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    Listagem de "Colunas"

    Oração, caminho de esperança | Carta pastoral do Colégio Episcopal da Igreja Metodista

    13 jul 2020   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários


    Oração, caminho de esperança
    Carta pastoral do Colégio Episcopal da Igreja Metodista
    Clique aqui para baixar o documento

    Tenho chorado até me secarem as lágrimas; o meu coração está quebrantado, tenho o espírito profundamente deprimido, por ver o que aconteceu ao meu povo; criancinhas e bebés desfalecem e morrem no meio das ruas. “Mãe, mãe, quero comer!”, gritam elas e ficam-se sem vida no seu colo. São vidas que partem como se fosse numa batalha. Alguma vez no mundo terá havido tristeza semelhante? Ó Jerusalém, com que poderei comparar a tua angústia? Como poderei eu confortar-te, Sião? Porque o teu mal é profundo como o fundo do mar. Quem poderá curar-te? (Lamentações de Jeremias 2.11-13)

    Um cenário de adversidades

    Desde o início da pandemia da Covid-19, o mundo tem testemunhado os efeitos devastadores da doença, mas também de toda a desigualdade econômica, social e cultural que ela deflagrou. Como estamos em um tempo de intensos debates políticos e ideológicos em todos os continentes, muito do foco que deveria estar no cuidado e tratamento das pessoas nas diferentes cidades e países acabou sendo desviado.

    E quando a situação chegou ao Brasil, vivemos esses mesmos efeitos e outros até mais avassaladores, por causa de nosso histórico e momento. Mais de trinta mil pessoas brasileiras estão mortas pela Covid-19, segundo os dados do Ministério da Saúde neste começo de junho. Certamente que muitas outras pessoas, portadoras de outras enfermidades, também faleceram devido ao fato de que muitos hospitais estão lotados, particularmente em alguns Estados da União, como o Pará, o Rio de Janeiro e São Paulo, com maior destaque.

    Nós, povo metodista, não estamos isentos de toda esta situação, inclusive de ver membros de nossas comunidades e famílias morrendo, como tantas outras vidas preciosas partindo desta terra, sem ao menos a possibilidade de despedida. Perdemos pessoas de fé, líderes comprometidos, homens e mulheres do corpo clérigo e também do corpo leigo da Igreja. Diversas famílias aflitas com suspeitas e diagnósticos. Gente internada em hospitais ou se cuidando em casa. Orações esperançosas por cura e por vacinas se misturam a gritos de dor pelas ausências irreparáveis.

    Desdobramentos da crise

    Olhando para nosso dia a dia, lamentamos com dor de alma que ao lado da Covid-19 vimos crescer os casos de violência doméstica contra crianças e mulheres, vimos o agravamento do racismo ou ao menos sua exposição crua nas redes sociais, vimos aumentarem as tensões entre grupos sociais e até mesmo a agressividade nas ruas.

    A falta de conscientização da população sobre as medidas de cuidado, incluindo o evitar as aglomerações, aumenta a insegurança e propicia estresse e agressividade, como ocorreu com uma médica atacada pelos participantes de uma festa, recentemente noticiado nos meios de comunicação. Além disso, a falta de cuidado coloca em risco a saúde das pessoas que estão à frente de serviços essenciais, como de abastecimento e saúde.

    Inspiração na Palavra de Deus

    Diante deste quadro nos lembramos do profeta Jeremias. É preciso assumir a dor do luto, da perda. Uma dor como nunca antes sentida, porque o luto deixou de ser uma experiência de famílias ou de grupos para se tornar um clamor nacional, um clamor mundial. A amplificação desses sentimentos aumenta a ansiedade, a depressão, a melancolia, em muitos corações. Mais do que nunca, apesar do isolamento social, faz-se necessária uma solidariedade prática e emocional que dê sustento a cada um e a cada uma de nós.

