fazia esta longa (9.450 km) viagem;

    2) Imagino que seria a última;

    3) Se Deus tinha o propósito de usar o oficial para levar o evangelho para a Etiópia, tinha que acontecer nesta viagem;

    4) O custo da viagem: caríssimo! Ida e volta!

    5) O rolo de Isaías: caríssimo!

    6) Portanto, tudo tinha que dar certo. E deu!

    7)  A participação de Filipe era fundamental, por isto Deus o escolheu!

     

    Agora, voltando ao ponto onde paramos. Filipe subiu no carro do oficial, que não conseguia entender de quem falava o texto profético, que dizia o seguinte: “Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca.  Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra”. Respondendo o eunuco a Filipe, disse: “Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro”?  Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E era tão grande a unção que estava sobre os dois, que ao ver água o eunuco mais do que depressa, humildemente, fez a pergunta mais importante da sua vida: “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?”. Filipe pediu um testemunho que realmente confirmasse seu desejo de nascer de novo e tornar-se uma nova criatura. Disse Felipe: “É lícito, se crês de todo o coração”. E, respondendo ele, disse: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. Então mandaram parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este momento merecia estar sendo filmado, com a participação de toda a Igreja; uma grande festa. Mas não foi assim, foi muito melhor, porque tenho certeza que um exército de anjos estava ali presente, se alegrando e exaltando o Santo  Nome do Senhor!.  Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho. Mas Filipe achou-se em Azoto e, indo passando, evangelizava todas as cidades, até que chegou a Cesaréia. Atenção: Filipe foi transferido totalmente, corpo, alma e espírito, roupa e o que mais tivesse em suas mãos.

     

    Na Etiópia surgiu uma Igreja Cristã, com discipulado e tudo. Quem terá sido o responsável?

     

    Um breve testemunho: Numa das muitas viagens que eu, minha esposa e meus filhos fizemos, da Ilha do Governador, RJ  para Domingos Martins, ES, estávamos cantando, quando passamos na  entrada de Rio Bonito, RJ, onde, do lado  esquerdo havia uma fábrica que construiu uma grande faixa de alvenaria com os seguintes dizeres: “Confesse com a tua boca que Jesus Cristo é o Senhor!”. Então eu disse para minha família: vamos confessar todos juntos, bem alto e forte.  E assim o fizemos! Imediatamente tive que parar o carro no acostamento, porque o Espírito Santo veio com sua glória e seu poder sobre nós, de tal maneira, que custamos a parar de chorar e glorificar ao Senhor!  Nesta Palavra há poder! Amém!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

     

    Seu copo está meio cheio ou meio vazio?

    4 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    No Dia de Finados, olhando fotos antigas, lembrei de momentos ruins de nossa vida, em que minha mãe sempre encontrava motivos para dar graças a Deus. Mais tarde, fui ficando uma pessoa que ora encontrava motivos para agradecer, ora para se queixar. Tendo morado na França, aprendi a exercer a cidadania e reclamar, sempre que necessário. Assim fui vivendo até conhecer uma colega de trabalho, Norma, que teria todas as razões do mundo para se queixar, pois tinha um filho com paralisia cerebral, um marido horrível e era transplantada de rim. Mas, era batista e tinha muita fé, sempre achando motivos para agradecer a Deus. Uma vez, uma aluna me trouxe da França o meu perfume predileto em embalagem de 200 ml. Ao receber o presente, fiquei grata, mas indignada ao constatar que um perfume Saint Laurent, comprado na França, tinha vazado no avião. Que tipo de lacre era aquele? Ao relatar a  Norma, ela perguntou como eu podia focar na perda, se havia ganho o perfume predileto. Meu frasco estaria pelo menos metade cheio. Isso me levou a pensar que tudo depende do ponto de vista de cada um. Fiquei, imediatamente, muito feliz. Hoje, nem a Norma, nem minha mãe estão mais entre nós, mas deixaram muitas coisas boas como esta: por pior que seja a situação, sempre temos motivo para agradecer.

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    Aproximando-se o Dia Nacional de Ação de Graças, em que a igreja faz sempre uma festa linda para agradecer as graças recebidas até então, devemos refletir sobre nossas vidas. Li na internet um artigo intitulado GRATIDÃO, UM DOS MAIORES SEGREDOS DAS PESSOAS FELIZES, da psicóloga Viviane Battistella, onde ela diz que o brasileiro é considerado otimista e tende a ver sempre o lado cheio do copo. Mas, segundo ela, otimistas são os que conseguem sentir gratidão, sejam brasileiros ou não.  Treinar os olhos e a mente para agradecer, com o objetivo de  encontrar o lado bom das coisas, pode operar milagres.

