• Inscreva-se no RSS da Catedral
    Listagem de "Colunas"

    A ESPERANÇA MESSIÂNICA NA TRADIÇÃO BÍBLICA

    1 mar 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “ Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo.Quando vier, Ele nos anunciará todas as coisas.” Jo 4:25

    O substantivo hebraico Maxiah tem com significado untar, ungir. O conceito de Maxiah passa na tradição do antigo testamento a retratar alguém com representatividade e legitimidade concedida por Deus. Comumente, a ocorrência do termo Maxiah junto ao nome de Deus reafirma a posse do carisma divino ao eleito no ato da unção. O ungido tem a missão de ser o mediador da bênção divina ao povo.

    Outro aspecto importante na tradição messiânica do antigo testamento é a relação estreita entre o messianismo e esperança bíblica. A esperança bíblica tem o seu nascedouro no contexto onde predomina a injustiça social, a violência de natureza diversa, instabilidade econômica, política e a perda do significado e sentido da vida, principalmente entre os marginalizados e sofridos pelo processo de exclusão social e religiosa.

    O messianismo está pautado no imaginário idealizado, que enfatiza a busca por um novo significado existencial. O pavimento do messianismo bíblico está na criação de uma nova ordem social e religiosa e que tem na esperança em Deus a sua maior expectativa.

    A esperança messiânica perpassa a história do povo bíblico em todo o antigo testamento. Destaca-se o messianismo do reino do sul, onde a campesina Judá e a cosmopolita Jerusalém alimentam sua esperança messiânica. A tradição messiânica de Jerusalém está fundamentada na teologia construída sobre a casa de Davi. A sucessão real ancorava-se na promessa de uma dinastia sem fim. As principais características do  messianismo de Jerusalém é a sua institucionalização fundamentados na elite sacerdotal, nos profetas da corte e nos funcionários e políticos da monarquia.

    O símbolo do cetro real demonstra a consciência que se constrói em torno dessa tradição. A esperança messiânica de Jerusalém é de característica guerreira, onde força, dinastia sem fim e ações bélicas marcam suas ações. O messianismo de Judá tem sua esperança messiânica no modelo do Messias-pastor e o símbolo no cajado. O referencial está na unção do jovem e frágil pastor de ovelhas, filho de Jessé. Belém é o lugar que representa a esperança de pastores, agricultores e profetas, como Miquéias.

    No messianismo de Judá, evidencia-se o carisma ( unção de Javé), a fragilidade existencial, o cuidado pastoral e a coragem nas adversidades e pelejas.

    Na tradição dos evangelhos, percebe-se que há grupos e partidos religiosos que alimentam essas duas tradições messiânicas. Nos evangelhos, a perspectiva está no anúncio do Cristo de justiça, sabedoria e direito (livro do Imanuel) relatado na literatura messiânica do profeta Isaias e na construção teológica de Miquéias sobre o pastoreio do Messias, onde o símbolo é o cajado e a unção é de Javé.  

    No evangelho de João, percebemos uma teologia pastoral, onde o Messias Jesus é descrito como o bom pastor, que dá a vida por suas ovelhas. Na tradição do novo testamento, não há evidências que corroborem  a esperança de um messias guerreiro, que restauraria Israel através de ações bélicas, mas sim do messias comprometido com o ser humano, cujo maior propósito é o cuidado e o direito à vida abundante.

    _ _

    Rev. Marcello Fraga

     

     

    A PALAVRA DE DEUS NO COTIDIANO: uma breve reflexão teológica!

    28 jan 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz e mais   penetrante do que qualquer espada  de dois gumes; ela penetra até a divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. – Hb 4:12

     

    A PALAVRA DE DEUS NO COTIDIANO: uma breve reflexão teológica!

     

    Para que haja uma reflexão constante sobre o uso da bíblia e sua utilidade na vida e prática do ser humano, é necessário  compreender como a dinâmica existencial foi vital na construção dos textos bíblicos e como tornou-se imprescindível na compreensão dos dilemas e realidades da vida diária.

    É evidente que os textos bíblicos nasceram da relação estreita entre a fé do povo e as demandas do cotidiano, entre a relação do ser humano com o seu Deus. Como em qualquer momento histórico, o cotidiano apresenta-nos as suas demandas e desafios. É neste contexto que a Igreja é chamada, de alguma forma, a ser um farol que ilumina o caminho, tendo na sua tradição, herança teológica e bíblica, os principais pilares na compreensão e discernimento da realidade cotidiana.

    É importante salientar que a bíblia no cotidiano deve interagir e pontuar caminhos que respondam com as demandas do tempo presente. O maior desafio sempre será levar o texto de volta à vida e assim, direcionar o ser humano na descoberta do sentido e significado do amor, da fé e do serviço ao próximo.

    É de vital importância ressaltar que os textos bíblicos nascem primeiramente a partir de um ambiente de oralidade e se desenvolvem até alcançar a forma de textos canônicos. Levar os textos bíblicos de volta para o chão da vida é e sempre será um desafio a qualquer geração.

    Não relacionar o texto bíblico  à vida pode provocar no ser humano um distanciamento da espiritualidade cristã, bem como da saudável aplicação do mesmo ao caminho. Já aconteceu em vários momentos da história do cristianismo o distanciamento do povo, da tradição e reflexão bíblica. Do cristianismo nascente, com a sua percepção aguçada sobre a importância da correlação espiritualidade e cotidiano, passando pelo dogmatismo eclesiástico, desenvolvido na institucionalização da Igreja, até o período histórico, denominado de iluminismo, que enxergava os textos bíblicos meramente como construções históricas, sem utilidade na vida presente, e assim, dando a razão à condição de ser a intérprete da vida diária.

