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    O encontro

    21 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Lc. 2.22-35

    Deus, o nosso Deus, é Deus de aliança. Jesus, como perfeito judeu que era, desde o seu nascimento, cumpriu ou foi levado a cumprir, todos os preceitos da Lei. Assim, ao oitavo dia de vida, foi levado pelos pais ao Templo para ser apresentado a Deus, consagrado e circuncidado. A consagração tem o sentido de “entrega total” a Deus. É como se os pais, neste ato tão importante, estivessem “devolvendo” para Deus o filho consagrado, reconhecendo que eles como pais naturais, vão tomar conta, cuidar, educar e fazer tudo o que devem fazer, mas reconhecendo que aquele filho “pertence” a Deus.

    Mas para levar o filho de volta para casa é necessário resgata-lo, oferecendo o sacrifício que a Lei determina. Como eles eram pobres, deviam oferecer um par de rolas ou dois pombinhos. A narrativa bíblica descreve que José e Maria levaram Jesus a Jerusalém para apresenta-lo a Deus. Isto nos dá a dimensão da importância deste ato no mundo espiritual. Há, ainda, uma coisa interessante: se a circuncisão for feita ao oitavo dia, não haverá hemorragia e a dor será muito pequena! A lição maior nesta narrativa bíblica é a fidelidade do povo de Deus em cumprir este ritual até os nossos dias, no mundo todo, fazendo deste dia, um dia de festas na comunidade. Por isto Lucas registrou o fato, para mostrar que Jesus fez tudo exatamente como devia ser feito.

    Simultaneamente o texto bíblico nos informa a respeito de um certo judeu de Jerusalém, chamado Simeão, homem idoso, justo, piedoso e que esperava a manifestação do Messias. O Espírito Santo estava sobre ele e lhe dera uma revelação: não morreria sem antes ver o Messias de Deus! Como Deus é maravilhoso!

    Simeão não era uma pessoa influente, nem fazia parte da hierarquia da religião judaica, nem qualquer coisa semelhante. Era apenas justo e piedoso e aguardava o Messias, e por isto Deus se agradou dele e resolveu presenteá-lo com a bênção de ver pessoalmente, ter um encontro, com o Messias. Deus não marcou dia, nem hora, nem lugar. Mas movido pelo Espírito Santo, ele foi ao lugar certo, na hora certa e encontrou as pessoas certas. Certamente Simeão ia todos os dias ao Templo, fazendo a sua parte, até que aconteceu o encontro.

     

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    Quando José e Maria, com Jesus no colo, entraram no Templo, o Espírito Santo revelou: É ELE! Simeão partiu em direção ao casal e tomando Jesus nos braços, louvou a Deus com uma oração na forma de cântico. Os pais nem tiveram tempo de reagir, mas a presença de Deus devia ser tão marcante que eles simplesmente se submeteram. O cântico/oração de Simeão é autoexplicativo: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação…”. Esta é a obra do Espírito!

    Nada de blá-blá-blá, mas obediência, pura e simples à Palavra de Deus, escrita e revelada pelo Espírito Santo. Somente três pessoas sabiam que aquela criança de apenas 40 dias era o Messias: Maria, sua mãe, José, seu pai nomeado pelo Pai, e Isabel, a quem o Espírito Santo revelou, e agora, Simeão, a quem também o Espírito Santo quis revelar. Era, também, mais uma confirmação para Maria ter a convicção de que, realmente, o que Deus fala Ele confirma!

    Aqui estamos nós reunidos como Igreja do Senhor Jesus Cristo. Pelo alto padrão da Palavra, devíamos todos ser, homens e mulheres, justos e piedosos, que aguardam a vinda do Senhor Jesus para o arrebatamento, Maranata! E se há um lugar apropriado para este encontro é justamente aqui onde estamos, na Casa do Senhor!
    O v. 27 diz que “movido pelo Espírito” Simeão foi ao Templo. E nós? Podemos dizer que estamos aqui “movidos pelo Espírito”? Devia ser assim, amém? E lá no Templo, aconteceu algo de extraordinário que pudesse chamar a atenção? Não! O que aconteceu foi um ENCONTRO! MOVIDO PELO ESPÍRITO SANTO! Deus foi glorificado neste encontro!
    Não viemos aqui para ver coisas mirabolantes acontecerem, mas para ter o nosso encontro com o Senhor Jesus, movidos, direcionados pelo Espírito Santo que nos revela todas as coisas que necessitamos.

    A Ele, toda a glória, todo louvor, toda honra, agora e para sempre, amém!


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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    * Mensagem pregada em 21/01/2010

     

    Advento II

    14 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Is. 11:1-2

     

    O nome de Isaías significa “Salvação de Jeová”. É considerado o maior dos profetas e aquele que anunciou o Messias com maior riqueza de detalhes. É chamado de “o profeta evangélico”. Profetizou por um período de cerca de 50 anos, por volta do ano 700 a.C. (740 a 695). Era neto do Rei Joás e primo do Rei Uzias. Profetizou durante o reinado de Uzias, de seu filho Jotão, depois Acaz, Ezequias e Manassés, que teria mandado matá-lo de maneira cruel, enfiando o profeta no tronco oco e seco de uma árvore e serrando o tronco no meio (segundo a tradição judaica). O contexto da profecia do cap. 11 é de Deus exercendo juízo sobre o reino do norte, Israel, por causa da sua grande desobediência. Deus permitiu que os Assírios invadissem e destruíssem o reino do norte e até mesmo ameaçasse fazer o mesmo com o reino do sul, Judá. Famílias inteiras foram dizimadas, destruídas. A figura da árvore tombada, representa a família destruída. O cap. 6:13 fala de árvores desfolhadas e derrubadas, das quais sobraram somente o toco.