    “A capacidade de manter o pensamento positivo, de ter sempre o olhar voltado para o lado bom das coisas (e acreditem: tudo, tudo mesmo tem um lado bom) e o hábito de agradecer todos os dias, vai nos levando lentamente a uma mudança de paradigmas, de valores – e essa mudança pode ser uma das responsáveis pela nossa felicidade.” Ela diz que aprendeu, vendo uma entrevista, que dizer muito obrigado(a) é melhor que simplesmente obrigado(a). E devemos dizer isso com entusiasmo.

    Quando acordamos, sempre devemos agradecer a cama em que dormimos, ao fato de podermos ver, andar, respirar, viver mais um dia, enfim. Dentro de nós, há uma guerra entre o lado sombra e o lado luz, o olhar que está enxergando o lado cheio ou o lado vazio do copo. Quem sofre pela água que não tem, deixa de beber a água disponível que tem no copo. Cada dia que amanhece nos dá a possibilidade de viver novas experiências,  de recomeçar,  de sermos felizes. Não importa se o céu está azul ou cinzento. Os dias, então, serão da cor que você quiser, pois quem dá as cores é o seu olhar. Em No Cenáculo de 28 de outubro, lemos que “na maioria das vezes, nós vemos mais o que está faltando em nossas vidas e não o que temos. Queixamo-nos mais do que agradecemos.1º Tessalonicenses 5:18 nos diz:” em tudo, dai graças”, mesmo quando as circunstâncias não nos favorecem. Podemos encontrar um símbolo ou recordar um versículo da Escritura para lembrar-nos de dar graças a Deus em todas as situações Tal prática pode nos ajudar a transformar as queixas em palavras de gratidão.” Assim, seremos mais felizes e prontos para viver o paraíso aqui na terra. Este é o meu desejo para meus amigos e para você, que nos lê neste momento. Que no Dia de Ação de Graças, você tenha muitas graças para agradecer a Deus.

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    Neize Tavares é membro da Catedral. Professora de Português e Francês. Vice-presidente da Sociedade Metodista de Mulheres.

    “Santificação e Santidade”: a plenitude

    3 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    (Trecho da monografia intitulada “Santificação no contexto do Metodismo Primitivo; para obtenção do titulo de bacharel em teologia).

    Achamos perfeitamente cabível neste momento indagar-nos sobre uma inquietação que não vem de hoje sobre o metodismo wesleyano: “o metodismo possui identidade teológica própria?” Então, qual teria sido a contribuição singular de Wesley para a leitura do Evangelho?”
    Se lermos Wesley atentamente, veremos que sempre houve nele curiosidade intelectual e abertura muito ampla, através de leituras extensas em história, teologia e piedade – incluindo seu grande interesse, por exemplo, pelos pais gregos ou pelos místicos espanhóis. É verdade que, em certos momentos, a ação de Wesley dava a impressão de sentir-se bastante impaciente ante discursões de cunho teológico; todavia, se a questão central que estivesse sendo discutida representasse ameaça ao próprio Evangelho, Wesley não vacilava em discutir com enorme energia. Mas, então, quais seriam essas “questões centrais”, para Wesley? Ora, trata-se da centralidade na relação entre “justificação” e “santificação”, ou seja, em como se constitui esse novo “sujeito”, sócio digno e fiel de Deus em seu pacto? E esta pergunta traz em si mesma, duas questões, a primeira teológica: “Deus tem um propósito de renovação que abarque a totalidade da humanidade e do universo, o que ele chama, às vezes de o grandioso desígnio da salvação da humanidade”, a outra pressuposição é mais de ordem pastoral: o anúncio desse plano e o convite para participar ativamente dele – a evangelização e o chamado para a conversão – são a tarefa pela qual se mediria a felicidade do cristão e da Igreja. O teólogo Theodore Runyon nos parece explicar bem a questão da unidade a partir do enfoque na peculiaridade do metodismo wesleyano primitivo da santificação e perfeição, quando escreve, afirmando que

    Quando a perfeição cristã vem a ser a meta do indivíduo, nasce a esperança fundamental de que o futuro possa superar o presente. Concomitantemente, manifesta-se uma insatisfação a respeito de todo estado presente – uma insatisfação que proporciona ponte crítica necessária para manter em movimento o processo de transformação individual.