    Outra questão é o distanciamento relacional entre a bíblia e o cotidiano. Distanciamento que poderá provocar a perda ou reducionismo do significado que o texto tem para a existência e, assim, servir meramente para uma simplória sistematização e normatização dos pressupostos da fé.

    Um exemplo pertinente sobre a relação bíblia-cotidiano está no texto do livro de Deuteronômio conhecido pela tradição judaico-cristã como Shemá ( Dt 6:4-9). Nele, é possível encontrar subsídios para a releitura do evangelho de Jesus fundamentado em     dois principais mandamentos: “Amar a Deus e ao próximo”.

    No Shemá/ouvir, amar é preceito para a vida. Amar é necessário e dever ser feito com intensidade de ser e com vitalidade existencial.  No mesmo contexto, está a importância do ensino, que se desenvolve a partir da compreensão do significado da palavra (dabar) e caminho (derek).  Palavra e caminho estão correlacionados à vida e à presença de Deus no cotidiano. O Shemá/ouvir enfatiza as marcas distintivas que alicerçam o caminho na palavra e a palavra no caminho. É um chamado permanente a adorar a Deus e a ensinar e aprender.

    Ao estabelecermos critérios para a prática da bíblia na vida diária, é importante salientar a necessidade de aplicá-la às diversas dimensões da existência e espiritualidade. Da liturgia até as mais modernas ferramentas de comunicação social.  Em todos os espaços, a ênfase deve ser sempre o iluminar o caminho através da presença e palavra de Deus.

    Os textos bíblicos não devem ter outro sentido e significado que não seja viabilizar a vida. Dissociados da vida e do cotidiano, não somente inviabilizam a existência, como submetem a consciência a um estéril literalismo, que desenvolvido na rigidez das regras, estabelece-se como fundamentalismo religioso.

    A vida cotidiana não pode ser a intérprete dos textos bíblicos. É a palavra que ilumina a vida e não o cotidiano. Quem assim pensa, submete a sua consciência ao subjetivismo e incoerência bíblica. Outro perigo é a tendência a ler as escrituras como simples documentos históricos ou coletânea dogmática. Tais leituras, dissociadas da experiência existencial, desvalorizam a história de fé de um povo para sustentar-se nos pressupostos racionalistas.

    _ _

    Rev. Marcello Fraga

    A BACIA DE BRONZE

    21 jan 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Textos: Êxodo 30.17-21; 31.9; 38.8; 40.7

     

    “Farás também uma bacia de bronze…”

     

    Este artigo faz parte do estudo sobre o Tabernáculo, de minha autoria, e está sendo publicado por se tratar de um assunto sempre atual.

     

    1 – Introdução e Considerações

     

    O que é a Bacia de Bronze?  O contexto é a própria história do povo de Deus. Depois de mais de 400 anos de cativeiro no Egito, Deus ouve o clamor do seu povo e levanta um homem, Moisés, com quem teve um encontro pessoal, na Sarça Ardente, que ardia, mas não se consumia. A partir daí Deus daria sempre a orientação necessária a Moisés que a transmitiria ao povo. O passo seguinte era preparar o povo para a saída. O ponto de encontro seria no Monte Sinai, onde Moisés passaria 40 dias e noites, sem água, sem comida, mas na presença de Deus, totalmente sustentado pela Glória do Senhor. E Deus escreve os 10 Mandamentos, na pedra, orienta sobre as leis e regulamentos, e a construção do Tabernáculo.

     

    O Tabernáculo era uma espécie de templo portátil e também o lugar de onde Deus falava com Moisés; era o único lugar de culto da religião Judaica.

     

    O povo hebreu, acampado em torno do Tabernáculo, só tinha acesso até o altar dos holocaustos. Entravam pela porta do átrio e permaneciam de pé no átrio, distribuídos até o altar dos sacrifícios (holocaustos). Somente os sacerdotes sorteados para o serviço no Santuário podiam passar, parando, primeiro, na bacia de bronze, que ficava num lugar estratégico: ENTRE o Altar dos Holocaustos e a Porta de entrada do Santuário. É que os que estavam de serviço, antes de entrar pela porta do Santuário, precisavam parar na bacia para lavar os pés e as mãos. Depois de expiada a culpa, antes de servir, precisamos lavar diariamente as mãos e os pés, que se contaminam constantemente nos relacionamentos e na caminhada. É a santificação diária que nos aperfeiçoa e nos capacita a servir.

     

    Uma vez regenerados, transformados, precisamos prosseguir e ser aperfeiçoados. Subjugar o velho homem e a velha natureza é assunto para todo dia. O pecado não terá domínio sobre nós, se nos apresentarmos como vivos para Deus, mortificando, pela lavagem da regeneração, os nossos membros (Romanos 6).

     

    2 – Materiais empregados: bronze (espelhos) e água pura

     

    Bronze é o resultado da fundição do cobre com o estanho, e fala da autoridade divina de Jesus para conhecer o pecador, compadecer-se dele e também julga-lo. Bronze é o Jesus, Divino, Juiz, Duro, resistente a qualquer situação. A bacia, na forma de uma grande taça, é toda ela bronze maciço, inclusive a base, é, portanto juízo sobre juízo.

