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    Listagem de "Colunas"

    CONSTRUINDO RELAÇÕES DE CUIDADO E PARCERIA

    18 jun 2018   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

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    Este foi o evento realizado pela Igreja Metodista do Jardim Botânico, com a presença da Sociedade Metodista de Mulheres e da Sociedade Metodista de Homens do Distrito do Catete.

    Na ocasião, vários louvores e testemunhos enfatizaram a importância das igrejas e principalmente das Sociedades na vida psicológica e espiritual, refletindo mesmo na saúde física das pessoas. Um simples abraço, um gesto ou mesmo uma palavra carinhosa pode curar males como a depressão, a solidão e o sentimento de abandono em uma vida corrida e onde cada um vive voltado para si mesmo ou para sua família. Há pessoas que são transferidas de seu local de trabalho para outra cidade, muitas vezes de hábitos diferentes e se sentem sós. Daí a importância de uma igreja acolhedora como deve ser: comunidade terapêutica. Sendo as igrejas compostas de inúmeros membros, como atender a todos? Daí, a importância das Sociedades. Ouvimos testemunhos que nos impactaram, culminando com o do Rubinho (na foto), um dos organizadores do evento, juntamente com sua esposa. Tendo sido diagnosticado com a doença de Crown, considerada incurável, o intestino foi fechando. Para que não fechasse totalmente, teve que passar por um tratamento que provocaria uma baixa da imunidade. Teve que aceitar os riscos. O tratamento era muito caro, mas orou a Deus e o SUS assumiu.  Teve que tomar uma decisão difícil, pois com a baixa imunidade que o tratamento causaria, poderia ter uma tuberculose. No primeiro tratamento, teve febre, no segundo também, mas nada de muito sério. No terceiro, teve uma reação terrível: não conseguia respirar. Houve um problema nos pulmões e, aos poucos, afetaria todos os órgãos. Foi internado e chegou a ser desenganado, mas a presença dos irmãos da igreja e as orações comoveram todos no hospital. Havia momentos em que havia tanta gente, que enviavam algumas visitas para outros doentes. No seu aniversário, prepararam uma surpresa junto com o pessoal do hospital, que cedeu o refeitório para a festa. Os dias que se seguiram foram de mais e mais visitas, pois muitas pessoas vinham pensando que seria a despedida. Ele foi melhorando até obter alta. Hoje, ele recebe pessoas na igreja, principalmente as de missões em outros países, vai levá-las ao aeroporto, como havia feito na madrugada do evento e chegou na hora com toda a disposição para trabalhar e receber os irmãos e irmãs das Sociedades, que compareceram, inclusive os da Rocinha, onde estava havendo um tiroteio. Com esse testemunho de fé e valor das orações e carinho, voltamos ainda mais confiantes em Deus e nas orações dos irmãos.

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    Neize Tavares, professora, membro ativa da Catedral há 24 anos, ministério de comunicação e sócia da SMMulheres.

    Pastoral Episcopal – No Caminho da Integridade – Bispo Paulo Rangel

    12 jun 2018   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

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     “Seja, porém, a tua palavra: sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mateus 5.37)

    Desde o Antigo Testamento, Deus sempre se interessou pela proposta e pelo caminho da integridade. A Bíblia nos mostra infindáveis exemplos de homens e mulheres que basearam suas vidas e naturalmente suas condutas em agradar a Deus através do envolvimento puro e agradável com seus/as irmãos/ãs.

    No livro de Gênesis encontramos a terra vivendo um caos terrível, fruto da malignidade e da corrupção que alcançou o coração humano. O próprio Deus faz uma constatação das mais terríveis se formos entender a partir da ótica pela qual o/a homem/mulher foi formado/a, para a Glória de Deus (Gn 6.5).

    Destacamos em primeira mão a figura de Noé, no mesmo capítulo afirma que ele era justo, reto e íntegro entre seus/as irmãos/ãs. Noé era um homem envolvido com Deus a tal ponto que sua integridade de vida e caráter no relacionamento com Deus era expresso na vida em comunidade. Não temos dúvida alguma de que mesmo enfrentando a contrariedade de seus/as contemporâneos/as em virtude de ter ouvido, discernido e obedecido a voz de Deus, emparelhando uma arca para a salvação de sua casa (Hb 11.7), a vida de Noé nos inspira poderosamente a nos mantermos fiéis à voz que nos envia a sermos íntegros/as.