     

    1. “tronco de Jessé”

    A profecia de 11:1 parte da idéia da árvore derrubada, da qual deixaram somente o toco. Tronco de Jessé fala da família de Jessé, que ficou no toco, isto é, já não há possibilidade de recuperação, de livramento, humanamente falando. Só mesmo acontecendo coisa nova!

     

    1. “brotará um rebento”

    A palavra original em hebraico é hôter que dá idéia de broto delicado, rebento novo e fino que começa a subir! É nova vida! Salvação! É milagre! Coisa nova que sai do toco aparentemente destruído. É isso que o Messias é! Aleluia!

     

    1. V.2 – “e repousará sobre ele o Espírito do Senhor…”                    

    Este broto novo, da raiz de Davi, tem algo diferente: a presença do Espírito Santo, que produz frutos na personalidade de quem é renovo! São os sete espíritos de Deus, conforme Ap. 5:6b.

    Espírito do Senhor – que unge, que capacita, que testifica do Senhorio de Deus, Todo Poderoso!

    Espírito de Sabedoria – capacidade de discernir a natureza, a origem das coisas, principalmente as espirituais.

    Espírito de Entendimento – capacidade de diferenciar as coisas, “o que é o quê”, sem se deixar enganar.

    Espírito de Conselho – dom de formular conclusões corretas.

    Espírito de Fortaleza – energia necessária para colocar em prática as conclusões.

    Espírito de Conhecimento de Deus – que se forma dentro da comunhão amorosa com Deus.

    Espírito de Temor do Senhor – é um temor absorvido pela reverência.  gera vida, e aqui gera vida eterna, é o único que tem esta condição!

     

    Embora o pecado e a desobediência tragam conseqüências desoladoras para as pessoas, suas famílias e toda a nação há um Deus que provê o livramento através do seu Filho Unigênito, a RAIZ DE DAVI, o renovo que salva, que cura, e que batiza com o Espírito Santo, cujas manifestações estão tão bem profetizadas neste texto. Natal é isto! Amém!

     

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    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    A visita dos magos , a estrela e os presentes

    14 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.
    E perguntavam: Onde está o recém – nascido Rei dos Judeus Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.
    Tendo ouvido isso, alarmou – se o rei Herodes, e , com ele, toda a Jerusalém;
    Então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer.” (Cf. Mateus 2, 2 -4).

    O mês de dezembro é chegado e apesar de que provavelmente Jesus Cristo tenha nascido em abril (aviv no calendário judaico), pela tradição começada pelos primeiros cristãos, perpetuada pela igreja católica e mantida por nós metodistas como 24 e 25 de dezembro, respectivamente véspera e dia de Natal. O presente estudo que trago ao conhecimento dos irmãos e irmãs é sobre os magos que vieram do Oriente. Muitos sempre trabalharam com conceito de “3 reis magos”, certamente não eram reis.

    Os magos

    Conforme o escritor Paul Lawrence em “Atlas Histórico e Geográfico da Bíblia” na página 136:

    “De acordo com o Evangelho de Mateus, Maria e o menino Jesus receberam visitantes misteriosos vindos do Oriente, os quais o texto grego chama de magoi, um termo latinizado para magi e traduzido como “magos” ou “sábios”. Esse acontecimento parece ter ocorrido algum tempo depois do nascimento de Jesus, pois sua família estava vivendo numa casa”.

    Esta passagem bíblica implica em várias questões que a Igreja Cristã de modo geral trata como polêmica. De onde vieram, o que faziam, eram astrólogos, magos, o que significa.

    O próprio autor supracitado responde no mesmo livro tais questões:

    “[…] Muitos propõem que eram da Babilônia, o centro da astronomia antiga. Astrólogos babilônios ocupavam – se desde tempos remotos com a observação dos astros que pressagiavam o bem ou o mal para a “terra do Ocidente”, ou seja, a Síria – Palestina. No entanto, é mais provável que os magos fossem provenientes da Pérsia . A palavra magos é derivada do termo persa magush , que denotava uma classe de astrólogos.
    O número 3 é associado tradicionalmente aos magos devido aos três presentes oferecidos. A designação – reis não possui base neotestamentária, originando – se de um desejo de retratar os visitantes do Oriente como o cumprimento de uma profecia do Antigo Testamento nas quais reis prestam homenagem ao Senhor.”

    Seguindo a estrela

    Em conformidade com o Evangelho de Mateus, os magos tomaram conhecimento do nascimento de Jesus através da observação das estrelas. Era o começo do percurso da moderna astronomia que naqueles tempos denominava – se astrologia. Um corpo estelar específico chamou a atenção destes sábios e estes reconheceram que anunciava o nascimento do “rei dos judeus”. Segundo Mateus relata, a estrela que conduziu os magos a Belém havia aparecido no Oriente nua determinada ocasião e se movido adiante deles até parar no local onde o menino se encontrava.
    Pesquisas sobre essa estrela que deve ter aparecido antes da morte de Herodes, o Grande, no final de março de 4 a.C. sugerem as seguintes hipóteses:
    1. A conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes ocorreu três vezes durante o ano 7 a.C (em maio, outubro, e dezembro). Contudo, deve ter sido um fenômeno de curta duração e não seria descrito como sendo apenas uma estrela.
    2. Há quem proponha uma supernova, uma estrela que “explode”. Sugeriu – se que registros chineses de 4 a.C. mencionam uma supernova visível próxima à estrela Alfa Aquiles, mas as supernovas astronômicas extremamente raros e não se deslocam no céu. Além disso, e o termo em questão diz respeito, na verdade a um cometa.
    3. Registros chineses se referem a três cometas. Um visto, em agosto de 12 a.C., é o famoso cometa de Halley, também mencionado em registros romanos, mas que passou muito antes do nascimento de Jesus. Outro cometa, avistado em abril de 4 a.C., também não pdoe ser considerado a estrela. Sua passagem foi tardia demais, pois Herodes faleceu no final de março daquele ano. Resta, ainda, um cometa visível por setenta dias entre março e abril de 5 a. C., chamado em chinês de sui – hsing (estrela – vassoura), ou seja, um cometa com uma cauda. Ao percorrer seu caminho ao redor do sol, o cometa fica temporariamente invisível, como a estrela dos magos que desaparece enquanto eles viajam de Jerusalém a Belém.

