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    Listagem de "Colunas"

    O Consumador da Nossa Fé

    1 jul 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12.2).

    Você já parou para pensar em quantos projetos já começou e não terminou? Seja como indivíduo; seja como líder; seja como pastor/a, todos/as nós já tivemos essa experiência ao menos uma vez. No início, ficamos entusiasmados e temos a impressão de que iremos até o final. Mas depois de algum tempo, por algum motivo, justificável ou não, deixamos aquele projeto e partimos para outro.
    Abandonar um projeto uma vez ou outra não parece ser um problema tão sério, mas se você é bom/boa no sentido de começar algo, mas tem dificuldade de terminar, então precisa olhar com atenção para o testemunho de Jesus.

    Jesus é o consumador da nossa fé. Ele completou (terminou; levou até o fim) a obra da salvação. Quando ele bradou: “está consumado” (está acabado; está terminado), a obra da salvação estava completa. A obra do Messias, profetizada no Antigo Testamento, estava completamente realizada. A tarefa de satisfazer a ira de Deus estava terminada. Ele havia concluído o trabalho destinado a ele. O sangue de Jesus nos limpou completamente dos nossos pecados. Todo poder que precisamos para viver uma vida de santidade foi providenciado para nós através da cruz. Todas as bênçãos da vida eterna nos foram oferecidas através do sacrifício de Jesus.

    Não há nada que possamos adicionar à obra de Jesus. A obra está consumada. O que precisamos é nos aproximarmos do santuário; do “trono da graça”, com ousadia, a fim de buscarmos ajuda para vivermos uma vida de santidade e de testemunho cristão (Hebreus 10.19-23). Precisamos correr com paciência e perseverança a corrida que nos foi proposta, sem desanimar; sem parar no meio do caminho (Hebreus 12.1-3).

    O nosso chamado para aceitarmos a salvação junto com o nosso chamado ministerial (seja laico ou clérigo), definem o projeto (a tarefa) mais importante da nossa vida.
    Jesus terminou o projeto dele. Ele ajuda você a terminar o seu!

    Na dependência do autor e consumador da nossa fé,

    Bispo João Carlos Lopes
    6ª Região Eclesiástica

    Carta Pastoral do Colégio Episcopal da Igreja Metodista

    9 jun 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS 7 CARTAS DO APOCALÍPSE

    18 abr 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Texto: Ap. 1.1-20

     

    Introdução:

    O livro do Apocalipse foi escrito pelo Apóstolo João, no final da sua vida; é a última produção canônica da Bíblia;

    João estava como exilado político na Ilha de Patmos, uma ilha bonita e pedregosa, no Mar Egeu, um mar bravo, onde funcionava um grande presídio para presos políticos; mas João não era político; por que “exilado político’?

    Porque a mensagem do Evangelho do Jesus Ressurreto, que para nós é espiritual, para os governantes e autoridades da época, soava como uma pregação não só política como também subversiva e de oposição, principalmente no que diz respeito ao “culto ao imperador”, muito comum naquela época e até bem aceita, menos para os convertidos pelo Evangelho para quem só Jesus é o Senhor de todos, princípio e fim! Assim, embora a pregação do Evangelho não tivesse nada a ver com política, era interpretada como sendo política. Alguns exemplos: Na carta de Paulo a Filemon, Paulo o adverte de que diante da conversão do seu escravo, este passava agora a condição de seu irmão em Cristo e deveria ser tratado como tal. A narrativa de Lucas em Atos sobre a viagem missionária de Paulo a Éfeso, nos dá conta de um verdadeiro tumulto provocado pela pregação do Evangelho.

     

    Revelação – Cristo Glorificado:

    Há 2 blocos no Livro de Apocalipse:

    - capítulos de 1 a 3 – Eclesiástico (voltado para a Igreja);

    - capítulos de 4 ao fim – Escatológico/profético (endereçado a todos).

     

    A linguagem é sobre o Mundo Natural e o Mundo Espiritual. Foi escrito num contexto de perseguição política (não religiosa). Quanto ao fato do livro começar com uma profecia eclesiástica, dirigida a Igreja e só depois a profecia se estender a todos, se discerne concluindo que a Igreja não tem nada a dizer à sociedade e ao mundo sem que primeiro a Igreja se enxergue a si mesma através da profecia que a ela é dirigida. Assim também o profeta: sua profecia para fora só tem valor depois de falar para dentro dele mesmo – “comer o livro amargo”. A mensagem precisa ser provada em nós! João fala da parte daquele que nos ama!