    Assim como Noé tornou-se uma inspiração de conduta e de vida para as gerações futuras, nós também somos desafiados/as a inspirar pessoas a partir da condução de nossas ações. Uma vida de integridade não deve ser um peso que nos aprisione a uma imagem de perfeitos/as e imaculados/as. Na caminhada do discipulado cristão, a integridade é uma resposta a uma vida entregue à retidão e obediência aos princípios de Deus. Fortalecidos/as pelo desejo de ser semelhante a Ele e ao mesmo tempo partilhar esse testemunho com os/as que estão mais próximos/as de nós.

    O salmista Davi era uma dessas figuras do Antigo Testamento que nos inspiram. Dentro da sua caminhada é muito fácil perceber desacertos e posições audaciosas que o levou a inúmeras conquistas. Mas é inegável o quanto nós aprendemos com sua integridade, seu coração puro e seu espírito submisso totalmente ao Senhor. O que importava para Davi era estar com o coração em pleno acordo com Deus. Isso fazia sentido na caminhada e no cumprimento de sua vocação.

    Todos nós temos em nossa vida o nome de pes­soas que se tornaram padrão de integridade para nós. Por aquilo que elas construíram na base de nossos relacionamentos, absorvemos diversas qualidades que nos ajudam a estabelecer relacionamentos sadios com nossos irmãos e irmãs. Isso sem dúvida é muito precioso e estabelece as bases para uma igreja que caminha e serve com integridade.

    De maneira alguma podemos enxergar o ministério desses homens fora do caminho da integridade. É inevitável essa ótica, à medida que mergulhamos nos detalhes da vida de Noé e Davi, por meio de seus envolvimentos e relacionamentos com Deus e com as pessoas que estavam em sua volta. O que nos leva a entender que o caminho da integridade, inspirado por esses personagens bíblicos, ultrapassa o caminho do sucesso de suas estratégias e de seu potencial discursivo.

    No Novo Testamento encontramos a figura do apóstolo Paulo, que envolve o seu ministério no serviço de viajar por vários lugares com o propósito de fortalecer o cristianismo e dar continuidade ao ministério de Jesus através de sua tarefa apostólica, estabelecendo as bases de uma igreja fortalecida no caráter e na integridade, cumprindo um serviço de ensino e instrução que deixava bem claro para onde o evangelho de Cristo deve apontar e não abrindo mão, em hipótese alguma, de dar instrução à igreja do Senhor.

    O apóstolo Paulo, no seu zelo pastoral, escreve a Tito, seu discípulo, de uma forma bem instrutiva e espera que ele repasse, de uma forma muito clara e didática, aos diversos grupos de pessoas que estavam sob seu pastoreio (confere Tt 2.1-10). A profecia é um elemento de instrução, da mesma forma que o ensino nos instrui a cumprir algo que estava preestabelecido. A igreja fundamenta-se em algo estabelecido por Deus, e nessa caminhada acreditamos que, como Corpo de Cristo, os sinais que o mundo verá de integridade, justiça e amor estão inseridos em nossas relações.

    Nossa expectativa é de que a igreja caminhe em integridade, afirmando ser necessário vivermos a obra de discipulado centrada em Cristo e nos seus mandamentos, sendo luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13-14).

    Diante disso, só nos cabe sermos influenciadores/as onde estivermos inseridos/as e ao mesmo tempo andarmos na luz de Deus em todas as nossas atitudes.

    O mundo clama por servos/as com coração de discípulos/as, mas que andem com integridade em todas as suas ações.

