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    O PRÍNCIPE DOS PREGADORES

    6 jul 2015   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    A família de Charles Spurgeon (1834-1892) fugira da Holanda por volta de 1570 para escapar à perseguição do rei católico Filipe II.  Viveram na Inglaterra desde então, mas em 1662 foram novamente perseguidos pelo rei Carlos II, da igreja Anglicana, porque como puritanos não aceitaram o Ato de Uniformidade que impunha o uso de um livro de orações único, entre outras decisões.

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    Ele se batizou aos 15 anos,  aos 16 já pregava, aos 17 tornou-se o pastor de um templo da igreja Batista, em Cambridgeshire.  Rapidamente Spurgeon se tornou uma celebridade mundial.  Era convidado a pregar em várias cidades e até no exterior.  Ele pregava ao ar livre mas também em ambientes fechados, de 8 a 12 vezes por semana.  Em 1857, ele pregou para 23.654 pessoas que lotaram o auditório do The Crystal Pallace, em Londres para ouvi-lo por mais de duas horas.

    Seus 3.653 sermões, impressos como panfletos de evangelização, chegaram até nós.  Até o último ano de seu pastorado, 14.692 pessoas tinham sido batizadas. Quando, no século XX,  Billy Graham refutou a ideia de o lançarem candidato à Presidência dos EUA declarando: “Eu não posso ser rebaixado”, ele citava Spurgeon: “Se Deus o chamou para seu ministério, não se rebaixe a ponto de ser rei em qualquer país”.

    Spurgeon viveu o que pregava.  Dizia:  “Se os pecadores forem para o inferno que, no mínimo, tenham que saltar por cima de nossos cadáveres.  E que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por ele.”

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    Domitila Madureira, membro da Igreja Metodista da Asa Sul, Brasília.

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