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    Jesus se apresenta primeiro como aquele que nos resgatou dos nossos pecados; é Graça e Perdão!

    As credencias de Jesus – “A Fiel Testemunha” – v.5

    As 7 Igrejas são analisadas levando em consideração a vocação de cada uma, individual e coletiva e tendo em vista o sacerdócio universal no qual o Senhor nos constituiu um Reino de Sacerdotes, isto é, vidas consagradas que em Cristo ministram diretamente a Deus, sem mediação de ninguém. Nesta ótica a distinção entre clérigos e leigos não é bíblica; cada carta confronta a Igreja com o que ela é, em um mundo tão hostil a Deus;

    A revelação foi dada a João no “dia do Senhor”. Isto é profético para a Igreja cuja escatologia se realiza ao longo dos dias, isto é, estamos celebrando no presente o nosso próprio futuro;

    O “fim do mundo” teve início no dia da Ressurreição!

    São 7 Igrejas numa mesma área geográfica na Ásia Menor, onde hoje é a Turquia e formam um círculo;

    O número 7 indica um pacote perfeito dos perfis que tem caracterizado a Igreja durante todos estes séculos. O círculo é porque estes perfis se repetem;

     

    Lições da Introdução:

    – A Igreja é sempre vista antes de Jesus – cuidado com a maneira de ser e viver.

    - A mensagem do Evangelho é validada pelo testemunho e experiência de cada um

    - A fé cristã se manifesta no encontro com o outro.

    - Eu prego a Palavra de Deus, mas as pessoas enxergam é a mim;

    - João ouviu uma voz (de Jesus), mas quando ele se voltou viu os candelabros (a Igreja); Jesus anda no meio dos candelabros, da Igreja, independente de como ela seja.

     

    - Os atributos de Jesus não são negociáveis – Ele É o que É!

    * Cinto de ouro – Deus de Poder

    * Cabelos brancos – O Jesus que transcende

    * Olhos como chama de fogo – Jesus nos enxerga como nós realmente  somos (fogo que depura)

    * Pés de bronze – Deus de Justiça

    * Voz como de muitas águas – Deus Soberano

    * Da sua boca sai uma espada de 2 gumes – A Palavra que fere quem ouve tanto quanto a quem fala

    * Brilho no rosto como o Sol na sua força – Glória de Deus

     

    - A visão do Cristo glorificado, que leva a uma adoração com devoção, cheia de amor e temor;

    - Mesmo cheias de problemas as Igrejas são luzes nas mãos de Deus!

     

    No amor do Senhor,

    _ _

    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

    Uma Mensagem para o momento atual: O Profeta Oséias (Os 4.1-19)

    30 mar 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

     “Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.” (Os 4.1).

    1) Quando o mal se instala na vida do povo.

    As notícias são, em sua maioria, assustadoras neste início de 2016. São dias difíceis: as guerras matam todos os dias dezenas de pessoas; a natureza está em revolta, chove onde raramente chovia, e não chove onde sempre choveu, tornados e terremotos produzem muitas perdas.E o Brasil enfrenta uma das maiores crises de ética e justiça, a Presidente prestes a ser afastada por um ato do Congresso Nacional cuja integridade moral também é interpelada, haja visto o fato inédito da prisão de um Senador da República. O ex-Presidente Lula encontra-se em uma situação ético e moral sobre evidentes suspeitas correndo risco de ser preso. Sua nomeação como Ministro aponta a visível intenção de lhe dar foro privilegiado. Algumas empreiteiras do país acusadas  corruptoras e quadros do governo de corruptos. Políticos e Empresários na cadeia. Ainda que vejamos nisto um quadro que aponta moralização e justiça nos níveis de mando no pais, isto é motivo de vergonha nacional, como sabem pela função de Presidente do Concílio Mundial viajo muito fora do pais, é constrangedor , quando perguntado, explicar o inexplicável. 