    Bispo Paulo Rangel dos Santos Gonçalves
    Presidente da 1ª Região Eclesiástica

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    Fonte: Igreja Metodista – 1ª Região Eclesiástica – http://www.metodista1re.org.br/2018/04/17/no-caminho-da-integridade-atraves-dos-tempos/

    ANO NOVO, VIDA NOVA, CAMINHOS NOVOS E OLHOS NOVOS, OLHANDO O MUNDO COM FÉ

    16 jan 2018   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Notícias alarmantes chegam aos nossos ouvidos e olhos a cada momento. Ficamos perdidos sem saber para onde ir. Por mais que queiramos, não conseguimos vislumbrar um futuro brilhante. Às vezes, até pensamos em deixar o país ou a cidade em que vivemos e partir para outro local onde viveremos mais felizes e livres de tanta coisa ruim. Mas, fugir para onde? Em Paris, uma joalheria de um hotel caríssimo, situada em uma praça por onde passam pessoas riquíssimas do mundo inteiro, foi assaltada. As vitrines foram quebradas e levaram o equivalente a quatorze milhões de reais em joias. E a polícia? E a segurança? Nada impediu a ação dos bandidos. Muitas vezes, os terroristas desbancam qualquer autoridade e realizam seus projetos com facilidade. Ao ver tantas tragédias acontecendo no mundo, perguntamos se Deus existe e se desistiu de nós. Como planejar o novo ano se estamos esperando pelo pior? Difícil? Impossível? O ser humano ficou egoísta, vive conectado e não abandona o celular. As pessoas não se relacionam mais. Ninguém se importa com o outro. E Deus, será que se importa com as pessoas? Aparentemente, não. E assim, caminhamos desconfiados de tudo e de todos. Tudo caminha para a descrença até que, um belo dia, acontece algo que nos deixa admirados:

    Tudo corria normalmente, era um dia como outro qualquer, quando uma mulher que aguardava a chegada do metrô, foi empurrada nos trilhos por um homem que não a conhecia. Caiu no espaço entre os trilhos, com a cabeça na bolsa que carregava.Um funcionário acionou o freio de emergência. Ela ficou no espaço entre os trilhos e viu os vagões passando por cima dela, Sentiu o barulho, a poeira e o calor intenso, mas estava viva ao ser socorrida. Levou pontos na perna e teve pequenos ferimentos. “Se não fosse Deus, eu não estaria viva para contar a história”, disse a mesma.

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    Outro dia, uma moradora em situação de rua escreveu um bilhete, dizendo que queria mudar de vida. Queria um emprego e um lugar para morar com a cachorrinha, sua companheira inseparável. Uma moradora do Flamengo passou por ela, que lhe entregou o bilhete e falou do seu sonho, aparentemente impossível. Essa moça fotografou o bilhete e a acolheu em seu apartamento para um banho. Publicou a foto do bilhete na página Bairro do Flamengo, do Facebook, pedindo ajuda com dinheiro, roupas e todos se puseram a procurar emprego e moradia para ela e a cachorrinha. Ela conseguiu trabalho e moradia. Tudo porque não perdeu a fé. Deus existe, anjos existem como essa moça que a acolheu. Basta que encaremos o mundo com novos olhos. A notícia do metrô esá no jornal de 11 de janeiro e a moça do bilhete se chama Sheila e está no Facebook – Bairro do Flamengo como Sheila e Dafine (nome da cachorrinha). E a igreja existe como comunidade terapêutica, despertando a fé em Deus e nas pessoas. A fé faz com que o impossível se torne possível.

    “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e Ele tudo fará.” (Salmo 37:5)

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    Neize Tavares, professora, membro ativa da Catedral há 23 anos, ministério de comunicação e sócia da SMMulheres.

     

     

    O Consumador da Nossa Fé

    1 jul 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12.2).

    Você já parou para pensar em quantos projetos já começou e não terminou? Seja como indivíduo; seja como líder; seja como pastor/a, todos/as nós já tivemos essa experiência ao menos uma vez. No início, ficamos entusiasmados e temos a impressão de que iremos até o final. Mas depois de algum tempo, por algum motivo, justificável ou não, deixamos aquele projeto e partimos para outro.
    Abandonar um projeto uma vez ou outra não parece ser um problema tão sério, mas se você é bom/boa no sentido de começar algo, mas tem dificuldade de terminar, então precisa olhar com atenção para o testemunho de Jesus.

    Jesus é o consumador da nossa fé. Ele completou (terminou; levou até o fim) a obra da salvação. Quando ele bradou: “está consumado” (está acabado; está terminado), a obra da salvação estava completa. A obra do Messias, profetizada no Antigo Testamento, estava completamente realizada. A tarefa de satisfazer a ira de Deus estava terminada. Ele havia concluído o trabalho destinado a ele. O sangue de Jesus nos limpou completamente dos nossos pecados. Todo poder que precisamos para viver uma vida de santidade foi providenciado para nós através da cruz. Todas as bênçãos da vida eterna nos foram oferecidas através do sacrifício de Jesus.