    A Santidade:
    Ora, para Wesley, a santidade continua sendo (tomando-se como ponto de partida a Algersgate) a meta da redenção e da vida cristã. Daí a necessidade de manter uma estranha unidade de “justificação” e “santificação”. Certamente, esta é também a intenção dos reformadores do século XVI. O próprio Wesley, cremos, entenderia que santificação é primeira como meta e segunda como consequência, de modo que não haveria hierarquia entre “justificação” e “santificação”. Todavia, melhor exame da dialética da piedade em Wesley, nos revela que, para ele, a preocupação ao se voltar mais ao “grandioso plano”, levava Wesley a nutrir uma ordem de intenção, ou seja, “santificação” tem indiscutível primazia, pois Deus se propõe a criar um povo santo, “e esta intenção se torna realidade atual, visível, experimentada quando os homens e as mulheres se voltam a ela na fé”. Não é fácil resumir a “teologia da redenção” em Wesley, chegando rapidamente à “santificação”, que começa imediatamente depois da “justificação”, operando uma transformação pela qual nossa mente carnal é transformada à semelhança do “sentir que houve em Cristo Jesus”, ou seja, que as motivações, pensamentos e ações tornam-se motivadas pelo amor.
    Em viver a graça de Deus, lemos que relação entre “santificação”, e que “no novo nascimento”, tudo é dado ao crente de graça, tudo quanto pertença à comunhão com Deus: amor no Espírito santo, reconstituição da imagem de Deus. Mas, “novo nascimento”, contudo, é apenas o começo da santificação e, assim, para entender-se a “doutrina da santidade”, à luz a orientação do Novo Testamento, devemos, ao contrário elaborar e possibilitar que seja destacada a eminente proximidade à vida da ação santificadora de Deus, que abarque todos os setores da vida.

    Sendo a conversão o início da santificação que o Espírito santo efetua no crente, somente chegaremos à conclusão de não poder haver santidade de vida e vida de santidade, na práxis teológico-pastoral-enquanto compromisso-quando percebemos que necessitamos de espaço para experiências comuns e de apoio mútuo, ao passarmos pela água purificadora e doadora da vida, do perdão e da nutrição pela Ceia do Senhor, como sinais concretos de benção e poder. Assim, através dessa experiência da práxis teológico-pastoral, iremos ao encontro das pessoas a partir de comunidades que possam e consigam experimentar e exercitar a cura e cuidado do poder do amor; que valorizem a importância do mútuo amor, uma vez “que, apenas uma comunidade de amor e presença de Cristo será vivida e recebida a fim de ser transmitida aos nossos vizinhos que vivem na periferia de nossas igrejas”.

    Somente em uma comunidade cujos olhos foram abertos por Cristo, para percebermos sua presença, que poderemos confessar: “porventura não nos ardia o coração, quando ele pelo caminho nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lc 24.32).

    A santidade Deus é santidade “social”, arraigada na comunidade trinitária que abrange toda a criação, como diz o salmista: ao Senhor pertence a terra e tudo que nela se contém, o mundo e os que nele habitam (Sl.24.1)
    É nossa conclusão final. E para reforçarmo-la, repetimos que “é na caminhada da santificação, ou seja, na vivência da fé cristã, que o Espírito Santo concede seus dons que são a base dos ministérios de todos e todas nós”!

    Do seu pastor,
    Adilson Nunes Monteiro

    Depois de Jesus – O Triunfo do Cristianismo

    3 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “[…]Mas Estevão, cheio do Espirito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse : Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus[…]” – (cf. Atos 07 – 56.).

    O artigo de hoje dedica – se a História da Igreja Primitiva, e Imperial, do primeiro martírio, passando pela história do Apóstolo dos Gentios – São Paulo, até a oficialização da fé cristã pelo Imperador Constantino.

    O martírio de Estevão, a conversão de Saulo (Paulo) e a Igreja Primitiva

    Após o período de Pentecostes surgiu a Igreja Cristã primitiva nos primeiros anos que sucederam – se a morte em cruz e ressurreição de Jesus Cristo. Foi um período marcado pela realização de muitos milagres, evangelização. Foi quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos – consumando o comunicado deixado por Jesus Cristo de que Ele depois de Sua ascensão enviaria o Consolador (Espírito Santo) .
    A morte de Estevão foi realizada por ordem de Saulo (que pertencia ao grupo dos fariseus dentro do judaísmo ) e serviu para fortalecer a coragem dos que confiam no Senhor e perseveram na fé , mesmo diante das piores adversidades.
    As Sagradas Escrituras no livro de Atos dos Apóstolos conta que logo após a morte do primeiro mártir acima descrito houve a conversão do judeu Saulo que passou a denominar – se Paulo.

    triunfo-cristianismo

    São Paulo: De perseguidor dos cristãos a Apóstolo dos Gentios

    As Sagras Escrituras Neo – Testamentárias no Livro de Atos dos Apóstolos contam – nos sobre este importante evento:

    “[…] Saulo, respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu – se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém.
    Seguindo ele estrada fora, ao aproximar – se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues. Ele perguntou: Quem és tu senhor e a resposta foi: Eu sou Jesus a quem persegues; mas levanta – te e entra na cidade onde te dirão o que te convém a fazer. Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo ninguém. Então, se levantou Saulo da terra, e, abrindo os olhos nada podia ver. E, guiando pela mão levaram – no até Damasco. Esteve três dias sem ver durante os quais nada comeu e nem bebeu. […]” (cf. 09 – 09.)