    O mundo que vivemos enfrenta degradação de vários formas, a própria natureza geme, fruto da exploração de um capitalismo explorador e selvagem, o que importa é o poder e o lucro. Diversas nações do mundo ocidental mergulham em crises sociais e ambientais. Deus nos fez mordomos da criação (cf. Gn 1.28-30), e nós nos tornamos opressores da criação. O aquecimento global atinge a todos. Continuando como está, em mais 50 anos, parte das cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, submergirão, pelo menos em parte. O mau uso da natureza, na maioria das vezes, não ocorre por parte das populações nativas. As sociedades tidas como “primitivas” têm uma relação muito mais respeitosa e preservacionista da natureza. O capital internacional é reconhecidamente depredador; o que vale é o lucro. Dentro em breve, não veremos mais somente a guerra pelas fontes de energia, especialmente o petróleo como é no Iraque, mas, sim, por fontes de água potável. Desperdiçam-se e se poluem as fontes de água, os oceanos, como exemplo, cito a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, atletas que deveriam vir as Olimpiadas do Rio de Janeiro ameaçam não vir , em virtude dos riscos dos esportes aquáticos, das doenças como zica, dengue e outras.

    A violência presente nas relações institucionais e pessoais: governantes, membros do ministério público são ameaçados de morte, quando se recusam a compactuar com os diversos esquemas de corrupção . A maneira como se quita a oportunidade de educação, saúde, moradia, emprego, de pessoas, no Brasil e  nos países do 3º mundo. Tanta insensibilidade está gerando milhares de marginalizados, especialmente entre os jovens. Estes não são respeitados, educados, enfim, humanizados, mas tratados como animais, e muitos deles respondem como tal. É violência gerando violência. Morre mais gente inocente na violência urbana contra a criança, as mulheres, nos grandes centros urbanos de toda a América Latina do que na guerra do Síria.Sim ! Desafios missionários, para uma volta a pregação bíblica.[1] 

    Vamos aprender com Oséias, onde ele identifica a razão de Israel, no reinado de Jeroboão II, ter chegado a uma situação de opressão, mentira, corrupção e violência, na qual, guardadas as proporções, tem muito a ver com o quadro descrito acima. Tal abordagem visa a nos dar referências históricas bíblicas, da urgência da oração, da missão,da vigilância profética, da consciência mundial, da identificação do mal, e dos caminhos para o futuro.

    Trabalharemos com um esquema que chamamos de pedagogia profética – denúncia e anúncio. O que hoje chamamos desconstruir para construir. 

    2) O que o Profeta Oséias denuncia.

    Deixem-me dizer que, embora o enunciado seja ambicioso, reconheço ser meu espaço pequeno para traduzir tudo que nos ensina o profeta. Ficaremos com o que consideramos o essencial.

    O profeta Oséias[2] era originário do reino do Norte – Samaria; foi contemporâneo de Amós, pois começou a profetizar no período de Jeroboão II; seu ministério continuou após Jeroboão II. Sua indignação contra as classes dirigentes de Israel é tão dura quanto a de Amós .[3]“O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios.” (Os 4.2), como em Amós: “Porque sei serem muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais suborno e rejeitais os necessitados na porta.” (Am 5.12). Nesse conjunto de semelhança entra a linguagem simbólica própria, quando descreve o seu casamento com uma adúltera, e usa a infidelidade da sua esposa para ilustrar a relação de Israel com Deus, marcada pela infidelidade do povo para com o Senhor (cf. Os 3.1). Há, no entanto, na profecia de Oséias, a possibilidade sempre desejada por Deus, ou seja, do arrependimento e conversão do povo a Deus. “Volta, ó Israel, para o SENHOR, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído. Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom, e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.” (Os 14.1-2).

    O convite à conversão é o caminho, mesmo que secularizemos, chamando de mudança, transformação. O estado de morte precisa ser transformado em estado de vida.

    Dentre as transgressões do povo de Israel contra o Senhor e seus mandamentos, estão:

    • a) “…a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR.” (Os 1.2c)

                      Quando o profeta fala da prostituição de Israel, não considera a exclusividade de sentido que o termo tem para nós, envolvendo a sexualidade. No sentido profético e bíblico, é muito mais: é desviar-se dos propósitos de Deus; no caso, o povo afastara-se da aliança com Deus, quebrara seus mandamentos[4], por isso a descrição de prostituir-se e desviar-se. Devemos sempre lembrar que o Senhor, o Deus dos profetas, é um Deus ético[5]. Assim, nós, hoje, quando quebramos os mandamentos de Deus, estamos nos prostituindo, nos desviando de Deus. O Brasil o mundo, hoje, sim a terra, está em prostituição, desviada de Deus, por isso há tanta falta de justiça, e há a banalização da vida, etc. … Segundo o profeta Jeremias, o sentido do propósito de Deus para o ser humano é: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jr 29.11).