    Não há nada que possamos adicionar à obra de Jesus. A obra está consumada. O que precisamos é nos aproximarmos do santuário; do “trono da graça”, com ousadia, a fim de buscarmos ajuda para vivermos uma vida de santidade e de testemunho cristão (Hebreus 10.19-23). Precisamos correr com paciência e perseverança a corrida que nos foi proposta, sem desanimar; sem parar no meio do caminho (Hebreus 12.1-3).

    O nosso chamado para aceitarmos a salvação junto com o nosso chamado ministerial (seja laico ou clérigo), definem o projeto (a tarefa) mais importante da nossa vida.
    Jesus terminou o projeto dele. Ele ajuda você a terminar o seu!

    Na dependência do autor e consumador da nossa fé,

    Bispo João Carlos Lopes
    6ª Região Eclesiástica

    Carta Pastoral do Colégio Episcopal da Igreja Metodista

    9 jun 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS 7 CARTAS DO APOCALÍPSE

    18 abr 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Ap. 1.1-20

     

    Introdução:

    O livro do Apocalipse foi escrito pelo Apóstolo João, no final da sua vida; é a última produção canônica da Bíblia;

    João estava como exilado político na Ilha de Patmos, uma ilha bonita e pedregosa, no Mar Egeu, um mar bravo, onde funcionava um grande presídio para presos políticos; mas João não era político; por que “exilado político’?

    Porque a mensagem do Evangelho do Jesus Ressurreto, que para nós é espiritual, para os governantes e autoridades da época, soava como uma pregação não só política como também subversiva e de oposição, principalmente no que diz respeito ao “culto ao imperador”, muito comum naquela época e até bem aceita, menos para os convertidos pelo Evangelho para quem só Jesus é o Senhor de todos, princípio e fim! Assim, embora a pregação do Evangelho não tivesse nada a ver com política, era interpretada como sendo política. Alguns exemplos: Na carta de Paulo a Filemon, Paulo o adverte de que diante da conversão do seu escravo, este passava agora a condição de seu irmão em Cristo e deveria ser tratado como tal. A narrativa de Lucas em Atos sobre a viagem missionária de Paulo a Éfeso, nos dá conta de um verdadeiro tumulto provocado pela pregação do Evangelho.

     

    Revelação – Cristo Glorificado:

    Há 2 blocos no Livro de Apocalipse:

    - capítulos de 1 a 3 – Eclesiástico (voltado para a Igreja);

    - capítulos de 4 ao fim – Escatológico/profético (endereçado a todos).

     

    A linguagem é sobre o Mundo Natural e o Mundo Espiritual. Foi escrito num contexto de perseguição política (não religiosa). Quanto ao fato do livro começar com uma profecia eclesiástica, dirigida a Igreja e só depois a profecia se estender a todos, se discerne concluindo que a Igreja não tem nada a dizer à sociedade e ao mundo sem que primeiro a Igreja se enxergue a si mesma através da profecia que a ela é dirigida. Assim também o profeta: sua profecia para fora só tem valor depois de falar para dentro dele mesmo – “comer o livro amargo”. A mensagem precisa ser provada em nós! João fala da parte daquele que nos ama!

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    Jesus se apresenta primeiro como aquele que nos resgatou dos nossos pecados; é Graça e Perdão!

    As credencias de Jesus – “A Fiel Testemunha” – v.5

    As 7 Igrejas são analisadas levando em consideração a vocação de cada uma, individual e coletiva e tendo em vista o sacerdócio universal no qual o Senhor nos constituiu um Reino de Sacerdotes, isto é, vidas consagradas que em Cristo ministram diretamente a Deus, sem mediação de ninguém. Nesta ótica a distinção entre clérigos e leigos não é bíblica; cada carta confronta a Igreja com o que ela é, em um mundo tão hostil a Deus;

    A revelação foi dada a João no “dia do Senhor”. Isto é profético para a Igreja cuja escatologia se realiza ao longo dos dias, isto é, estamos celebrando no presente o nosso próprio futuro;

    O “fim do mundo” teve início no dia da Ressurreição!