     

    Agora uma parte muito importante da bacia: quando Moisés falou que precisavam de cobre como matéria prima, Deus falou com as mulheres que esta era a oportunidade de participarem da obra do Senhor, doando seus espelhos de cobre (não havia ainda objetos de vidro) e as mulheres doaram seus espelhos, abriram mão de algo muito importante para elas. Estes espelhos foram derretidos e se transformaram na Bacia revelada por Deus a Moisés. Esta Bacia, depois de pronta, não tinha como identificar o quê era de quem. Na minha experiência de 35 anos de ministério pastoral, pelas Igreja por onde passei, sempre dei todo apoio ao grupo das mulheres e fui por elas sustentado em oração pelas madrugadas, num trabalho anônimo e incessante, mas visto de perto pelo Senhor.

     

    A bacia fala de Jesus, que na última ceia lavou os pés de cada discípulo. Jesus é a Palavra. Não precisamos mais de um espelho humano para ver o que há de errado conosco, mas a Palavra é que nos vai revelar o que precisa ser mudado, melhorado. “A própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.” (João 12.48) Ver também Tiago 1.23-24.

     

    Água – serve para lavar, limpar, purificar. Uma equipe médica, antes de uma cirurgia, passa um bom tempo lavando as mãos e escovando as unhas. Jesus disse a Pedro, em João 13.8 “se eu não te lavar, não tens parte comigo”

     

    3 – Conclusão

     

    A bacia de bronze fala de Jesus como Juiz, que julga nossas atitudes do dia-a-dia e requer de nós uma santificação também dia-a-dia. Esta santificação diária vem pela Palavra, que é também o nosso espelho. Temos que nos espelhar no Senhor Jesus!

    A bacia fala do cuidado e da responsabilidade de quem exerce qualquer serviço na Casa de Deus, e fala de morte para quem não observar a orientação de Deus. A Bacia nos lembra que somos chamados a prosseguir em nossa caminhada, porque somos Sacerdócio real.

     

    Deus te abençoe!

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    O encontro

    21 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Lc. 2.22-35

    Deus, o nosso Deus, é Deus de aliança. Jesus, como perfeito judeu que era, desde o seu nascimento, cumpriu ou foi levado a cumprir, todos os preceitos da Lei. Assim, ao oitavo dia de vida, foi levado pelos pais ao Templo para ser apresentado a Deus, consagrado e circuncidado. A consagração tem o sentido de “entrega total” a Deus. É como se os pais, neste ato tão importante, estivessem “devolvendo” para Deus o filho consagrado, reconhecendo que eles como pais naturais, vão tomar conta, cuidar, educar e fazer tudo o que devem fazer, mas reconhecendo que aquele filho “pertence” a Deus.

    Mas para levar o filho de volta para casa é necessário resgata-lo, oferecendo o sacrifício que a Lei determina. Como eles eram pobres, deviam oferecer um par de rolas ou dois pombinhos. A narrativa bíblica descreve que José e Maria levaram Jesus a Jerusalém para apresenta-lo a Deus. Isto nos dá a dimensão da importância deste ato no mundo espiritual. Há, ainda, uma coisa interessante: se a circuncisão for feita ao oitavo dia, não haverá hemorragia e a dor será muito pequena! A lição maior nesta narrativa bíblica é a fidelidade do povo de Deus em cumprir este ritual até os nossos dias, no mundo todo, fazendo deste dia, um dia de festas na comunidade. Por isto Lucas registrou o fato, para mostrar que Jesus fez tudo exatamente como devia ser feito.

    Simultaneamente o texto bíblico nos informa a respeito de um certo judeu de Jerusalém, chamado Simeão, homem idoso, justo, piedoso e que esperava a manifestação do Messias. O Espírito Santo estava sobre ele e lhe dera uma revelação: não morreria sem antes ver o Messias de Deus! Como Deus é maravilhoso!

    Simeão não era uma pessoa influente, nem fazia parte da hierarquia da religião judaica, nem qualquer coisa semelhante. Era apenas justo e piedoso e aguardava o Messias, e por isto Deus se agradou dele e resolveu presenteá-lo com a bênção de ver pessoalmente, ter um encontro, com o Messias. Deus não marcou dia, nem hora, nem lugar. Mas movido pelo Espírito Santo, ele foi ao lugar certo, na hora certa e encontrou as pessoas certas. Certamente Simeão ia todos os dias ao Templo, fazendo a sua parte, até que aconteceu o encontro.

     

    45d418e3-e2b9-46d8-934d-057d88a4f9c5

    Quando José e Maria, com Jesus no colo, entraram no Templo, o Espírito Santo revelou: É ELE! Simeão partiu em direção ao casal e tomando Jesus nos braços, louvou a Deus com uma oração na forma de cântico. Os pais nem tiveram tempo de reagir, mas a presença de Deus devia ser tão marcante que eles simplesmente se submeteram. O cântico/oração de Simeão é autoexplicativo: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação…”. Esta é a obra do Espírito!

    Nada de blá-blá-blá, mas obediência, pura e simples à Palavra de Deus, escrita e revelada pelo Espírito Santo. Somente três pessoas sabiam que aquela criança de apenas 40 dias era o Messias: Maria, sua mãe, José, seu pai nomeado pelo Pai, e Isabel, a quem o Espírito Santo revelou, e agora, Simeão, a quem também o Espírito Santo quis revelar. Era, também, mais uma confirmação para Maria ter a convicção de que, realmente, o que Deus fala Ele confirma!