    Como podemos observar Saulo chegou a Damasco e logo depois aceitou Jesus Cristo e tornou – se apóstolo de Jesus Cristo e passou a divulgar o Evangelho para os gentios (quem não era judeu).
    A vida de São Paulo foi tremendamente importante e de suma importância para que o cristianismo pudesse expandir – se para além da Palestina. Antes dele o cristianismo limitava – se a Judeia e adjacências. Podemos constatar que o Senhor Jesus Cristo quis usar Paulo para que ele pudesse ampliar a região geográfica da Igreja nascente. Paulo tinha a seu favor muitos fatores que contribuíram para sua obra missionária: o fato de ser cidadão romano foi fundamental para que pudesse viajar tranquilamente pela região do império romano. E também soma – se a isto o fato de que Paulo falava grego e tinha muita cultura, podendo viajar tanto para a Grécia quanto para Roma. Ele foi fundamental para o surgimento da Igreja Cristã primitiva, alguns historiadores dizem que foi ele quem fundou a Igreja Cristã primitiva, posto que antes, o cristianismo era considerado como uma seita judaica, a dos nazarenos. Ele e São Pedro que é considerado pela Igreja Católica o “Príncipe dos Apóstolos” morreram em Roma, Pedro inclusive segundo alguns historiadores morreu crucificado de cabeça para baixo no local em que hoje está a Basílica de São Pedro no Vaticano, isto depois da queda de Jerusalém em aproximadamente em 73 Depois de Cristo quando o Templo de Jerusalém fora destruído dando origem a paganização de Jerusalém. Foi nesta época que surgiu a Igreja Cristã primitiva com templos cristãos construídos nas catacumbas em Roma, Grécia e outros locais do Império romano.
    A Igreja Cristã primitiva pode ser encontrada nas Sagradas Escrituras no próprio livro de Atos dos Apóstolos nas famosas Cartas de Paulo às 07 igrejas da Ásia Menor. E as mesmas foram crescendo numericamente e socialmente. Passaram a ter entre seus adeptos cristãos (a partir de Antioquia o nome cristãos passou a ser usado) pessoas abastadas, ricos senadores de Roma, pessoas que tinham muita influência na sociedade de Roma.

    “Sob este signo vencerás”: Constantino e a oficialização do cristianismo

    O Império Romano estava praticamente dividido em duas facções. O General Constantino lutava contra vários inimigos até que estando no campo militar dormindo teve um sonho no qual Jesus Cristo mostrou – lhe que devia colocar a cruz cristã junto ao seu estandarte, e Constantino assim o fez. Logo depois Constantino feito imperador promulgou o Edito de Milão que oficializava o Cristianismo como religião oficial do Império. E em seguida transferiu a capital do Império para um outro local. Situado entre a Ásia menor e a Europa tendo o Estreio do Bósforo e o Mar de Marmara a Cidade de Constantinopla foi capital do Império Romano do Oriente sucedendo o Império bizantino até a sua queda em 1453 quando os turcos otomanos fundaram Instambul (Império Otomano vai até 1918 com a Proclamação da República Turca pelos Jovens Turcos).

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    Bruno Menezes – é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro.

    A IGREJA EM ANTIOQUIA

    26 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Atos 11.19-30
    Antioquia – vamos conhecer um pouco da história desta cidade. Em primeiro lugar existiam duas cidades com o mesmo nome, fundadas pela mesma pessoa e pelo mesmo motivo: Antioquia da Pisídia – fundada pelo imperador Seleuco Nicanor, sendo o nome uma homenagem ao seu pai, Antíoco. Era situada na região da Frígia, próximo da Pisídia. Antioquia da Síria – fundada pelo mesmo Seleuco Nicanor, também em homenagem ao seu pai Antíoco. Era situada às margens do rio Oronte, à 50 km da margem. Foi a capital do reino durante cerca de mil anos. Portanto uma cidade importante na sua época. Atualmente está situada na Turquia com o nome de Antakya e é, também, um importante sítio arqueológico. Até aqui apresentamos um breve histórico. Agora nossa narrativa bíblica e comentários, são sobre a segunda Antioquia, a da Síria.