    São 7 Igrejas numa mesma área geográfica na Ásia Menor, onde hoje é a Turquia e formam um círculo;

    O número 7 indica um pacote perfeito dos perfis que tem caracterizado a Igreja durante todos estes séculos. O círculo é porque estes perfis se repetem;

     

    Lições da Introdução:

    – A Igreja é sempre vista antes de Jesus – cuidado com a maneira de ser e viver.

    - A mensagem do Evangelho é validada pelo testemunho e experiência de cada um

    - A fé cristã se manifesta no encontro com o outro.

    - Eu prego a Palavra de Deus, mas as pessoas enxergam é a mim;

    - João ouviu uma voz (de Jesus), mas quando ele se voltou viu os candelabros (a Igreja); Jesus anda no meio dos candelabros, da Igreja, independente de como ela seja.

     

    - Os atributos de Jesus não são negociáveis – Ele É o que É!

    * Cinto de ouro – Deus de Poder

    * Cabelos brancos – O Jesus que transcende

    * Olhos como chama de fogo – Jesus nos enxerga como nós realmente  somos (fogo que depura)

    * Pés de bronze – Deus de Justiça

    * Voz como de muitas águas – Deus Soberano

    * Da sua boca sai uma espada de 2 gumes – A Palavra que fere quem ouve tanto quanto a quem fala

    * Brilho no rosto como o Sol na sua força – Glória de Deus

     

    - A visão do Cristo glorificado, que leva a uma adoração com devoção, cheia de amor e temor;

    - Mesmo cheias de problemas as Igrejas são luzes nas mãos de Deus!

     

    No amor do Senhor,

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    Uma Mensagem para o momento atual: O Profeta Oséias (Os 4.1-19)

    30 mar 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

     “Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.” (Os 4.1).

    1) Quando o mal se instala na vida do povo.

    As notícias são, em sua maioria, assustadoras neste início de 2016. São dias difíceis: as guerras matam todos os dias dezenas de pessoas; a natureza está em revolta, chove onde raramente chovia, e não chove onde sempre choveu, tornados e terremotos produzem muitas perdas.E o Brasil enfrenta uma das maiores crises de ética e justiça, a Presidente prestes a ser afastada por um ato do Congresso Nacional cuja integridade moral também é interpelada, haja visto o fato inédito da prisão de um Senador da República. O ex-Presidente Lula encontra-se em uma situação ético e moral sobre evidentes suspeitas correndo risco de ser preso. Sua nomeação como Ministro aponta a visível intenção de lhe dar foro privilegiado. Algumas empreiteiras do país acusadas  corruptoras e quadros do governo de corruptos. Políticos e Empresários na cadeia. Ainda que vejamos nisto um quadro que aponta moralização e justiça nos níveis de mando no pais, isto é motivo de vergonha nacional, como sabem pela função de Presidente do Concílio Mundial viajo muito fora do pais, é constrangedor , quando perguntado, explicar o inexplicável. 

    O mundo que vivemos enfrenta degradação de vários formas, a própria natureza geme, fruto da exploração de um capitalismo explorador e selvagem, o que importa é o poder e o lucro. Diversas nações do mundo ocidental mergulham em crises sociais e ambientais. Deus nos fez mordomos da criação (cf. Gn 1.28-30), e nós nos tornamos opressores da criação. O aquecimento global atinge a todos. Continuando como está, em mais 50 anos, parte das cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, submergirão, pelo menos em parte. O mau uso da natureza, na maioria das vezes, não ocorre por parte das populações nativas. As sociedades tidas como “primitivas” têm uma relação muito mais respeitosa e preservacionista da natureza. O capital internacional é reconhecidamente depredador; o que vale é o lucro. Dentro em breve, não veremos mais somente a guerra pelas fontes de energia, especialmente o petróleo como é no Iraque, mas, sim, por fontes de água potável. Desperdiçam-se e se poluem as fontes de água, os oceanos, como exemplo, cito a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, atletas que deveriam vir as Olimpiadas do Rio de Janeiro ameaçam não vir , em virtude dos riscos dos esportes aquáticos, das doenças como zica, dengue e outras.