    Encarar a dor

    Jeremias não escondeu sua dor. Ele a escancarou e procurou os motivos pelos quais o povo passava por aquela situação. Jeremias atribuiu a situação ao pecado do povo e especificou alguns deles em seu livro. Não cremos, à luz do entendimento da graça de Deus, que uma pandemia desta seja um castigo divino. Pensar assim é desqualificar o amor de Deus. As pessoas que perdemos e que conhecemos não eram perversas, desprovidas de misericórdia, incrédulas ou sem temor do Senhor. E das muitas que nós não conhecemos, certamente receberemos o mesmo testemunho de quem as amava. Se existe um juízo deste tipo, ele deveria recair, segundo o entendimento meritório, apenas sobre os pretensos culpados e culpadas do infortúnio e da maldade…

    Mas não é assim. O coronavírus não escolhe suas vítimas por credo, etnia ou gênero. No entanto, ele faz maiores vítimas entre determinados grupos sociais dada a realidade da fragilidade econômica, do distanciamento de locais de tratamento, da pobreza, da falta de recursos, da ausência do poder público efetivo. Assim, vemos aumentar o número das pessoas que morrem nas periferias, nas aldeias, entre os grupos indígenas, nas comunidades… A velocidade com que a doença se propaga não conhece os limites das fronteiras e, apesar de muitos cuidados, gente atenta, preocupada, obediente, também sofre seus efeitos fatais.

    Como Jeremias enquanto andava pela cidade, nós – diante dos noticiários – não podemos ignorar a dor de quem sofre. Não podemos minimizar as perdas ou ignorá-las. O luto precisa se tornar real.

    Na Bíblia, uma das formas mais profundas se expressar dor é guardar silêncio. Diante das pessoas de todas as faixas etárias, de todas as classes sociais, de todas as histórias de vida que se vão, nós nos calamos. Não há palavras que sejam capazes de conter as sensações de descontrole da vida, de perdas tão essenciais, de lutos incompletos sem velórios e despedidas que nos ajudem a processar a situação de modo saudável. Calamos, porque a dor é muita.

    Denunciar o erro

    Mas diante do cenário político, econômico, social, aí Jeremias gritou. Conclamou as pessoas do poder a reconhecer que suas estratégias para conter o mal foram insuficientes, ineficazes ou limitadas. Chamou-as a observar a dor do povo e a desenvolver empatia, afeto, humildade. Despertou sacerdotes, reis e príncipes para sua tarefa de consolar, suportar e alimentar o povo. Reforçou que o pecado social traz consequências físicas, emocionais, espirituais e psicológicas e que, por isso, era preciso o arrependimento. Porque na tarefa pública, o profeta não pode calar.

    Sendo bastante honestos e honestas diante da nossa realidade, amados irmãos e irmãs, vemos que os problemas enfrentados por Jeremias são, na justa análise, os mesmos que os nossos. Um problema de saúde pública como a doença ou algo como a invasão por um inimigo externo faz com que as lacunas e rachaduras da vida social que já existiam se tornem ainda mais aprofundadas. As lideranças, de qualquer natureza, não podem se omitir em seus papéis. Seu desempenho público aumenta a sensação de segurança ou de insegurança. Sua clareza ao falar faz com que o povo saiba em que direção seguir e o que aguardar. Sua postura conciliadora traz paz e permite aguardar com tranquilidade.

    Que possamos nos colocar de pé diante da injustiça, mas protestar com a veemência profética, sem nos deixar amargurar pelo ressentimento, pela raiva, pela indignação que não opera a justiça divina. E que, na esfera em que exercemos nossa liderança, possamos, pelo exemplo imitador de Cristo Jesus, vencer o mal com o bem, ter a palavra da verdade, ministrar cura, libertação e acolhida e proclamar a salvação – que é de corpo, de alma, de espírito. Salvação que é social, que é comunitária, que é do Reino de Deus.

    Tempo de posicionamento

    Precisamos nos posicionar de modo distinto em meio a tudo isso. E não podemos deixar de mencionar o uso indevido de recursos públicos de um lado, a falta de estratégias efetivas de outro, bem como as disputas pessoais e políticas entre as diversas figuras de poder, que aumentam a insegurança não apenas da população, mas também dos mercados internacionais, podendo agravar ainda mais os aspectos econômicos presentes e futuros.