    • b) “…Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.” (Os 4.1).

    b.1) “… não há verdade …”

    Esta é a palavra do Senhor, como no capítulo 1.1, aqui, não é um narrador, é uma nova parte do livro, onde Deus fala ao povo: “…vós, filhos de Israel”. Aqui, verdade não é no sentido grego de um conceito, onde se encontram o pensamento e a realidade; essa é uma compreensão ocidental. No mundo bíblico, emmet – verdade, da raiz mn, de onde vem amém, é fidedignidade, coerência entre palavra e ação. No Judaísmo rabínico, verdade se confunde com a Palavra de Deus.

                      A verdade é tudo que não havia em Israel em tempos de Oséias. Havia engano, se celebravam cultos pomposos a Deus, mas Deus não estava presente; afinal, o culto escondia a quebra constante do mandamento: “Não dirás falso testemunho contra teu próximo.” (Ex 20.16). Hoje, nós ouvimos mentiras dos políticos, dos comerciais de televisão, e até no meio religioso há mentiras sendo praticadas, como, por exemplo, Igrejas que prometem prosperidade num ato místico e mágico. Deus está em contenda contra a nossa terra brasileira, também, por causa da mentira que entre nós se instalou. Já mencionada . A própria educação, por mais comprometida com mudança que seja, não consegue impor-se perante os valores coercitivos do “deus Mercado”; nossos alunos se desconvertem diante do mercado, há uma lógica individualista de sucesso, que nos impõe derrotas no resultado do processo educacional. Há uma mentira em curso no mundo e ela é geradora de MORTE. 

    • c) “… nem amor …”

    Perguntei-me na construção deste texto: é apropriado, numa momento destes, falar de amor? Não seria eu acusado de simplismo, emocionalismo, romantismo inconseqüente, num momento tão grave da nação ? Possivelmente. Mas, preciso como cristão, pastor e teólogo, ser honesto e fiel, para com o texto do profeta. Ele diz, claramente, que a falta de amor era uma das causas de tanta injustiça, e, por isso, também, a terra estava enferma. Mas, retornemos ao texto e vejamos como o próprio Oséias o trata.

    A que conceito de amor se referia o profeta Oséias, quando diz que Deus está em contenda com a terra, porque não há amor? O primeiro termo é o verbo aheb, que pode significar o ato sexual, o amor conjugal; o amor fraternal e entre amigos é o verbo traduzido maiormente na tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, pelo termo ágape ou verbo agapao. O amor de Deus é exclusivo e, inclusive, mandamento (cf. Dt 6.5). No caso de Oséias, o amor do Senhor por seu povo é o fundamento da Aliança. Israel e o Senhor são inseparáveis; por isso, o uso da união do profeta com uma adúltera. Essa relação em amor foi profanada pela esposa infiel –  Israel, que negou o amor.[6]

    Assim, podemos dizer que o sentido de amor que Oséias dá, fala da relação entre o povo e Deus, mas não só, pois os discursos proféticos mostram que a ausência de amor, temor de Deus, seu juízo, traz uma relação de indiferença, insensibilidade para com o próximo, e, neste caso, o termo que o profeta usa mais freqüentemente é hesed, cujo significado é mais abrangente, traduz amor, fidelidade, generosidade, e até misericórdia. No caso de Israel, a ausência do amor gerava opressão do pobre (cf. Os 4.3), da viúva, enfim, aumentava o número dos marginalizados. Onde Deus está, seu amor (aheb e hesed) precisa ser vivido. Neste caso, o amor volta a ser elemento decisivo na reconstrução da paz, da justiça e, assim, da prosperidade.

    Desse modo, atualizar o amor de Deus, hoje, é o caminho de sarar a terra, fazer com que o verbo de Deus – Jesus – se faça carne, nos atos do povo de Deus, e habite entre nós, “… cheio de graça e verdade …”

    • d) “… nem conhecimento de Deus …”

    As expressões do verso 6 do capítulo 4 de Oséias ilustram e explicam o porquê da ausência de conhecimento de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” (Os 4.6).

    Por outro lado, quando se fala no Antigo Testamento de conhecimento, não é o conhecimento grego, teórico, o pensamento lógico, mas, sim, fala da vida, do experimentar, viver, ter conhecimento de algo ou alguém, é acima de tudo ter comunhão, compartilhar a vida com o alvo de conhecimento. O termo pode expressar a relação sexual entre marido e mulher. Em resumo, o conhecimento de Deus começa pela comunhão e intimidade com Deus. Pois quem conhece a Deus descobre seu amor paternal: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho.” (Os 11.1). O uso de Israel menino indica dependência do Pai – Deus, intimidade e comunhão, isto é, o conhecimento que faz do filho (Israel), obediente, fiel, submisso. O conhecimento de Deus pode ser expresso no texto do próprio Oséias: “O SENHOR, o Deus dos Exércitos, o SENHOR é o seu nome; converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo, e no teu Deus espera sempre.” (Os 12.5-6).