    A violência presente nas relações institucionais e pessoais: governantes, membros do ministério público são ameaçados de morte, quando se recusam a compactuar com os diversos esquemas de corrupção . A maneira como se quita a oportunidade de educação, saúde, moradia, emprego, de pessoas, no Brasil e  nos países do 3º mundo. Tanta insensibilidade está gerando milhares de marginalizados, especialmente entre os jovens. Estes não são respeitados, educados, enfim, humanizados, mas tratados como animais, e muitos deles respondem como tal. É violência gerando violência. Morre mais gente inocente na violência urbana contra a criança, as mulheres, nos grandes centros urbanos de toda a América Latina do que na guerra do Síria.Sim ! Desafios missionários, para uma volta a pregação bíblica.[1] 

    Vamos aprender com Oséias, onde ele identifica a razão de Israel, no reinado de Jeroboão II, ter chegado a uma situação de opressão, mentira, corrupção e violência, na qual, guardadas as proporções, tem muito a ver com o quadro descrito acima. Tal abordagem visa a nos dar referências históricas bíblicas, da urgência da oração, da missão,da vigilância profética, da consciência mundial, da identificação do mal, e dos caminhos para o futuro.

    Trabalharemos com um esquema que chamamos de pedagogia profética – denúncia e anúncio. O que hoje chamamos desconstruir para construir. 

    2) O que o Profeta Oséias denuncia.

    Deixem-me dizer que, embora o enunciado seja ambicioso, reconheço ser meu espaço pequeno para traduzir tudo que nos ensina o profeta. Ficaremos com o que consideramos o essencial.

    O profeta Oséias[2] era originário do reino do Norte – Samaria; foi contemporâneo de Amós, pois começou a profetizar no período de Jeroboão II; seu ministério continuou após Jeroboão II. Sua indignação contra as classes dirigentes de Israel é tão dura quanto a de Amós .[3]“O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios.” (Os 4.2), como em Amós: “Porque sei serem muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais suborno e rejeitais os necessitados na porta.” (Am 5.12). Nesse conjunto de semelhança entra a linguagem simbólica própria, quando descreve o seu casamento com uma adúltera, e usa a infidelidade da sua esposa para ilustrar a relação de Israel com Deus, marcada pela infidelidade do povo para com o Senhor (cf. Os 3.1). Há, no entanto, na profecia de Oséias, a possibilidade sempre desejada por Deus, ou seja, do arrependimento e conversão do povo a Deus. “Volta, ó Israel, para o SENHOR, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído. Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom, e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.” (Os 14.1-2).

    O convite à conversão é o caminho, mesmo que secularizemos, chamando de mudança, transformação. O estado de morte precisa ser transformado em estado de vida.

    Dentre as transgressões do povo de Israel contra o Senhor e seus mandamentos, estão:

    • a) “…a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR.” (Os 1.2c)

                      Quando o profeta fala da prostituição de Israel, não considera a exclusividade de sentido que o termo tem para nós, envolvendo a sexualidade. No sentido profético e bíblico, é muito mais: é desviar-se dos propósitos de Deus; no caso, o povo afastara-se da aliança com Deus, quebrara seus mandamentos[4], por isso a descrição de prostituir-se e desviar-se. Devemos sempre lembrar que o Senhor, o Deus dos profetas, é um Deus ético[5]. Assim, nós, hoje, quando quebramos os mandamentos de Deus, estamos nos prostituindo, nos desviando de Deus. O Brasil o mundo, hoje, sim a terra, está em prostituição, desviada de Deus, por isso há tanta falta de justiça, e há a banalização da vida, etc. … Segundo o profeta Jeremias, o sentido do propósito de Deus para o ser humano é: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jr 29.11).

    • b) “…Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.” (Os 4.1).

    b.1) “… não há verdade …”

    Esta é a palavra do Senhor, como no capítulo 1.1, aqui, não é um narrador, é uma nova parte do livro, onde Deus fala ao povo: “…vós, filhos de Israel”. Aqui, verdade não é no sentido grego de um conceito, onde se encontram o pensamento e a realidade; essa é uma compreensão ocidental. No mundo bíblico, emmet – verdade, da raiz mn, de onde vem amém, é fidedignidade, coerência entre palavra e ação. No Judaísmo rabínico, verdade se confunde com a Palavra de Deus.