    Jeremias, no capítulo 3, disse que queria trazer à memória aquilo que pudesse dar esperança. Ao olhar para as vidas que foram perdidas nestes últimos meses e o cenário difícil que ainda se coloca diante de nós, de acordo com os prognósticos, devemos nos lembrar que Deus colocou em nós uma força e uma resiliência, a força do Espírito, para resistirmos ao impulso do mal.

    Que possamos nos alimentar da esperança de dias melhores, da alegria da partilha, da misericórdia que socorre ao necessitado e à necessitada.

    Que a nossa dor não nos impeça de reconhecer as bênçãos e o cuidado de Deus, e que o limite de recursos não limite nossa ação solidária, de repartir o pão, ministrar o consolo, anunciar o amor de Deus.
     

    Oração, caminho de esperança

    Como Colégio Episcopal, nós nos reunimos toda semana desde o início desta pandemia. Semanalmente, todos e todas nós oramos juntos pela vitória contra todo tipo de mal. A cada semana nós apresentamos nomes, igrejas, comunidades, diante do trono de Deus. Desafiamos nossas igrejas locais a orar também, pelo menos uma vez por semana, organizando-se em um só propósito, de mobilizar os céus a nosso favor, clamando por misericórdia.

    Oramos e seguiremos orando, ministrando junto ao corpo pastoral palavras de encorajamento e vida que sejam reproduzidas nos púlpitos, lives e mensagens, chegando ao coração do povo. E nos colocamos na torre de vigia para saber que resposta teremos do Senhor, Ele que reina sobre tudo e sobre todas as pessoas.

    Inspiremo-nos no profeta Daniel (Daniel 9) e oremos, entendendo que o pecado de nosso mundo, de nossa nação e de nossas comunidades locais é também nosso e que, como intercessores e intercessoras, podemos nos mobilizar, ainda, contra as forças espirituais, que não ignoramos operar neste momento caótico de nossa história.

    A confissão cura. A confissão muda posturas. A confissão atrai o Reino de Deus e a sua justiça. Colocando-nos, como Igreja, na posição de reparadores e reparadoras de brechas e não como aqueles e aquelas que aumentam o fosso das separações, faremos diferença neste mundo e neste tempo histórico, como uma Igreja que ama como Cristo nos ordenou.

    Rogamos ao Senhor nosso Deus que ilumine, direcione e quebrante o coração das pessoas que detêm o poder. Oramos para que uma unção de discernimento e de capacidade de boas escolhas, de vida e saúde, se derrame sobre a população, e que não sejamos reféns de pautas pessoais ou de grupos de quaisquer interesses, enquanto povo brasileiro.

    Oramos para que as pesquisas avancem e a cura venha. Oramos para que milagres proliferem no meio das enfermidades, quando o limite humano se coloca como definitivo.

    Oramos, com gratidão, por cada profissional da área de saúde e dos serviços essenciais, que têm mantido a população abastecida, informada, segura, e com acesso aos serviços necessários, dando suporte e condições para a população praticar o isolamento social e a quarentena. Pedimos a Deus que lhes dê saúde e proteção.

    Oramos pela justiça, pela paz, pelo direito ao cuidado básico que estão em nossos documentos nacionais, no sentido de que se cumpram. Oramos, como ordenou o apóstolo Paulo na carta a Timóteo, para que, ao ouvir Deus nossas orações, nosso povo tenha vida tranquila, em toda a piedade e respeito.

    São Paulo, 05 de junho de 2020.
    Colégio Episcopal da Igreja Metodista

    Fonte: http://www.metodista.org.br/oracao-caminho-de-esperanca-carta-pastoral-do-colegio-episcopal-da-igreja-metodista/?fbclid=IwAR3Hdt8pzA8p4LiNCCUUVW6zvXkyCHTzjlu6I7sc38b2F5WrY6KqGvAgxUI

    Zélia Santos Constantino – 1936 / 2020

    9 maio 2020   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    No último dia 05/05/2020, partiu para o Senhor nossa querida irmã Zélia Santos Constantino. Escritora, palestrante, estudiosa da Bíblia, professora de escola dominical, grande colaboradora em várias literaturas metodistas e membro ativa de nossa igreja por toda a sua vida, ela deixará saudades e com certeza boas lembranças na memória de muitos. Rogamos a Deus que console e conforte o coração de seus familiares.