    Os presentes

    Mateus registrou que os magos presentearam o menino Jesus com ouro, incenso e mirra. O incenso e a mirra eram originários do sul da Arábia, o reino de Sabá no Antigo Testamento. Isso não significa, porém, que os magos vieram de lá, pois as caravanas percorriam rotas movimentadas levando esses produtos para a Síria e a Palestina ao norte e também para a Babílônia, de modo que os magos podem ter comprado o incenso e a mirra na Babílônia. É igualmente possível que tenham comprado os presentes a caminho da Palestina, no bazar de Damasco, ou mesmo no mercado de Jerusalém.

    O ouro representa o esplendor real. O incenso era um ingrediente do incenso sagrado queimado no tabernáculo em sinal de adoração e para fumigar o ambiente. A mirra, um dos ingredientes do óleo da unção, era usada em cosméticos e no embalsamamento. Foi misturada com aloés e aplicada ao corpo de Jesus depois da crucificação.

    Conclusão

    Antigamente os sábios (quer fossem astrólogos, magos de modo geral) prenunciavam o nascimento de um rei através das estrelas. A importância deles sempre foi muito grande, e não somente limitou – se a Antiguidade Oriental e Clássica. Foi muito presente na Idade Moderna como podemos observar na corte da Rainha Elizabeth I que consultava o Dr. Dee que era um ocultista dedicado a astrologia e outros conhecimentos esotéricos. Foi eclipsada pela Revolução Científica no século XVII, mas teve alguns luminares como Isaac Newton. No tocante aos demais assuntos abordados, observamos que os presentes que Jesus recebeu eram referentes a Sua importância (Rei – Profeta e – Salvador). Por fim, desejo a todos que leram meus estudos durante este ano, um bom Natal, com a presença do Espírito Santo, e com o amor de Jesus Cristo em seus lares.

    Feliz Natal – Bruno M. Menezes

     

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    Bruno Menezes é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro.

    VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES?

    7 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

               “Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.” (Albert Einstein).

              Estamos vivendo um tempo em que muitas tragédias estão acontecendo no mundo. Quando  tomamos conhecimento das notícias, um grande desânimo toma conta de nós. Vemos tanta tristeza e nos perguntamos se existem milagres, já que estamos perto do Natal.

    Na época em que o furacão Katrina atingiu Nova Orleans, Allen Toussaint, músico e compositor americano, teve sua casa e seu estúdio destruidos. Ele, que tocava desde os 17 anos e levou o som de Nova Orleans para âmbito nacional, perdeu seus pertences e a herança musical sua e dos americanos, explicou em entrevista como se recuperou da tragédia: “O mais importante é a vida, a esperança e a fé no futuro.  Perdi coisas tangíveis, mas pensei: Isto tudo me serviu bem até hoje. Agora, eu tenho um recomeço e espero por surpresas maravilhosas.” Uma delas foi a gravação do álbum “The river of reverse”, com o amigo Elvis Costello. Os shows que fizeram juntos para ajudar os desabrigados do Katrina, deram origem ao disco lançado  um ano depois. Aí, passaram a se apresentar em vários lugares do mundo. “Aquilo me fez gostar de sair para cantar minhas canções. Porque a maior parte do tempo, eu passava compondo para outras pessoas cantarem.” Aclamado com Grammys, integrante do Hall da Fama do rock and roll e um dos mais influentes nomes da música de Nova Orleans, ele faleceu no dia 9 de novembro passado, aos 77 anos, logo após um show em Madrid. Estava participando de uma tournée por vários países. Quando tudo parecia terminar em sua vida, algo não morreu: a esperança.Aquele homem de 67 anos poderia se desesperar. Mas, o desespero é a falta de esperança e a esperança se origina na fé. Muitas vezes, o milagre não acontece nas coisas tangíveis, mas no interior do homem. Podemos dizer que este homem morreu com a sensação de missão cumprida. Não se deixou vencer pelos obstáculos. Aquilo que poderia levá-lo a desistir da vida, fez com que a recomeçasse. Penso que Jesus veio ao mundo para cumprir uma missão e nós também. Cada dia, ao abrir os olhos, estamos diante de um milagre: o milagre da vida.