    Ah! quanta distância do conhecimento de Deus está o mundo presente; é como diz o profeta: “Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem.” (Os 4.3). A terra brasileira, latino-americana, africana, etc., não somente pela morte das crianças de rua, mas também porque a natureza está sendo assassinada, as matas amazônicas agonizam. A vida de crianças, a vida da natureza está ameaçada: Quem as salvará? Nós temos a mensagem, o mandado missionário, as pedras já estão clamando. Nossa ação educacional precisa ser mais ousada e propositiva em sua relação com a sociedade em geral. Precisamos reconhecer que temos feito muito pouco em relação ao desastre que contemplamos dia a dia. Sim, nosso mundo caminha para a desconstrução. Como Igreja Metodista temos uma herança que nos compromete com mudança, transformação. 

    • e) “… O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote …” (Os 4.6a).

    Agora vamos sair do quadro de caos, para o de esperança, dentro da pedagogia profética. Há futuro para os que crêem em Deus, no seu amor, na sua Justiça, no seu Reino. Vejamos o que o profeta tem a nos dizer.

    A minha, a tua, a nossa responsabilidade é grande nisso tudo que está acontecendo com o nosso Brasil e o mundo.  A sentença do profeta em seu contexto incidia sobre os líderes religiosos de Israel. Hoje, também incide. A participação dos ditos evangélicos, conforme os meios de comunicação, não é com o grupo do bem. Aparecemos mais freqüentemente como grupo do mal; os mal feitos de parte  da bancada evangélica no Congresso Nacional mostram isso. Sabemos que há uma propaganda constante contra os evangélicos, e nosso dever é vigiar para não terem do que nos acusar.

    A acusação do profeta foi clara: “… porque rejeitaste o conhecimento (de Deus), também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim …” Quem não deseja cair na rejeição de Deus, precisa restabelecer a dignidade do altar, da intimidade com Deus, de uma teologia bíblica, comprometida, primeiro, em conhecer e ouvir a Deus. Não dando ouvidos aos desejos e cobiças do nosso próprio coração, crescendo no amor e conhecimento do Senhor. Aqui, também, a mensagem de Oséias é o caminho da bênção: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Os 6.3). “Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR.” (Lm 3.40). “O Senhor é rico em perdoar.”

    3) O que o Profeta anuncia?

    Nem tudo é denúncia do pecado e condenação na profecia de Oséias. Há várias declarações de amor, de misericórdia, de esperança, de perdão; na verdade, as denúncias do pecado são atos de amor e advertência, que visam ao arrependimento e à conversão do povo. Desse modo, a pregação do profeta, e também a nossa, hoje, deve, junto à denúncia clara, audível, sem subterfúgio, levar o povo ao arrependimento e ao reencontro com Deus.

    Vejamos alguns vários momentos de apelo à conversão, os sinais de que há esperança:

    • a) No primeiro capítulo: “Disse o SENHOR a Oséias: Põe-lhe o nome de Não-Meu-Povo, porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus. Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que se não pode medir, nem contar; e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.” (Os 1.9-10).
    • b) No segundo capítulo, referindo-se a sua mulher adúltera: “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei, dali, as suas vinhas e o vale de Acor por porta de esperança; será ela obsequiosa como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito.” (Os 2.14-15).
    • c) No breve capítulo 3: Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da sua bondade.” (Os 3.5).
    • d) No capítulo 6, há um notório convite ao retorno à intimidade com Deus, a receber dEle a cura: “Vinde, e tornemos para oSENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Os 6.1-3).

    Poderia continuar mostrando como o profeta reflete o juízo, mas também a bondade, amor, justiça e misericórdia de Deus. O ápice se encontra no capítulo final, quando diz: “Volta, ó Israel, para o SENHOR, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído. Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.” (Os 14.1-2).

    Para Oséias, o restabelecimento da comunhão com Deus trará sobre a terra a justiça: “Então, disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo virgem; porque é tempo de buscar aoSENHOR, até que ele venha e chova a justiça sobre vós.” (Os 10.12).