                      A verdade é tudo que não havia em Israel em tempos de Oséias. Havia engano, se celebravam cultos pomposos a Deus, mas Deus não estava presente; afinal, o culto escondia a quebra constante do mandamento: “Não dirás falso testemunho contra teu próximo.” (Ex 20.16). Hoje, nós ouvimos mentiras dos políticos, dos comerciais de televisão, e até no meio religioso há mentiras sendo praticadas, como, por exemplo, Igrejas que prometem prosperidade num ato místico e mágico. Deus está em contenda contra a nossa terra brasileira, também, por causa da mentira que entre nós se instalou. Já mencionada . A própria educação, por mais comprometida com mudança que seja, não consegue impor-se perante os valores coercitivos do “deus Mercado”; nossos alunos se desconvertem diante do mercado, há uma lógica individualista de sucesso, que nos impõe derrotas no resultado do processo educacional. Há uma mentira em curso no mundo e ela é geradora de MORTE. 

    • c) “… nem amor …”

    Perguntei-me na construção deste texto: é apropriado, numa momento destes, falar de amor? Não seria eu acusado de simplismo, emocionalismo, romantismo inconseqüente, num momento tão grave da nação ? Possivelmente. Mas, preciso como cristão, pastor e teólogo, ser honesto e fiel, para com o texto do profeta. Ele diz, claramente, que a falta de amor era uma das causas de tanta injustiça, e, por isso, também, a terra estava enferma. Mas, retornemos ao texto e vejamos como o próprio Oséias o trata.

    A que conceito de amor se referia o profeta Oséias, quando diz que Deus está em contenda com a terra, porque não há amor? O primeiro termo é o verbo aheb, que pode significar o ato sexual, o amor conjugal; o amor fraternal e entre amigos é o verbo traduzido maiormente na tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, pelo termo ágape ou verbo agapao. O amor de Deus é exclusivo e, inclusive, mandamento (cf. Dt 6.5). No caso de Oséias, o amor do Senhor por seu povo é o fundamento da Aliança. Israel e o Senhor são inseparáveis; por isso, o uso da união do profeta com uma adúltera. Essa relação em amor foi profanada pela esposa infiel –  Israel, que negou o amor.[6]

    Assim, podemos dizer que o sentido de amor que Oséias dá, fala da relação entre o povo e Deus, mas não só, pois os discursos proféticos mostram que a ausência de amor, temor de Deus, seu juízo, traz uma relação de indiferença, insensibilidade para com o próximo, e, neste caso, o termo que o profeta usa mais freqüentemente é hesed, cujo significado é mais abrangente, traduz amor, fidelidade, generosidade, e até misericórdia. No caso de Israel, a ausência do amor gerava opressão do pobre (cf. Os 4.3), da viúva, enfim, aumentava o número dos marginalizados. Onde Deus está, seu amor (aheb e hesed) precisa ser vivido. Neste caso, o amor volta a ser elemento decisivo na reconstrução da paz, da justiça e, assim, da prosperidade.

    Desse modo, atualizar o amor de Deus, hoje, é o caminho de sarar a terra, fazer com que o verbo de Deus – Jesus – se faça carne, nos atos do povo de Deus, e habite entre nós, “… cheio de graça e verdade …”

    • d) “… nem conhecimento de Deus …”

    As expressões do verso 6 do capítulo 4 de Oséias ilustram e explicam o porquê da ausência de conhecimento de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” (Os 4.6).

    Por outro lado, quando se fala no Antigo Testamento de conhecimento, não é o conhecimento grego, teórico, o pensamento lógico, mas, sim, fala da vida, do experimentar, viver, ter conhecimento de algo ou alguém, é acima de tudo ter comunhão, compartilhar a vida com o alvo de conhecimento. O termo pode expressar a relação sexual entre marido e mulher. Em resumo, o conhecimento de Deus começa pela comunhão e intimidade com Deus. Pois quem conhece a Deus descobre seu amor paternal: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.” (Os 11.1). O uso de Israel menino indica dependência do Pai – Deus, intimidade e comunhão, isto é, o conhecimento que faz do filho (Israel), obediente, fiel, submisso. O conhecimento de Deus pode ser expresso no texto do próprio Oséias: “O SENHOR, o Deus dos Exércitos, o SENHOR é o seu nome; converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo, e no teu Deus espera sempre.” (Os 12.5-6).

