• Inscreva-se no RSS da Catedral

    O Contrabandista de Deus – 8ª Parte

    24 abr 2015   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    O carro-milagre

    Na primeira viagem com o fusca azul a um país da Cortina de Ferro, descobri que tinha mais energia do que poderia imaginar. Durante semanas a fio preguei, ensinei, encorajei e distribuí as Escrituras. Realizei mais de oitenta reuniões durante os cinquenta dias (tempo de validade do meu visto), falando até seis vezes em um só domingo. Preguei em cidades grandes, vilarejos, fazendas isoladas.

    Falei abertamente no norte, e mais discretamente no sul, onde a influência comunista era mais forte.

    As estradas eram muito ruins e, ao passarmos com o carro, deixávamos um rastro de poeira. Todos os dias orávamos: “Senhor, não temos tempo nem dinheiro para consertar o carro; por isso pedimos-te que o conserves em boas condições”.

    O fusca azul ficou conhecido como “carro-milagre”. Certo dia, um irmão caminhoneiro e mecânico se ofereceu para fazer uma vistoria no fusca. “É mecanicamente impossível este motor rodar”, disse ele. O filtro de ar, as velas, o motor estavam cheios de poeira e não havia óleo no motor. O irmão lavou peça por peça, colocou óleo e nos devolveu o carro praticamente novo. Deus havia respondido às nossas orações.

    contrabandista-8

    Novos convertidos, novos desafios 

    Apesar do lema do governo, as conversões aconteciam às centenas.

    Novos convertidos — homens, mulheres e crianças — realmente viviam no reino de Deus ao mesmo tempo em que viviam sob o tacão de um governo que dizia que Deus não existia.

    A maior questão era: como deixá-los? Viemos, pregamos, ensinamos, mas seria necessário ir embora — o visto expiraria!

    Não havia Bíblias suficientes para todos. Também percebi que as crianças pertenciam a outro grupo que merecia a atenção da Igreja, pois os olhos do governo estavam cravados sobre elas.

    “Deixem os velhos, mas desmamem os jovens da igreja” era a ordem. Os professores das escolas ensinavam às crianças que Deus não existia, e faziam-nas denunciar os pais caso ensinassem o contrário.

    Distribuir mais Bíblias, fortalecer os novos-convertidos, firmar as crianças nos caminhos do Senhor: esses eram os próximos passos de nosso ministério.

    *Extraído da Revista Portas Abertas

    Deixe um comentário