    Atentemos para as lições de Oséias, e construamos um tempo de esperança e de cura para nossa terra e seu povo. Amém! Amém! Amém!

    Com carinho e oração por todos vós, povo Metodista da 1 e 7 Região.

    Vosso irmão, Bispo Paulo Lockmann

     

    A ESPERANÇA MESSIÂNICA NA TRADIÇÃO BÍBLICA

    1 mar 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “ Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo.Quando vier, Ele nos anunciará todas as coisas.” Jo 4:25

    O substantivo hebraico Maxiah tem com significado untar, ungir. O conceito de Maxiah passa na tradição do antigo testamento a retratar alguém com representatividade e legitimidade concedida por Deus. Comumente, a ocorrência do termo Maxiah junto ao nome de Deus reafirma a posse do carisma divino ao eleito no ato da unção. O ungido tem a missão de ser o mediador da bênção divina ao povo.

    Outro aspecto importante na tradição messiânica do antigo testamento é a relação estreita entre o messianismo e esperança bíblica. A esperança bíblica tem o seu nascedouro no contexto onde predomina a injustiça social, a violência de natureza diversa, instabilidade econômica, política e a perda do significado e sentido da vida, principalmente entre os marginalizados e sofridos pelo processo de exclusão social e religiosa.

    O messianismo está pautado no imaginário idealizado, que enfatiza a busca por um novo significado existencial. O pavimento do messianismo bíblico está na criação de uma nova ordem social e religiosa e que tem na esperança em Deus a sua maior expectativa.

    A esperança messiânica perpassa a história do povo bíblico em todo o antigo testamento. Destaca-se o messianismo do reino do sul, onde a campesina Judá e a cosmopolita Jerusalém alimentam sua esperança messiânica. A tradição messiânica de Jerusalém está fundamentada na teologia construída sobre a casa de Davi. A sucessão real ancorava-se na promessa de uma dinastia sem fim. As principais características do  messianismo de Jerusalém é a sua institucionalização fundamentados na elite sacerdotal, nos profetas da corte e nos funcionários e políticos da monarquia.

    O símbolo do cetro real demonstra a consciência que se constrói em torno dessa tradição. A esperança messiânica de Jerusalém é de característica guerreira, onde força, dinastia sem fim e ações bélicas marcam suas ações. O messianismo de Judá tem sua esperança messiânica no modelo do Messias-pastor e o símbolo no cajado. O referencial está na unção do jovem e frágil pastor de ovelhas, filho de Jessé. Belém é o lugar que representa a esperança de pastores, agricultores e profetas, como Miquéias.

    No messianismo de Judá, evidencia-se o carisma ( unção de Javé), a fragilidade existencial, o cuidado pastoral e a coragem nas adversidades e pelejas.

    Na tradição dos evangelhos, percebe-se que há grupos e partidos religiosos que alimentam essas duas tradições messiânicas. Nos evangelhos, a perspectiva está no anúncio do Cristo de justiça, sabedoria e direito (livro do Imanuel) relatado na literatura messiânica do profeta Isaias e na construção teológica de Miquéias sobre o pastoreio do Messias, onde o símbolo é o cajado e a unção é de Javé.  

    No evangelho de João, percebemos uma teologia pastoral, onde o Messias Jesus é descrito como o bom pastor, que dá a vida por suas ovelhas. Na tradição do novo testamento, não há evidências que corroborem  a esperança de um messias guerreiro, que restauraria Israel através de ações bélicas, mas sim do messias comprometido com o ser humano, cujo maior propósito é o cuidado e o direito à vida abundante.

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    Rev. Marcello Fraga

     

     

    A PALAVRA DE DEUS NO COTIDIANO: uma breve reflexão teológica!

    28 jan 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz e mais   penetrante do que qualquer espada  de dois gumes; ela penetra até a divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. – Hb 4:12

     

    A PALAVRA DE DEUS NO COTIDIANO: uma breve reflexão teológica!

     

    Para que haja uma reflexão constante sobre o uso da bíblia e sua utilidade na vida e prática do ser humano, é necessário  compreender como a dinâmica existencial foi vital na construção dos textos bíblicos e como tornou-se imprescindível na compreensão dos dilemas e realidades da vida diária.