    Ah! quanta distância do conhecimento de Deus está o mundo presente; é como diz o profeta: “Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem.” (Os 4.3). A terra brasileira, latino-americana, africana, etc., não somente pela morte das crianças de rua, mas também porque a natureza está sendo assassinada, as matas amazônicas agonizam. A vida de crianças, a vida da natureza está ameaçada: Quem as salvará? Nós temos a mensagem, o mandado missionário, as pedras já estão clamando. Nossa ação educacional precisa ser mais ousada e propositiva em sua relação com a sociedade em geral. Precisamos reconhecer que temos feito muito pouco em relação ao desastre que contemplamos dia a dia. Sim, nosso mundo caminha para a desconstrução. Como Igreja Metodista temos uma herança que nos compromete com mudança, transformação. 

    • e) “… O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote …” (Os 4.6a).

    Agora vamos sair do quadro de caos, para o de esperança, dentro da pedagogia profética. Há futuro para os que crêem em Deus, no seu amor, na sua Justiça, no seu Reino. Vejamos o que o profeta tem a nos dizer.

    A minha, a tua, a nossa responsabilidade é grande nisso tudo que está acontecendo com o nosso Brasil e o mundo.  A sentença do profeta em seu contexto incidia sobre os líderes religiosos de Israel. Hoje, também incide. A participação dos ditos evangélicos, conforme os meios de comunicação, não é com o grupo do bem. Aparecemos mais freqüentemente como grupo do mal; os mal feitos de parte  da bancada evangélica no Congresso Nacional mostram isso. Sabemos que há uma propaganda constante contra os evangélicos, e nosso dever é vigiar para não terem do que nos acusar.

    A acusação do profeta foi clara: “… porque rejeitaste o conhecimento (de Deus), também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim …” Quem não deseja cair na rejeição de Deus, precisa restabelecer a dignidade do altar, da intimidade com Deus, de uma teologia bíblica, comprometida, primeiro, em conhecer e ouvir a Deus. Não dando ouvidos aos desejos e cobiças do nosso próprio coração, crescendo no amor e conhecimento do Senhor. Aqui, também, a mensagem de Oséias é o caminho da bênção: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Os 6.3). “Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR.” (Lm 3.40). “O Senhor é rico em perdoar.”

    3) O que o Profeta anuncia?

    Nem tudo é denúncia do pecado e condenação na profecia de Oséias. Há várias declarações de amor, de misericórdia, de esperança, de perdão; na verdade, as denúncias do pecado são atos de amor e advertência, que visam ao arrependimento e à conversão do povo. Desse modo, a pregação do profeta, e também a nossa, hoje, deve, junto à denúncia clara, audível, sem subterfúgio, levar o povo ao arrependimento e ao reencontro com Deus.

    Vejamos alguns vários momentos de apelo à conversão, os sinais de que há esperança:

    • a) No primeiro capítulo: “Disse o SENHOR a Oséias: Põe-lhe o nome de Não-Meu-Povo, porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus. Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que se não pode medir, nem contar; e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.” (Os 1.9-10).
    • b) No segundo capítulo, referindo-se a sua mulher adúltera: “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei, dali, as suas vinhas e o vale de Acor por porta de esperança; será ela obsequiosa como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito.” (Os 2.14-15).
    • c) No breve capítulo 3: Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da sua bondade.” (Os 3.5).
    • d) No capítulo 6, há um notório convite ao retorno à intimidade com Deus, a receber dEle a cura: “Vinde, e tornemos para oSENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Os 6.1-3).

    Poderia continuar mostrando como o profeta reflete o juízo, mas também a bondade, amor, justiça e misericórdia de Deus. O ápice se encontra no capítulo final, quando diz: “Volta, ó Israel, para o SENHOR, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído. Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.” (Os 14.1-2).

    Para Oséias, o restabelecimento da comunhão com Deus trará sobre a terra a justiça: “Então, disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo virgem; porque é tempo de buscar aoSENHOR, até que ele venha e chova a justiça sobre vós.” (Os 10.12).

    Atentemos para as lições de Oséias, e construamos um tempo de esperança e de cura para nossa terra e seu povo. Amém! Amém! Amém!

    Com carinho e oração por todos vós, povo Metodista da 1 e 7 Região.

    Vosso irmão, Bispo Paulo Lockmann

     

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