    Aqui estamos nós reunidos como Igreja do Senhor Jesus Cristo. Pelo alto padrão da Palavra, devíamos todos ser, homens e mulheres, justos e piedosos, que aguardam a vinda do Senhor Jesus para o arrebatamento, Maranata! E se há um lugar apropriado para este encontro é justamente aqui onde estamos, na Casa do Senhor!
    O v. 27 diz que “movido pelo Espírito” Simeão foi ao Templo. E nós? Podemos dizer que estamos aqui “movidos pelo Espírito”? Devia ser assim, amém? E lá no Templo, aconteceu algo de extraordinário que pudesse chamar a atenção? Não! O que aconteceu foi um ENCONTRO! MOVIDO PELO ESPÍRITO SANTO! Deus foi glorificado neste encontro!
    Não viemos aqui para ver coisas mirabolantes acontecerem, mas para ter o nosso encontro com o Senhor Jesus, movidos, direcionados pelo Espírito Santo que nos revela todas as coisas que necessitamos.

    A Ele, toda a glória, todo louvor, toda honra, agora e para sempre, amém!


    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    * Mensagem pregada em 21/01/2010

     

    Advento II

    14 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Is. 11:1-2

     

    O nome de Isaías significa “Salvação de Jeová”. É considerado o maior dos profetas e aquele que anunciou o Messias com maior riqueza de detalhes. É chamado de “o profeta evangélico”. Profetizou por um período de cerca de 50 anos, por volta do ano 700 a.C. (740 a 695). Era neto do Rei Joás e primo do Rei Uzias. Profetizou durante o reinado de Uzias, de seu filho Jotão, depois Acaz, Ezequias e Manassés, que teria mandado matá-lo de maneira cruel, enfiando o profeta no tronco oco e seco de uma árvore e serrando o tronco no meio (segundo a tradição judaica). O contexto da profecia do cap. 11 é de Deus exercendo juízo sobre o reino do norte, Israel, por causa da sua grande desobediência. Deus permitiu que os Assírios invadissem e destruíssem o reino do norte e até mesmo ameaçasse fazer o mesmo com o reino do sul, Judá. Famílias inteiras foram dizimadas, destruídas. A figura da árvore tombada, representa a família destruída. O cap. 6:13 fala de árvores desfolhadas e derrubadas, das quais sobraram somente o toco.

     

    1. “tronco de Jessé”

    A profecia de 11:1 parte da idéia da árvore derrubada, da qual deixaram somente o toco. Tronco de Jessé fala da família de Jessé, que ficou no toco, isto é, já não há possibilidade de recuperação, de livramento, humanamente falando. Só mesmo acontecendo coisa nova!

     

    1. “brotará um rebento”

    A palavra original em hebraico é hôter que dá idéia de broto delicado, rebento novo e fino que começa a subir! É nova vida! Salvação! É milagre! Coisa nova que sai do toco aparentemente destruído. É isso que o Messias é! Aleluia!

     

    1. V.2 – “e repousará sobre ele o Espírito do Senhor…”                    

    Este broto novo, da raiz de Davi, tem algo diferente: a presença do Espírito Santo, que produz frutos na personalidade de quem é renovo! São os sete espíritos de Deus, conforme Ap. 5:6b.

    Espírito do Senhor – que unge, que capacita, que testifica do Senhorio de Deus, Todo Poderoso!

    Espírito de Sabedoria – capacidade de discernir a natureza, a origem das coisas, principalmente as espirituais.

    Espírito de Entendimento – capacidade de diferenciar as coisas, “o que é o quê”, sem se deixar enganar.

    Espírito de Conselho – dom de formular conclusões corretas.

    Espírito de Fortaleza – energia necessária para colocar em prática as conclusões.

    Espírito de Conhecimento de Deus – que se forma dentro da comunhão amorosa com Deus.

    Espírito de Temor do Senhor – é um temor absorvido pela reverência.  gera vida, e aqui gera vida eterna, é o único que tem esta condição!

     

    Embora o pecado e a desobediência tragam conseqüências desoladoras para as pessoas, suas famílias e toda a nação há um Deus que provê o livramento através do seu Filho Unigênito, a RAIZ DE DAVI, o renovo que salva, que cura, e que batiza com o Espírito Santo, cujas manifestações estão tão bem profetizadas neste texto. Natal é isto! Amém!

     

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    A visita dos magos , a estrela e os presentes

    14 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.
    E perguntavam: Onde está o recém – nascido Rei dos Judeus Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.
    Tendo ouvido isso, alarmou – se o rei Herodes, e , com ele, toda a Jerusalém;
    Então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer.” (Cf. Mateus 2, 2 -4).

    O mês de dezembro é chegado e apesar de que provavelmente Jesus Cristo tenha nascido em abril (aviv no calendário judaico), pela tradição começada pelos primeiros cristãos, perpetuada pela igreja católica e mantida por nós metodistas como 24 e 25 de dezembro, respectivamente véspera e dia de Natal. O presente estudo que trago ao conhecimento dos irmãos e irmãs é sobre os magos que vieram do Oriente. Muitos sempre trabalharam com conceito de “3 reis magos”, certamente não eram reis.