    É evidente que os textos bíblicos nasceram da relação estreita entre a fé do povo e as demandas do cotidiano, entre a relação do ser humano com o seu Deus. Como em qualquer momento histórico, o cotidiano apresenta-nos as suas demandas e desafios. É neste contexto que a Igreja é chamada, de alguma forma, a ser um farol que ilumina o caminho, tendo na sua tradição, herança teológica e bíblica, os principais pilares na compreensão e discernimento da realidade cotidiana.

    É importante salientar que a bíblia no cotidiano deve interagir e pontuar caminhos que respondam com as demandas do tempo presente. O maior desafio sempre será levar o texto de volta à vida e assim, direcionar o ser humano na descoberta do sentido e significado do amor, da fé e do serviço ao próximo.

    É de vital importância ressaltar que os textos bíblicos nascem primeiramente a partir de um ambiente de oralidade e se desenvolvem até alcançar a forma de textos canônicos. Levar os textos bíblicos de volta para o chão da vida é e sempre será um desafio a qualquer geração.

    Não relacionar o texto bíblico  à vida pode provocar no ser humano um distanciamento da espiritualidade cristã, bem como da saudável aplicação do mesmo ao caminho. Já aconteceu em vários momentos da história do cristianismo o distanciamento do povo, da tradição e reflexão bíblica. Do cristianismo nascente, com a sua percepção aguçada sobre a importância da correlação espiritualidade e cotidiano, passando pelo dogmatismo eclesiástico, desenvolvido na institucionalização da Igreja, até o período histórico, denominado de iluminismo, que enxergava os textos bíblicos meramente como construções históricas, sem utilidade na vida presente, e assim, dando a razão à condição de ser a intérprete da vida diária.

    Outra questão é o distanciamento relacional entre a bíblia e o cotidiano. Distanciamento que poderá provocar a perda ou reducionismo do significado que o texto tem para a existência e, assim, servir meramente para uma simplória sistematização e normatização dos pressupostos da fé.

    Um exemplo pertinente sobre a relação bíblia-cotidiano está no texto do livro de Deuteronômio conhecido pela tradição judaico-cristã como Shemá ( Dt 6:4-9). Nele, é possível encontrar subsídios para a releitura do evangelho de Jesus fundamentado em     dois principais mandamentos: “Amar a Deus e ao próximo”.

    No Shemá/ouvir, amar é preceito para a vida. Amar é necessário e dever ser feito com intensidade de ser e com vitalidade existencial.  No mesmo contexto, está a importância do ensino, que se desenvolve a partir da compreensão do significado da palavra (dabar) e caminho (derek).  Palavra e caminho estão correlacionados à vida e à presença de Deus no cotidiano. O Shemá/ouvir enfatiza as marcas distintivas que alicerçam o caminho na palavra e a palavra no caminho. É um chamado permanente a adorar a Deus e a ensinar e aprender.

    Ao estabelecermos critérios para a prática da bíblia na vida diária, é importante salientar a necessidade de aplicá-la às diversas dimensões da existência e espiritualidade. Da liturgia até as mais modernas ferramentas de comunicação social.  Em todos os espaços, a ênfase deve ser sempre o iluminar o caminho através da presença e palavra de Deus.

    Os textos bíblicos não devem ter outro sentido e significado que não seja viabilizar a vida. Dissociados da vida e do cotidiano, não somente inviabilizam a existência, como submetem a consciência a um estéril literalismo, que desenvolvido na rigidez das regras, estabelece-se como fundamentalismo religioso.

    A vida cotidiana não pode ser a intérprete dos textos bíblicos. É a palavra que ilumina a vida e não o cotidiano. Quem assim pensa, submete a sua consciência ao subjetivismo e incoerência bíblica. Outro perigo é a tendência a ler as escrituras como simples documentos históricos ou coletânea dogmática. Tais leituras, dissociadas da experiência existencial, desvalorizam a história de fé de um povo para sustentar-se nos pressupostos racionalistas.

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    Rev. Marcello Fraga

    A BACIA DE BRONZE

    21 jan 2016   //   por admin   //   Colunas  //  Sem comentários

    Textos: Êxodo 30.17-21; 31.9; 38.8; 40.7

     

    “Farás também uma bacia de bronze…”

     

    Este artigo faz parte do estudo sobre o Tabernáculo, de minha autoria, e está sendo publicado por se tratar de um assunto sempre atual.