    Muitas mensagens de carinho e apreço para a família de Zélia foram encaminhadas pelos irmãos e irmãs da Igreja Metodista no Catete, as quais postamos aqui como uma forma de homenageá-la.

    Carlos e Adelaide Rosa.

    Mulher de Deus verdadeiramente! Ajudou muitos e muitas irmãs encontrar Deus pelos seus ensinamentos da bíblia. O Espirito Santo conforte Roberto seu filho e os familiares!

    Pr. Carlos Eduardo Mota Chaves

    Quando cheguei à Igreja do Catete, a mesma já estava enfrentando o mal de Alzheimer, mesmo assim tive a oportunidade de aprender com essa querida irmã, aliás, esse era uns dos dons da nossa irmã, o ensino, o qual ela sempre exerceu com muito esmero. A mesma deixou um legado na Igreja, na Região e no metodismo brasileiro. Destaco o seu legado na Igreja através do testemunho de vários membros que sempre falam dos ensinamentos que receberam através da mestra Zélia Constantino, bem como do seu amor pelo discipulado. O viver de Zélia foi Cristo, então a sua morte é lucro, pois ela deixou esse mundo e todo o seu sofrimento para descansar nos braços de Cristo, o que é incomparavelmente melhor! 

     “Felizes os mortos, os que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, que descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham” (Ap 14.13).

    Carlos e Edina Faria

    Deus conforte o coração dos familiares. Escreveu o livro que estudávamos na célula na casa de Oyar . Grande mulher de Deus. Tenho o livro até hoje, grande professora Escola Dominical.

    Bispo Paulo Lockmann

    Queridos irmãos e irmãs.  

    Preciso falar da irmã Zélia Constantino. Zélia era um presente de Deus   para a família, e um imenso presente para a Igreja Metodista. Trabalhei com Zélia e Elizeu, pessoas que marcaram minha vida ministerial e família. Zélia com seus dons do ensino e discernimento, via as coisas antes de todos. Trabalhamos juntos na Coordenação Nacional, foi entusiasta da construção da nova sede nacional. Enfim a partida de Zélia deixou a Igreja mais pobre, apesar de sua enfermidade nos últimos anos. Que Deus abençoe e console a família e todos nós. A DEUS TODA GLORIA! 

    Dalva Freixinho

    Mulher de muito valor. Excelentes e enriquecedoras lembranças.  Tinha o dom de nos tocar profundamente com suas devocionais. Sabemos que já está com Jesus!

    Evane Vieira Ramos

    Conheci Zélia desde garota em Belo Horizonte. Conheci a sua mãe Filomena, seu pai Benedito e os irmãos Maura, Martta, Hélio e Walter. A família de Zélia frequentava a mesma igreja da minha família no bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte. Éramos muito amigas e trocávamos muitas ideias de estudos bíblicos. Ela sempre me ajudava muito. Quando fui secretária distrital das SMM do Catete ela sempre era convidada para palestras. Todas gostavam muito das suas dinâmicas. Vai deixar saudades.

    Revdo. Dantas e Marlene 

    Estamos muito tristes, ela era muito especial, foi coordenadora dos juvenis de Vila Isabel meus filhos estavam com ela.

    Edilde Resinentti

    Zélia, mulher valorosa, amável, muito inteligente e didática. Quando eu era coordenadora da terceira idade, convidei-a, várias vezes, para passar-nos os seus ensinamentos.

    Era maravilhoso! Como gostávamos! Com uma didática perfeita. Querida mestra, descanse em paz nos braços do Senhor. Sua presença será sempre lembrada, em nossos corações.

    Hingrid Pfaffenzeller

    Como sobrinha de Rosemari, tive a oportunidade de conviver com Zélia na minha infância. Ela me tratava com muito carinho e eu tenho muitas lembranças boas da casa dela, participei de muitos almoços, tardes de brincadeiras, desenhos e carinho com a família, sem contar nas viagens de família que participei. 

    Viva o amor e a união da família Constantino. Que Zélia descanse em paz e que haja paz para sua família e para todos os outros seres. Amém! 

