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    Josefina, Raimunda, Severina. Bernadete, Luiz Otávio, Paulo José

    21 mai 2014   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    Dizem que o nome é a coisa mais importante que possuímos. Ele nos identifica, conta um pouquinho da nossa história: nossa origem, seu significado, os motivos de sua escolha.

    Algumas pessoas acabam adotando outros nomes, que não os seus originais. Conheço uma Dulcira, que todos chamam de Sara. Uma surpresa descobrir que minha amiga Stela, com quem convivo há alguns anos já, na verdade tem seu nome de registro como Maristela. E o Luiz, que todos chamam de Jorginho, porque seu pai chamava Jorge.

    Ricos ou pobres, feios ou bonitos, bregas ou “na moda”, todos temos um nome.

    Às vezes, por diferentes motivos, até acostumamos com pessoas nos chamando de outra forma. “Meu nome é Cilene, mas cada um me chama de uma coisa: Sirlei, Sirlene, Silena, eu acabo atendendo. É mais fácil do que ficar explicando”.

    Eu também já passei por isso. Meu nome é Rachel. Assim, com “CH”. Mas a pronúncia é a mesma, como se fosse com “QU”. Kél é a forma carinhosa como minha família e alguns amigos me chamam. “Raxél” ou “Chél” é uma variação possível (que, na verdade, não me agrada muito).

    O sufoco maior é quando a pessoa não me conhece! Não sei o que as faz ler errado: Rafael e Rangel são os nomes que ouço com maior frequência. Nessas horas, nem me incomodo. Chato mesmo é quando uma pessoa conhecida esquece meu nome, ou o escreve com “QU”. Dá uma pontinha de chateação receber um cartão de aniversário escrito para “Raquel”. Não sou eu, não é para mim.

    “Não há nada mais doce que o som do seu próprio nome” disse um escritor importante. Eu concordo com ele.

    É gostoso saber que alguém te conhece e se lembra de você. Nosso coração fica alegre quando o pastor, o reitor da universidade, uma pessoa que consideramos importante, o chefe da empresa, ou até mesmo a moça da padaria nos chama pelo nome. É como se ouvíssemos: “Ei, fulano! Eu conheço você! Você é importante o suficiente para me fazer lembrar seu nome.”

    Imagino que essa alegria também tenha enchido o coração de Zaqueu, ao ouvir o Mestre chamando seu nome (Lucas 19:5).

    O susto do jovem Samuel que, no meio da noite, achava estar sendo chamado pelo profeta Elias, mas era o próprio Deus quem o chamava (1 Samuel 3:10).

    A esperança que acendeu os corações de Sarai e Abrão, ao terem seus nomes trocados pelo Senhor (Gênesis 17:15), que confirmava a promessa da mudança de suas vidas.

    O temor de Moisés que, vendo a sarça queimar sem se consumir, ouvia Deus chamá-lo pelo nome (Êxodo 3:4).

    E sabe o que é mais bonito? Deus não sabia apenas os nomes dos grandes heróis da fé. Ele não decorou apenas os nomes dos profetas e dos apóstolos. Ou os nomes das celebridades históricas ou televisivas.

    “Eu não me esquecerei de ti”, diz o Senhor. “Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei” (Isaías 49:15-16). Como já disse alguém: “Os pregos que crucificaram Jesus, também gravaram em suas mãos os nomes de toda a humanidade”.

    Como é reconfortante saber que o Deus que tudo sabe, o Deus que tudo vê, que conta o número das estrelas e as conhece (Salmos 147:4), sussurra suavemente seu nome e diz:

    “Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador […]Visto que foste precioso aos meus olhos, também foste honrado, e eu te amei, assim dei os homens por ti, e os povos pela tua vida. Não temas, pois, porque estou contigo.” (Isaías 43:1-7).

    Não é lindo saber que Deus te conhece e te chama pelo nome (Isaías 45:3-4)?

    Por mais estranho ou difícil que seu nome seja, Ele jamais esquecerá de você.

    Tenho certeza que meu nome está escrito corretamente no Livro da Vida.

    Tenho certeza que seu nome está gravado corretamente nas mãos do Mestre.

    E Ele te chamará carinhosamente no Grande Dia.

    E esse é um motivo para imensa alegria!

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    Rachel Colacique, professora, paulista e corintiana – é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro, fazendo parte da diretoria da sociedade de jovens.

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