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                Estamos próximos do Natal, época em que comemoramos a vinda do Messias, do salvador. “O povo, que andava nas trevas, viu uma grande luz”( Isaias 9:2).   Atualmente, ao andarmos nas ruas, vemos muitas luzes. As lojas, as casas, tudo fica lindo, iluminado, com vida. Vivemos uma grande crise política, financeira, passamos por tragédias no país e no mundo. Muitos se revoltam, outros ficam tristes. O mundo sofre com o terrorismo. Um francês, Antoine Leiris, escreveu no Facebook sobre a perda de sua mulher, a mulher da sua vida, a mãe de seu filho de dezessete meses. Ela era maquiadora, cabeleireira e filmava durante apresentações musicais. Morreu no Bataclan.Dirigindo-se aos terroristas, ele disse: “Vocês não terão meu ódio, não destruirão minha família, não vão impedir que eu brinque com meu filho, que possamos ser felizes e livres até chegarmos ao paraíso, ao qual vocês não terão acesso”. A criança, fruto do amor conjugal, representou a esperança, assim como uma criança, fruto do amor de Deus, trouxe a esperança para a terra. Apesar das tragédias, vemos as  fotos de Paris e de outras cidades do mundo com a  decoração de Natal. São cores, brilhos, luzes, tudo simbolizando a esperança.Muita gente come, bebe e comemora, mas muitos esquecem o que comemoram. Quem é o aniversariante? Não existe festa de aniversário sem  aniversariante. O significado da palavra Natal é nascimento. Celebrar o Natal é celebrar o nascimento de alguém. Daí, chamamos o aniversário de alguém de “aniversário natalício”, isto é, aniversário de nascimento. Neste Natal, que a esperança renasça em nossos corações e que Jesus, nosso presente, se faça presente em nossas vidas,  que milagres aconteçam em nosso interior para que possamos renovar o propósito de nossa vinda ao mundo. Que o amor possa prevalecer, apesar de tudo. Que o brilho, as cores e a iluminação de Natal possam fazer parte de nossos dias como símbolo da alegria, de um presente que traz esperança de dias melhores, de um ano melhor, de uma vida melhor.
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    Neize Tavares é membro da Catedral Metodista, professora de Português e Francês, Vice-presidente da Sociedade Metodista de Mulheres e integrante do Ministério de Comunicação.

     

     

    Advento I

    7 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Is. 9.1-7

     

    Advento significa vinda, chegada, aparecimento. Em termos do calendário litúrgico é a primeira estação que sinaliza e enfatiza a preparação para a vinda de Jesus, o Messias. É motivo de regozijo porque depois de um longo tempo de espera, Jesus nasceu e a promessa profética se cumpriu! Uma observação quanto ao verso primeiro do texto lido é que no original hebráico ele é o fechamento do cap. 8. Seria o verso 23.  Vejamos portanto o verso 2:

     

    V.2a – O povo que andava em trevas e que habitava na região da sombra da morte – trata-se de linguagem profética e espiritual para especificar a ausência de salvação. Antes de Jesus, da manifestação da Graça, o povo de Deus precisava ver profeticamente a salvação através da Lei, nos sacrifícios, nas ofertas, nos rituais. Isto, naturalmente, não era nada fácil e poucos conseguiam este discernimento, sendo portanto uma realidade o sentir-se “habitando na região da sombra da morte”, região de trevas, onde não há a luz da verdade.

     

    V.2b – Viu grande luz, sobre eles resplandeceu a luz! – que coisa melhor pode haver para quem está perdido em meio a trevas do que ver grande luz? Em linguagem profética e espiritual, luz é revelação. Jesus, o Messias profetizado em Isaías, é a nossa LUZ, a nossa SALVAÇÃO, revelada por Deus, o Pai. E esta luz tem resplandecido, brilhado, sobre eles (povo judeu) e sobre todos que pela graça e pela fé, crêem e confessam que Jesus é o Filho de Deus! Em João 8.12, Jesus diz: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (salvação vista e experimentada!). Obs. Fica fácil perceber porque se usa tanta luz no Natal, não é mesmo? Embora talvez as pessoas não tenham plena consciência disto.

     

    V.6a – um menino nos nasceu – fala profeticamente da perfeita humanidade de Jesus, com aproximadamente 600 anos de antecedência.

     

    V.6b – um filho se nos deu – o Deus Pai, DEU o seu unigênito FILHO (perfeito Deus) para nossa salvação!

     

    V.6c – e o seu nome será – nome é identidade, fala de caráter, características: 1- Maravilhoso: aquele que opera maravilhas (milagres portentosos, sobrenaturais), só Deus! 2- Conselheiro: aquele que tem o Espírito de Conselho, de Deus, não espírito humano, não é conselho de psicologia. 3- Deus Forte: o “Todo Poderoso”, o “El Shadai”, aquele que é a nossa Fortaleza! 4- Pai da Eternidade: Pai é progenitor, que gera vida e aqui gera vida eterna, é o único que tem esta condição! 5- Príncipe da Paz: Príncipe é o mesmo que principal. Jesus, o Messias prometido, é o principal da paz. Portanto fora de Jesus não há verdadeira paz. É por isto que o povo de Deus se cumprimenta com a Paz do Senhor, do Príncipe da Paz!   

     

    É importantíssimo que nós, povo do Senhor, servos e servas, nos lembremos e comemoremos o nascimento de Jesus, com muito louvor e adoração, com discernimento, sabendo que um grande número de pessoas comemora, come muito, bebe muito, se diverte muito, troca muitos presentes, mas não serve ao Senhor Jesus com a sua vida, nem tem Jesus como seu Senhor e Salvador!

     

    Finalizando, cumpre declarar que o Evangelho, Boas Novas, de Jesus, o Messias, salva, cura, liberta, transforma e batiza com o Espírito Santo, progressivamente, e isto precisa ser uma realidade em nossas vidas! Amém!

     

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    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    Lembrança de Natal

    1 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O Natal se aproxima e, com ele, renovamos as esperanças de que o futuro será melhor, de que dias melhores hão de chegar. Muitos correm atrasados, prontos para mais uma confraternização, prontos para mais um amigo oculto, dispostos, mesmo em meio a uma crise financeira generalizada, a comprar mais um presente, “unzinho só”. Por fim, o Natal passa e muitos só têm a lembrança do aniversariante ao lerem em uns poucos cartões de boas festas, o nome de Jesus, e só.

