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    O encontro

    21 dez 2015   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    Lc. 2.22-35

    Deus, o nosso Deus, é Deus de aliança. Jesus, como perfeito judeu que era, desde o seu nascimento, cumpriu ou foi levado a cumprir, todos os preceitos da Lei. Assim, ao oitavo dia de vida, foi levado pelos pais ao Templo para ser apresentado a Deus, consagrado e circuncidado. A consagração tem o sentido de “entrega total” a Deus. É como se os pais, neste ato tão importante, estivessem “devolvendo” para Deus o filho consagrado, reconhecendo que eles como pais naturais, vão tomar conta, cuidar, educar e fazer tudo o que devem fazer, mas reconhecendo que aquele filho “pertence” a Deus.

    Mas para levar o filho de volta para casa é necessário resgata-lo, oferecendo o sacrifício que a Lei determina. Como eles eram pobres, deviam oferecer um par de rolas ou dois pombinhos. A narrativa bíblica descreve que José e Maria levaram Jesus a Jerusalém para apresenta-lo a Deus. Isto nos dá a dimensão da importância deste ato no mundo espiritual. Há, ainda, uma coisa interessante: se a circuncisão for feita ao oitavo dia, não haverá hemorragia e a dor será muito pequena! A lição maior nesta narrativa bíblica é a fidelidade do povo de Deus em cumprir este ritual até os nossos dias, no mundo todo, fazendo deste dia, um dia de festas na comunidade. Por isto Lucas registrou o fato, para mostrar que Jesus fez tudo exatamente como devia ser feito.

    Simultaneamente o texto bíblico nos informa a respeito de um certo judeu de Jerusalém, chamado Simeão, homem idoso, justo, piedoso e que esperava a manifestação do Messias. O Espírito Santo estava sobre ele e lhe dera uma revelação: não morreria sem antes ver o Messias de Deus! Como Deus é maravilhoso!

    Simeão não era uma pessoa influente, nem fazia parte da hierarquia da religião judaica, nem qualquer coisa semelhante. Era apenas justo e piedoso e aguardava o Messias, e por isto Deus se agradou dele e resolveu presenteá-lo com a bênção de ver pessoalmente, ter um encontro, com o Messias. Deus não marcou dia, nem hora, nem lugar. Mas movido pelo Espírito Santo, ele foi ao lugar certo, na hora certa e encontrou as pessoas certas. Certamente Simeão ia todos os dias ao Templo, fazendo a sua parte, até que aconteceu o encontro.

     

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    Quando José e Maria, com Jesus no colo, entraram no Templo, o Espírito Santo revelou: É ELE! Simeão partiu em direção ao casal e tomando Jesus nos braços, louvou a Deus com uma oração na forma de cântico. Os pais nem tiveram tempo de reagir, mas a presença de Deus devia ser tão marcante que eles simplesmente se submeteram. O cântico/oração de Simeão é autoexplicativo: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação…”. Esta é a obra do Espírito!

    Nada de blá-blá-blá, mas obediência, pura e simples à Palavra de Deus, escrita e revelada pelo Espírito Santo. Somente três pessoas sabiam que aquela criança de apenas 40 dias era o Messias: Maria, sua mãe, José, seu pai nomeado pelo Pai, e Isabel, a quem o Espírito Santo revelou, e agora, Simeão, a quem também o Espírito Santo quis revelar. Era, também, mais uma confirmação para Maria ter a convicção de que, realmente, o que Deus fala Ele confirma!

    Aqui estamos nós reunidos como Igreja do Senhor Jesus Cristo. Pelo alto padrão da Palavra, devíamos todos ser, homens e mulheres, justos e piedosos, que aguardam a vinda do Senhor Jesus para o arrebatamento, Maranata! E se há um lugar apropriado para este encontro é justamente aqui onde estamos, na Casa do Senhor!
    O v. 27 diz que “movido pelo Espírito” Simeão foi ao Templo. E nós? Podemos dizer que estamos aqui “movidos pelo Espírito”? Devia ser assim, amém? E lá no Templo, aconteceu algo de extraordinário que pudesse chamar a atenção? Não! O que aconteceu foi um ENCONTRO! MOVIDO PELO ESPÍRITO SANTO! Deus foi glorificado neste encontro!
    Não viemos aqui para ver coisas mirabolantes acontecerem, mas para ter o nosso encontro com o Senhor Jesus, movidos, direcionados pelo Espírito Santo que nos revela todas as coisas que necessitamos.

    A Ele, toda a glória, todo louvor, toda honra, agora e para sempre, amém!


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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    * Mensagem pregada em 21/01/2010

     

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