     

    1 – Introdução e Considerações

     

    O que é a Bacia de Bronze?  O contexto é a própria história do povo de Deus. Depois de mais de 400 anos de cativeiro no Egito, Deus ouve o clamor do seu povo e levanta um homem, Moisés, com quem teve um encontro pessoal, na Sarça Ardente, que ardia, mas não se consumia. A partir daí Deus daria sempre a orientação necessária a Moisés que a transmitiria ao povo. O passo seguinte era preparar o povo para a saída. O ponto de encontro seria no Monte Sinai, onde Moisés passaria 40 dias e noites, sem água, sem comida, mas na presença de Deus, totalmente sustentado pela Glória do Senhor. E Deus escreve os 10 Mandamentos, na pedra, orienta sobre as leis e regulamentos, e a construção do Tabernáculo.

     

    O Tabernáculo era uma espécie de templo portátil e também o lugar de onde Deus falava com Moisés; era o único lugar de culto da religião Judaica.

     

    O povo hebreu, acampado em torno do Tabernáculo, só tinha acesso até o altar dos holocaustos. Entravam pela porta do átrio e permaneciam de pé no átrio, distribuídos até o altar dos sacrifícios (holocaustos). Somente os sacerdotes sorteados para o serviço no Santuário podiam passar, parando, primeiro, na bacia de bronze, que ficava num lugar estratégico: ENTRE o Altar dos Holocaustos e a Porta de entrada do Santuário. É que os que estavam de serviço, antes de entrar pela porta do Santuário, precisavam parar na bacia para lavar os pés e as mãos. Depois de expiada a culpa, antes de servir, precisamos lavar diariamente as mãos e os pés, que se contaminam constantemente nos relacionamentos e na caminhada. É a santificação diária que nos aperfeiçoa e nos capacita a servir.

     

    Uma vez regenerados, transformados, precisamos prosseguir e ser aperfeiçoados. Subjugar o velho homem e a velha natureza é assunto para todo dia. O pecado não terá domínio sobre nós, se nos apresentarmos como vivos para Deus, mortificando, pela lavagem da regeneração, os nossos membros (Romanos 6).

     

    2 – Materiais empregados: bronze (espelhos) e água pura

     

    Bronze é o resultado da fundição do cobre com o estanho, e fala da autoridade divina de Jesus para conhecer o pecador, compadecer-se dele e também julga-lo. Bronze é o Jesus, Divino, Juiz, Duro, resistente a qualquer situação. A bacia, na forma de uma grande taça, é toda ela bronze maciço, inclusive a base, é, portanto juízo sobre juízo.

     

    Agora uma parte muito importante da bacia: quando Moisés falou que precisavam de cobre como matéria prima, Deus falou com as mulheres que esta era a oportunidade de participarem da obra do Senhor, doando seus espelhos de cobre (não havia ainda objetos de vidro) e as mulheres doaram seus espelhos, abriram mão de algo muito importante para elas. Estes espelhos foram derretidos e se transformaram na Bacia revelada por Deus a Moisés. Esta Bacia, depois de pronta, não tinha como identificar o quê era de quem. Na minha experiência de 35 anos de ministério pastoral, pelas Igreja por onde passei, sempre dei todo apoio ao grupo das mulheres e fui por elas sustentado em oração pelas madrugadas, num trabalho anônimo e incessante, mas visto de perto pelo Senhor.

     

    A bacia fala de Jesus, que na última ceia lavou os pés de cada discípulo. Jesus é a Palavra. Não precisamos mais de um espelho humano para ver o que há de errado conosco, mas a Palavra é que nos vai revelar o que precisa ser mudado, melhorado. “A própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.” (João 12.48) Ver também Tiago 1.23-24.

     

    Água – serve para lavar, limpar, purificar. Uma equipe médica, antes de uma cirurgia, passa um bom tempo lavando as mãos e escovando as unhas. Jesus disse a Pedro, em João 13.8 “se eu não te lavar, não tens parte comigo”

     

    3 – Conclusão

     

    A bacia de bronze fala de Jesus como Juiz, que julga nossas atitudes do dia-a-dia e requer de nós uma santificação também dia-a-dia. Esta santificação diária vem pela Palavra, que é também o nosso espelho. Temos que nos espelhar no Senhor Jesus!

    A bacia fala do cuidado e da responsabilidade de quem exerce qualquer serviço na Casa de Deus, e fala de morte para quem não observar a orientação de Deus. A Bacia nos lembra que somos chamados a prosseguir em nossa caminhada, porque somos Sacerdócio real.

     

    Deus te abençoe!

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    Alcides de Moraes Mendes – Mineiro, casado, pastor aposentado da 4ª RE (MG/ES)

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