    O evangelho de Lucas, no seu capitulo 2, dos versículos 21 ao 33, nos relembra a história de Simeão, homem justo e piedoso, que guardava em seu coração a esperança de ver a consolação de Israel, tendo recebido a promessa de que não morreria até ver com seus próprios olhos a salvação de Deus para todos os povos e gerações. O que movia Simeão era a esperança de que mesmo que seus olhos não pudessem ainda contemplar a salvação de Israel, ele sabia que Deus não falharia. Ele sabia que, no tempo certo, Deus haveria de cumprir sua promessa e salvar a todos nós, com um plano perfeito: Jesus!

    Muitos de nós, na caminhada,  deparamo- nos com situações que não sustentam a nossa esperança. Momentos de medo, de angustia, e até mesmo de solidão. Mas uma coisa é certa: O mesmo Jesus que foi o cumprimento da promessa de Deus na vida de Simeão e do seu povo, um dia prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Isso é base para a nossa caminhada, Deus está conosco, não devemos temer o amanhã porque sabemos que Deus está lá.

    Somos desafiados, como Simeão, a acolher Jesus em nossas vidas como alguém que, por sua graça e amor, veio ao mundo para nos resgatar da morte e do pecado e recebê-lo como Filho de Deus, preparado desde a fundação do mundo, para não somente nos salvar, mas a toda a humanidade.

    Minha oração é que mantenhamos em nossa lembrança a verdadeira razão pela qual nos reunimos no Natal. Que a mesa farta, os presentes tão esperados, as decorações luxuosas e as luzes brilhantes não tirem o brilho do verdadeiro sentido do Natal.

    Aleluia! O filho de Deus veio a nós, a Salvação chegou, Jesus nasceu, é Natal!

     

    Com Carinho, Pr. Thiago Carreiro Miguel

     

    Deixo a você esse antigo soneto de João Henrique da Silva para Reflexão neste Natal.

    NOITE DE NATAL

     

    O palacete em festa!… Noite de Natal!…

    As vidas, esquecendo a verdadeira vida,

    abusam tanto da comida e da bebida,

    que mais parece um animado carnaval!

     

    Passam horas! Do amor fraterno, nem sinal!…

    No casebre ao lado, entre roupas encardidas,

    pobre mulher vai dando vida a outra vida.

    No palacete, continua o festival.

     

    O amor ao próximo dali passa distante,

    e ninguém se lembra do Aniversariante

    que veio ao mundo para combater o mal.

     

    Lá no casebre, surge a luz resplandecente,

    porque é ali em que Jesus está presente…

    - No palacete, deve estar o seu rival.

    SEUS PROBLEMAS PARECEM UM DILÚVIO NA SUA VIDA?

    1 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Buscando um discernimento sobre o dilúvio

    Em Gênesis 6 e 7, vemos que, como nos nossos dias, o mundo estava corrompido e cheio de violência, a tal ponto, que Deus resolveu exercer JUÍZO sobre toda a terra, porque até os animais tinham se contaminado. Todaa população da terra deveria morrer neste juízo de Deus, inclusive os animais. Naquele momento a condenação à morte por causa do pecado, seria cobrado de imediato e de uma vez só. Nos nossos dias, a condenação é a mesma – “o salário do pecado é a morte”, Rom. 6.23. Entretanto a condenação não está sendo aplicada de imediato, nem tem atingido a todos ao mesmo tempo, como foi no dilúvio.  

    Artigo 171 - Problemas pessoais no trabalho

    Apenas um homem, em toda a terra, chamado Noé, foi considerado justo e íntegro entre os seus contemporâneos e por isto achou graça diante de Deus; ele andava com Deus. Mesmo com “todo mundo” corrompido, é possível haver pessoas que se mantém íntegras, sem se isolarem ou se esconderem, mas vivendo normalmente e mesmo assim “achando graça” diante de Deus.

    Por ter achado graça diante de Deus, Noé recebeu também Sua orientação sobre o que fazer, para se salvar do juízo de morte. O plano de Deus incluía a família de Noé e os animais designados por Deus. O que Deus orientou não era complicado, mas era trabalhoso e iria parecer loucura pra todo mundo: construir uma grande embarcação de três andares em um local totalmente inadequado, longe de qualquer rio, lago ou mar. Qual seria a sua utilidade? Deus deu o nome de Arca a esta grande embarcação. Agora, além de justo, íntegro etc, Noé tinha que ter fé (certeza das coisas que não se veem) e paciência para aturar toda a gozação das pessoas que zombavam dele e o agrediam com palavras.

    A arca representa a Igreja, corpo de Jesus! Lugar de salvação, de livramento e libertação! Lugar de relacionamento santo e sadio. Lugar onde Deus se manifesta a nós. Lugar onde aprendemos a esperar no Senhor. Tudo pela Graça do Senhor! Estamos todos nesta arca, e por isto damos glória a Deus! Quando Noé entrou na Arca, juntamente com sua família, Deus disse que estava fazendo uma ALIANÇA com ele, uma aliança que corresponde a uma capacitação de Deus, uma unção, para fazer tudo que era necessário dentro da arca. Depois que a arca foi fechada por fora, por Deus, não havia mais alternativa de ir para o mundo e “voltar para a arca”, como muitos têm feito, mas tinham que “PERMANECER ATÉ QUE”.