    Foi com a execução de Estêvão, diácono e evangelista da Igreja em Jerusalém, que se cumpriu Atos 1.8, isto é, os discípulos sofreram uma grande perseguição por parte dos Judeus sendo obrigados a se mudar às pressas para outras cidades. É importante esclarecer que até este momento, a Igreja de Jesus Cristo era composta exclusivamente de judeus, que eram proibidos pelos usos e costumes da religião judaica, de terem qualquer contato com não judeus, chamados de gentios, o que incluía cumprimentar, falar, entrar na casa, comer e também evangelizar. Mas entre os dispersos de Jerusalém havia vidas cheias do Espírito Santo, mas tão cheias que, no entusiasmo em que estavam, falaram de Jesus para alguns gregos que estavam em Antioquia, os quais logo o aceitaram como Senhor e Salvador e esta palavra virou uma bola de neve, e rapidamente muitos outros não judeus foram tocados por Deus, nascendo uma Igreja nova em Antioquia, totalmente composta por gentios.

    igsiria

    Os apóstolos, que permaneceram em Jerusalém, ouvindo falar do avivamento que Deus estava promovendo em Antioquia, enviaram Barnabé, homem de Deus, para ver e relatar o que estava realmente ocorrendo. O verso 23 diz que chegando Barnabé ao local de reuniões VIU A GRAÇA DE DEUS ALÍ, alegrou-se e exortou os irmãos a permanecerem firmes no Senhor. Então Barnabé se lembrou que Deus havia falado claramente que Saulo de Tarso seria o apóstolo para os gentios. Foi para Tarso e encontrou-se com Saulo. Devem ter orado bastante e então foram juntos para Antioquia, e ali exerceram o ministério pastoral por um ano discipulando numerosa multidão.

    Em Atos 13.1-3 encontramos mais um breve relato, muito interessante, que dá sequência à primeira narrativa. Diz assim o verso 1: Havia na Igreja em Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão Niger, Lúcio de Cirene, Manaém, gêmeo de Herodes, o tretarca, e Saulo. É maravilhoso como Deus opera poderosamente no meio de um povo que lhe obedece. Tenho servido a Deus, pastoreando igrejas em várias cidades, no Estado do Rio, Minas Gerais, Rondônia e Espírito Santo; mas nunca vi nenhuma Igreja fazer o que a de Antioquia fez: abrir mão de ser pastoreada por Saulo e Barnabé, tidos como os melhores pastores da época, verdadeiras bênçãos na caminhada da igreja, e aceitar pastores novatos, “prata da casa”, sem muita experiência pastoral, embora tenham sido discipulados por Saulo e Barnabé. No verso 2, também esclarecedor, encontramos a revelação do segredo: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando e impondo sobre eles as mãos, os despediram.”

    RESUMINDO PARA ENCERRAR…

    Na vida espiritual nada acontece por acaso ou por coincidência. É evidente que Deus tinha um plano para Antioquia e as vidas que primeiro se entregaram a Jesus. É evidente também a ação do Espírito Santo para unir Barnabé e Saulo.

    É impossível fazer uma vida cheia do Espírito Santo se calar, deixando de falar do evangelho de Jesus. Vale mais a pena obedecer a Deus do que aos homens! Aliás, só o semblante abençoado do servo e da serva já “falam” a quem está ligado ao Trono de Deus.

    O cuidado dos Apóstolos com as novas congregações, o envio de alguém com sabedoria e autoridade para corrigir qualquer desvio doutrinário, dando, porém, liberdade ao Espírito Santo para agir.

    A humildade de Barnabé que abriu mão de tudo, deixando livre o caminho para Saulo desenvolver o seu ministério… Foi em Antioquia que Saulo pregou seu primeiro sermão, ministrou o primeiro estudo, aconselhou e apascentou o rebanho do Senhor.

    A presteza em fazer tudo o que Deus ordenou, sem perda de tempo e blá-blá-blá inúteis.

    Já no primeiro ano de vida, a Igreja em Antioquia produziu os seus frutos: profetas, mestres (na Palavra), pastores, que não eram anônimos, mas cujos nomes eram bem conhecidos da Congregação!

    Orando e jejuando, jejuando e orando e impondo as mãos. É dessa maneira que a liderança anda, na dependência do Senhor.

    Que possamos dar toda liberdade ao Espírito Santo para Ele orientar a nossa vida, a nossa igreja, a nossa liderança. Amém!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG / ES)

    CONFIAR E SERVIR

    21 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Conta-se que o britânico Hudson Taylor, pioneiro na evangelização da China no século XIX, viu certo dia em viagem marítima um rapaz que conhecia a Bíblia (publicada em chinês clássico no século XVIII) mas não se rendera ao poder de Deus, e por quem Taylor orava, cair ao mar. Os marinheiros arriaram as velas e Taylor pediu a pescadores que estavam perto que tentassem resgatar o náufrago com suas redes de arrasto.