    Júnia Pires Falcão

    Nossa querida Zélia Constantino foi recebida hoje no lar celestial. Eu convivi muito com ela quando trabalhei na Sede Regional e também na Igreja Metodista. Educadíssima, equilibrada, sincera, foi professora de minha filha na Escola Dominical. Uma longa enfermidade a retirou do nosso convívio, e agora ela não resistiu ao Covid-19. Mas nós sempre nos lembraremos de você com saudade, Zélia. Saudades daquele tempo…

    Juvenis Metodistas da Década de 1980

    Por 40 anos temos sido alimentadas/os pela grata memória da querida D. Zélia Constantino, integrante da equipe de apoio da Federação Metodista de Juvenis de 1979 a 1983. Sua atuação como educadora e amiga nos estimulou a ler a Bíblia e a moldar a nossa vida cristã nas bases metodistas que unem fé e misericórdia, piedade e serviço, alegria e comunhão. Ao celebrarmos 40 anos desta experiência no ano passado, prestamos a ela nossa homenagem. Agora nos despedimos dela com muita tristeza, mas certos/as de que ela viverá conosco na nossa história e na nossa memória.

    Leda do Carmo

    Minha primeira classe Bíblica foi com a irmã Zélia. Eu ficava encantada com sua voz mansa e suave.

    Irmã Zélia foi um exemplo de mulher de Deus! Ela me passava AMOR ela sempre mansa eu amava conversar com ela. Ela me ensinou o que é AMOR!!

    Katia Rebello

    Minha caminhada na Metodista, começou com os ensinamentos da minha professora Zélia Constantino. A Classe de Bíblia era chamada da Classe da professora Zélia. Muitas literaturas da Metodista, tem a contribuição desta mulher valorosa. Obrigada, por seus ensinamentos. 🙏🏻🕊️Deus console os corações de seus familiares e de todos que tiveram o privilégio de conviver e aprender com sua doçura e sabedoria ao transmitir os ensinamentos de Cristo. 😥

    Magali Cunha e Cláudio Ribeiro

    A querida D. Zélia Constantino deixou marcas na nossa vida como juvenis metodistas como equipe de apoio da Federação nos anos 80 e foi responsável por muito do que somos. Colaborou ainda com nossa igreja local em Gramacho (Duque de Caxias). Com tristeza nos despedimos dela, mas com alegria carregamos a grata memória que ela deixa como grande educadora metodista que foi. 

    Naara Luna

    Deus recebeu sua filha querida no seu seio. 

    Nossa mestra! Mestra para toda a Igreja Metodista no Brasil. 

    Nós devemos muito a ela. Mestra de várias gerações de metodistas por 50 anos.

    Rosemarí Pfaffenzeller

    Eu tive a oportunidade de conviver com uma mulher alegre, espirituosa, generosa, que sempre tinha um agradinho na geladeira para adoçar a vida de quem chegasse a sua casa, no seu lar sempre que alguém fosse visitá-la “ninguém saia com fome”, além de alimentar o corpo, também alimentava a alma com suas histórias alegres e espirituosas, sempre com leveza e muita alegria, a sua satisfação era, sem dúvidas, ver a gente comendo e conversando sobres fatos da vida, com uma fé de uma verdadeira profeta do Senhor que pregou o evangelho, ensinou as sagradas escrituras para muitos e viveu para professar uma fé genuína,  ela viveu e repartiu do amor do nosso Deus. 

    Agradeço ao nosso Deus por tantas coisas que ela me ensinou, Ela realmente foi uma mulher especial aqui na face terra, que o Senhor a receba de braços abertos para um abraço de PAI. 

    Patrícia Rego

    Esta manhã especialmente peço que possamos orar pela paz nos corações e mentes da família de Zélia Constantino, mulher metodista que teve um papel tão marcante em nosso Distrito do Catete, com intensa expressão nacional na vida da Igreja Metodista como escritora e educadora cristã. 

    Agradeço a Deus pelo que pude aprender com seu trabalho que inspirou gerações de mulheres.

    Regina Camargo

    Eu sempre disse a todos que me perguntavam onde aprendi a dar aulas, ou mesmo quando levava as mensagens, que cresci aos pés de Zélia Constantino.

