• Inscreva-se no RSS da Catedral

    INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS 7 CARTAS DO APOCALÍPSE

    18 abr 2016   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Ap. 1.1-20

     

    Introdução:

    O livro do Apocalipse foi escrito pelo Apóstolo João, no final da sua vida; é a última produção canônica da Bíblia;

    João estava como exilado político na Ilha de Patmos, uma ilha bonita e pedregosa, no Mar Egeu, um mar bravo, onde funcionava um grande presídio para presos políticos; mas João não era político; por que “exilado político’?

    Porque a mensagem do Evangelho do Jesus Ressurreto, que para nós é espiritual, para os governantes e autoridades da época, soava como uma pregação não só política como também subversiva e de oposição, principalmente no que diz respeito ao “culto ao imperador”, muito comum naquela época e até bem aceita, menos para os convertidos pelo Evangelho para quem só Jesus é o Senhor de todos, princípio e fim! Assim, embora a pregação do Evangelho não tivesse nada a ver com política, era interpretada como sendo política. Alguns exemplos: Na carta de Paulo a Filemon, Paulo o adverte de que diante da conversão do seu escravo, este passava agora a condição de seu irmão em Cristo e deveria ser tratado como tal. A narrativa de Lucas em Atos sobre a viagem missionária de Paulo a Éfeso, nos dá conta de um verdadeiro tumulto provocado pela pregação do Evangelho.

     

    Revelação – Cristo Glorificado:

    Há 2 blocos no Livro de Apocalipse:

    - capítulos de 1 a 3 – Eclesiástico (voltado para a Igreja);

    - capítulos de 4 ao fim – Escatológico/profético (endereçado a todos).

     

    A linguagem é sobre o Mundo Natural e o Mundo Espiritual. Foi escrito num contexto de perseguição política (não religiosa). Quanto ao fato do livro começar com uma profecia eclesiástica, dirigida a Igreja e só depois a profecia se estender a todos, se discerne concluindo que a Igreja não tem nada a dizer à sociedade e ao mundo sem que primeiro a Igreja se enxergue a si mesma através da profecia que a ela é dirigida. Assim também o profeta: sua profecia para fora só tem valor depois de falar para dentro dele mesmo – “comer o livro amargo”. A mensagem precisa ser provada em nós! João fala da parte daquele que nos ama!

     19756b4c-60ff-4486-b725-71bb517f0075

    Jesus se apresenta primeiro como aquele que nos resgatou dos nossos pecados; é Graça e Perdão!

    As credencias de Jesus – “A Fiel Testemunha” – v.5

    As 7 Igrejas são analisadas levando em consideração a vocação de cada uma, individual e coletiva e tendo em vista o sacerdócio universal no qual o Senhor nos constituiu um Reino de Sacerdotes, isto é, vidas consagradas que em Cristo ministram diretamente a Deus, sem mediação de ninguém. Nesta ótica a distinção entre clérigos e leigos não é bíblica; cada carta confronta a Igreja com o que ela é, em um mundo tão hostil a Deus;

    A revelação foi dada a João no “dia do Senhor”. Isto é profético para a Igreja cuja escatologia se realiza ao longo dos dias, isto é, estamos celebrando no presente o nosso próprio futuro;

    O “fim do mundo” teve início no dia da Ressurreição!

    São 7 Igrejas numa mesma área geográfica na Ásia Menor, onde hoje é a Turquia e formam um círculo;

    O número 7 indica um pacote perfeito dos perfis que tem caracterizado a Igreja durante todos estes séculos. O círculo é porque estes perfis se repetem;

     

    Lições da Introdução:

    – A Igreja é sempre vista antes de Jesus – cuidado com a maneira de ser e viver.

    - A mensagem do Evangelho é validada pelo testemunho e experiência de cada um

    - A fé cristã se manifesta no encontro com o outro.

    - Eu prego a Palavra de Deus, mas as pessoas enxergam é a mim;

    - João ouviu uma voz (de Jesus), mas quando ele se voltou viu os candelabros (a Igreja); Jesus anda no meio dos candelabros, da Igreja, independente de como ela seja.

     

    - Os atributos de Jesus não são negociáveis – Ele É o que É!

    * Cinto de ouro – Deus de Poder

    * Cabelos brancos – O Jesus que transcende

    * Olhos como chama de fogo – Jesus nos enxerga como nós realmente  somos (fogo que depura)

    * Pés de bronze – Deus de Justiça

    * Voz como de muitas águas – Deus Soberano

    * Da sua boca sai uma espada de 2 gumes – A Palavra que fere quem ouve tanto quanto a quem fala

    * Brilho no rosto como o Sol na sua força – Glória de Deus

     

    - A visão do Cristo glorificado, que leva a uma adoração com devoção, cheia de amor e temor;

    - Mesmo cheias de problemas as Igrejas são luzes nas mãos de Deus!

     

    No amor do Senhor,

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    Deixe um comentário