    Os magos

    Conforme o escritor Paul Lawrence em “Atlas Histórico e Geográfico da Bíblia” na página 136:

    “De acordo com o Evangelho de Mateus, Maria e o menino Jesus receberam visitantes misteriosos vindos do Oriente, os quais o texto grego chama de magoi, um termo latinizado para magi e traduzido como “magos” ou “sábios”. Esse acontecimento parece ter ocorrido algum tempo depois do nascimento de Jesus, pois sua família estava vivendo numa casa”.

    Esta passagem bíblica implica em várias questões que a Igreja Cristã de modo geral trata como polêmica. De onde vieram, o que faziam, eram astrólogos, magos, o que significa.

    O próprio autor supracitado responde no mesmo livro tais questões:

    “[…] Muitos propõem que eram da Babilônia, o centro da astronomia antiga. Astrólogos babilônios ocupavam – se desde tempos remotos com a observação dos astros que pressagiavam o bem ou o mal para a “terra do Ocidente”, ou seja, a Síria – Palestina. No entanto, é mais provável que os magos fossem provenientes da Pérsia . A palavra magos é derivada do termo persa magush , que denotava uma classe de astrólogos.
    O número 3 é associado tradicionalmente aos magos devido aos três presentes oferecidos. A designação – reis não possui base neotestamentária, originando – se de um desejo de retratar os visitantes do Oriente como o cumprimento de uma profecia do Antigo Testamento nas quais reis prestam homenagem ao Senhor.”

    Seguindo a estrela

    Em conformidade com o Evangelho de Mateus, os magos tomaram conhecimento do nascimento de Jesus através da observação das estrelas. Era o começo do percurso da moderna astronomia que naqueles tempos denominava – se astrologia. Um corpo estelar específico chamou a atenção destes sábios e estes reconheceram que anunciava o nascimento do “rei dos judeus”. Segundo Mateus relata, a estrela que conduziu os magos a Belém havia aparecido no Oriente nua determinada ocasião e se movido adiante deles até parar no local onde o menino se encontrava.
    Pesquisas sobre essa estrela que deve ter aparecido antes da morte de Herodes, o Grande, no final de março de 4 a.C. sugerem as seguintes hipóteses:
    1. A conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes ocorreu três vezes durante o ano 7 a.C (em maio, outubro, e dezembro). Contudo, deve ter sido um fenômeno de curta duração e não seria descrito como sendo apenas uma estrela.
    2. Há quem proponha uma supernova, uma estrela que “explode”. Sugeriu – se que registros chineses de 4 a.C. mencionam uma supernova visível próxima à estrela Alfa Aquiles, mas as supernovas astronômicas extremamente raros e não se deslocam no céu. Além disso, e o termo em questão diz respeito, na verdade a um cometa.
    3. Registros chineses se referem a três cometas. Um visto, em agosto de 12 a.C., é o famoso cometa de Halley, também mencionado em registros romanos, mas que passou muito antes do nascimento de Jesus. Outro cometa, avistado em abril de 4 a.C., também não pdoe ser considerado a estrela. Sua passagem foi tardia demais, pois Herodes faleceu no final de março daquele ano. Resta, ainda, um cometa visível por setenta dias entre março e abril de 5 a. C., chamado em chinês de sui – hsing (estrela – vassoura), ou seja, um cometa com uma cauda. Ao percorrer seu caminho ao redor do sol, o cometa fica temporariamente invisível, como a estrela dos magos que desaparece enquanto eles viajam de Jerusalém a Belém.

    Os presentes

    Mateus registrou que os magos presentearam o menino Jesus com ouro, incenso e mirra. O incenso e a mirra eram originários do sul da Arábia, o reino de Sabá no Antigo Testamento. Isso não significa, porém, que os magos vieram de lá, pois as caravanas percorriam rotas movimentadas levando esses produtos para a Síria e a Palestina ao norte e também para a Babílônia, de modo que os magos podem ter comprado o incenso e a mirra na Babílônia. É igualmente possível que tenham comprado os presentes a caminho da Palestina, no bazar de Damasco, ou mesmo no mercado de Jerusalém.

    O ouro representa o esplendor real. O incenso era um ingrediente do incenso sagrado queimado no tabernáculo em sinal de adoração e para fumigar o ambiente. A mirra, um dos ingredientes do óleo da unção, era usada em cosméticos e no embalsamamento. Foi misturada com aloés e aplicada ao corpo de Jesus depois da crucificação.

    Conclusão

    Antigamente os sábios (quer fossem astrólogos, magos de modo geral) prenunciavam o nascimento de um rei através das estrelas. A importância deles sempre foi muito grande, e não somente limitou – se a Antiguidade Oriental e Clássica. Foi muito presente na Idade Moderna como podemos observar na corte da Rainha Elizabeth I que consultava o Dr. Dee que era um ocultista dedicado a astrologia e outros conhecimentos esotéricos. Foi eclipsada pela Revolução Científica no século XVII, mas teve alguns luminares como Isaac Newton. No tocante aos demais assuntos abordados, observamos que os presentes que Jesus recebeu eram referentes a Sua importância (Rei – Profeta e – Salvador). Por fim, desejo a todos que leram meus estudos durante este ano, um bom Natal, com a presença do Espírito Santo, e com o amor de Jesus Cristo em seus lares.

    Feliz Natal – Bruno M. Menezes

     

     _ _

    Bruno Menezes é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro.

    VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES?

    7 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

               “Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.” (Albert Einstein).

