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    A BACIA DE BRONZE

    21 jan 2016   //   por   //   Colunas  //  Sem comentários

    Textos: Êxodo 30.17-21; 31.9; 38.8; 40.7

     

    “Farás também uma bacia de bronze…”

     

    Este artigo faz parte do estudo sobre o Tabernáculo, de minha autoria, e está sendo publicado por se tratar de um assunto sempre atual.

     

    1 – Introdução e Considerações

     

    O que é a Bacia de Bronze?  O contexto é a própria história do povo de Deus. Depois de mais de 400 anos de cativeiro no Egito, Deus ouve o clamor do seu povo e levanta um homem, Moisés, com quem teve um encontro pessoal, na Sarça Ardente, que ardia, mas não se consumia. A partir daí Deus daria sempre a orientação necessária a Moisés que a transmitiria ao povo. O passo seguinte era preparar o povo para a saída. O ponto de encontro seria no Monte Sinai, onde Moisés passaria 40 dias e noites, sem água, sem comida, mas na presença de Deus, totalmente sustentado pela Glória do Senhor. E Deus escreve os 10 Mandamentos, na pedra, orienta sobre as leis e regulamentos, e a construção do Tabernáculo.

     

    O Tabernáculo era uma espécie de templo portátil e também o lugar de onde Deus falava com Moisés; era o único lugar de culto da religião Judaica.

     

    O povo hebreu, acampado em torno do Tabernáculo, só tinha acesso até o altar dos holocaustos. Entravam pela porta do átrio e permaneciam de pé no átrio, distribuídos até o altar dos sacrifícios (holocaustos). Somente os sacerdotes sorteados para o serviço no Santuário podiam passar, parando, primeiro, na bacia de bronze, que ficava num lugar estratégico: ENTRE o Altar dos Holocaustos e a Porta de entrada do Santuário. É que os que estavam de serviço, antes de entrar pela porta do Santuário, precisavam parar na bacia para lavar os pés e as mãos. Depois de expiada a culpa, antes de servir, precisamos lavar diariamente as mãos e os pés, que se contaminam constantemente nos relacionamentos e na caminhada. É a santificação diária que nos aperfeiçoa e nos capacita a servir.

     

    Uma vez regenerados, transformados, precisamos prosseguir e ser aperfeiçoados. Subjugar o velho homem e a velha natureza é assunto para todo dia. O pecado não terá domínio sobre nós, se nos apresentarmos como vivos para Deus, mortificando, pela lavagem da regeneração, os nossos membros (Romanos 6).

     

    2 – Materiais empregados: bronze (espelhos) e água pura

     

    Bronze é o resultado da fundição do cobre com o estanho, e fala da autoridade divina de Jesus para conhecer o pecador, compadecer-se dele e também julga-lo. Bronze é o Jesus, Divino, Juiz, Duro, resistente a qualquer situação. A bacia, na forma de uma grande taça, é toda ela bronze maciço, inclusive a base, é, portanto juízo sobre juízo.

     

    Agora uma parte muito importante da bacia: quando Moisés falou que precisavam de cobre como matéria prima, Deus falou com as mulheres que esta era a oportunidade de participarem da obra do Senhor, doando seus espelhos de cobre (não havia ainda objetos de vidro) e as mulheres doaram seus espelhos, abriram mão de algo muito importante para elas. Estes espelhos foram derretidos e se transformaram na Bacia revelada por Deus a Moisés. Esta Bacia, depois de pronta, não tinha como identificar o quê era de quem. Na minha experiência de 35 anos de ministério pastoral, pelas Igreja por onde passei, sempre dei todo apoio ao grupo das mulheres e fui por elas sustentado em oração pelas madrugadas, num trabalho anônimo e incessante, mas visto de perto pelo Senhor.

     

    A bacia fala de Jesus, que na última ceia lavou os pés de cada discípulo. Jesus é a Palavra. Não precisamos mais de um espelho humano para ver o que há de errado conosco, mas a Palavra é que nos vai revelar o que precisa ser mudado, melhorado. “A própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.” (João 12.48) Ver também Tiago 1.23-24.

     

    Água – serve para lavar, limpar, purificar. Uma equipe médica, antes de uma cirurgia, passa um bom tempo lavando as mãos e escovando as unhas. Jesus disse a Pedro, em João 13.8 “se eu não te lavar, não tens parte comigo”

     

    3 – Conclusão

     

    A bacia de bronze fala de Jesus como Juiz, que julga nossas atitudes do dia-a-dia e requer de nós uma santificação também dia-a-dia. Esta santificação diária vem pela Palavra, que é também o nosso espelho. Temos que nos espelhar no Senhor Jesus!

    A bacia fala do cuidado e da responsabilidade de quem exerce qualquer serviço na Casa de Deus, e fala de morte para quem não observar a orientação de Deus. A Bacia nos lembra que somos chamados a prosseguir em nossa caminhada, porque somos Sacerdócio real.

     

    Deus te abençoe!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

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