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    O Contrabandista de Deus – 7ª Parte

    17 abr 2015   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    Controle de bagagem: nada a declarar

    Ali estava eu, com o porta-malas de meu fusca literalmente transbordando de folhetos, Bíblias e porções bíblicas. Como é que eu iria passar pela guarda da fronteira iugoslava com esse material na bagagem? Se me pegassem com o material, eu seria preso imediatamente.

    Só Deus poderia resolver aquela situação.

    Movido por esse próprio Deus, orei. 7_Cronica_AGO_2013_02

    “Senhor, na minha bagagem há Escrituras que desejo levar para os teus filhos, que estão do outro lado dessa fronteira. Quando estiveste na terra, fizeste os olhos dos cegos ver. Agora eu peço: faze com que os olhos dos que veem fiquem cegos. Não deixes os guardas verem as coisas que tu não queres que eles vejam”.

    Assim, armado com essa oração, dei a partida no carro. Partimos corajosos, eu, meu fusca e centenas de textos bíblicos em direção aos guardas comunistas da alfândega.

    7_Cronica_AGO_2013_06

    Cegos!

    Eles se aproximaram e olharam com estranheza o meu passaporte. Eu devia ser o primeiro holandês que eles viam na vida.

    Ou talvez aquele fosse o primeiro fusca que eles viam, porque resolveram vasculhar o carro. Remexeram em tudo: abriram a minha mala, na qual poucas camisas escondiam uma pilha enorme de folhetos. Abriram o porta-malas. Espiaram dentro do carro. Um deles me perguntou o que mais eu levava.

    Respondi que só pequenas coisas. Ele, então, fez um sinal para que eu fechasse a mala e me devolveu o passaporte.

    Em poucos minutos, entrei novamente na Cortina de Ferro. E poucos dias depois, entregava minha preciosa carga de Bíblias e material de evangelismo aos cristãos iugoslavos.

    *Extraído da Revista Portas Abertas

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