              Estamos vivendo um tempo em que muitas tragédias estão acontecendo no mundo. Quando  tomamos conhecimento das notícias, um grande desânimo toma conta de nós. Vemos tanta tristeza e nos perguntamos se existem milagres, já que estamos perto do Natal.

    Na época em que o furacão Katrina atingiu Nova Orleans, Allen Toussaint, músico e compositor americano, teve sua casa e seu estúdio destruidos. Ele, que tocava desde os 17 anos e levou o som de Nova Orleans para âmbito nacional, perdeu seus pertences e a herança musical sua e dos americanos, explicou em entrevista como se recuperou da tragédia: “O mais importante é a vida, a esperança e a fé no futuro.  Perdi coisas tangíveis, mas pensei: Isto tudo me serviu bem até hoje. Agora, eu tenho um recomeço e espero por surpresas maravilhosas.” Uma delas foi a gravação do álbum “The river of reverse”, com o amigo Elvis Costello. Os shows que fizeram juntos para ajudar os desabrigados do Katrina, deram origem ao disco lançado  um ano depois. Aí, passaram a se apresentar em vários lugares do mundo. “Aquilo me fez gostar de sair para cantar minhas canções. Porque a maior parte do tempo, eu passava compondo para outras pessoas cantarem.” Aclamado com Grammys, integrante do Hall da Fama do rock and roll e um dos mais influentes nomes da música de Nova Orleans, ele faleceu no dia 9 de novembro passado, aos 77 anos, logo após um show em Madrid. Estava participando de uma tournée por vários países. Quando tudo parecia terminar em sua vida, algo não morreu: a esperança.Aquele homem de 67 anos poderia se desesperar. Mas, o desespero é a falta de esperança e a esperança se origina na fé. Muitas vezes, o milagre não acontece nas coisas tangíveis, mas no interior do homem. Podemos dizer que este homem morreu com a sensação de missão cumprida. Não se deixou vencer pelos obstáculos. Aquilo que poderia levá-lo a desistir da vida, fez com que a recomeçasse. Penso que Jesus veio ao mundo para cumprir uma missão e nós também. Cada dia, ao abrir os olhos, estamos diante de um milagre: o milagre da vida.

    501768dd-4910-449c-901c-86f9fe1a082b

                Estamos próximos do Natal, época em que comemoramos a vinda do Messias, do salvador. “O povo, que andava nas trevas, viu uma grande luz”( Isaias 9:2).   Atualmente, ao andarmos nas ruas, vemos muitas luzes. As lojas, as casas, tudo fica lindo, iluminado, com vida. Vivemos uma grande crise política, financeira, passamos por tragédias no país e no mundo. Muitos se revoltam, outros ficam tristes. O mundo sofre com o terrorismo. Um francês, Antoine Leiris, escreveu no Facebook sobre a perda de sua mulher, a mulher da sua vida, a mãe de seu filho de dezessete meses. Ela era maquiadora, cabeleireira e filmava durante apresentações musicais. Morreu no Bataclan.Dirigindo-se aos terroristas, ele disse: “Vocês não terão meu ódio, não destruirão minha família, não vão impedir que eu brinque com meu filho, que possamos ser felizes e livres até chegarmos ao paraíso, ao qual vocês não terão acesso”. A criança, fruto do amor conjugal, representou a esperança, assim como uma criança, fruto do amor de Deus, trouxe a esperança para a terra. Apesar das tragédias, vemos as  fotos de Paris e de outras cidades do mundo com a  decoração de Natal. São cores, brilhos, luzes, tudo simbolizando a esperança.Muita gente come, bebe e comemora, mas muitos esquecem o que comemoram. Quem é o aniversariante? Não existe festa de aniversário sem  aniversariante. O significado da palavra Natal é nascimento. Celebrar o Natal é celebrar o nascimento de alguém. Daí, chamamos o aniversário de alguém de “aniversário natalício”, isto é, aniversário de nascimento. Neste Natal, que a esperança renasça em nossos corações e que Jesus, nosso presente, se faça presente em nossas vidas,  que milagres aconteçam em nosso interior para que possamos renovar o propósito de nossa vinda ao mundo. Que o amor possa prevalecer, apesar de tudo. Que o brilho, as cores e a iluminação de Natal possam fazer parte de nossos dias como símbolo da alegria, de um presente que traz esperança de dias melhores, de um ano melhor, de uma vida melhor.
    _ _

    Neize Tavares é membro da Catedral Metodista, professora de Português e Francês, Vice-presidente da Sociedade Metodista de Mulheres e integrante do Ministério de Comunicação.

     

     

    Advento I

    7 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Is. 9.1-7

     

    Advento significa vinda, chegada, aparecimento. Em termos do calendário litúrgico é a primeira estação que sinaliza e enfatiza a preparação para a vinda de Jesus, o Messias. É motivo de regozijo porque depois de um longo tempo de espera, Jesus nasceu e a promessa profética se cumpriu! Uma observação quanto ao verso primeiro do texto lido é que no original hebráico ele é o fechamento do cap. 8. Seria o verso 23.  Vejamos portanto o verso 2:

     

    V.2a – O povo que andava em trevas e que habitava na região da sombra da morte – trata-se de linguagem profética e espiritual para especificar a ausência de salvação. Antes de Jesus, da manifestação da Graça, o povo de Deus precisava ver profeticamente a salvação através da Lei, nos sacrifícios, nas ofertas, nos rituais. Isto, naturalmente, não era nada fácil e poucos conseguiam este discernimento, sendo portanto uma realidade o sentir-se “habitando na região da sombra da morte”, região de trevas, onde não há a luz da verdade.