    Noé, sua família e os bichos permaneceram um ano dentro da Arca. Qual seria a rotina diária de cada um? Havia muita coisa para ser feita: lavar roupa, preparar os alimentos para cada refeição, lavar louças e panelas, limpeza dos cômodos usados pela família e do lugar onde ficavam os animais, alimentar apropriadamente todos os animais, achar uma maneira de armazenar o lixo e os dejetos (não havia como jogar para fora). No princípio era fácil louvar a Deus pela salvação, pelo livramento, pela comunhão da família, mas com o tempo veio a rotina, a mesmice, o não ter aonde ir. Quanto aos animais, não bastava alimentá-los; era necessário tratar deles. Imagine, um ano dentro daquela arca, tendo que esperar, esperar…

    Com certeza todos nós temos nossos problemas, nossas dificuldades, que muitas vezes parecem um verdadeiro dilúvio em nossa vida, e parece que não acabam nunca. O dilúvio está arrasando com tudo, parece que não vai sobrar nada para contar história. Noé entrou na Arca um mês depois de completar 600 anos e saiu no segundo mês após completar 601 anos. Estamos caminhando rapidamente para mais uma passagem de ano. Você suportou até aqui! O dilúvio já passou e as muitas águas se escoaram. O corvo enviado por Noé não voltou, significando que encontrou alimento. A pomba voltou com uma raminho de oliveira no bico. Deus já preparou uma nova unção para fazermos a vontade do Senhor. O tempo de sair da arca, e, novamente, possuir a terra, segundo o plano e a visão de Deus, está chegando (arrebatamento, bodas do Cordeiro, grande tribulação e milênio) precisamos estar preparados! Maranata!

    Isto significa também que os seus problemas e dificuldades que semelhantes a um dilúvio assolavam a sua vida, chegarão ao fim. Muitos dizem que passagem de ano é tudo igual, um dia como outro qualquer, mas para os que creem não é assim, principalmente quando Deus fala e nesta passagem de ano Ele certamente vai falar conosco: Não temas, o dilúvio na sua vida cessou, receba o livramento que você tanto esperava!

    A Paz do Senhor!

     

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    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

     

    Jesus Cristo – A luz do mundo, que dissipa as trevas

    30 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “[…] Falou – lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Conferir João 08).

     

    A Antiguidade Clássica

    A Historia de Jesus Cristo situa – se no período da Antiguidade Clássica da Roma Imperial com forte influência Greco – romana por todo o mundo conhecido de então. Roma havia preservado todo o legado cultural e geo – político herdado dos gregos. Diz – se que a Hélade (Magna Grécia) conquistou Roma (culturalmente). Por esta razão tantos judeus helenizados como Saulo que viria posteriormente a denominar – se Paulo. E também por esta razão que o Novo Testamento foi redigido em grego antigo. O latim era usado como língua vulgar para transações comerciais, assim como hoje o inglês é utilizado no mundo globalizado e o francês é usado atualmente nos círculos eruditos.

    Naquela época, Roma e todo o seu império eram pagãos. A religião pagã estava ligada diretamente com o Estado. E o culto aos deuses greco – romanos era uma questão de amor à pátria. Por esta razão, os imperadores – césares detinham o título de Sumo – Pontífice, ou seja, o Supremo – Sacerdote de Roma.

    Neste período, havia em Roma vários templos pagãos dedicados aos deuses. Um deles era dedicado a Vesta, a deusa responsável pela cidade e pela vida doméstica. As responsáveis pela manutenção de seu templo eram as virgens vestais. Uma de suas responsabilidades era manter aceso o fogo perpétuo que havia no templo de Vesta. Era o fogo da pátria, e por questão de superstição, se o fogo fosse apagado, a sorte de Roma seria terrível. No entanto, com o triunfo do cristianismo a partir do século IV, com a conversão de Constantino, todos os templos romanos pagãos foram proscritos e tudo que fosse relacionado a isto era proibido.

     

    Jesus Cristo – a chama que nunca se apaga

    A partir do século IV, com a conversão do Imperador Constantino, o cristianismo foi podendo desenvolver – se tanto culturalmente quanto financeira e politicamente. Alguns historiadores e teólogos defendem a tese de que a chamada “constantinização” da Igreja foi algo muito ruim. Na minha opinião, temos de ver os dois lados, porque existem dois lados – um bom e outro ruim. Mas, deixando de lado discussões referentes a isto, focalizemos Jesus Cristo, e sua importância para os cristãos. Com o triunfo do cristianismo, o mundo romano conhecido de então passou a ser mais civilizado, e a tendência brutal dos romanos foi modificada. Contudo, o amor de Cristo vem muitas vezes sendo esquecido pelo homem. Quantos políticos ditos evangélicos envolvidos com corrupção e que, mesmo conhecendo a Palavra de Deus, estão seguindo um caminho errado? E além disso, neste ano, temos visto tantos desastres em Mariana – MG e pudemos constatar o descaso das autoridades públicas e privadas. Que pena termos chegado a isto! Males da república, diria eu. E o terrorismo causado pelos terroristas.

     

    Conclusão

    O ano de 2015 não foi tão cem por cento quanto gostaríamos que fosse. No entanto, precisamos manter viva a nossa fé em Jesus Cristo. Mesmo diante de tantos  desastres, de tanta corrupção. A República no Brasil acabou, de pública a coisa (Estado ) não tem mais nada. Precisamos pedir a Deus que proteja o Brasil e o mundo. Porque tal como o texto bíblico que iniciou esta reflexão: ” Ele é a luz que dissipa as trevas e quem o segue, não andará nas trevas, mas terá vida”. E peçamos a Ele que mantenha a chama da fé em nossos corações. Uma chama que não pode ser apagada como em Roma, mas que deve ser mantida acesa por nossas orações e corações sinceros e honestos. Que Deus – O Grande Arquiteto do Universo – proteja e ilumine a todos nós. E que Seu Filho Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos proteja e nos guarde do inimigo e dê – nos um final de ano de 2015 mais tranquilo.

     

    Feliz Natal a todos.

     

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    Bruno Menezes é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro.

    QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA

    23 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    As profecias de Isaías 60 e 61 e o texto de Lucas

    Ambas as profecias de Isaías datam de cerca de 600 anos antes de Cristo. A do capítulo 60 foi dirigida a cidade de Jerusalém e seus moradores. A do capítulo 61 foi dirigida ao Messias. Cabe aqui esclarecer que a Palavra de Deus transcende o texto, isto é, Deus pode usar este mesmo texto para falar neste tempo conosco tanto individualmente quanto coletivamente (Igreja). Entretanto hoje queremos nos ater ao contexto, na certeza de que Deus tem algo a falar conosco.

    Em Isaías 60.1 vemos uma palavra de poder dirigida aos moradores de Jerusalém: “Levanta-te ou dispõe-te”; o povo estava desanimado, sem vigor, sem interesse pelas coisas de Deus! Deus requer uma atitude séria, confiante, animada, de quem é alvo das suas promessas. Deus não fala com quem está caído, prostrado, abatido. A sua palavra é: “Levanta-te para que eu fale contigo! Resplandece!”. Esta palavra significa brilhar intensamente! Até dispensa maiores comentários. “Porque vem a tua luz!”.

    OLHOS-E-OUVIDOS-ATENTOS-03-2012

     

    “Porque vem” significa uma certeza absoluta; não é “talvez venha”, e a luz, é o Messias, Jesus! Ele vindo, sua glória vem também (vide pastores nos campos de Belém). Nasce sobre ti – é a bênção que se desenvolve, que cresce. Começa pequena, mas não fica estagnada; cresce, para a glória de Deus. Hoje podemos discernir esta palavra profética pelo Espírito Santo, entretanto o tempo passou e Jerusalém não discerniu nada. Veio Jesus e deu testemunho em Jerusalém de que era o Messias e disse claramente que Ele é a Luz! Alguns entenderam e aceitaram, mas a cidade não!

    Então, no final do seu ministério entre nós ao se cumprirem todas as profecias, estando no Monte das Oliveiras, de onde contempla a cidade que deveria ser Cidade Santa, Jesus chora por Jerusalém – Lucas 19.41-44. Ele não somente chora, mas declara profeticamente a destruição de Jerusalém, que realmente foi arrasada no ano 70, pelas tropas romanas comandadas pelo general Tito, e Jesus disse: tudo isto porque “não reconheceste a oportunidade da tua visitação”! Ora, irmãos, Deus tem nos dado inúmeras oportunidades e quantas delas estão sendo desprezadas? Quanto a Jerusalém, permaneceu desolada do ano 70 até 1948, ou seja, por 1878 anos! Não vale a pena resistir ao chamado de Deus!

    Isaías 61.1-3 – Palavra profética dirigida ao Messias. Promessa de unção para exercer o ministério. Tão importante que faz parte da coletânea de 52 textos que é lida aos sábados nas Sinagogas do mundo inteiro; são as parachás e raftarás, a lei e os profetas.

    O texto de Lucas nos diz que estando Jesus presente na Sinagoga de Nazaré, foi lhe dado o rolo de Isaías para ler a raftará daquele sábado. Jesus leu solenemente e quando todos aguardavam os seus comentários como Mestre em Israel, ele simplesmente declara com ênfase: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”.

    Era Jesus, o Messias, tomando posse da Palavra Profética e da unção que ela contém para exercer o seu ministério. Na maioria das vezes as profecias não se cumprem automaticamente, mas é necessários exercitar a fé, assumindo responsabilidades e tomando posse explicitamente da promessa de Deus.

    O povo de Israel pagou um preço caro, e tem pago ainda, por não entender e não assumir o que Deus preparou para eles no reino espiritual. No reino natural, se tem usado a Escritura como estratégia de guerra, e Deus, que é fiel, tem honrado o seu nome e tem dado inúmeras vitórias ao seu povo, que conta também com as orações e clamores da Igreja de Jesus Cristo no mundo inteiro.

    Por outro lado, se Israel não tomou posse de Isaías 60.1, a Igreja o fez, recebendo o batismo do Espírito Santo em Pentecostes e posteriormente, em todas as oportunidades que o Espírito Santo é derramado sobre a Igreja em todo o mundo. Ao iniciarmos mais um ano da graça do Senhor Jesus cumpre a nós escolher, como Igreja, qual atitude adotar diante das promessas de Deus: tomar posse ou não, arcando com as consequências que a própria Palavra nos indica. Quanto a Isaías 61.1-3, como discípulos do Senhor Jesus, podemos e devemos imitá-lo, assumindo as responsabilidades da Palavra profética e tomando posse para que ela se cumpra em nossa vida de maneira completa em cada dia deste novo ano em nossas vidas.

    Cabe, ainda, fazer um pequeno comentário sobre o texto de Isaías 61 v. 1, que diz: “porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração”. Vejo aqui uma explicação porque as pessoas tem dificuldade para aceitar Jesus como Salvador e Senhor, como também a cura das enfermidades. Falta quebrantamento! Isto nos ensina que antes de pregar e fazer apelo, individualmente ou coletivamente, precisamos pedir, com fé, que o Espírito Santo quebrante as vidas para que elas possam ser salvas e curadas! O choro é uma evidência de quebrantamento, portanto deixe as pessoas chorarem, é Deus agindo!

    Imagine três círculos, cada um dentro do outro. O primeiro, de fora, representa o corpo, o segundo representa a alma, nossos sentimentos e emoção e o terceiro círculo, interior, representa o nosso espírito. Ora, para que o nosso espírito seja tocado, é preciso quebrar a alma e o corpo, abrindo passagem para o Espírito Santo poder agir.

    “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à Igreja”.

     

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    ENTENDES O QUE LÊS?