    Esses se negaram pois estavam ocupados, Taylor lhes disse que pagaria cinco dólares por isso. Os pescadores regatearam, exigindo trinta. Taylor não tinha essa soma e lhes propôs dar tudo o que tinha. Os pescadores enfim acudiram, resgatando o rapaz. Tarde demais, porém. Foram inúteis as tentativas de Taylor em ressuscitá-lo.
    Chocante? Cerca de 150 milhões de pessoas morrem a cada dia no mundo inteiro. Quantas dentre essas perecem também por toda a eternidade? Ouvi um pastor dizer do altar: “você não evangeliza mas, quando você estava no mundo, você oferecia cerveja ou drogas a seus amigos. Se dividia o que era mau, por que não divide o que é bom?”

    Hoje, o esforço de evangelização não está mais focado na China, mas de preferência nos países islâmicos onde a perseguição aos cristãos é violenta. O Islam é a religião que mais cresce no mundo. Muammar Khadafi, que governou a Líbia até 2011, investiu os seus petrodólares para conseguir prosélitos construindo estradas, aeroportos, hospitais, moradias em muitos lugares da África. Como resultado, populações antes cristianizadas agora se declaram muçulmanas em países como o Benim, entre muitos outros.

    Hudson Taylor não tinha petrodólares para investir na evangelização da China. A sua consagração a Deus era total e sua vida vivida totalmente sob a direção do Eterno. Por isso, o número de missionários aumentou a cada ano e nunca lhes faltou pão, apesar de viverem exclusivamente das ofertas espontâneas dos membros do corpo de Cristo no Reino Unido.

    Que Deus me ajude a viver inteiramente debaixo da divina providência e a Seu serviço até que eu lhe devolva o fôlego de vida ou que Cristo volte para nos levar para o Céu. O fim do mundo será o dia mais feliz da história: aquele em que Deus restaurará seu plano original para a humanidade.
    E que brilhe Jesus!

    Os caçadores do livro perdido!

    14 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Há alguns anos atrás, ouvi a mensagem de um pastor amigo e muito querido que nunca mais esqueci. Estávamos no mês de outubro e comemorávamos a Reforma Protestante, tema das aulas de História na escola, tema de debates desde o momento em que começou a ser implantada na Europa essa reforma da igreja no intuito de combater aquilo em que se tinha tornado a palavra de Deus: “era preciso pagar pelos pecados”, o que tem o bonito (ou feio!) nome de indulgências.

    Algumas igrejas do século XVI tinham uma espécie de “quadro”em que se colocavam os preços de cada pecado e como pagá-los… A igreja apresentada a nós pelo historiador que escreve o livro de Atos dos Apóstolos há muito não existia…: aquela em que todo mundo tinha tudo em comum e se ajudava mutuamente. Isso não passava de um sonho distante. Aliás, no século XVI não se tinha a Bíblia na língua própria do lugar, apenas em latim. E quem não sabia latim, não entendia o que ouvia, muito menos lia. E assim caminhou a humanidade.

    Aquele pastor querido foi até o texto de 2 Reis 22, sobre o que fez Josias, um dos reis-modelo na história de Israel: incomodado com o aspecto da Casa de Deus, o templo, pediu ao escrivão, chamado Safã, para que dissesse ao sumo sacerdote Hilquias que abrisse o cofre (que ficava no templo), contasse o dinheiro e contratasse gente da melhor qualidade na época para reformar o templo e reparar os estragos causados até então. Hilquias contou, deu o dinheiro na mão dos mestres de obra e o texto traz um detalhe interessantíssimo: “Porém não se pediu conta do dinheiro que se lhes entregara nas mãos, porquanto procediam com fidelidade” (2 Reis 22,7).

    Fidelidade.

    Mas a história não terminou aí: quando Hilquias foi abrir o cofre, no meio do dinheiro, o que ele achou: o livro da Lei – o texto sagrado da época, que os estudiosos dizem ser os capítulos 12 a 26 do Deuteronômio, texto importantíssimo sobre justiça social e aplicação de leis para que a economia do povo ficasse equilibrada, sem gente rica demais, e sem gente pobre demais. Foi Safã quem leu o texto (e que, como era escrivão, deveria ler muito bem) e foi correndo contar tudo que acontecera ao rei Josias. Resultado: Safã leu o texto na frente de Josias, e o rei ficou pasmo com todos os erros que estavam acontecendo, pois o texto sagrado tinha sumido, ninguém nunca mais ouviu falar dele, e a “coisa” da justiça social não deveria estar indo muito bem.