     

    V.2b – Viu grande luz, sobre eles resplandeceu a luz! – que coisa melhor pode haver para quem está perdido em meio a trevas do que ver grande luz? Em linguagem profética e espiritual, luz é revelação. Jesus, o Messias profetizado em Isaías, é a nossa LUZ, a nossa SALVAÇÃO, revelada por Deus, o Pai. E esta luz tem resplandecido, brilhado, sobre eles (povo judeu) e sobre todos que pela graça e pela fé, crêem e confessam que Jesus é o Filho de Deus! Em João 8.12, Jesus diz: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (salvação vista e experimentada!). Obs. Fica fácil perceber porque se usa tanta luz no Natal, não é mesmo? Embora talvez as pessoas não tenham plena consciência disto.

     

    V.6a – um menino nos nasceu – fala profeticamente da perfeita humanidade de Jesus, com aproximadamente 600 anos de antecedência.

     

    V.6b – um filho se nos deu – o Deus Pai, DEU o seu unigênito FILHO (perfeito Deus) para nossa salvação!

     

    V.6c – e o seu nome será – nome é identidade, fala de caráter, características: 1- Maravilhoso: aquele que opera maravilhas (milagres portentosos, sobrenaturais), só Deus! 2- Conselheiro: aquele que tem o Espírito de Conselho, de Deus, não espírito humano, não é conselho de psicologia. 3- Deus Forte: o “Todo Poderoso”, o “El Shadai”, aquele que é a nossa Fortaleza! 4- Pai da Eternidade: Pai é progenitor, que gera vida e aqui gera vida eterna, é o único que tem esta condição! 5- Príncipe da Paz: Príncipe é o mesmo que principal. Jesus, o Messias prometido, é o principal da paz. Portanto fora de Jesus não há verdadeira paz. É por isto que o povo de Deus se cumprimenta com a Paz do Senhor, do Príncipe da Paz!   

     

    É importantíssimo que nós, povo do Senhor, servos e servas, nos lembremos e comemoremos o nascimento de Jesus, com muito louvor e adoração, com discernimento, sabendo que um grande número de pessoas comemora, come muito, bebe muito, se diverte muito, troca muitos presentes, mas não serve ao Senhor Jesus com a sua vida, nem tem Jesus como seu Senhor e Salvador!

     

    Finalizando, cumpre declarar que o Evangelho, Boas Novas, de Jesus, o Messias, salva, cura, liberta, transforma e batiza com o Espírito Santo, progressivamente, e isto precisa ser uma realidade em nossas vidas! Amém!

     

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    Lembrança de Natal

    1 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    O Natal se aproxima e, com ele, renovamos as esperanças de que o futuro será melhor, de que dias melhores hão de chegar. Muitos correm atrasados, prontos para mais uma confraternização, prontos para mais um amigo oculto, dispostos, mesmo em meio a uma crise financeira generalizada, a comprar mais um presente, “unzinho só”. Por fim, o Natal passa e muitos só têm a lembrança do aniversariante ao lerem em uns poucos cartões de boas festas, o nome de Jesus, e só.

    O evangelho de Lucas, no seu capitulo 2, dos versículos 21 ao 33, nos relembra a história de Simeão, homem justo e piedoso, que guardava em seu coração a esperança de ver a consolação de Israel, tendo recebido a promessa de que não morreria até ver com seus próprios olhos a salvação de Deus para todos os povos e gerações. O que movia Simeão era a esperança de que mesmo que seus olhos não pudessem ainda contemplar a salvação de Israel, ele sabia que Deus não falharia. Ele sabia que, no tempo certo, Deus haveria de cumprir sua promessa e salvar a todos nós, com um plano perfeito: Jesus!

    Muitos de nós, na caminhada,  deparamo- nos com situações que não sustentam a nossa esperança. Momentos de medo, de angustia, e até mesmo de solidão. Mas uma coisa é certa: O mesmo Jesus que foi o cumprimento da promessa de Deus na vida de Simeão e do seu povo, um dia prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Isso é base para a nossa caminhada, Deus está conosco, não devemos temer o amanhã porque sabemos que Deus está lá.

    Somos desafiados, como Simeão, a acolher Jesus em nossas vidas como alguém que, por sua graça e amor, veio ao mundo para nos resgatar da morte e do pecado e recebê-lo como Filho de Deus, preparado desde a fundação do mundo, para não somente nos salvar, mas a toda a humanidade.

    Minha oração é que mantenhamos em nossa lembrança a verdadeira razão pela qual nos reunimos no Natal. Que a mesa farta, os presentes tão esperados, as decorações luxuosas e as luzes brilhantes não tirem o brilho do verdadeiro sentido do Natal.

    Aleluia! O filho de Deus veio a nós, a Salvação chegou, Jesus nasceu, é Natal!

     

    Com Carinho, Pr. Thiago Carreiro Miguel

     

    Deixo a você esse antigo soneto de João Henrique da Silva para Reflexão neste Natal.

    NOITE DE NATAL

     

    O palacete em festa!… Noite de Natal!…

    As vidas, esquecendo a verdadeira vida,

    abusam tanto da comida e da bebida,

    que mais parece um animado carnaval!

