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    Jesus Cristo – A luz do mundo, que dissipa as trevas

    30 nov 2015   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    “[…] Falou – lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Conferir João 08).

     

    A Antiguidade Clássica

    A Historia de Jesus Cristo situa – se no período da Antiguidade Clássica da Roma Imperial com forte influência Greco – romana por todo o mundo conhecido de então. Roma havia preservado todo o legado cultural e geo – político herdado dos gregos. Diz – se que a Hélade (Magna Grécia) conquistou Roma (culturalmente). Por esta razão tantos judeus helenizados como Saulo que viria posteriormente a denominar – se Paulo. E também por esta razão que o Novo Testamento foi redigido em grego antigo. O latim era usado como língua vulgar para transações comerciais, assim como hoje o inglês é utilizado no mundo globalizado e o francês é usado atualmente nos círculos eruditos.

    Naquela época, Roma e todo o seu império eram pagãos. A religião pagã estava ligada diretamente com o Estado. E o culto aos deuses greco – romanos era uma questão de amor à pátria. Por esta razão, os imperadores – césares detinham o título de Sumo – Pontífice, ou seja, o Supremo – Sacerdote de Roma.

    Neste período, havia em Roma vários templos pagãos dedicados aos deuses. Um deles era dedicado a Vesta, a deusa responsável pela cidade e pela vida doméstica. As responsáveis pela manutenção de seu templo eram as virgens vestais. Uma de suas responsabilidades era manter aceso o fogo perpétuo que havia no templo de Vesta. Era o fogo da pátria, e por questão de superstição, se o fogo fosse apagado, a sorte de Roma seria terrível. No entanto, com o triunfo do cristianismo a partir do século IV, com a conversão de Constantino, todos os templos romanos pagãos foram proscritos e tudo que fosse relacionado a isto era proibido.

     

    Jesus Cristo – a chama que nunca se apaga

    A partir do século IV, com a conversão do Imperador Constantino, o cristianismo foi podendo desenvolver – se tanto culturalmente quanto financeira e politicamente. Alguns historiadores e teólogos defendem a tese de que a chamada “constantinização” da Igreja foi algo muito ruim. Na minha opinião, temos de ver os dois lados, porque existem dois lados – um bom e outro ruim. Mas, deixando de lado discussões referentes a isto, focalizemos Jesus Cristo, e sua importância para os cristãos. Com o triunfo do cristianismo, o mundo romano conhecido de então passou a ser mais civilizado, e a tendência brutal dos romanos foi modificada. Contudo, o amor de Cristo vem muitas vezes sendo esquecido pelo homem. Quantos políticos ditos evangélicos envolvidos com corrupção e que, mesmo conhecendo a Palavra de Deus, estão seguindo um caminho errado? E além disso, neste ano, temos visto tantos desastres em Mariana – MG e pudemos constatar o descaso das autoridades públicas e privadas. Que pena termos chegado a isto! Males da república, diria eu. E o terrorismo causado pelos terroristas.

     

    Conclusão

    O ano de 2015 não foi tão cem por cento quanto gostaríamos que fosse. No entanto, precisamos manter viva a nossa fé em Jesus Cristo. Mesmo diante de tantos  desastres, de tanta corrupção. A República no Brasil acabou, de pública a coisa (Estado ) não tem mais nada. Precisamos pedir a Deus que proteja o Brasil e o mundo. Porque tal como o texto bíblico que iniciou esta reflexão: ” Ele é a luz que dissipa as trevas e quem o segue, não andará nas trevas, mas terá vida”. E peçamos a Ele que mantenha a chama da fé em nossos corações. Uma chama que não pode ser apagada como em Roma, mas que deve ser mantida acesa por nossas orações e corações sinceros e honestos. Que Deus – O Grande Arquiteto do Universo – proteja e ilumine a todos nós. E que Seu Filho Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos proteja e nos guarde do inimigo e dê – nos um final de ano de 2015 mais tranquilo.

     

    Feliz Natal a todos.

     

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    Bruno Menezes é membro da Catedral Metodista do Rio de Janeiro.

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