    Josias, ao ouvir, “rasgou as vestes”: isso era um modo de representar o arrependimento.

    Mas ele não parou por aí (2 Reis 23). Reuniu todo mundo, gente rica, gente pobre, sacerdotes, profetas, trabalhadores, e leu as palavras do texto do livro da Lei na frente dessa gente toda.

    Colocou-se diante do povo, pediu que eles voltassem atrás nos seus erros, assim como ele, Josias, faria a partir de agora. E o texto bíblico diz: “fizeram aliança com Deus, todo o povo!”.

    Depois disso, vão sendo contadas todas as atitudes justas e igualitárias de Josias e, antes de falar da sua morte, vem o elogio do narrador: “E antes dele não houve rei semelhante, que se convertesse ao Senhor com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças, conforme toda a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro tal” (2 Reis 23,25).

    Justiça.

    O que isso tem a ver com a Reforma Protestante?

    A memória não me falha e lembro direitinho o que meu pastor amigo disse naquele dia na mensagem: o livro da Lei – o texto sagrado – estava perdido dentro da casa de Deus. Ele estava sumido, enfiado no cofre no meio do dinheiro do povo, que deveria voltar para o povo como beneficio em cuidado, em zelo, em obras e em justiça social. Esse é o ensinamento que Josias ouviu do texto do Deuteronômio.

    Em 31 de outubro de 1517, um monge chamado Martinho Lutero percebeu que o livro sagrado estava de novo perdido dentro da casa de Deus. Tinha sumido. Tinha sido engolido pelo dinheiro suado do povo que pecava e que pagava por cada um de seus pecados. Dinheiro que iria se multiplicar sempre, pois eu e você e aquele povo nunca deixaremos de ser pecadores. Nem um diazinho sequer. Lutero leu no Novo Testamento, em Romanos 1,16 que a justiça de Deus se manifesta pela fé, e que dessa fé o justo viverá, verdade que também consta lá atrás, no Antigo Testamento, em Habacuque 2,4. E Lutero percebeu que nossos pecados são perdoados quando os confessamos e neste momento exato da confissão nos tornamos justos diante de Deus, por meio da fé que temos nele. Fé que nos move a dizer de verdade quem somos. Fé que nos faz acreditar que Deus nos ama e nos perdoa mesmo sendo quem somos!

    Quase quinhentos anos se passaram desde que Lutero afixou na igreja de Wittenberg, na Alemanha, noventa e cinco teses sobre esse “pagar pelos pecados” e eu estou aqui escrevendo uma coluna sobre a Reforma Protestante. Confesso que escrevo com uma pontinha de tristeza que vai se transformado numa mancha enorme que nenhum mata-borrão possa dar jeito. A igreja que protestou hoje não protesta mais! Pelo menos sua grande maioria. O povo que pagou pelos pecados no passado, inocente e sem saber da justiça pela fé, hoje paga para receber bênçãos que não precisam de pagamento, mas só de justiça, só de trabalho, só de fé.

    Já li vários artigos e colunas sobre uma “Reforma da Reforma”, um movimento que precisa acontecer nas igrejas ditas reformadas, para se voltar bem lá atrás, de novo à igreja de Atos dos Apóstolos, de novo ao princípio em que não havia separação. Os conflitos aconteciam, mas se resolviam com a autoridade de gente que tinha, acima de tudo, amor ao ensino da palavra de Deus, amor à justiça, amor a Deus, amor ao próximo. Amor ao livro. Não-amor ao cofre.

    Busca.

    Precisamos reencontrar o livro, perdido, sumido. Ouvi-lo. Lê-lo. Entendê-lo. Fazê-lo acontecer. Fazê-lo mudar nossas práticas nada reformadas, tampouco reformistas. Quem sabe ele – o livro sagrado – está enfiado no meio do dinheiro do cofre?… Que o rei Josias e o Deus que ele tanto amava nos convoquem para sermos os caçadores do livro perdido. Quem se habilita?

    No Deus a quem eu permito reformar minha vida,

    _ _

    Alessandra Viegas, membro da Catedral, é professora, Coordenadora de Ensino e Capacitação e professora da Escola Dominical.

    O VALE DE OSSOS SECOS – A VISÃO DE EZEQUIEL

    8 out 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    EZEQUIEL 37.1-14

    Vamos, primeiro, nos situar no contexto da Palavra:

    Ezequiel: significa “Deus fortalece”. Era contemporâneo e, mais ou menos, da mesma idade de Daniel. Da família sacerdotal, foi para o exílio babilônico na segunda leva, em 597 aC.