     

    Passam horas! Do amor fraterno, nem sinal!…

    No casebre ao lado, entre roupas encardidas,

    pobre mulher vai dando vida a outra vida.

    No palacete, continua o festival.

     

    O amor ao próximo dali passa distante,

    e ninguém se lembra do Aniversariante

    que veio ao mundo para combater o mal.

     

    Lá no casebre, surge a luz resplandecente,

    porque é ali em que Jesus está presente…

    - No palacete, deve estar o seu rival.

    SEUS PROBLEMAS PARECEM UM DILÚVIO NA SUA VIDA?

    1 dez 2015   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Buscando um discernimento sobre o dilúvio

    Em Gênesis 6 e 7, vemos que, como nos nossos dias, o mundo estava corrompido e cheio de violência, a tal ponto, que Deus resolveu exercer JUÍZO sobre toda a terra, porque até os animais tinham se contaminado. Todaa população da terra deveria morrer neste juízo de Deus, inclusive os animais. Naquele momento a condenação à morte por causa do pecado, seria cobrado de imediato e de uma vez só. Nos nossos dias, a condenação é a mesma – “o salário do pecado é a morte”, Rom. 6.23. Entretanto a condenação não está sendo aplicada de imediato, nem tem atingido a todos ao mesmo tempo, como foi no dilúvio.  

    Artigo 171 - Problemas pessoais no trabalho

    Apenas um homem, em toda a terra, chamado Noé, foi considerado justo e íntegro entre os seus contemporâneos e por isto achou graça diante de Deus; ele andava com Deus. Mesmo com “todo mundo” corrompido, é possível haver pessoas que se mantém íntegras, sem se isolarem ou se esconderem, mas vivendo normalmente e mesmo assim “achando graça” diante de Deus.

    Por ter achado graça diante de Deus, Noé recebeu também Sua orientação sobre o que fazer, para se salvar do juízo de morte. O plano de Deus incluía a família de Noé e os animais designados por Deus. O que Deus orientou não era complicado, mas era trabalhoso e iria parecer loucura pra todo mundo: construir uma grande embarcação de três andares em um local totalmente inadequado, longe de qualquer rio, lago ou mar. Qual seria a sua utilidade? Deus deu o nome de Arca a esta grande embarcação. Agora, além de justo, íntegro etc, Noé tinha que ter fé (certeza das coisas que não se veem) e paciência para aturar toda a gozação das pessoas que zombavam dele e o agrediam com palavras.

    A arca representa a Igreja, corpo de Jesus! Lugar de salvação, de livramento e libertação! Lugar de relacionamento santo e sadio. Lugar onde Deus se manifesta a nós. Lugar onde aprendemos a esperar no Senhor. Tudo pela Graça do Senhor! Estamos todos nesta arca, e por isto damos glória a Deus! Quando Noé entrou na Arca, juntamente com sua família, Deus disse que estava fazendo uma ALIANÇA com ele, uma aliança que corresponde a uma capacitação de Deus, uma unção, para fazer tudo que era necessário dentro da arca. Depois que a arca foi fechada por fora, por Deus, não havia mais alternativa de ir para o mundo e “voltar para a arca”, como muitos têm feito, mas tinham que “PERMANECER ATÉ QUE”.

    Noé, sua família e os bichos permaneceram um ano dentro da Arca. Qual seria a rotina diária de cada um? Havia muita coisa para ser feita: lavar roupa, preparar os alimentos para cada refeição, lavar louças e panelas, limpeza dos cômodos usados pela família e do lugar onde ficavam os animais, alimentar apropriadamente todos os animais, achar uma maneira de armazenar o lixo e os dejetos (não havia como jogar para fora). No princípio era fácil louvar a Deus pela salvação, pelo livramento, pela comunhão da família, mas com o tempo veio a rotina, a mesmice, o não ter aonde ir. Quanto aos animais, não bastava alimentá-los; era necessário tratar deles. Imagine, um ano dentro daquela arca, tendo que esperar, esperar…

    Com certeza todos nós temos nossos problemas, nossas dificuldades, que muitas vezes parecem um verdadeiro dilúvio em nossa vida, e parece que não acabam nunca. O dilúvio está arrasando com tudo, parece que não vai sobrar nada para contar história. Noé entrou na Arca um mês depois de completar 600 anos e saiu no segundo mês após completar 601 anos. Estamos caminhando rapidamente para mais uma passagem de ano. Você suportou até aqui! O dilúvio já passou e as muitas águas se escoaram. O corvo enviado por Noé não voltou, significando que encontrou alimento. A pomba voltou com uma raminho de oliveira no bico. Deus já preparou uma nova unção para fazermos a vontade do Senhor. O tempo de sair da arca, e, novamente, possuir a terra, segundo o plano e a visão de Deus, está chegando (arrebatamento, bodas do Cordeiro, grande tribulação e milênio) precisamos estar preparados! Maranata!

    Isto significa também que os seus problemas e dificuldades que semelhantes a um dilúvio assolavam a sua vida, chegarão ao fim. Muitos dizem que passagem de ano é tudo igual, um dia como outro qualquer, mas para os que creem não é assim, principalmente quando Deus fala e nesta passagem de ano Ele certamente vai falar conosco: Não temas, o dilúvio na sua vida cessou, receba o livramento que você tanto esperava!

    A Paz do Senhor!

     

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

     

    Páginas:«1234567...17»