    12 nov 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Filipe e o Eunuco – Atos 8

     

    Lucas, médico e companheiro de Paulo nas suas viagens missionárias, é também o escritor do evangelho que leva o seu nome e do livro de Atos. Resolveu, inspirado pelo Espírito Santo, narrar o que aconteceu no ministério do diácono e evangelista Filipe quando este estava em  Samaria, por causa da perseguição que se desencadeou em Jerusalém após a morte de Estêvão.

     

    Era impressionante como Deus estava operando poderosamente na conversão de judeus e abrindo novas igrejas locais.   

     flipe-eunuco

    Então, a partir do verso 26, surge outra narrativa que aparentemente não tem nada a ver com o que estava acontecendo.

     

    Depois de um dia de muitas atividades, apareceu um anjo a Filipe e falou com ele.  Entendo que Deus tinha urgência em realizar uma determinada missão. Deus precisava de alguém obediente, que respondesse rápido, que tivesse iniciativa e fosse capaz de resolver plenamente o desafio.

     

    Por isto enviou um anjo (mensageiro) para falar com Filipe. E o anjo disse: “Levanta-te”! No meio espiritual e no meio militar esta é uma palavra de ordem, de autoridade, de comando, que exige uma resposta imediata. Caracteriza uma urgência e um estado de prontidão. De outra parte, levantar-se para ouvir o que Deus quer falar, mostra que Deus não fala com quem está caído, é preciso levantar e ouvir atentamente. Outra coisa é que Deus só revelou uma pequena parte do que Ele queria. De modo geral temos dificuldade de apreender muitas coisas de uma vez só. Então, à medida em que obedecemos nos capacitamos a receber mais revelações ou mais detalhes do que  Deus quer (é assim no mundo inteiro)!

     

    O anjo disse a Filipe: “Levanta-te e vai e imediatamente”. Filipe levantou-se e foi.

     

    As coordenadas do local de encontro:

    - Região sul

    - Caminho que desce de Jerusalém para Gaza, deserto

    - Identificação da pessoa: um homem etíope, eunuco, mordomo-mor (tesoureiro/administrador) da rainha Candace, prosélito (convertido) da religião Judaica e que tinha ido a Jerusalém prestar culto a Deus. Certamente tinha consigo listas de nomes com várias necessidades, que apresentou a Deus. Agora estava de regresso à sua terra.

     

    Qual a necessidade deste homem?  

    Ter um encontro com Jesus, ser batizado nas águas e no Espírito Santo e discernir a Palavra. E é justamente aí que se encaixava Filipe.

     

    Ele avista a carruagem do etíope, que já havia passado, mas Deus manda correr para alcançá-la. Então, obedecendo a Deus, Filipe a alcança e ouve o eunuco lendo em voz alta o rolo de Isaías, sem perceber que tinha companhia.

     

    Filipe grita: “Entendes o que lês”? Resposta: “Como, se alguém não me ensinar”?

     

    O eunuco manda parar o carro e convida Filipe a ir com ele.

     

    Antes de prosseguir, vamos pensar um pouco sobre o oficial etíope: embora Lucas não mencione os detalhes que antecederam a viagem, é lícito que meditemos em alguns pontos:

    1) Não parece que era a primeira vez que fazia esta longa (9.450 km) viagem;

    2) Imagino que seria a última;

    3) Se Deus tinha o propósito de usar o oficial para levar o evangelho para a Etiópia, tinha que acontecer nesta viagem;

    4) O custo da viagem: caríssimo! Ida e volta!

    5) O rolo de Isaías: caríssimo!

    6) Portanto, tudo tinha que dar certo. E deu!

    7)  A participação de Filipe era fundamental, por isto Deus o escolheu!

     

    Agora, voltando ao ponto onde paramos. Filipe subiu no carro do oficial, que não conseguia entender de quem falava o texto profético, que dizia o seguinte: “Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca.  Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra”. Respondendo o eunuco a Filipe, disse: “Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro”?  Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E era tão grande a unção que estava sobre os dois, que ao ver água o eunuco mais do que depressa, humildemente, fez a pergunta mais importante da sua vida: “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?”. Filipe pediu um testemunho que realmente confirmasse seu desejo de nascer de novo e tornar-se uma nova criatura. Disse Felipe: “É lícito, se crês de todo o coração”. E, respondendo ele, disse: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. Então mandaram parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este momento merecia estar sendo filmado, com a participação de toda a Igreja; uma grande festa. Mas não foi assim, foi muito melhor, porque tenho certeza que um exército de anjos estava ali presente, se alegrando e exaltando o Santo  Nome do Senhor!.  Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho. Mas Filipe achou-se em Azoto e, indo passando, evangelizava todas as cidades, até que chegou a Cesaréia. Atenção: Filipe foi transferido totalmente, corpo, alma e espírito, roupa e o que mais tivesse em suas mãos.

     

    Na Etiópia surgiu uma Igreja Cristã, com discipulado e tudo. Quem terá sido o responsável?

     

    Um breve testemunho: Numa das muitas viagens que eu, minha esposa e meus filhos fizemos, da Ilha do Governador, RJ  para Domingos Martins, ES, estávamos cantando, quando passamos na  entrada de Rio Bonito, RJ, onde, do lado  esquerdo havia uma fábrica que construiu uma grande faixa de alvenaria com os seguintes dizeres: “Confesse com a tua boca que Jesus Cristo é o Senhor!”. Então eu disse para minha família: vamos confessar todos juntos, bem alto e forte.  E assim o fizemos! Imediatamente tive que parar o carro no acostamento, porque o Espírito Santo veio com sua glória e seu poder sobre nós, de tal maneira, que custamos a parar de chorar e glorificar ao Senhor!  Nesta Palavra há poder! Amém!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

     

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