    Levantado por Deus com um ministério profético junto ao povo, nas ruas e nas casas, vivia numa casa junto ao rio Quebar, numa colônia judia chamada Tel-Abibe. Ezequiel estava junto ao rio quando os céus se abriram e ele teve visões de Deus. Disse Deus: “Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás de minha parte.”

    Sua principal missão, dada por Deus, era admoestar o povo no cativeiro, para se lembrarem, o tempo todo, do porquê de estarem ali: pecado de idolatria e desobediência ao Senhor.

    Em segundo lugar, anunciar o Juízo de Deus sobre Jerusalém, o que aconteceu em 586 aC.

    Terceiro, anunciar também o Juízo de Deus sobre as nações poderosas, inimigas de Judá.

    E em quarto lugar, estimular a esperança e a confiança do povo na reunião dos judeus, e na restauração da cidade e do templo.

    O ministério profético de Ezequiel envolve visões, sinais, parábolas e símbolos. O Livro de Ezequiel pode ser dividido em três partes:
    (1) Profecias antes do cerco final a Jerusalém, vai do capítulo 1 ao 24, ano 592 aC ao 586 aC (ano da queda de Jerusalém).
    (2) Profecias durante o cerco a Jerusalém, do capítulos 25 ao 32. Juízo de Deus sobre as nações gentias.
    (3) Profecias após o cerco e tomada de Jerusalém, capítulos 33 ao 48, restauração de Israel.
    A narrativa da visão do vale de ossos secos está neste último grupo, da restauração.

    Deus mostra a situação que o seu povo se encontrava naquele momento. Verso 11b: “eis que dizem: os nossos ossos se secaram e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados”. Mas isto não acontece por acaso; é o resultado de um povo que, apesar de viver razoavelmente bem na área da saúde, financeira e social, perdeu contato com a Palavra, com os louvores, com a adoração ao Deus Todo Poderoso e com a oração. E isto porque entenderam, por eles mesmos, que Palavra, oração, louvor e adoração, era somente em Jerusalém e no Templo. Fora de Jerusalém, nem pensar!

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    Mas a falta de contato com Deus gera rapidamente o esfriamento espiritual, e por consequência as bênçãos se tornam escassas, e o sistema mundo vai tomando conta. Desta forma, esta visão não se restringe somente ao povo de Deus daquele tempo, no exílio babilônico, mas chega até nós, povo de Deus neste tempo do fim. Vidas que se afastaram do Senhor, vidas que não leem nem meditam na Palavra, que não louvam, não adoram, não oram e se sentem como diz o v. 11 citado: “nossos ossos se secaram e pereceu a nossa esperança”! Por isto estão caindo, um após outro, vivendo em cativeiro espiritual.

    Talvez entre os que leem este artigo haja pessoas que estão se sentindo assim. Mas Deus diz: “profetiza a estes ossos e dize-lhes: ossos secos, ouvi a palavra do Senhor” (v.4) e continua no v.5: “eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis”.

    Isto nos mostra que há esperança, há uma promessa de vitória e livramento da morte espiritual. É uma intervenção profética, da parte de Deus. O profeta obedece e profetiza conforme Deus ordenou, e o Espírito veio dos quatro ventos e assoprou sobre os mortos, e eles viveram, glória a Deus! Depois o profeta profetizou como Deus ordenou e o Espírito entrou neles e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso (vs. 9-11).

    Esta é a Palavra Profética do reavivamento espiritual da igreja, porque sem o Espírito Santo, a Igreja é também um vale de ossos secos. Mas nesta oportunidade esta Palavra Profética chega até nós e nos proporciona a chance de experimentar um REAVIVAMENTO NA NOSSA VIDA! Deus continua falando: “profetiza e dize-lhes: assim diz o Senhor Deus: abrirei a vossa sepultura e vos farei sair dela, ó povo meu. Sabereis que eu sou o Senhor. Porei em vós o meu Espírito e vivereis” (vs.12-14). Creio que Deus tenha falado ao seu coração, como também falou comigo.

    Agora vamos falar com Ele: Ó Deus obrigado pela tua Palavra que nos adverte e nos restaura. Eu confesso que muitas vezes tenho deixado de ler e meditar na tua Palavra, tenho deixado de orar como devia, tenho deixado de te louvar e adorar como Tu mereces, mas não quero ser osso seco. Em nome de Jesus, livra-me e faz-me sair desta sepultura e enche-me do teu Espírito Santo, pois quero viver para glorificar Teu nome e ter vida abundante em todos os sentidos. Em nome do Senhor Jesus! Amém! E Amém!
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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE MG/ES

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