    Ela que me ensinou o “Ofício Maravilhoso” de ensinar, desde que cheguei na igreja do Catete em 2003.

    Valdeni Queiroz

    Zélia, descanse em paz nos braços do Senhor. Minha professora por alguns anos. Deixa muita saudade. Meus sentimentos aos familiares e amigos.

    Vera Lúcia Teixeira 

    Irmã Zélia Constantino foi minha primeira professora de Escola Dominical na igreja Metodista do Catete.  Eu gostava muito das suas aulas porque eram tão bem elaboradas e explicada de maneira que parecia que ela não estava em sala de aula, mas conversando comigo. Simplesmente, eu vivenciava cada passagens Bíblica explicada por ela.  Além de tudo era de uma bondade admirável que não dá para narrar por aqui tudo que vivenciamos em dois anos de estudo Bíblico com ela.  Com certeza foi uma mulher dedicada as obras do reino de Deus.

    Mensagens coletadas por Rosemarí Pfaffenzeller, como uma forma de homenagear a vida de Zélia Santos Constantino, foi irmã, amiga, conselheira, companheira de viagens, sogra por 21 anos da minha vida, onde ela foi um esteio em todos os sentidos para ser a mulher que sou hoje. 

    Muito obrigada pela sua vida que influenciou a minha vida e de muitas outras pessoas e vai continuar influenciando.

     Gratidão! Gratidão!

    ENTENDES O QUE LÊS?

    12 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Filipe e o Eunuco – Atos 8

     

    Lucas, médico e companheiro de Paulo nas suas viagens missionárias, é também o escritor do evangelho que leva o seu nome e do livro de Atos. Resolveu, inspirado pelo Espírito Santo, narrar o que aconteceu no ministério do diácono e evangelista Filipe quando este estava em  Samaria, por causa da perseguição que se desencadeou em Jerusalém após a morte de Estêvão.

     

    Era impressionante como Deus estava operando poderosamente na conversão de judeus e abrindo novas igrejas locais.   

     flipe-eunuco

    Então, a partir do verso 26, surge outra narrativa que aparentemente não tem nada a ver com o que estava acontecendo.

     

    Depois de um dia de muitas atividades, apareceu um anjo a Filipe e falou com ele.  Entendo que Deus tinha urgência em realizar uma determinada missão. Deus precisava de alguém obediente, que respondesse rápido, que tivesse iniciativa e fosse capaz de resolver plenamente o desafio.

     

    Por isto enviou um anjo (mensageiro) para falar com Filipe. E o anjo disse: “Levanta-te”! No meio espiritual e no meio militar esta é uma palavra de ordem, de autoridade, de comando, que exige uma resposta imediata. Caracteriza uma urgência e um estado de prontidão. De outra parte, levantar-se para ouvir o que Deus quer falar, mostra que Deus não fala com quem está caído, é preciso levantar e ouvir atentamente. Outra coisa é que Deus só revelou uma pequena parte do que Ele queria. De modo geral temos dificuldade de apreender muitas coisas de uma vez só. Então, à medida em que obedecemos nos capacitamos a receber mais revelações ou mais detalhes do que  Deus quer (é assim no mundo inteiro)!

     

    O anjo disse a Filipe: “Levanta-te e vai e imediatamente”. Filipe levantou-se e foi.

     

    As coordenadas do local de encontro:

    – Região sul

    – Caminho que desce de Jerusalém para Gaza, deserto

    – Identificação da pessoa: um homem etíope, eunuco, mordomo-mor (tesoureiro/administrador) da rainha Candace, prosélito (convertido) da religião Judaica e que tinha ido a Jerusalém prestar culto a Deus. Certamente tinha consigo listas de nomes com várias necessidades, que apresentou a Deus. Agora estava de regresso à sua terra.

     

    Qual a necessidade deste homem?  

    Ter um encontro com Jesus, ser batizado nas águas e no Espírito Santo e discernir a Palavra. E é justamente aí que se encaixava Filipe.

     

    Ele avista a carruagem do etíope, que já havia passado, mas Deus manda correr para alcançá-la. Então, obedecendo a Deus, Filipe a alcança e ouve o eunuco lendo em voz alta o rolo de Isaías, sem perceber que tinha companhia.

     

    Filipe grita: “Entendes o que lês”? Resposta: “Como, se alguém não me ensinar”?

     

    O eunuco manda parar o carro e convida Filipe a ir com ele.

     

    Antes de prosseguir, vamos pensar um pouco sobre o oficial etíope: embora Lucas não mencione os detalhes que antecederam a viagem, é lícito que meditemos em alguns pontos:

    1) Não parece que era a primeira vez que fazia esta longa (9.450 km) viagem;

    2) Imagino que seria a última;

    3) Se Deus tinha o propósito de usar o oficial para levar o evangelho para a Etiópia, tinha que acontecer nesta viagem;

    4) O custo da viagem: caríssimo! Ida e volta!

    5) O rolo de Isaías: caríssimo!

    6) Portanto, tudo tinha que dar certo. E deu!

    7)  A participação de Filipe era fundamental, por isto Deus o escolheu!

     

    Agora, voltando ao ponto onde paramos. Filipe subiu no carro do oficial, que não conseguia entender de quem falava o texto profético, que dizia o seguinte: “Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca.  Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra”. Respondendo o eunuco a Filipe, disse: “Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro”?  Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E era tão grande a unção que estava sobre os dois, que ao ver água o eunuco mais do que depressa, humildemente, fez a pergunta mais importante da sua vida: “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?”. Filipe pediu um testemunho que realmente confirmasse seu desejo de nascer de novo e tornar-se uma nova criatura. Disse Felipe: “É lícito, se crês de todo o coração”. E, respondendo ele, disse: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. Então mandaram parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este momento merecia estar sendo filmado, com a participação de toda a Igreja; uma grande festa. Mas não foi assim, foi muito melhor, porque tenho certeza que um exército de anjos estava ali presente, se alegrando e exaltando o Santo  Nome do Senhor!.  Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho. Mas Filipe achou-se em Azoto e, indo passando, evangelizava todas as cidades, até que chegou a Cesaréia. Atenção: Filipe foi transferido totalmente, corpo, alma e espírito, roupa e o que mais tivesse em suas mãos.

     

    Na Etiópia surgiu uma Igreja Cristã, com discipulado e tudo. Quem terá sido o responsável?

     

    Um breve testemunho: Numa das muitas viagens que eu, minha esposa e meus filhos fizemos, da Ilha do Governador, RJ  para Domingos Martins, ES, estávamos cantando, quando passamos na  entrada de Rio Bonito, RJ, onde, do lado  esquerdo havia uma fábrica que construiu uma grande faixa de alvenaria com os seguintes dizeres: “Confesse com a tua boca que Jesus Cristo é o Senhor!”. Então eu disse para minha família: vamos confessar todos juntos, bem alto e forte.  E assim o fizemos! Imediatamente tive que parar o carro no acostamento, porque o Espírito Santo veio com sua glória e seu poder sobre nós, de tal maneira, que custamos a parar de chorar e glorificar ao Senhor!  Nesta Palavra há poder! Amém!

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

     

    Causos do Arli Mendes – O REV. TILLY E A PEDRA.

    9 jul 2014   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Desde a construção do templo da nossa igreja, um dos prazeres dos moleques e fanáticos era atirar pedras contra as janelas, muitas vezes destroçando seus vidros.

    Conta-nos Eula Kennedy Long em um dos seus livros, que certa vez, quando ali pregava o Rev.

    Edmond A. Tilly, um moleque dos mais atrevidos atirou para dentro do templo uma pedra, que quase deu na cabeça do pregador. Acontece que o Rev. Tilly, na sua mocidade nos Estados Unidos, fora um bom jogador de beisebol. Sem uma palavra, o pastor ao ver a pedra chegar, pegou-a como se fosse uma bola de beisebol e atirou-a novamente à rua, continuando o sermão como se nada tivesse acontecido, deixando todos pasmos!

    A partir dessa época, as janelas passaram a serem protegidas com telas de arame que somente foram removidas na década de setenta.

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    UM POUCO DE MEMÓRIA- por Arli Mendes

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